Possíveis candidatos, Alckmin e Bolsonaro lideram as intenções de votos dos brasileiros (Fotos: Reprodução/Facebook)

Nacional

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) estão em um empate técnico na disputa dos votos paulistas pela Presidência da República, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 28, pelo Instituto Paraná Pesquisas (IPP).

Nos três cenários testados, Alckmin pontou de 20,1% a 23,2%, enquanto o deputado polêmico varia de 22,3% a 23,5%. A margem de erro da pesquisa é de 2%.

Com a participação do ex-presidente Lula (PT), condenado em segunda instância e sob risco de inelegibilidade, acontece um empate técnico triplo: Bolsonaro tem 22,3% das intenções de voto, Alckmin tem 20,1% e Lula vem em terceiro com 19,7%.

Sem o nome mais importante do PT, o nome mais lembrado pelos eleitores é de Fernando Haddad, que acumula 6% das projeções de votos. O ex-governandor da Bahia Jacques Wagner (PT) pontua apenas 1,2%.

Marina Silva (Rede), que chegou a liderar as intenções de voto em 2014, tem o mínimo de 8,8% e o máximo de 13,3%. Considerado como uma opção aos eleitores de Esquerda, Ciro Gomes (PDT) também não embala em São Paulo, com apoio, por enquanto, de 5,3% a 6,5%.

Guilherme Boulos (PSOL), Manuela D´Ávila (PCdoB) e João Amoêdo (Novo) não chegaram a 1% das intenções de voto. Rodrigo Maia (DEM), Fernando Collor de Mello (PTC), Levy Fidelix e Henrique Meirelles (PSD) chegam a atingir patamares entre 1,1% e 1,5%. O senador Álvaro Dias (Podemos), também citado na pesquisa, tem apoio entre 3,6% e 4% do eleitorado paulista.

A amostra da pesquisa é de 2 mil eleitores do Estado de São Paulo com 16 anos ou mais, de 84 municípios. As entrevistas foram feitas entre os dias 20 a 25 de fevereiro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-07021/2018. 

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Doria articula com DEM para disputar o governo do Estado de São Paulo (Foto: Reprodução/Rede Social)

Política

Após se aproximar do PSD, o prefeito João Doria investe agora no apoio do DEM para uma eventual candidatura pelo PSDB ao governo de São Paulo. A negociação partidária, que envolve o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM-BA), ocorre à revelia do governador Geraldo Alckmin e no momento em que uma ala tucana tenta adiar as prévias paulistas da legenda para maio.

Com o adiamento das prévias, o prefeito seria forçado a deixar o cargo para entrar na disputa interna. Pela legislação, os políticos que forem concorrer nas eleições deste ano devem renunciar até o dia 7 abril.

Doria e Maia conversaram sobre a sucessão em São Paulo no avião do prefeito, durante um voo entre Rio e Salvador na terça-feira de carnaval. Ao chegar à capital baiana, eles se juntaram ao prefeito ACM Neto. Questionado sobre o encontro, Maia disse que a palavra final sobre uma eventual aliança em São Paulo será do diretório regional do DEM.

O prefeito deve almoçar no sábado com o secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia, pré-candidato do DEM ao governo, e com dirigentes paulistas da sigla. A ideia é oferecer a Garcia a vaga ao Senado. Por essa configuração, o presidente licenciado do PSD, ministro Gilberto Kassab, seria o vice de Doria na chapa e o chanceler Aloysio Nunes (PSDB), o segundo candidato ao Senado. A movimentação de Doria incomodou aliados de Alckmin.

O governador tenta evitar um racha em sua base na campanha pelo Palácio dos Bandeirantes. Pré-candidato à Presidência, Alckmin não descarta convidar o vice-governador Márcio França (PSB), que deve assumir em abril o governo e disputar a reeleição, para se filiar ao PSDB e ser o candidato único da coalizão governista. Tucanos paulistas ventilam ainda a possibilidade de acrescentar uma cláusula ao estatuto da legenda que tornaria todos os detentores de cargo executivo candidatos "natos" à reeleição - ou seja, sem a necessidade de disputar prévias.

Em 2006, Alckmin superou Lula com folga em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/ABR)

Opinião

É quase consenso que Geraldo Alckmin é o melhor nome do PSDB para concorrer este ano à Presidência da República. Evidentemente, tem aqueles que discordam, como o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que chamou a prévia do partido de fraude e abandonou a disputa interna pelo posto de presidenciável. Mas, depois de Aécio Neves ter se afundado em um lamaçal, de o prefeito João Doria, aparentemente, ter se contentado com a possibilidade de sair governador e de Fernando Henrique Cardoso ter visto abortada a ideia de lançar Luciano Huck como candidato, não há às claras outra indicação tão forte nas fileiras tucanas quanto a do governador paulista.


Assim, o nome de Alckmin deve ser aclamado nas prévias presidenciais do partido, agendada para 18 de março. No entanto, se dentro da legenda a fatura é líquida e certa, fora dela o cenário ainda é muito nebuloso. E os números divulgados ontem pelo Instituto Paraná Pesquisas (IPP), que mostrou o paulista em empate técnico com Jair Bolsonaro, com intenções que variam de 20% a 23%, dependendo do cenário, é mais motivo para preocupação do que para celebração. Afinal, se quer almejar voos mais altos, o governador tem de se mostrar soberano entre aqueles que diretamente lidera.


Em 2006, quando enfrentou Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin superou o petista nos dois turnos, tendo um incrível desempenho de 54,2% dos votos no primeiro turno. Isso com Lula no auge de sua trajetória política. Em 2010, José Serra repetiu a dose, baixando a margem para 40,67% no primeiro turno e subindo para 54% no segundo. Em 2014, Aécio Neves perdeu nos dois turnos em Minas Gerais, seu Estado, e viu Dilma Rousseff ser reeleita.

Assim, para Alckmin não resta outra alternativa a não ser recuperar os votos que o PSDB tradicionalmente obtém em São Paulo. Ainda há muita água para rolar sob esta ponte. Mas, fazer um jogo de recuperação é muito mais difícil e desgastante do que administrar uma vantagem. No entanto, as prévias do PSDB podem finalmente lançar luz sobre o papel do governador paulista nesta que deve ser uma acirrada e imprevisível disputa presidencial.

Alckmin e Bolsonaro são os preferidos do eleitorado paulista na corrida presidencial (Foto: Igo Estrela / AE)

Nacional

O voto do eleitor paulista muda de acordo com os possíveis candidatos. O índice de pessoas que não sabem em quem votar ou que não votariam em nenhum dos citados, se a eleição fosse hoje, é de 15,8% a 42,6% para o Governo do Estado e entre 15,3% a 20,9% na disputa pelo Planalto, segundo pesquisas do Instituto Paraná.

Na disputa pelo Governo do Estado, o índice se torna maior com a saída do prefeito João Doria (PSDB) e do deputado Celso Russomanno (PRB). Dentro da ala de esquerda, os partidos ainda não conseguem emplacar um nome que tenha força na disputa.

Para o cientista político Marcos Antonio Silva, professor da Universidade Zumbi dos Palmares, muitos partidos não têm nomes fortes para a disputa. Mesmo o vice-governador Márcio França (PSB) não teve um trabalho político que o destacasse. Mas, para Silva, a situação é ainda pior para os partidos de esquerda.

Geraldo Alckmin Alexandre Carvalho A2img

Após escândalos, esquerda perde força nas eleições (Foto: AlexandreCarvalho/ A2IMG)

“O PT não tem nome. Os partidos de esquerda, no geral, estão sem nome. As ideias de esquerda não são muito aclamadas no Estado. A esquerda, mais do que um nome, perdeu o discurso, o que vai defender, o que vai falar. Ela tem todos os índices de economia contra ela”, disse.

Sobre a disputa ao Planalto, na qual há empate técnico entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), e até o ex-presidente Lula (PT) se ele se mantiver elegível, Silva acredita que com pouco tempo de televisão e sem experiência em debate, Bolsonaro perde força. Novamente, sem Lula, a esquerda fica sem nomes para a disputa, o que pode favorecer Alckmin. “Ele pode se tornar um voto de protesto contra Bolsonaro”, explicou o especialista.

Cidades do interior de SP são decisivas na disputa pelo Governo

O cientista político Pedro Arruda, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC­SP), é mais cético na referência a estas pesquisas, uma vez que o instituto teve amostras muito divergentes ao cenário das eleições presidenciais de 2014. No entanto concorda que o Estado é conservador e isso influencia muito na briga eleitoral. “Principalmente as cidades do interior, porque na Capital já foram eleitos três prefeitos petistas”, disse, ao se referir a Luiza Erundina, Marta Suplicy e Fernando Haddad. Sobre as eleições presidenciais, Arruda acredita que São Paulo pode não ser tão decisivo, embora tenha o maior eleitorado. “Em 2014, o candidato que venceu em São Paulo não ficou com a vaga”

Ex-presidente rebateu críticas sobre uma suposta falta de apoio a Alckmin (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) refutou, em entrevista à rádio CBN, as críticas de que não vem apoiando devidamente o pré-candidato de seu partido ao Palácio do Planalto, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O ex-presidente disse que ajudou a fazer Alckmin presidente nacional do PSDB e acredita que ele tem chances de vitória nessas eleições presidenciais.

Segundo Fernando Henrique, São Paulo é um Estado em ordem e as finanças estão em dia. "Ele é um homem simples, fala de forma direta com o povo, esses são valores que podem ser transformados em voto. Por isso ele tem muita chance. E como esta é uma eleição casada, um partido como o PSDB terá peso nessa eleição "

Fernando Henrique reiterou que um candidato do mercado não vence o pleito, mas isso não quer dizer que ele não respeita o mercado "Não tem de ser o candidato do mercado, tem de ser o candidato do País para ganhar as eleições."

Para ele, as eleições no Brasil não devem trazer nenhum nome novo. "Mas quem simbolizar a retomada de crescimento, decência e muita tranquilidade ao País, tem todas as chances de ganhar." 

Intervenção.

Na entrevista, gravada pela CBN na tarde desta quinta-feira, dia 1º, FHC disse que a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro é um processo que demanda tempo. "Os militares têm conduta correta, só vão quando são chamados", comentou.

"Há no Rio medida para garantir a lei e a ordem (GLO).O que há agora é intervenção, com as forças subordinadas ao interventor para uma transformação", disse, emendando que é necessário esperar para ver os resultados da ação. "Isso leva tempo, não se resolve da noite pro dia. A ação tem de ser continuada, a longo prazo e feita com inteligência, se não fica só o espetáculo dos tanques nas ruas."

"Eu disse - e fui mal interpretado - que os militares são chamados quando os governos se enfraquecem. Não posso dizer isso no caso do Rio, mas é preciso evitar o uso abusivo das Forças Armadas". FHC ressalvou que hoje não há a preocupação que se tinha antes do governo militar, de tomada de poder.

Para o ex-presidente, o tema segurança vai permear o debate eleitoral deste ano, até mesmo porque o cidadão pobre está desprotegido. "Mas o debate não pode ser feito com demagogia. E precisamos ficar atentos para que isso não ocorra", destacou.

Transporte ferroviário pode agilizar locomoção na cidade de Guarulhos (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Em um de seus últimos atos como governador de São Paulo antes da renúncia para disputar a Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) deve entregar as estações Cecap e Aeroporto, da Linha 13-Jade da CPTM, no dia 31 de março. A informação foi confirmada por Paulo Gonçalves, presidente da CPTM, em apresentação no Instituto de Engenharia.

Estas serão as únicas estações da CPTM a serem entregues neste ano, com investimento, entre obras e aquisição de trens, de aproximadamente R$ 2 bilhões. A linha será responsável por fazer a ligação entre o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos à Zona Leste da Capital, por meio da Estação Engenheiro Goulart.

Como já é praxe, tanto no Metrô quanto na CPTM, a nova linha deve começar a operar de forma parcial, das 9h às 13h, sem cobrança de tarifa. Em meados de abril, a estação deve funcionar normalmente.

Além da viagem regular, entre Aeroporto e a Estação Engenheiro Goulart, a Linha 13 prevê mais duas modalidades de viagem: A Connect e a Airport Express. O primeiro modelo prevê a partida para o aeroporto, a cada 24 minutos, da estação Brás. Já o último modelo terá partida na Luz e só realizará parada no destino final.

Nesta sexta, 2, o governador inaugurou a Estação Eucaliptos do Metrô. 

55% dos eleitores querem Dória como candidato do PSDB (Foto:Renato S. Cerqueira/ Futura Press/ AE)

Cidade

Pesquisa divulgada terça-feira, 27, pelo Instituto Paraná aponta que o prefeito João Doria (PSDB), em todos os cenários colocados, como o favorito para suceder Geraldo Alckmin (PSDB). No cenário mais difícil, Doria tem 30,1% das intenções de voto contra 29,1% de Russomanno, o que aponta um empate técnico.

Sem Russomanno na disputa, Doria salta para 39,8% e alcança uma margem de 20,7% de vantagem contra o 2º colocado, o emedebista Paulo Skaf, presidente da Fiesp.


Pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-prefeito Fernando Haddad é o político com mais chances, com 13,4% das projeções de apoio, contra 7,3% de Luiz Marinho, presidente estadual da legenda.

Já o vice-governador Márcio França (PSB), que sonha em se manter no cargo que assumirá em abril, quando Alckmin deve renunciar para disputar a Presidência, atingiu apenas 5,4% das intenções de voto. França chegou a convidar Russomanno para ser vice em sua chapa, com intuito de alavancar a sua imagem.

A pesquisa do Instituto Paraná foi realizada com 2 mil eleitores do Estado de São Paulo, em 84 municípios, entre os dias 20 e 25 de fevereiro, sob registro SP-04361/2018. A margem de erro é de aproximadamente 2%.

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