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Estudante que não zerou na redação e tem nota superior a 449 no ENEM pode participar (Foto: Reprodução/ProUni)

Nacional

O prazo para comprovação dos dados dos candidatos pré-aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) acaba amanhã. A confirmação das informações é requisito para garantir a vaga e deve ser feita na universidade onde o candidato vai estudar.

Os dados dizem respeito ao cadastro e à renda, tanto do candidato quanto de seu grupo familiar e prova de residência. O ProUni oferece bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação de instituições privadas de educação superior. Nesta edição, foram ofertadas 243 mil bolsas, sendo 113.863 integrais e 129.124 parciais.De acordo com o MEC, as bolsas integrais foram destinadas a estudantes com renda per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais são para os candidatos cuja renda familiar per capita vai até três salários mínimos.

Podem concorrer às bolsas do ProUni brasileiros sem diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2017, com nota superior a 450 pontos e que não tenham zerado a redação.
O estudante também deve ter cursado o ensino médio completo em escola pública, ou em instituição privada como bolsista integral, ter alguma deficiência, ser professor da rede pública ou estar enquadrado no perfil de renda exigido pelo programa. A segunda chamada está prevista para 2 de março.

Comprovação para o FIES vai até dia 28

As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), coordenada pelo Ministério da Educação (MEC), vão até o dia 28 de fevereiro, às 23h59. Os contratos vão seguir as novas regras do programa, aprovadas no ano passado. A previsão do Governo é atender a 310 mil pessoas em 2018.

Os recursos do Fies são destinados a financiar alunos em cursos superiores privados, desde que esses tenham avaliação positiva no MEC. O montante a ser pago depende de vários fatores.

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O compromisso é o maior desafio do estudante à distância (Foto: Divulgação)

Nacional

O uso da Educação à Distância (EAD) no Brasil cresceu pouco mais de 12% em apenas um ano, comparando-se aos anos de 2015 e 2016. Os dados são do Censo EAD.BR, lançadosn no fim do ano passado. Há dois anos, foram mais de 561 mil matrículas em cursos regulamentados totalmente à distância. Em 2015, eram 498 mil alunos adentrando esta modalidade.

O Censo destaca que estes números são subnotificados, porque algumas instituições de ensino optaram por não divulgar seus dados. A professora Elisabete Brihy, diretora do EAD da Universidade Paulista (UNIP), explicou que a tendência de crescimento deve seguir no País. “Existem diferenças grandes em termos de valores, porque é mais acessível, e na flexibilidade de tempo do aluno”, disse.

O diretor acadêmico de EAD da Estácio, Flavio Murilo de Gouvêa, concordou. “É uma modalidade mais democrática, mais acessível e que respeita o tempo de estudo de cada um dos novos alunos”, disse. “O futuro da educação passa, necessariamente, pelas metodologias da educação digital”, projetou.

Para o gestor do ensino superior do Senac EAD, Alcir Vilela Junior, afirmou que a modalidade já é fundamental para o futuro da educação superior no Brasil. “O EAD também traz novas possibilidades mesmo para o ensino presencial, com novas tecnologias, metodologias e abordagens educacionais”, falou.

Apesar da vida atarefada, Elisabete também é estudante EAD. “Curso gastronomia, estou no último semestre. Não é fácil, mas consigo conciliar com mais facilidade do que se fosse presencial”, afirmou.

Rotina e estudos: combinação perfeita na modalidade

O administrador Rubens de Maris Junior é enquadrado num dos casos em que a rotina é corrida. Ele optou por estudar processos gerenciais na Universidade Univeritas/UNG. “Resolvi reciclar conhecimentos, conciliando atividades profissionais com os estudos”, disse. E para quem acha que o EAD não tem o mesmo poder de ensino das disciplinas presenciais, ele destacou que a disciplina é essencial para o aprendizado ser efetivo. “Mas isso também é na sala de aula. Não adianta ficar mexendo no celular e não prestar atenção. É a mesma coisa”, completou Elisabete.

Atacante teve uma fissura no quinto metatarso (Foto: Reprodução/Facebook)

Esporte

O atacante Neymar vai ter que passar por uma cirurgia para reparar a fissura no quinto metatarso – osso do pé que se conecta ao dedo “mindinho” – e só voltará aos gramados em maio, um mês antes da Copa do Mundo. A informação é do Globoesporte.com.

Nesta segunda, 26, o PSG chegou a divulgar uma nota sobre a lesão do brasileiro.  A princípio, o tempo de recuperação era estimado entre três e quatro semanas. De qualquer forma, ele já perderia o confronto contra o Real Madrid, válido pela Champions League. E, dificilmente, atuaria nos amistosos da seleção brasileira diante de Rússia (23/03) e Alemanha (27/03). Agora, oficialmente, ele está fora destas duas partidas.

Com a necessidade do procedimento no pé direito, a recuperação de Neymar será mais longa – cerca de dois meses. Desta forma, o atacante poderá jogar nas últimas três rodadas do Campeonato Francês, competição que o PSG lidera com folga – 14 pontos à frente do vice-líder Monaco.

Caso o clube francês avance até a semifinal da Champions, o brasileiro estaria apto para jogar a segunda partida. Vale ressaltar que o PSG precisa reverter uma desvantagem de dois gols em relação ao Real Madrid, que, na primeira partida das oitavas, venceu a equipe parisiense por 3 a 1, na Espanha. A volta será na próxima terça, 6, na França.

Técnico também diz ser injusto uma transexual jogar vôlei entre mulheres

Copa 2018

Tite está a quatro meses do início de seu maior desafio. A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo em 17 de junho, contra a Suíça, e o treinador passa os dias debruçado nos últimos detalhes para que tudo dê certo na Rússia. Dar certo significa ser campeão. É pressão forte, que traz momentos de insegurança e ansiedade. Ainda assim, ele garante que consegue manter-se sereno. "Um bom dia de trabalho me traz serenidade", disse, em entrevista ao Estado.

A conversa ocorreu em um dos locais preferidos de Tite: sua sala na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Nela, passa boa parte dos dias entre relatórios, planilhas, uma lousa com um campo de futebol que contém distribuição tática e frases de autoajuda e algumas imagens de santos.

À vontade, o treinador de 57 anos falou de futebol e de assuntos polêmicos como árbitro de vídeo. E de política. Defendeu de forma enfática o combate à corrupção e deu um recado claro: não vai se deixar ser usado. "Não vou a Brasília nem antes nem depois da Copa. Nem ganhando, nem perdendo".

Teme insucesso na Copa?

Claro! Isso é real. Isso me engessa e me amedronta? Não, mas eu convivo com isso porque não ir bem é uma das possibilidades que tenho na seleção porque vou enfrentar outras de nível. Quando a gente procura querer controlar resultado, isso pode te engessar, gerar pânico. Agora, uma pitada de medo faz com que te prepare melhor, te desafie mais. Eu me desafio. Eu quero ser o melhor Tite possível.

É tradição que a seleção, quando campeã, vá a Brasília falar com o presidente. Você vai a Brasília se for campeão?

Eu, Adenor, não vou na ida nem na volta. Nem ganhando, nem perdendo.

Teme ser usado politicamente? Estamos em ano de eleição...

Não, não. Já aconteceu até comigo, de não ser autorizado, ser filmado e daqui a pouco estar aparecendo a minha imagem num processo seletivo de apoio. Tenho esses cuidados. Até porque é muito mais importante politicamente nós termos um bom comando porque isso vai gerar uma educação melhor pro País, saúde melhor, segurança maior. Entre a política limpa e o esporte, a prioridade é a política, para a gente ter um Brasil melhor. Se tiver, vai ter um esporte, um futebol melhor.

Você vai declarar apoio a algum candidato?

Não publicamente, mas internamente, as pessoas próximas a mim, vão saber as pessoas que eu gosto. Mas essa eu já externo: eu não sei às vezes escolher qual que é o melhor, mas eu posso ver quem tem ficha suja. E esses de ficha suja, pra mim, estão todos fora.

Você apoiaria, ou votaria, em alguém ligado ao esporte? Por exemplo, o Bernardinho pode se candidatar...

Se for ficha limpa, sim. Esse é o pré-requisito básico.

Em que ocasiões você olha para essas frases que escreve na lousa que está em sua sala (Saber, ver, entender para julgar e orientar e quem não consegue mudar de opinião não muda nada, entre outras)?

Quando me sinto inseguro, quando meu fantasminha bate mais forte, minha expectativa se torna maior. Eu dou uma refletida, recorro a elas (frase) e começo a refletir.

E quando isso não é suficiente, a quem você recorre?

À minha família. A minha esposa talvez saiba muito mais (sobre ele). À minha espiritualidade, de ficar um tempo quieto, fazendo reflexão, meditação.

Você está morando no Rio de Janeiro. Como está a adaptação?

Boa, mas é difícil acostumar com o calor. E tem a violência. Preocupa, chateia.

Existe uma polêmica no vôlei em relação à transexualidade. O que você acha da inclusão do transexual no esporte?

Não é uma questão de preconceito, é uma questão biológica. Foi uma menina do vôlei que respondeu e eu tenho exatamente a mesma opinião. Tu desenvolves níveis de força, testosterona e o escambau, tem uma força maior que o garoto tem em relação à mulher, à velocidade. Aí, daqui a pouco tu modificas e levas uma vantagem biológica em relação ao processo de maturidade. O quanto isso é justo? Não me parece justo. E não é uma questão de preconceito, é uma questão biológica.

Craque deve desfalcar seleção em amistoso contra a Alemanha (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

O atacante Neymar, do PSG, teve uma fissura no quinto metatarso do pé e não joga contra o Real Madrid, partida válida pela volta das oitavas de final da Champions League. O jogo está marcado para o dia 6 de março, às 16h45, na França. A informação foi confirmada pelo próprio clube francês.

Por causa da lesão, o brasileiro deve ficar no mínimo três semanas longe dos gramados. Desta forma, não preocupa para a Copa do Mundo. No entanto, o camisa 10 da seleção não deve participar do amistoso contra a Alemanha, marcado para o dia 27 de março.

 Neste domingo, o craque torceu o tornozelo sozinho em jogo do PSG e deixou o campo aos prantos. Havia suspeita de rompimento de ligamento, o que o tiraria do Mundial da Rússia.

Marquinhos

O zagueiro teve constatada uma lesão muscular de grau 1 após exame de ultrassonografia. Segundo o site Globoesporte.com, o defensor é dúvida para a partida diante da equipe espanhola.  

Na ida, em Madri, o time de Cristiano Ronaldo venceu o adversário parisiense por 3 a 1. Agora, pode até perder por um gol de diferença para avançar às quartas de final da competição europeia.

Brasileiro está longe dos gramados desde dezembro

Futebol

O técnico Pep Guardiola deu uma ótima notícia para a torcida do Manchester City e para a seleção brasileira. O espanhol anunciou a volta do atacante Gabriel Jesus aos treinos da equipe nesta sexta-feira, um mês e meio após a lesão sofrida no joelho esquerdo.

"Gabriel Jesus estará treinando conosco hoje. Esta é uma boa notícia", declarou o treinador em entrevista coletiva nesta sexta, momentos antes da atividade no CT do City.

O próprio treinador, no entanto, rechaçou fazer uma previsão para o retorno do atacante brasileiro aos gramados. "Eu não sei quando ele estará pronto para jogar. O primeiro passo era fazer uma ou duas semanas de treinos sozinho. Agora, será seu primeiro treinamento com a equipe."

Gabriel Jesus lesionou o ligamento colateral do joelho esquerdo durante o empate do City com o Crystal Palace por 0 a 0, em 31 de dezembro do ano passado. A princípio, chegou-se a temer que a contusão fosse grave e colocasse em risco até sua ida à Copa do Mundo, mas após a realização de exames, foi diagnosticado um problema mais leve, que sequer exigiu intervenção cirúrgica.

A tendência é que Jesus volte aos campos nas próximas semanas, mas ele ainda não terá condições de reforçar sua equipe na próxima segunda-feira, quando o City encara o Wigan, fora de casa, pela Copa da Inglaterra.

Willian vê muitas semelhanças entre Tite e Roger (Foto: Arquivo pessoal)

Futebol

O atacante Willian elogiou nesta quinta-feira, 1º, a forma como o técnico Roger Machado tem conduzido a gestão do elenco do Palmeiras. Na opinião do artilheiro do time na última temporada, o treinador tem conduta exemplar ao conversar com os jogadores, explicar as escolhas para a equipe titular e, assim, fazer até mesmo os reservas compreenderem a situação, não ficando desanimados por serem preteridos.

O jogador do Palmeiras citou o atual técnico da Seleção Brasileira, Tite, como um dos comandantes mais hábeis nesse trabalho de administração de grupo. “É o papel mais importante que eu vejo hoje [gerir grupo]. Temos uma referência que é o Tite, na Seleção, como ele faz a gestão dos atletas. Em um time grande lidar com essas situações é difícil, tem elenco com 30 atletas e 20 em alto nível podendo ser titular. Mas sabemos que todos estão aqui por méritos”, afirmou Willian, em entrevista coletiva.

Willian trabalhou com Tite no Corinthians, onde foram campeões do Campeonato Brasileiro, em 2011, e  da Copa Libertadores, em 2012. Essa convivência levou o jogador a comparar o treinador da Seleção a Roger Machado.

O atacante tem sido titular neste começo de ano e deve seguir no time neste domingo, contra o Santos, às 17h, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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