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Sex, Nov

Redação será avaliada por regras gramaticais, fidelidade ao tema, coerência, coesão e conclusão (Foto: Sérgio Castro/AE)

Nacional

Conforme o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se aproxima, adivinhar o tema da redação se torna atividade habitual nos cursinhos de todo o País. A coordenadora de Língua Portuguesa do Grupo Etapa, Simone Motta, explicou que acertar é bastante difícil, mas é possível especular quais são os assuntos que podem ser objeto principal do exame. “Normalmente, eles pedem um tema brasileiro, vigente e que tenha um problema, para que o candidato apresente uma intervenção na conclusão”, disse.

Por isso, ela aposta que a questão possa ser ligada à demarcação de terras indígenas, campanhas de vacinação e até notícias falsas que circulam pelas redes sociais. “Este último é bastante forte e atual, é uma matéria social muito presente no cotidiano”, afirmou a especialista.

O professor de Língua Portuguesa do Colégio Santo Ivo, Ronan Colombi Gava, esclareceu que o gênero textual pedido pelo exame é dissertativo-argumentativo, o que exige a defesa de um ponto de vista por meio de argumentação consistente. “O corretor vai analisar o texto a partir de cinco competências e é muito importante que elas deem o norte para a produção textual”, disse.

Os pontos avaliados são: regras gramaticais, fidelidade ao tema, coerência textual, uso correto de elementos coesivos e conclusão de texto. “É preciso de muita leitura e análise linguística de textos, treinar problematização do tema e argumentos, além de ter conhecimento das conjunções e preposições e de como usá-las corretamente”, orientou Gava.

As apostas

Thiago Braga, professor de redação do sistema de ensino pH

Bullying nas escolas;

Obesidade no Brasil;

Os limites do humor;

Fake news;

Desmatamento na Amazônia;

Sistema carcerário;

Mobilidade urbana.

 Simone Motta, coordenadora de Língua Portuguesa do Grupo Etapa

Demarcação de terras indígenas;

Campanhas de vacinação;

Fake news;

Terceira idade e o mercado de trabalho;

Reforma da grade curricular.

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Escolher um curso universitário não pode depender de achismos; pesquisa pode ajudar a tomar decisão (Foto: Divulgação)

Nacional

Pelo menos seis em cada dez estudantes levam em consideração a vocação para escolher a formação. A informação foi revelada pela pesquisa “O Perfil do Candidato a vagas de estágio em 2018”, realizada com 5.410 estudantes de diversas regiões do Brasil pela Companhia de Estágios, empresa especializada em consultoria de vagas de estágio e trainee.

No levantamento, 61,8% dos participantes afirmaram escolher qual graduação cursar de acordo com a afinidade pela área de atuação e pela vontade em exercê-la. Em segundo lugar, apontado por 33,1% dos estudantes, está o mercado de trabalho e suas oportunidades, como crescimento, remuneração, vagas e outros fatores. Diferente de tempos antigos, quando os pais passavam o comércio para os filhos ou os influenciavam diretamente, apenas 2,3% dos entrevistados afirmaram levar este fator em consideração.

“Os jovens se guiam até o caminho profissional por três vertentes principais: afinidade, boa remuneração ou  maiores chances de sucesso”, explicou a psicóloga Greta Munhoz. Ela afirmou que no primeiro caso estão aqueles que encontraram o curso que mais se identificam, mesmo que signifique salários menores. Já nos outros, a tendência de crescimento de determinado campo de trabalho aumenta nos próximos anos.

De acordo com o instituto responsável pela pesquisa, hoje os jovens possuem mais informações para escolher uma graduação, além de contarem com testes vocacionais, feiras de profissões e coaches que podem orientar o futuro universitário. “É importante ter em mente que a graduação é uma porta que se abre para novas descobertas e o profissional pode se atualizar e enriquecer seu currículo com o tempo”, ressaltou Tiago Mavichian, diretor da Companhia de Estágios. Segundo Mavichian, após se formar é possível ainda mudar a rota da carreira por meio de novos cursos, especialização, mestrado e até uma formação complementar.

Experiência é a principal preocupação

Segundo o levantamento feito pela Companhia do Estágio, 66% dos estudantes acreditam na necessidade de que o estágio é essencial para ganhar experiência profissional, sendo que 57,6% dos entrevistados garantem que procuram este tipo de oportunidade já nos primeiros meses.
Os dados apontam ainda a preocupação dos estudantes, já que 57% deles consideram a falta de oportunidades o pior efeito da crise que o País enfrenta nos últimos anos. Mas, mesmo em meio a esses percalços da economia brasileira, 78% dos entrevistados têm uma visão otimista do mercado, um aumento de 2% em comparação com o ano passado.

Alunos da rede pública têm preparação gratuita para Enem

Todos os alunos do ensino médio das escolas públicas do Estado de São Paulo terão acesso, esse ano, gratuitamente, à plataforma preparatória para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do Instituto Politécnico de Ensino a Distância (iPED). As aulas foram gravadas diretamente da sede do instituto em São Paulo.

O objetivo do Projeto Evoluir é oferecer toda a expertise e tecnologia em aprendizagem para os alunos da rede pública, que muitas vezes não podem pagar por um cursinho. O iPED ainda oferece um sistema de análise para todos os professores da rede pública do Estado, que permitirá que os docentes saibam quais de seus alunos precisam de uma atenção especial e, ao mesmo tempo, quais são as dificuldades desses estudantes.

Os professores e diretores de escolas também terão um curso em vídeo, para que aprendam a utilizar todos os recursos e potencial da plataforma, que já conta com 15 mil dúvidas respondidas por docentes. O sistema também possui um simulado com centenas de questões comentadas do Enem para os alunos se prepararem para a prova.

Segundo dados divulgados pelo governo federal, os alunos da rede pública com maiores notas no Enem representam menos de 10% do total. “Pensando nisso, resolvemos oferecer a eles um conteúdo de alta qualidade, completo, com as mesmas aulas de reforço que os alunos de rede privada têm acesso, porém, sem custo nenhum”, afirmou Fabio Neves, fundador do iPED.     

Treinar para vestibulares é uma boa tática para manter a calma e se sair bem no exame oficial (Foto: Reprodução/ Facebook)

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O curso Objetivo Vestibulares realiza, em maio, dois importantes simulados para quem pretende mandar bem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e passar na Fuvest. As provas são gratuitas e as inscrições vão até 4 de maio, pelo site www.curso-objetivo.br, ou em uma das unidades do curso Objetivo.

O coordenador da instituição, Eduardo Figueiredo, disse que a prova é importante porque os estudantes podem verificar em que ponto estão mais fortes e detectar qual é o ponto fraco. “O segundo é na administração de tempo, quanto mais acostumado o candidato estiver, melhor”, explicou.

Nos simulados, o estudante vivencia o clima dos vestibulares com uma prova nos moldes da primeira fase dos exames mais concorridos (Fuvest, Unesp e Unicamp) ou como no Enem, com o mesmo grau de dificuldade, a mesma duração, e com um grande número de candidatos. É uma excelente oportunidade para testar os conhecimentos e enfrentar as provas com mais tranquilidade e segurança.

A atividade será nas unidades do Objetivo ou da Universidade Paulista (Unip). A primeira será o Fuvestão, dia 5 de maio, às 13h. O segundo simulado volta-se ao Enem e acontece em 20 de maio, das 13h às 19h, e em 27 de maio, das 13h às 18h30.

Serviço:

Simulado Fuvestão

5 de maio, às 13h

Inscrições gratuitas, feitas até 4 de maio pelo site www.curso­objetivo.br ou nas unidades do curso Objetivo.

Simulado Enem

20 de maio, das 13h às 19h

27 de maio, das 13h às 18h30

Inscrições gratuitas, feitas até 19 de maio, pelo site www.curso­objetivo.br ou nas unidades do curso Objetivo

Estudante que não permitir vistoria em quipá ou burca, poderá ser eliminado do exame (Foto: Arquivo/ABR)

Nacional

Os candidatos que participarão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão 30 minutos a mais para fazer a prova do segundo dia, que reúne conteúdos de ciências da natureza e matemática. Segundo o edital da prova deste ano, publicado nesta quarta, no Diário Oficial da União, os estudantes terão cinco horas para fazer a prova no segundo dia e cinco horas e meia no primeiro dia.

O edital continua prevendo a realização de revista eletrônica nos locais de prova, por meio do uso de detectores de metais. A novidade deste ano é que os alunos também deverão permitir que os artigos religiosos, como burca e quipá, sejam revistados pelo aplicador das provas. Quem não permitir a revista, poderá ser eliminado.

Assim como em 2017, neste ano, as provas do Enem serão realizadas em dois domingos seguidos: nos dias 4 e 11 de novembro. A estrutura da prova também não mudou: no primeiro dia serão aplicadas as provas de Redação, Linguagens e ciências humanas, com duração de cinco horas e meia, e no segundo dia, as provas de ciências da natureza e matemática, com cinco horas de duração.

As inscrições deverão ser feitas das 10h do dia 7 de maio às 23h59 de 18 de maio deste ano. A taxa de inscrição foi mantida em R$ 82. O pagamento deve ser feito entre os dias 7 e 23 de maio.

Isenções

A solicitação de isenção da taxa de inscrição deve ser feita entre os dias 2 e 11 de abril. Serão isentos os estudantes que cursam a última série do ensino médio em escola pública.

Alunos que fizeram todo o ensino médio na rede pública, bolsistas em instituições privadas ou pessoas que tenham renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio também não pagam a taxa. 

Também tem isenção o participante que declarar estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal . Neste ano, também são isentos os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) do ano passado.

Os participantes isentos da taxa de inscrição que não compareceram nos dias de prova no Enem do ano passado terão que justificar a ausência por meio de atestado médico, documento judicial ou boletim de ocorrência para fazer o Enem 2018 gratuitamente. O prazo para justificar a ausência no Enem do ano passado vai de 2 a 11 de abril.

Imprevistos

Segundo o edital deste ano, o participante afetado por problemas logísticos durante a aplicação poderá solicitar reaplicação do exame em até cinco dias úteis após o último dia de aplicação. Os casos serão julgados individualmente pela Comissão de Demandas.

No ano passado, cerca de 3,5 mil estudantes tiveram que refazer as provas em outra data por problemas como falta de energia nos locais do exame.

Direitos Humanos

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) retirou do edital o item que determinava que a redação que desrespeitasse os direitos humanos teria nota zero. No ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a suspensão da regra que previa a anulação da redação que violasse os direitos humanos.

Os resultados do Enem poderão ser usados em processos seletivos para vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Cursinhos preparam alunos com atmosfera semelhante à de um vestibular (Foto: Reprodução/Facebook Poliedro)

Nacional

Celular, televisão, música alta, conversas e até uma olhadinha na geladeira. Estudar em casa, sozinho, exige uma dedicação ímpar e raramente dá certo. Por isso, os cursinhos pré-vestibulares são a melhor forma de se preparar para a hora das avaliações, segundo especialistas.

Segundo Daniel Perry, coordenador do Anglo Vestibulares, além da preparação para o conteúdo que cai na prova, os cursinhos têm capacidade de melhorar o potencial psicológico do candidato. “Por exemplo, em um simulado, a gente faz um clima de vestibular. Quando ele for prestar a Fuvest, já terá vivido aquilo e terá mais calma para enfrentar o desafio”.

De acordo com Vinicius de Carvalho Haidar, coordenador do Curso Poliedro, a modalidade ajuda os estudantes a se cobrarem. “Tem uma preparação mais rápida, mas não há uma cobrança de nossa parte. Quem sabe o que deve estudar para se superar são os alunos”, disse. Outro ponto importante é a troca de experiências entre os candidatos.

O diretor do Cursinho Maximize, Tony Manzi, concordou. “O cursinho tem uma ênfase na motivação, pois os alunos percebem que, se esforçando e se preparando, vão conseguir os resultados esperados”, comentou. Eles disseram que, em caso de dúvidas, os cursinhos estão de portas abertas para conversarem e indicarem o melhor caminho.

Enem é atalho para jovens conseguirem vagas em universidades (Foto: Pablo Kennedy / AE)

Cidade

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogou o prazo para a solicitação de isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A data final, inicialmente marcada para 11 de abril, foi postergada para o dia 15 de abril.

Também foi prorrogado o prazo para os candidatos que tiveram isenção no ano passado e faltaram aos dois dias de prova justificarem sua ausência, para continuar tendo o benefício.

Segundo o Inep, o objetivo da mudança é dar mais tempo para que os participantes possam se adequar às novidades desta edição, “garantindo, assim, a isonomia a todas as pessoas com direito à gratuidade da taxa de inscrição do exame”, diz o instituto.

Tanto o pedido de isenção como a justificativa de ausência devem ser feitas no site enem.inep.gov.br. Todos os interessados em fazer o Enem 2018, isentos ou não, deverão fazer a inscrição no exame entre 7 e 18 de maio. As provas vão ocorrer em 4 e 11 de novembro.

Quem pode fazer o pedido

Tem direito à isenção os estudantes que estejam cursando a última série do ensino médio neste ano em escolas da rede pública, ou que tenham cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e tenham renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio. Também pode solicitar isenção o participante que declarar situação de vulnerabilidade por ser membro de família de baixa renda e que esteja inscrito no CadÚnico.    

Planejamento eficiente para o vestibular

Na hora dos vestibulares e dos concursos, uma boa estratégia pode diferenciar os candidatos que vão conseguir sua vaga dos que tentarão novamente em uma outra oportunidade. O planejamento pode resultar em melhor rendimento, de acordo com o coordenador do Curso Poliedro, Rodrigo Fulgêncio Mauro.

Segundo o especialista, para alcançar um objetivo, é preciso ter um planejamento eficaz. “Não é diferente com a aprovação nos vestibulares de medicina e outros cursos de ampla concorrência”, explicou. “A organização da rotina de estudos é essencial para não se perder durante o ano. A matéria atrasada aparece quando não existe um planejamento eficaz do que deve ser estudado em cada momento do dia.”

As dicas são as seguintes: identificar os conteúdos por nível de dificuldade – as mais complicadas devem receber atenção especial –, organizar uma carga horária adequada (ter em mente os estudos, resolução de exercícios e plantões de dúvidas), verificar matérias com maior peso para priorizá-las e adaptar o plano de estudos às necessidades semanais (afinal, o cotidiano está em constante mudança).

“O estudante pode distribuir as matérias de maneira intercalada e não deve se esquecer de descansar e se exercitar, além de ter momentos de descontração”, afirmou. Depois que tiver tudo planejado, basta dar a largada e trabalhar bastante.

Quem sonha em ingressar na faculdade neste semestre ainda pode aproveitar todo mês (Foto: Divulgação)

Cidade

Com o fim dos principais vestibulares de universidades públicas, os candidatos têm pouco tempo para realizar os trâmites e tentar estudar ainda neste semestre. Quem quiser utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em entidades particulares ou para o Programa Universidade para Todos (Prouni) ainda tem algumas opções.

Os chamados vestibulares “fora de época”, realizados após o início das aulas, estão com inscrições abertas durante o mês de março. Além disso, o Prouni está disponível até amanhã e o cadastro deve ser realizado por meio do site do programa.

O Metrô News buscou as principais instituições particulares de ensino superior do Estado de São Paulo para questionar sobre o processo seletivo. Na Universidade Paulista (Unip), os descontos para ingresso com a nota do Enem podem chegar a 100%. As provas tradicionais ocorrem até 18 de março e mais informações podem ser obtidas no site da instituição.

Na Anhembi, as provas vão até o dia 10 e as inscrições custam R$ 25. Já na Universidade Cidade de São Paulo e na Unicsul, o prazo vai até dia 18 e o custo é de R$ 30. Na Faculdade Sumaré, a matrícula ocorre no mesmo dia do vestibular, com desconto de 70% na mensalidade de março.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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