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Sex, Nov

Maria Zakharova afirma que há uma campanha "russofóbica" (Foto: Reprodução/ Facebook)

Mundo

A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o Reino Unido tornou outros países europeus “reféns” da política anti-Rússia.

Em declarações televisionadas, Zakharova disse que os britânicos não forneceram quaisquer evidências para apoiar as acusações do envolvimento de Moscou no envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha.

Os Estados Unidos, o Canadá e mais de uma dúzia de países europeus se uniram ao Reino Unido para expulsar diplomatas russos, em uma demonstração de solidariedade sobre o envenenamento.

A Rússia negou veementemente o envolvimento no incidente e advertiu que responderá da mesma forma. Zakharova alegou que “forças poderosas” no Reino Unido e nos EUA estavam por trás do ataque, que ela chamou de “provocação”, visando a desencadear uma campanha “russofóbica”.

Já a primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou que 18 países expulsaram mais de 100 agentes de inteligência russos em resposta ao envenenamento do ex-espião. Na Câmara dos Comuns, May disse que a ação “é a maior expulsão coletiva de oficiais de inteligência russos da história”.

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Theresa May afirmou que Rússia tratou questão desdém (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou nesta quarta que irá expulsar 23 diplomatas russos depois que Moscou perdeu um prazo para explicar como um ex-informante russo do serviço de inteligência britânico foi envenenado no sul do país com uma substância neurotóxica da era soviética.

"Não há conclusão alternativa, a não ser de que o Estado russo é culpado pela tentativa de homicídio de Skripal e de sua filha, e por ameaçar as vidas de outros cidadãos britânicos em Salisbury," disse May. "Isso representa uso ilegal da força pelo Estado russo contra o Reino Unido."

Recentemente, o espião Sergei Skripal, de 66 anos, e sua filha Yulia, de 33 anos, foram envenenados em local próximo a sua residência na cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra.

Além da expulsão, a maior do tipo em mais de três décadas, May anunciou uma série de outras medidas contra Moscou, incluindo a suspensão de todos os contatos bilaterais de alto nível entre Reino Unido e Rússia, e afirmou que o Kremlin demonstrou "total desdém" pela gravidade dos eventos.

A premiê disse ainda que ministros britânicos e a família real não irão à Copa do Mundo na Rússia, que terá início em junho.

Mais cedo, a embaixada russa em Londres havia dito que Moscou iria responder a qualquer ameaça do Reino Unido de tomar ações punitivas. "O lado britânico precisa ficar ciente disso", afirmou a embaixada em sua conta no Twitter. Moscou nega qualquer envolvimento no caso e diz que não responderá às exigências de May até que receba amostras da substância usada no ataque.

O Reino Unido também convocou hoje uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para atualizar seus integrantes acerca das investigações sobre o ataque.

Embaixadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), por sua vez, devem se reunir ainda nesta quarta-feira em Bruxelas para discutir o caso. 

Theresa May ameaçou retaliar Rússia caso país não explique envenenamento (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta terça-feira que Moscou apenas poderia cooperar com a investigação do Reino Unido sobre o envenenamento de um ex-espião se Londres enviar uma amostra da substância em questão e permita que agentes russos tenham acesso ao caso.

Os laços entre os dois países atingiram seu pior momento desde a Guerra Fria e a Rússia recebeu um prazo até o fim desta terça-feira para oferecer uma explicação para o envenenamento de Sergei Skripal e de sua filha Yulia. A premiê britânica, Theresa May, foi quem anunciou o prazo. Caso ele não seja cumprido, o governo britânico ameaça retaliar.

Na segunda-feira, May disse ao Parlamento em Londres que o pai e a filha foram envenenados na semana passada por um agente nervoso disponível em grau militar da classe Novichok. Trata-se de uma mortífera arma química desenvolvida na União Soviética nos anos 1970 e 1980. Ela disse ser "altamente provável" que a Rússia esteja por trás do episódio.

"Claro que ouvimos o ultimato feito em Londres", disse Lavrov, segundo a agência Interfax. "Nós já divulgamos um comunicado dizendo que isso é tudo sem sentido. Não temos nada a ver com isso."

O ministro disse que Moscou cooperará "caso o Reino Unido cumpra suas obrigações legais internacionais", por meio da Convenção de Armadas Químicas. Lavrov disse que o país que produz uma substância banida tem dez dias para responder a ter acesso à substância. A Interfax informou nesta terça-feira que o embaixador britânico foi convocado para o Ministério das Relações Exteriores russo.

O ataque ocorrido em Salisbury, cidade de 45 mil habitantes no sudoeste da Inglaterra, deixou a premiê britânica pressionada para impor sanções contra o Kremlin. O governo do Reino Unido já foi acusado pela imprensa e pela oposição de responder de maneira fraca a episódios suspeitos de atividade russa no país, particularmente o assassinato em 2006 de Alexander Litvinenko, ex-agente da inteligência russa e um crítico do Kremlin.

 

Torcida do Wigan invade o campo e argentino se desentende com um fã do time da terceira divisão do Inglês (Foto: Reprodução/Twitter)

Futebol

O astro argentino Sergio "Kun" Aguero foi provocado e partiu para cima de um torcedor do Wigan, nesta segunda-feira (19), após o Manchester City perder por 1  a 0 e ser eliminado nas oitavas de final da Copa da Inglaterra.
 
Os comandados de Pep Guardiola, que lideram a Premier League, caíram para uma equipe que disputa a terceira divisão do Campeonato Inglês.
 

O autor do gol da vitória que consumou a zebra foi o atacante norte-irlandês Will Grigg, que ficou mais conhecido depois de ter sido homenageado com uma música pela torcida irlandesa em 2016 que virou hit na última edição da Eurocopa, disputada na França. A letra da música dizia "Will Grigg is on fire", algo como "Will Grigg está quente/fervendo".

Depois da partida, a torcida do Wigan invadiu o gramado e comemorou com os jogadores como se fosse um título a classificação épica às quartas de finais do torneio, fase em que enfrentará o Southampton. Foi neste momento que um fã do time da terceira divisão tirou Aguero do sério. O argentino teve que ser contido para não agredir o torcedor. 

É possível dizer que o Wigan tem sido uma pedra no caminho do Manchester City na Copa da Inglaterra, já que, além de eliminar o time de Guardiola nesta segunda-feira, já havia eliminado o clube em 2014, e derrotado a equipe de Manchester na grande final em 2013. 

Se está fora da Copa da Inglaterra, o Manchester City ainda tem boas possibilidades de conquistar três títulos nesta temporada: o Campeonato Inglês, que lidera com folga - tem 16 pontos a mais que o Manchester United, segundo colocado - a Liga dos Campeões, em que está quase garantido nas quartas de final após golear o Basel na Suíça por 4 a 0, no jogo de ida das oitavas, e a Copa da Liga Inglesa, torneio no qual é finalista e decide o título contra o Arsenal no próximo domingo. 

O JOGO

Com a bola rolando, o Manchester City, como na grande maioria de suas partidas, liderou a posse de bola com sobras - 82% contra 18% do time da casa - mas não transformou o grande volume de jogo em gols, pecando nas finalizações. Na melhor oportunidade, das 15 tentativas, o goleiro do Wigan defendeu chute cruzado e rasteiro de Agüero.

Como esperado, a proposta do Wigan foi de se fechar atrás e se organizar para sair nos contra-ataques ou aproveitar os erros do adversário. Em um deles, a zaga do City saiu jogando errado, Will Grigg roubou a bola, driblou Stones dentro da área, mas bateu na rede pelo lado de fora. 

A partida começou a se desenhar de outra forma quando Delph fez falta violenta em Power e foi expulso no final da primeira etapa O juiz indicou que daria o amarelo, mas mudou de ideia e apresentou o vermelho ao lateral. O lance gerou discussão ríspida entre os técnicos Guardiola e Paul Cook, na beira do gramado, logo após o apito do árbitro, encerrando a primeira etapa.

Com um a mais, o Wigan cresceu na partida e pôde se defender melhor das investidas do City. A estratégia de tentar aproveitar os erros do time visitante continuou e deu resultado aos 33 minutos do segundo tempo, quando Will Grigg aproveitou falha do zagueiro Walker e bateu colocado, no canto esquerdo de Claudio Bravo, para fazer o gol da classificação do Wigan. Com sete gols, Grigg é o artilheiro da Copa da Inglaterra.

No final, o meia belga De Bruyne, principal jogador do City na temporada, entrou na equipe na vaga de David Silva mas não foi capaz de mudar o resultado. O Wigan se defendeu bravamente e saiu de campo com a classificação heroica para a próxima fase da Copa da Inglaterra.

Jonny Evans é um dos atletas envolvidos no furto (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

Quatro atletas do West Bromwich, lanterna da Premier League, furtaram um táxi em Barcelona após comer no McDonald's, na última quarta-feira (14) segundo informações do site português Record. 

De acordo com a publicação, os jogadores pediram um táxi no hotel para ir até a lanchonete. Quando retornaram ao veículo, encontraram-no vazio e  com a chave na ignição, pois o motorista também havia saído para comer. Então, tiveram a ideia de dirigir o carro até o hotel.

O próprio clube identificou os quatro jogadores responsáveis pelo furto: Jonny Evans, Gareth Barry, Jake Livermore e Boaz Myhill.Eles utilizaram o site oficial do West Bromwich para pedir desculpas ao restante do elenco, à torcida, ao técnico e aos dirigentes pela atitude. 

A equipe é a última colocada do Campeonato Inglês, com 20 pontos, e volta a campo pela competição no dia 24 de fevereiro, quando recebe o Huddersfield. A delegação foi a Barcelona para uma semana de treinamentos.  

Cantora conta "segredo" em programa nos EUA (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Além da possibilidade de voltarem aos palcos, as Spice Girls anunciaram uma novidade na terça-feira, 27: elas foram convidadas para o casamento do príncipe Harry com a atriz americana Meghan Markle. A festa está marcada para 19 de maio, no castelo de Windsor, em Londres.

Em entrevista ao programa "The Real", talk show dos Estados Unidos, a cantora Mel B contou que as cinco Spice Girls foram convidadas para cantar na cerimônia. "Não sei se deveria ter dito isso, mas...", brincou a cantora. "Por que sou tão sincera?". Apesar disso, não há anúncio oficial confirmando a presença das cantoras na cerimônia.

Em novembro de 2017, uma notícia do jornal inglês The Sun  levantou a possibilidade do grupo britânico lançar um novo álbum. Elas estariam organizando o retorno, mas a dificuldade seria conciliar a agenda das cinco integrantes.

O grupo, formado por Emma Bunton, Victoria Beckham, Geri Halliwell, Mel B e Mel C nasceu em 1994, fez sucesso ao redor do mundo com hits como "Wannabe" e teve uma pausa em 2000. Elas fizeram uma nova turnê entre 2007 e 2008, e até então estiveram separadas. A última apresentação das artistas foi nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Gravação foi encontrada na semana passada (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Uma gravação perdida da cantora inglesa Amy Winehouse com 17 anos foi divulgada na última segunda-feira, 26, na Inglaterra e ganhou o noticiário britânico. A versão da música "My Own Way", de 2001, foi encontrada pelo músico Gil Cang.

Também produtor musical, Cabg gravou a registrou a versão em 2001, quando Amy foi ao seu estúdio em Londres. Ele comentou que escreveu a música com James McMillan e que a cantora buscava acordos com gravadoras naquela época.

Em entrevista ao "Camden New Journal", Cang disse que o pop vivia um momento difícil antes da ascensão de Amy, com artistas de talento duvidoso fazendo sucesso. "Havia muitas bandas terríveis, e nós precisávamos fazer algo. Amy entrou, abriu a boca e simplesmente nos impressionou", disse. "Ficamos de queixo caído com o seu talento".

 

Cang disse ter encontrado a gravação na semana passada e quis compartilhá-la para que mais pessoas pudessem ouvir. Depois de anos enfrentando problemas com as drogas, Amy morreu aos 27 anos em sua casa em Londres, no dia 23 de julho 2011.

 

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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