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Sex, Nov

Silvio Santos foi criticado por relembrar mensagem usada na ditadura (Foto: SBT)

Nacional


"Brasil, ame-o ou deixe-o". Este foi o slogan divulgado pelo SBT na terça-feira, 6. O bordão foi transmitido pela primeira vez durante o intervalo do programa Fofocalizando.

Ao som do hino nacional, a vinheta tinha 15 segundos. A frase "Brasil, ame-o ou deixe-o" era dirigida aos opositores da ditadura militar no País, no período de 1964 a 1985.

Após a reação negativa nas redes sociais, o SBT retirou o slogan do ar.

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"A emissora cometeu um equívoco de não se atentar que este bordão foi forte na época do regime militar", segundo nota oficial da assessoria de imprensa do SBT enviada ao E+.

Nas redes sociais, os internautas não perdoaram e satirizaram a palavra "equívoco" utilizada pelo canal de Sílvio Santos.

Ao mesmo tempo, apesar da repercussão negativa do bordão "Brasil, ame-o ou deixe-o", o dono do Baú preparou uma série de mensagens enaltecendo o patriotismo, com direito a músicas e slogans de campanhas nacionalistas promovidas durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici, um dos períodos mais repressivos da época.

De acordo com o documento enviado pelo SBT, a ideia das vinhetas é "passar uma mensagem de união, esperança e otimismo aos telespectadores brasileiros e aos que não são, porém vivem no País".

No ar desde os anos 1980, o canal foi parar nas mãos de Silvio Santos graças a concessão dada por um dos presidentes do regime militar, João Figueiredo. Arlindo Silva, que trabalhou durante 25 anos com o dono do SBT como assessor de imprensa, diretor de Jornalismo e porta-voz nas campanhas políticas, conta detalhes da concessão no livro A Fantástica História de Silvio Santos.

Logo após conquistar a então TVS, o empresário criou o quadro Semana do Presidente, em que eventos de agenda presidencial eram divulgados. O programa foi ao ar por mais de vinte anos.

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O técnico Levir Culpi apontou que o clima político do Santos, que passará por eleições presidenciais no fim do ano, vem afetando o desempenho do time dentro de campo. Essa foi a avaliação do treinador após o empate por 1 a 1 com o Sport, na Ilha do Retiro, na noite de quinta-feira, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

“Tenho certeza. Já trabalhei em vários clubes que tinham o mesmo problema. As eleições serão em dezembro e vocês já sabem o que vai acontecer”, afirmou Levir, que não tem permanência assegurada no Santos para 2018 e indicou pessimismo nas suas palavras sobre a possibilidade de seguir à frente do time.

 

Ao mesmo tempo, porém, o treinador assegurou que há boa relação entre jogadores e membros da comissão técnica do Santos, apontando que o time segue firme na briga por uma vaga na edição de 2018 da Copa Libertadores. “O ambiente está bom no elenco, mas nós queremos classificar o time para a Libertadores”, disse.

 

O empate com o Sport foi o terceiro consecutivo do Santos no Brasileirão e o impediu de se aproximar do líder Corinthians, o deixando com 50 pontos, na quarta colocação, a nove do primeiro colocado. Questionado se a equipe ainda tem chances de alcançar o rival, Levir se irritou na sua entrevista coletiva no Recife.

 

“É uma resposta boba. O que você quer que eu responda?. O Corinthians está muito na frente. A gente pode alcançar, é muito difícil, mas é possível. Temos que acreditar no trabalho e buscar a vitória. A pergunta foi inteligente, mas não existe resposta”, concluiu.

 

O Santos voltará a jogar pelo Brasileirão no domingo, quando vai receber o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro, pela 30ª rodada.

A seleção brasileira encerra nesta terça-feira contra o Chile, às 20h30, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, uma caminhada que começou preocupante e tumultuada, mas que termina de maneira positiva. Com a equipe classificada há algum tempo para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, exibindo um futebol consistente e de qualidade e de bem com a torcida. Por isso, o jogo também será de agradecimento ao torcedor, com um mosaico expressando o reconhecimento e um show do cantor Thiaguinho, entre outras atividades.

 

Em campo, a seleção terá a oportunidade de devolver a única derrota sofrida nestas Eliminatórias Sul-Americanas, justamente para o próprio Chile (2 a 0), em Santiago, na estreia. E poderá deixar o adversário fora da Copa, se mantiver o histórico de sempre vencê-lo em casa em jogos classificatórios ao Mundial (sete vitórias em sete confrontos até hoje) e resultados desfavoráveis aos chilenos, atuais terceiros colocados com 26 pontos, ocorrerem.

 

O técnico Tite mantém a base da equipe. Vai experimentar Ederson no gol e Alex Sandro permanece na lateral esquerda. Marquinhos estará na zaga e vai ser o capitão. “Não posso desestruturar a equipe demais. Se mexer demais, você perde a organização e a preparação”, justificou o comandante. “Não se pode atrapalhar o senso de equipe. Por isso que tomei o cuidado de não mexer excessivamente. Porque aí você vira Professor Pardal”.

 

O treinador lamentou o fato de o Chile correr risco de não ir à Rússia. “Em termos de equipes e de individualidades, são duas seleções que apresentam o melhor futebol da América do Sul”, analisou. Nem por isso o Brasil será “complacente” e diz que a seleção está preparada para neutralizar o jogo de triangulações, jogadas curtas e em profundidade que, espera, o adversário apresentará.

 

Escolhido capitão por seu alto nível de concentração, o paulistano Marquinhos, que será o 13.º jogador a vestir a braçadeira com Tite, disse ser uma ocasião especial, pois a sua família estará no estádio Allianz Parque. Ele espera um Chile forte ofensivamente. “O jogo deles é muito agressivo, tem peças muito fortes no ataque, que buscam o jogo de pressão” .

 

Juan Antonio Pizzi, argentino que dirige o Chile, sabe que a alternativa de sua seleção é conseguir um bom resultado e, por isso, tenta se ater ao presente e deixar de lado o retrospecto negativo contra o Brasil. “O histórico não tem incidência no jogo. As estatísticas são só estatísticas. Cada jogo e cada situação são diferentes”, afirmou.

 

Treino da Seleção no Allianz Parque. Lucas Figueiredo/CBF

 

Treino da Seleção no Allianz Parque. Lucas Figueiredo/CBF

O mercado financeiro manteve a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em 3,08%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada no site do Banco Central (BC) todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.

Para 2018, a estimativa para o IPCA é mantida em 4,02% há quatro semanas consecutivas. As projeções para 2017 e 2018 permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 7,5% ao ano. A expectativa do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 e de 2018 segue em 7% ao ano.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, foi mantida em 0,73% este ano, e em 2,5% para 2018.

O Brasil não se resume apenas a um Estado, tanto da federação quanto de “espírito”. Porém, ultimamente, o mundo da política parece se pautar por temas relacionados unicamente às movimentações palacionas de Brasília (DF), que nada mais são do que disputas pelo poder. É importante acompanhar os bastidores daquele universo paralelo e desconexo da realidade. No entanto, muitas outras situações relevantes para o País ocorrem fora dos limites da capital federal, que vive sob uma simbólica redoma de vidro.

Dali se assiste a toda a articulação de Michel Temer e seus “aliados”, para garantirem a imunidade e a sobrevivência no poder. Para isso, não importa quanto suas ações custarão ao País ou quão danoso este jogo é para a população, que não tem controle sobre aqueles que deveriam representá-la. Um exemplo da pobreza de espírito do Brasil foi a decisão de Aécio Neves em mudar a presidência do PSDB. O tucano – que estava afastado da liderança do partido, depois de ser gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS – reassumiu o cargo na última quinta-feira e, em seguida, destituiu o presidente interino Tasso Jereissati (CE). Para o lugar, foi indicado o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman.

Mas qual a relevância disso para a população? Pode-se afirmar que nenhuma, pois se Aécio tivesse indicado para o lugar de Jereissati uma melancia, não faria nenhuma diferença à Nação. No seu jogo, o que o senador mineiro fez foi garantir quatro ministérios para o seu partido – que podem ser perdidos, caso Jereissati vença as eleições internas do partido, em 9 de dezembro. Dois cenários se apresentam ao PSDB: perder ainda mais sua desgastada força política ou, caso o indicado de Aécio, o governador de Goiás Marconi Perillo, vença, ser coadjuvante do governo Temer. A questão pode definir o futuro do PSDB, mas os dois grupos de tucanos, bicudos que são, não se bicam. Perdem tempo dividindo mais uma vez suas forças e talvez a chance de se apresentarem como opção em 2018.

Decisivo para a seleção brasileira se classificar antecipadamente à Copa do Mundo de 2018, Tite teve o seu bom começo à frente da equipe nacional reconhecido nesta quinta-feira pela Fifa, quando foi um dos 12 nomes indicados ao prêmio de melhor técnico do mundo.

Tite está à frente da seleção brasileira desde junho de 2016 e, nesse período, registrou 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, com oito vitórias. Além disso, disputou três amistosos, com dois triunfos e um empate. E esse desempenho levou o Brasil a assumir a liderança do ranking de seleções da Fifa.

Agora, então, ele foi incluído entre os 12 indicados ao prêmio de melhor técnico do mundo por uma comissão da Fifa. Mas ele terá adversários que também realizaram grandes trabalhos nos últimos meses na disputa pela honraria, caso, principalmente, de Zinedine Zidane, campeão espanhol e da Liga dos Campeões pelo Real Madrid na última temporada.

A relação também conta com os italianos Massimiliano Allegri, campeão italiano e vice da Liga dos Campeões pela Juventus, Carlo Ancelotti, campeão alemão pelo Bayern de Munique, e Antonio Conte, campeão inglês pelo Chelsea. Os espanhóis Luis Enrique, que deixou o Barcelona ao término da última temporada, e Pep Guardiola, do Manchester City, foram indicados.

A lista também conta com os portugueses Leonardo Jardim, campeão francês pelo Monaco, e José Mourinho, campeão da Liga Europa pelo Manchester United. E a lista é completada pelos argentinos Mauricio Pochettino, do Tottenham, e Diego Simeone, do Atlético de Madrid, e por Joachim Löw, campeão da Copa das Confederações com a Alemanha e outro treinador indicado ao prêmio que está à frente de uma seleção, ao lado de Tite.

O vencedor do prêmio será escolhido através dos votos de treinadores de seleções nacionais, seus capitães, jornalistas e torcedores. A votação se encerrará em 7 de setembro e leva em consideração o período de 20 de novembro a 2 de julho. E os três finalistas serão anunciados ainda em setembro, assim como os dos outros prêmios distribuídos pela Fifa. A cerimônia de entrega está agendada para 23 de outubro, em Londres.

Um desses prêmios é o de melhor técnico de equipes femininas. E, nesse caso, a Fifa apontou nesta quinta-feira dez candidatos. São eles: Olivier Echouafni (seleção francesa), Emma Hayes (Chelsea), Ralf Kellermann (Wolfsburg), Xavi Llorens (Barcelona), Nils Nielsen (seleção dinamarquesa), Florence Omagbemi (seleção nigeriana), Gerard Precheur (Lyon), Dominik Thalhammer (seleção austríaca), Sarina Wiegman (seleção holandesa), Hwang Yong-Bong (seleção norte-coreana).

A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região multou Neymar, seus pais e três empresas que administram a carreira do atacante do Paris Saint-Germain em R$ 3,8 milhões. O valor corresponde a 2% da causa que bloqueou R$ 192,7 milhões em bens da família do jogador para garantir o pagamento de dívidas com a Receita Federal do Brasil.

 

Na decisão em que aplicou a multa, o desembargador Carlos Muta alega que a conduta de Neymar no processo “caracteriza litigância de má-fé e ato atentatório à dignidade da Justiça”. Ainda de acordo com o desembargador, a multa foi aplicada “em razão do caráter manifestamente protelatório do recurso manejado” pela defesa do jogador. Em outro trecho da decisão, Muta afirma que Neymar buscou “embaraçar a continuidade do processamento”.

 

O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região informou ao jornal O Estado de S.Paulo que a multa ainda não foi paga e que a defesa de Neymar não protocolou recurso contestando a cobrança. Advogado do jogador, Marcos Neder disse à reportagem que não poderia “comentar sobre o caso no momento”. A assessoria de imprensa do atleta foi procurada, mas optou por não se pronunciar.

 

Desde setembro de 2015, a Justiça mantém bloqueados R$ 192,7 milhões em bens do atacante do Paris Saint-Germain por causa de multas e impostos cobrados ao jogador pela Receita Federal. O valor inicial era de R$ 188 milhões, mas foi corrigido.

 

A acusação do Fisco é de que Neymar não quitou os seus tributos como pessoa física e teria usado empresas da família para pagar menos imposto. A alíquota do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) é de 27,5%, enquanto que a do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) varia entre 15% e 25%. Para a Receita Federal, inclusive, o jogador criou as empresas com o único objetivo de receber salário em forma de direitos de imagem e, assim, pagar menos tributos.

 

O bloqueio judicial abrange imóveis do jogador e de sua família em Santos, Guarujá, São Vicente, Praia Grande, São Paulo e Itapema (SC), além de um iate e um avião. O jogador pode usufruir dos bens, mas está impedido de negociá-los.

 

A Justiça vê riscos de Neymar e seus pais venderem o patrimônio e não pagarem os tributos. Por isso que os bens da família continuam indisponíveis por tempo indeterminado.

 

Em março deste ano, o jogador obteve vitória em processo fiscal julgado pelo Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), em Brasília, e seus advogados estimam que a decisão poderá reduzir a cobrança da Receita Federal entre 50% e 70%. A falta de comprovação dos efeitos práticos do julgamento do Carf, porém, fez com que a Justiça mantivesse indisponíveis os bens de Neymar.

 

Para evitar novos problemas com o Fisco, o contrato entre o atacante e o Paris Saint-Germain, assinado em agosto, prevê o pagamento apenas de salários, sem direitos de imagem. Neymar recebe 30 milhões de euros por ano (R$ 111,8 milhões pela cotação atual).

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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