Desabamento aconteceu por conta de fortes chuvas (Foto: Romildo de Jesus/Futura Press/AE)

Nacional

Quatro pessoas morreram após o desabamento de um prédio de três andares na manhã desta terça-feira, 13, em Pituaçu, bairro localizado na zona leste de Salvador. São elas: Robert de Jesus, de 12 anos,  Artur de Jesus, de um ano de idade, Rosemeire Pereira de Jesus, de 34 anos, e Alan Pereira de Jesus, de 31 anos. As quatro vítimas fatais pertenciam a uma mesma família. Rosângela Santana de Jesus, avó das crianças, passou mal e foi levada ao hospital.

Segundo a Defesa Civil do município (Codesal), o edifício ficava em uma área de ocupação informal e desabou devido às fortes chuvas que atingiram a cidade na manhã desta terça, sendo que em alguns locais o índice pluviométrico chegou a 100 milímetros.

O Corpo de Bombeiros informou que, ainda, pelo menos três pessoas foram atendidas por moradores e encaminhadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o hospital: Sabrina Menezes, de menos de 1 ano de idade, Alex Pereira de Jesus, de 29 anos, e uma mulher identificada como Beatriz, de 30 anos.

Segundo os vizinhos, pelo menos seis pessoas viviam no imóvel, mas ainda não se sabe quantas delas estavam no local no momento do desabamento. Os trabalhos de busca continuam e o Samu montou uma estrutura emergencial na área, com seis ambulâncias e 15 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos.

Fortes chuvas atingem Salvador

Segundo a Defesa Civil de Salvador (Codesal), a queda do prédio foi a ocorrência mais grave registrada na capital da Bahia em função da forte chuva que atinge a cidade nesta terça-feira. A tempestade ainda provocou acidentes de trânsito, deslizamentos e alagamentos em diversos pontos.

Em nota, a Prefeitura lamentou a tragédia e garantiu que a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza vai prestar toda a assistência necessária às famílias atingidas, incluindo as de seis residências vizinhas embargadas temporariamente. As famílias serão cadastradas e vão receber auxílio-moradia.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, o tempo ficará instável em Salvador até quarta-feira,14, com nebulosidade, chuvas isoladas e trovoadas.

*Com informações da Agência Brasil. Matéria atualizada às 14h04. 

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Corinthians x Chapecoense é um dos confrontos do torneio nacional (Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

Futebol

Ainda que com dois confrontos das oitavas de final ainda a serem concluídos, a CBF sorteou nesta quarta-feira os duelos da próxima fase da Copa do Brasil e definiu o clássico entre Flamengo e Grêmio como uma das séries das quartas de final. Além disso, o Corinthians terá pela frente a Chapecoense.

Os outros dois confrontos das quartas de final da Copa do Brasil envolvem Palmeiras e Santos, mas seus adversários ainda serão determinados. O Palmeiras terá pela frente o vencedor da série entre Vasco e Bahia, enquanto o rival do Santos vai sair do confronto entre Cruzeiro e Atlético-PR.

O duelo entre Flamengo e Grêmio envolve oito títulos da Copa do Brasil, sendo cinco deles conquistados pelo time gaúcho, que estreou nas oitavas de final desta edição do torneio e passou pelo Goiás. O clube carioca também iniciou a sua participação na mesma etapa e eliminou a Ponte Preta. Além disso, em 1997, o Grêmio foi campeão exatamente em uma final contra o Flamengo.

Corinthians, dono de três títulos da Copa do Brasil, e Chapecoense também só estrearam nas oitavas de final, por serem representantes do País na Copa Libertadores, assim como Flamengo e Grêmio. A equipe paulista passou pelo Vitória, enquanto o clube catarinense deixou para trás o Atlético Mineiro.

O sorteio também determinou o chaveamento para as semifinais da Copa do Brasil. E ficou definido que o time que avançar em Corinthians x Chapecoense (série 1) vai encarar o que passar de Flamengo x Grêmio (série 3). Já a outra vaga na decisão ficará entre quem passar de Vasco ou Bahia x Palmeiras (série 2) contra quem avançar de Cruzeiro ou Atlético-PR x Santos (série 4)

De acordo com informações divulgadas por Manoel Flores, diretor de competições da CBF, as quartas de final serão realizadas nos dias 1º, 8, 15 e 29 de agosto. E esta etapa da competição contará com a utilização do árbitro de vídeo.

Os dois duelos das oitavas que ainda não foram finalizados são Vasco x Bahia e Cruzeiro x Atlético-PR. Somente os jogos de ida destes confrontos foram disputados. As duas partidas da volta estão marcadas para 16 de julho, apenas um dia depois da final da Copa do Mundo na Rússia. O Bahia venceu o por 3 a 0 em casa, enquanto o Cruzeiro bateu o Atlético-PR por 2 a 1 em Curitiba.

Pelas regras do sorteio, todos os confrontos eram possíveis, pois não houve qualquer divisão por potes. Os times que já estão assegurados nas quartas de final são Corinthians, Palmeiras, Santos, Grêmio, Chapecoense e Flamengo.


Confira os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil. Os times da direita fazem o jogo da volta em casa. 

1 - Corinthians x Chapecoense
2 - Vasco ou Bahia x Palmeiras
3 -  Grêmio x Flamengo  
4 -  Santos x Cruzeiro ou Atlético-PR

Meia Shaylon fez um golaço nos acréscimos (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

Futebol

O São Paulo foi a Salvador com a expectativa de vencer a primeira partida fora de casa no Campeonato Brasileiro. Não conseguiu, mas dentro das circunstâncias voltou com o empate por 2 a 2 com o Bahia na bagagem graças a um gol nos acréscimos. Com o resultado, o time do Morumbi chegou aos sete pontos, em cinco partidas disputadas, e continua sem perder no campeonato, no qual ocupa a 10ª posição.

Os dois times entraram em campo com um esquema semelhante, congestionando o meio de campo com muitos atletas e com um jogador de referência na frente. No caso do Bahia, com Edigar Junio, enquanto o São Paulo apostava em Tréllez. E desde o início o confronto foi pegado, com entradas duras, principalmente vindas do time da casa.

Só que em pouco tempo o Bahia marcou seu gol, quando Hudson chegou junto de Zé Rafael e o juiz marcou pênalti. Edigar Junio mandou no canto, Sidão quase pegou, mas o artilheiro do Bahia levou a melhor e comemorou. Pouco depois, Zé Rafael mandou uma bola na trave, quase marcando o segundo.



A partir daí, o São Paulo se encontrou mais em campo e quase fez com Nenê, que passou pelo goleiro e, quando era só tocar para o gol e comemorar, Everson salvou. O time do Morumbi até tomou um susto em chute de Elton, parado por ótima defesa de Sidão. Mas festejou aos 30, quando Nenê lançou Tréllez, que mandou de primeira e empatou.

A igualdade no marcador deu um certo alívio ao São Paulo, que reduziu o ritmo e numa desatenção da defesa acabou tomando o segundo gol. Em um lançamento de Elton, Élber desviou de cabeça e Edigar Junior chegou chutando de primeira. A bola desviou um pouco em Bruno Alves e Sidão não conseguiu defender.

Na volta do intervalo, o São Paulo começou buscando o empate enquanto o Bahia recuou e pouco produziu. Aos 6, Lucas Fernandes teve uma boa chance, chutando com perigo para fora. Mas foi só. Mesmo com o adversário apenas tentando segurar o resultado, a equipe paulista não conseguia engrenar.

O técnico Diego Aguirre ainda colocou Valdivia e Régis, a fim de ganhar mais poder ofensivo. Só que o time abusava dos erros e desperdiçava muitos passes na frente. Para piorar, corria grandes riscos nos contra-ataques do Bahia. Nos minutos finais, o São Paulo pressionou, até que Shaylon acertou um chute no ângulo, empatando a partida nos acréscimos.

Com o empate amargado no finalzinho do duelo, o Bahia ficou com cinco pontos, em 16º lugar, e corre o risco de entrar na zona de rebaixamento ainda neste domingo, caso o Santos, que tem três pontos, vença o Paraná em duelo na Vila Belmiro.

FICHA TÉCNICA:

BAHIA 2 x 2 SÃO PAULO

BAHIA - Douglas; João Pedro, Everson, Lucas Fonseca e Léo; Gregore, Elton, Vinicius (Régis), Zé Rafael e Élber (Mena); Edigar Junio (Kayke). Técnico: Guto Ferreira.

SÃO PAULO - Sidão; Militão (Régis), Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Jucilei, Hudson, Nenê (Shaylon), Lucas Fernandes (Valdivia) e Everton; Tréllez. Técnico: Diego Aguirre.

GOLS - Edigar Junio, aos 11 e 37, e Tréllez, aos 30 minutos do primeiro tempo; Shaylon, aos 47 minutos do segundo.

ÁRBITRO - Dewson Freitas (PA).

CARTÕES AMARELOS - Élber, Everson, Lucas Fonseca, Gregore, Elton, Arboleda, Everton e Régis (SP).

RENDA - R$ 529.597,50.

PÚBLICO - 20.847 pagantes.

LOCAL - Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

Palmeiras encosta nos líderes do Brasileirão (Foto: Cesar Greco/ Agência Palmeiras)

Futebol

O Palmeiras conseguiu acalmar a torcida após os protestos na sequência da derrota de domingo para o Corinthians e também durante o triunfo sobre o Junior Barranquilla, no meio de semana. Com uma vitória tranquila sobre o Bahia por 3 a 0, no Allianz Parque neste sábado, o primeiro triunfo na sua arena no Campeonato Brasileiro, o time alviverde chegou ao terceiro lugar no torneio, com 11 pontos. O Bahia, por sua vez, ainda não pontuou jogando fora de casa, soma três derrotas, e está na zona de rebaixamento, com cinco pontos.

O destaque do jogo foi o colombiano Borja. Depois de fazer três gols no meio de semana pela Libertadores, o colombiano confirmou a boa fase. Ele fez um gol - foi seu 15º na temporada -, deu uma assistência e se despede em alta. O atacante que está na lista preliminar do técnico Jose Pekerman e viaja neste domingo para a Colômbia para iniciar a preparação visando a disputa da Copa da Rússia. Se for confirmado entre os 23 convocados, ele só voltará após o Mundial.

A única mudança na escalação do Palmeiras foi a entrada de Willian no lugar de Dudu, suspenso. Como o próprio técnico Roger Machado afirmou, antes do início do jogo, era uma alteração que não comprometia o poder ofensivo já que o reserva era "um 12º titular". Dos 30 jogos do Palmeiras no ano, o atacante não foi utilizado em apenas duas partidas.

O atacante comprovou as palavras do chefe logo aos dois minutos, no primeiro ataque organizado do Palmeiras. Depois do toque em profundidade de Keno, Borja fez jogada de ponta e cruzou para Willian fazer seu sétimo gol no ano.

Embora tenha feito o gol rapidamente, o Palmeiras permitiu que o Bahia se recuperasse na partida. Em uma falha individual de Jailson, Junior Brumado quase empatou. Outro problema eram os espaços pelos lados do campo. Aos nove minutos, o lateral Léo cruzou na área para o desvio de Lucas Fonseca. A bola explodiu no travessão de Jailson.

Mas a chance do Bahia foi isolada. Em poucos minutos, o Palmeiras retomou o controle do jogo e passou a explorar as inúmeras falhas defensivas do rival para estabelecer seu domínio. A intensidade da equipe, que brigou por todas as bolas, a velocidade e o dinamismo do ataque espremeram o time baiano. O segundo gol veio aos 32. Marcos Rocha aproveitou um buraco na zaga e cruzou para o zagueiro Antonio Carlos completar na pequena área.

Nove minutos depois, nova jogada em profundidade. Desta vez, Lucas Lima tocou para Borja bater na saída do goleiro. Foi o 15º gol de Borja no ano, mas apenas o seu primeiro no Campeonato Brasileiro. Na comemoração, um lance curioso: Borja tirou a camisa e jogou-a para as arquibancadas. Gentilmente, os torcedores devolveram o uniforme.

Com a vitória definida ainda no primeiro tempo, o Palmeiras apenas administrou o resultado na etapa final. As chances ficaram mais raras. O principal lance da etapa final foi um gol incrível que o atacante Willian perdeu, sem goleiro, com o gol aberto, após passe de Keno aos 29 minutos.

O Palmeiras desacelerou no segundo tempo e deu muitos espaços para o Bahia, que igualou em número de finalizações com o time alviverde e chegou a acertar uma bola no travessão, a segunda na partida. Apesar da pressão, não conseguiu diminuir o placar.

O próximo compromisso do Palmeiras no Brasileirão também será em casa, no sábado que vem, quando receberá o Sport. No dia seguinte, na Fonte Nova, o Bahia buscará a reabilitação em duelo com o Vasco.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 3 x 0 BAHIA

PALMEIRAS - Jailson; Marcos Rocha, Antonio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Thiago Santos), Bruno Henrique e Lucas Lima; Willian, Keno (Guerra) e Borja (Hyoran). Técnico: Roger Machado.

BAHIA - Douglas (Anderson); Nino Paraíba, Everson, Lucas Fonseca e Léo; Gregore, Edson, Flavio (Vinícius) e Zé Rafael; Élber e Junior Brumado (Régis). Técnico: Guto Ferreira.

GOLS - Willian, aos dois, Antonio Carlos aos 32 e Borja, aos 41 do 1º tempo.

ÁRBITRO - Rafael Traci (PR).

CARTÕES AMARELOS - Lucas, Borja, Lucas Lima e Antonio Carlos (Palmeiras); Gregore (Bahia).

RENDA - R$ 1.517.906,22.

PÚBLICO - 26.351 espectadores.

LOCAL - Allianz Parque, em São Paulo (SP).

Santos ficará 15 dias sem jogar pelo Brasileirão (Foto: Felipe Oliveira/Bahia)

Futebol

Derrotado pelo Bahia no último sábado em seu segundo compromisso no Campeonato Brasileiro, o Santos não pensará tão cedo novamente no torneio nacional. Afinal, uma peculiaridade nas tabelas das competições da equipe a fará disputar dois jogos seguidos pela Copa Libertadores, ficando 15 dias sem entrar em campo pela principal competição do País.

Ao definir a tabela da Libertadores, a Conmebol determinou que o Santos atue nas duas próximas terças. O time primeiro receberá o Estudiantes, na Vila Belmiro, e depois vai ao Uruguai visitar o Nacional, no Parque Central, em 1º de maio. E entre um jogo e outro não atuará pelo Brasileirão.

Jogar no próximo fim de semana se tornou inviável para o Santos pela tabela do torneio continental e da competição nacional. A CBF definiu que o adversário do time na terceira rodada do Brasileirão será o Vasco. Só que se o Santos atuará nesta terça pela Libertadores, a equipe carioca só jogará por ela na quinta, quando receberá o Racing, em São Januário.

Além de inviabilizar a realização do jogo entre Santos e Vasco no próximo fim de semana, o apertado calendário acabou levando o confronto a ser adiado para uma data inusitada. Ele será realizado em 16 de julho, uma segunda-feira, no estádio do Pacaembu. O dia é o seguinte ao da final da Copa do Mundo na Rússia.



Até lá, o Santos ficará com um jogo a menos na tabela de classificação do Brasileirão, assim como o Vasco. Até por isso, o técnico Jair Ventura não contava com o tropeço diante do Bahia, pois agora o risco de o time figurar longe das primeiras posições do Brasileirão se tornou maior. "Como o nosso próximo jogo foi adiado, provavelmente a gente não vai ficar entre os primeiros. Queríamos ter uma gordura para brigar na parte de cima", lamentou.

Agora, no entanto, o foco do treinador está na Libertadores. Com seis pontos em três jogos, o Santos lidera o Grupo F, seguido por Estudiantes e Nacional, exatamente os próximos adversários, ambos com quatro. Dependendo dos resultados, o time poderá até entrar em campo no dia 6 de maio, em Porto Alegre, diante do Grêmio, pelo Brasileirão, já garantido nas oitavas de final da Libertadores.

Jair espera ver o Santos repetindo a vitória que teve sobre o Estudiantes na Argentina. "Será uma decisão. Vem para tentarmos a vitória na nossa casa. Temos de ter equilíbrio, jogo coletivo. É muito importante vencer em casa na Libertadores, não vai adiantar nada se a gente não fazer o nosso dever de casa", comentou.

O treinador também fez um apelo para a torcida lotar a Vila Belmiro na terça-feira. Em 2018, o maior público do Santos no seu estádio foi diante do Bragantino, quando 7.508 pessoas acompanharam a derrota por 1 a 0, no primeiro jogo do time como mandante nesta temporada.

"É uma competição em que somos os líderes da chave e contra o rival direto pela classificação. Aproveito a oportunidade para convocar a torcida a encher nosso estádio. Que possamos dar um passo grande para nossa classificação", disse.

Cidades do interior da Bahia possuem vários outdoors de Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Nacional

O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, apresentou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede a retirada imediata de outdoors com suposta propaganda eleitoral antecipada em favor do deputado federal e pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Os outdoors são veiculados nos municípios baianos de Paulo Afonso, Glória e Santa Brígida. O artigo 36 da Lei das Eleições impede expressamente a propaganda eleitoral antes de 15 de agosto. Já o artigo 39, veda a propaganda eleitoral mediante outdoors, inclusive eletrônicos, sujeitando-se a empresa responsável, os partidos, as coligações e os candidatos à imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil a R$ 15 mil.

Segundo Humberto Jacques, os outdoors têm "o objetivo de massificar a imagem do pré-candidato para o pleito futuro, retirando o equilíbrio da disputa". No agravo interno, vice-procurador-geral eleitoral questiona decisão do ministro Luiz Fux, que, no exercício da presidência do TSE durante o período de recesso, negou liminar do Ministério Público Eleitoral que pedia a retirada dos outdoors, alegando não haver pedido expresso de votos nas peças. 

"Imaginar que peças publicitárias de um candidato em uma eleição não contenham pedido explícito de votos é subestimar a inteligência dos publicitários, de candidatos e eleitores", afirmou. De acordo com ele, o pedido explícito de votos exigido pela lei como caracterizador da irregularidade não está vinculado, necessariamente, à expressão "vote no candidato x".

Histórico

No documento enviado ao TSE, Humberto Jacques lembra que outros outdoors foram localizados em outros 33 municípios de 13 estados com mensagens de apoio a Bolsonaro. Segundo ele, ao admitir a prática, a decisão do TSE pode dar ensejo à utilização indiscriminada desse tipo de propaganda.

Após a decisão que manteve provisoriamente os outdoors em circulação, Bolsonaro publicou um vídeo na internet defendendo que o uso do artifício estaria liberado pela Justiça Eleitoral. "Ora, qual seria a finalidade de tantos outdoors espalhados pelo País, com escritos similares entre si, que não a eleitoral, especialmente tratando-se de notório pré-candidato? A busca explícita de votos, ainda que disfarçada de apoio ao candidato, levando à massificação de sua imagem, constitui propaganda duplamente irregular, tanto por sua extemporaneidade quanto pela utilização de meio vedado", sustenta Jacques.

Para ele, imaginar que mensagem positiva de pré-candidatos, exposta em outdoors - posteriormente replicada em redes sociais - não se configura em propaganda eleitoral antecipada "é fazer letra morta da legislação eleitoral que, como já reconhecido por essa Corte Superior Eleitoral, tem por escopo proteger o próprio processo eleitoral", afirma Jacques, no documento.

Superfaturamento pode superar R$ 450 milhões, segundo a PF (Foto: José Cruz/ABR)

Nacional

O ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) está entre os investigados da Operação Cartão Vermelho, deflagrada nesta segunda-feira, 26, pela Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades em contratos envolvendo as obras do Estádio Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia.Um dos mandados de busca e apreensão foram feitos em sua casa, localizada em Salvador, informou por meio de nota o Partido dos Trabalhadores.

A Superintendência da Polícia Federal na Bahia informou que o ex-governador teria recebido R$ 82 milhões dos cerca de R$ 450 milhões desviados de obras da Arena Fonte Nova. 

Em nota, o PT classificou o episódio como “invasão”, relacionando-o ao que chama de “campanha de perseguição contra o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças”.

De acordo com a PF, há suspeitas de irregularidades em contratos envolvendo serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio. Um laudo pericial da PF informa que o caso pode ter resultado em um superfaturamento que, em valores corrigidos, superaria R$ 450 milhões.

Segundo a Polícia Federal, grande parte desses recursos teve como destino o pagamento de propina e financiamento de campanhas eleitorais. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em órgãos públicos, empresas e endereços residenciais dos envolvidos no esquema criminoso.

As suspeitas são de que, na prestação desses serviços, foram cometidas irregularidades como fraude em licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.

Na nota divulgada há pouco pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), a senadora diz que “a sociedade brasileira está cada vez mais consciente de que setores do sistema judicial abusam da autoridade para tentar criminalizar o PT e até os advogados que defendem nossas lideranças e denunciam a politização do Judiciário”.

De acordo com apurações feitas pela PF, as irregularidades beneficiaram o consórcio Fonte Nova Participações (FNP) – formado pelas empresas Odebrecht e OAS. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com o objetivo de localizar e apreender “provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro”.

*Matéria atualizada às 16h03

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.

Vice de presidenciável do PSL acredita que lar com presença paterna seria diferente (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Vice na chapa de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse na segunda-feira, 17, em São Paulo, que famílias pobres "onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", disse ele, durante palestra a empresários, fazendo um paralelo entre formação da família e ação de bandidos em áreas carentes. Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas de aproximação com outras economistas emergentes. Ele se referiu a esses países como "mulambada". "E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí." Na semana passada, Mourão já havia feito declarações consideradas polêmicas. Ele disse que o País precisaria de uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - o que, hoje, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. Nesta segunda, ele voltou a citar o tema da Constituição. Segundo o candidato a vice, a reforma da Carta representaria a "mãe de todas as reformas", uma vez que ela está desatualizada, apesar das emendas que sofreu. Bolsonaro Adotando um tom presidencial, o candidato a vice discursou por cerca de uma hora no evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com outras 21 entidades, que se reuniram num grupo chamado Reformar Para Mudar. Em sua fala, Mourão citou apenas uma vez Bolsonaro, que continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). "Bolsonaro é um estadista, não pensa apenas nesta eleição, mas nas próximas gerações", afirmou ele. Mourão reclamou também da forma como as forças policiais são criticadas quando atuam, na sua definição, "como polícia". "Temos de lembrar que direitos humanos são para humanos direitos", disse o general. "Se a polícia age como polícia, é duramente criticada: é o genocídio, o martírio da população brasileira. É trabalho enfrentar isso daí", disse ele, que foi aplaudido pela plateia. O militar foi aplaudido outras duas vezes enquanto discursava, ambas ao defender o livre mercado e a iniciativa privada. Ele defendeu, por exemplo, a privatização das áreas de refino e distribuição da Petrobras.
Ainda não possui um cadastro? Registre-se

ou

Articulistas

Colunistas

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

Opinião