Theresa May ameaçou retaliar Rússia caso país não explique envenenamento (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta terça-feira que Moscou apenas poderia cooperar com a investigação do Reino Unido sobre o envenenamento de um ex-espião se Londres enviar uma amostra da substância em questão e permita que agentes russos tenham acesso ao caso.

Os laços entre os dois países atingiram seu pior momento desde a Guerra Fria e a Rússia recebeu um prazo até o fim desta terça-feira para oferecer uma explicação para o envenenamento de Sergei Skripal e de sua filha Yulia. A premiê britânica, Theresa May, foi quem anunciou o prazo. Caso ele não seja cumprido, o governo britânico ameaça retaliar.

Na segunda-feira, May disse ao Parlamento em Londres que o pai e a filha foram envenenados na semana passada por um agente nervoso disponível em grau militar da classe Novichok. Trata-se de uma mortífera arma química desenvolvida na União Soviética nos anos 1970 e 1980. Ela disse ser "altamente provável" que a Rússia esteja por trás do episódio.

"Claro que ouvimos o ultimato feito em Londres", disse Lavrov, segundo a agência Interfax. "Nós já divulgamos um comunicado dizendo que isso é tudo sem sentido. Não temos nada a ver com isso."

O ministro disse que Moscou cooperará "caso o Reino Unido cumpra suas obrigações legais internacionais", por meio da Convenção de Armadas Químicas. Lavrov disse que o país que produz uma substância banida tem dez dias para responder a ter acesso à substância. A Interfax informou nesta terça-feira que o embaixador britânico foi convocado para o Ministério das Relações Exteriores russo.

O ataque ocorrido em Salisbury, cidade de 45 mil habitantes no sudoeste da Inglaterra, deixou a premiê britânica pressionada para impor sanções contra o Kremlin. O governo do Reino Unido já foi acusado pela imprensa e pela oposição de responder de maneira fraca a episódios suspeitos de atividade russa no país, particularmente o assassinato em 2006 de Alexander Litvinenko, ex-agente da inteligência russa e um crítico do Kremlin.

 

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Atacante teve uma fissura no quinto metatarso (Foto: Reprodução/Facebook)

Esporte

O atacante Neymar vai ter que passar por uma cirurgia para reparar a fissura no quinto metatarso – osso do pé que se conecta ao dedo “mindinho” – e só voltará aos gramados em maio, um mês antes da Copa do Mundo. A informação é do Globoesporte.com.

Nesta segunda, 26, o PSG chegou a divulgar uma nota sobre a lesão do brasileiro.  A princípio, o tempo de recuperação era estimado entre três e quatro semanas. De qualquer forma, ele já perderia o confronto contra o Real Madrid, válido pela Champions League. E, dificilmente, atuaria nos amistosos da seleção brasileira diante de Rússia (23/03) e Alemanha (27/03). Agora, oficialmente, ele está fora destas duas partidas.

Com a necessidade do procedimento no pé direito, a recuperação de Neymar será mais longa – cerca de dois meses. Desta forma, o atacante poderá jogar nas últimas três rodadas do Campeonato Francês, competição que o PSG lidera com folga – 14 pontos à frente do vice-líder Monaco.

Caso o clube francês avance até a semifinal da Champions, o brasileiro estaria apto para jogar a segunda partida. Vale ressaltar que o PSG precisa reverter uma desvantagem de dois gols em relação ao Real Madrid, que, na primeira partida das oitavas, venceu a equipe parisiense por 3 a 1, na Espanha. A volta será na próxima terça, 6, na França.

Técnico também diz ser injusto uma transexual jogar vôlei entre mulheres

Copa 2018

Tite está a quatro meses do início de seu maior desafio. A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo em 17 de junho, contra a Suíça, e o treinador passa os dias debruçado nos últimos detalhes para que tudo dê certo na Rússia. Dar certo significa ser campeão. É pressão forte, que traz momentos de insegurança e ansiedade. Ainda assim, ele garante que consegue manter-se sereno. "Um bom dia de trabalho me traz serenidade", disse, em entrevista ao Estado.

A conversa ocorreu em um dos locais preferidos de Tite: sua sala na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Nela, passa boa parte dos dias entre relatórios, planilhas, uma lousa com um campo de futebol que contém distribuição tática e frases de autoajuda e algumas imagens de santos.

À vontade, o treinador de 57 anos falou de futebol e de assuntos polêmicos como árbitro de vídeo. E de política. Defendeu de forma enfática o combate à corrupção e deu um recado claro: não vai se deixar ser usado. "Não vou a Brasília nem antes nem depois da Copa. Nem ganhando, nem perdendo".

Teme insucesso na Copa?

Claro! Isso é real. Isso me engessa e me amedronta? Não, mas eu convivo com isso porque não ir bem é uma das possibilidades que tenho na seleção porque vou enfrentar outras de nível. Quando a gente procura querer controlar resultado, isso pode te engessar, gerar pânico. Agora, uma pitada de medo faz com que te prepare melhor, te desafie mais. Eu me desafio. Eu quero ser o melhor Tite possível.

É tradição que a seleção, quando campeã, vá a Brasília falar com o presidente. Você vai a Brasília se for campeão?

Eu, Adenor, não vou na ida nem na volta. Nem ganhando, nem perdendo.

Teme ser usado politicamente? Estamos em ano de eleição...

Não, não. Já aconteceu até comigo, de não ser autorizado, ser filmado e daqui a pouco estar aparecendo a minha imagem num processo seletivo de apoio. Tenho esses cuidados. Até porque é muito mais importante politicamente nós termos um bom comando porque isso vai gerar uma educação melhor pro País, saúde melhor, segurança maior. Entre a política limpa e o esporte, a prioridade é a política, para a gente ter um Brasil melhor. Se tiver, vai ter um esporte, um futebol melhor.

Você vai declarar apoio a algum candidato?

Não publicamente, mas internamente, as pessoas próximas a mim, vão saber as pessoas que eu gosto. Mas essa eu já externo: eu não sei às vezes escolher qual que é o melhor, mas eu posso ver quem tem ficha suja. E esses de ficha suja, pra mim, estão todos fora.

Você apoiaria, ou votaria, em alguém ligado ao esporte? Por exemplo, o Bernardinho pode se candidatar...

Se for ficha limpa, sim. Esse é o pré-requisito básico.

Em que ocasiões você olha para essas frases que escreve na lousa que está em sua sala (Saber, ver, entender para julgar e orientar e quem não consegue mudar de opinião não muda nada, entre outras)?

Quando me sinto inseguro, quando meu fantasminha bate mais forte, minha expectativa se torna maior. Eu dou uma refletida, recorro a elas (frase) e começo a refletir.

E quando isso não é suficiente, a quem você recorre?

À minha família. A minha esposa talvez saiba muito mais (sobre ele). À minha espiritualidade, de ficar um tempo quieto, fazendo reflexão, meditação.

Você está morando no Rio de Janeiro. Como está a adaptação?

Boa, mas é difícil acostumar com o calor. E tem a violência. Preocupa, chateia.

Existe uma polêmica no vôlei em relação à transexualidade. O que você acha da inclusão do transexual no esporte?

Não é uma questão de preconceito, é uma questão biológica. Foi uma menina do vôlei que respondeu e eu tenho exatamente a mesma opinião. Tu desenvolves níveis de força, testosterona e o escambau, tem uma força maior que o garoto tem em relação à mulher, à velocidade. Aí, daqui a pouco tu modificas e levas uma vantagem biológica em relação ao processo de maturidade. O quanto isso é justo? Não me parece justo. E não é uma questão de preconceito, é uma questão biológica.

Fratura no osso já foi descartada, segundo site Globoesporte.com. No entanto, jogador pode ter rompido ligamento (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

Se no cenário europeu o Paris Saint-Germain ainda não é protagonista, no Campeonato Francês a equipe de Paris é soberana já há algum tempo. Neste domingo, reforçou o seu domínio ao vencer o clássico contra o Olympique de Marselha com facilidade por 3 a 0, em sua casa, o estádio Parque dos Príncipes.

No entanto, o triunfo ficou em segundo plano, pois Neymar torceu o tornozelo em disputa de bola, aos 31 minutos do segundo tempo. Ele saiu de campo na maca, chorando muito e preocupa para o duelo decisivo pela oitavas de finais da Liga dos Campeões da Europa contra o Real Madrid, em Paris, marcado para o dia 6 de março. Até a participação na Copa passar a ser dúvida.

A equipe parisiense terminou a partida com um a menos, já que o técnico espanhol Unai Emery já havia feito as três substituições

O JOGO

 Como quase sempre, o trio formado por Cavani, Neymar e Mbappé decidiu a partida, válida pela 27.ª rodada. O atacante francês fez o primeiro, o segundo foi contra do zagueiro Rolando, após chute do brasileiro, que deu a assistência para o último gol, marcado pelo uruguaio.

Com a 23.ª vitória na competição, o Paris Saint-Germain aumenta ainda mais a sua vantagem em relação ao Monaco, o segundo colocado, que empatou com o Toulouse no último sábado. Agora são 14 pontos de diferença (71 a 57) e o título cada vez mais próximo. Para o time de Marselha, que se manteve na terceira posição, a distância é de 16 pontos.

Na 10.ª rodada, o clássico aconteceu na casa do Olympique de Marselha, o estádio Velódrome, em Marselha. A partida terminou empatada em 2 a 2. Cavani salvou o Paris Saint-Germain da derrota com um golaço de falta no final em dia de expulsão de Neymar.

Em menos de uma semana, as duas equipes vão se enfrentar duas vezes. O próximo duelo será nesta quarta-feira, pelas quartas de finais da Copa da França, novamente no estádio Parque dos Príncipes, em Paris. Como o torneio é disputado em jogo único, quem vencer avança às semifinais.

Antes de a bola rolar, a torcida do Paris Saint-Germain exibiu um mosaico com o personagem Goku, do desenho japonês Dragon Ball Z. Em seu entorno, estavam as seis "bolas de cristal", que simbolizam as conquistas no Campeonato Francês. O time parisiense está muito perto de conquistar o seu sétimo título.

Com a bola rolando, domínio do Paris Saint-Germain do início ao fim, refletido com maior posse de bola e mais finalizações. Absoluto na partida, o time da casa não demorou a abrir o placar O primeiro gol saiu dos pés de Mbappé, que recebeu enfiada de Daniel Alves, cortou para o meio e bateu rasteiro de esquerda, no contrapé do goleiro Pelé. Foi o 10.º gol do atacante francês no torneio.

Na sequência, o gol que ampliou a vantagem foi contra, de Rolando, que desviou para a própria meta o chute rasteiro de Neymar, completando bela jogada de Rabiot pela esquerda. O brasileiro saiu comemorando, mas o árbitro deu o gol contra.

Na etapa final, o time de Marselha continuou a utilizar a estratégia de pressionar a saída de bola do Paris Saint-Germain, mas sem êxito. Com qualidade nos passes, a equipe da casa chegou ao terceiro gol aos 10 minutos após boa jogada de Neymar, que foi ao fundo na ponta esquerda e cruzou rasteiro para Cavani. O uruguaio dominou, girou e bateu forte balançar as redes e decretar a vitória.

 

Torcida do Wigan invade o campo e argentino se desentende com um fã do time da terceira divisão do Inglês (Foto: Reprodução/Twitter)

Futebol

O astro argentino Sergio "Kun" Aguero foi provocado e partiu para cima de um torcedor do Wigan, nesta segunda-feira (19), após o Manchester City perder por 1  a 0 e ser eliminado nas oitavas de final da Copa da Inglaterra.
 
Os comandados de Pep Guardiola, que lideram a Premier League, caíram para uma equipe que disputa a terceira divisão do Campeonato Inglês.
 

O autor do gol da vitória que consumou a zebra foi o atacante norte-irlandês Will Grigg, que ficou mais conhecido depois de ter sido homenageado com uma música pela torcida irlandesa em 2016 que virou hit na última edição da Eurocopa, disputada na França. A letra da música dizia "Will Grigg is on fire", algo como "Will Grigg está quente/fervendo".

Depois da partida, a torcida do Wigan invadiu o gramado e comemorou com os jogadores como se fosse um título a classificação épica às quartas de finais do torneio, fase em que enfrentará o Southampton. Foi neste momento que um fã do time da terceira divisão tirou Aguero do sério. O argentino teve que ser contido para não agredir o torcedor. 

É possível dizer que o Wigan tem sido uma pedra no caminho do Manchester City na Copa da Inglaterra, já que, além de eliminar o time de Guardiola nesta segunda-feira, já havia eliminado o clube em 2014, e derrotado a equipe de Manchester na grande final em 2013. 

Se está fora da Copa da Inglaterra, o Manchester City ainda tem boas possibilidades de conquistar três títulos nesta temporada: o Campeonato Inglês, que lidera com folga - tem 16 pontos a mais que o Manchester United, segundo colocado - a Liga dos Campeões, em que está quase garantido nas quartas de final após golear o Basel na Suíça por 4 a 0, no jogo de ida das oitavas, e a Copa da Liga Inglesa, torneio no qual é finalista e decide o título contra o Arsenal no próximo domingo. 

O JOGO

Com a bola rolando, o Manchester City, como na grande maioria de suas partidas, liderou a posse de bola com sobras - 82% contra 18% do time da casa - mas não transformou o grande volume de jogo em gols, pecando nas finalizações. Na melhor oportunidade, das 15 tentativas, o goleiro do Wigan defendeu chute cruzado e rasteiro de Agüero.

Como esperado, a proposta do Wigan foi de se fechar atrás e se organizar para sair nos contra-ataques ou aproveitar os erros do adversário. Em um deles, a zaga do City saiu jogando errado, Will Grigg roubou a bola, driblou Stones dentro da área, mas bateu na rede pelo lado de fora. 

A partida começou a se desenhar de outra forma quando Delph fez falta violenta em Power e foi expulso no final da primeira etapa O juiz indicou que daria o amarelo, mas mudou de ideia e apresentou o vermelho ao lateral. O lance gerou discussão ríspida entre os técnicos Guardiola e Paul Cook, na beira do gramado, logo após o apito do árbitro, encerrando a primeira etapa.

Com um a mais, o Wigan cresceu na partida e pôde se defender melhor das investidas do City. A estratégia de tentar aproveitar os erros do time visitante continuou e deu resultado aos 33 minutos do segundo tempo, quando Will Grigg aproveitou falha do zagueiro Walker e bateu colocado, no canto esquerdo de Claudio Bravo, para fazer o gol da classificação do Wigan. Com sete gols, Grigg é o artilheiro da Copa da Inglaterra.

No final, o meia belga De Bruyne, principal jogador do City na temporada, entrou na equipe na vaga de David Silva mas não foi capaz de mudar o resultado. O Wigan se defendeu bravamente e saiu de campo com a classificação heroica para a próxima fase da Copa da Inglaterra.

Jonny Evans é um dos atletas envolvidos no furto (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

Quatro atletas do West Bromwich, lanterna da Premier League, furtaram um táxi em Barcelona após comer no McDonald's, na última quarta-feira (14) segundo informações do site português Record. 

De acordo com a publicação, os jogadores pediram um táxi no hotel para ir até a lanchonete. Quando retornaram ao veículo, encontraram-no vazio e  com a chave na ignição, pois o motorista também havia saído para comer. Então, tiveram a ideia de dirigir o carro até o hotel.

O próprio clube identificou os quatro jogadores responsáveis pelo furto: Jonny Evans, Gareth Barry, Jake Livermore e Boaz Myhill.Eles utilizaram o site oficial do West Bromwich para pedir desculpas ao restante do elenco, à torcida, ao técnico e aos dirigentes pela atitude. 

A equipe é a última colocada do Campeonato Inglês, com 20 pontos, e volta a campo pela competição no dia 24 de fevereiro, quando recebe o Huddersfield. A delegação foi a Barcelona para uma semana de treinamentos.  

Brasileiro está longe dos gramados desde dezembro

Futebol

O técnico Pep Guardiola deu uma ótima notícia para a torcida do Manchester City e para a seleção brasileira. O espanhol anunciou a volta do atacante Gabriel Jesus aos treinos da equipe nesta sexta-feira, um mês e meio após a lesão sofrida no joelho esquerdo.

"Gabriel Jesus estará treinando conosco hoje. Esta é uma boa notícia", declarou o treinador em entrevista coletiva nesta sexta, momentos antes da atividade no CT do City.

O próprio treinador, no entanto, rechaçou fazer uma previsão para o retorno do atacante brasileiro aos gramados. "Eu não sei quando ele estará pronto para jogar. O primeiro passo era fazer uma ou duas semanas de treinos sozinho. Agora, será seu primeiro treinamento com a equipe."

Gabriel Jesus lesionou o ligamento colateral do joelho esquerdo durante o empate do City com o Crystal Palace por 0 a 0, em 31 de dezembro do ano passado. A princípio, chegou-se a temer que a contusão fosse grave e colocasse em risco até sua ida à Copa do Mundo, mas após a realização de exames, foi diagnosticado um problema mais leve, que sequer exigiu intervenção cirúrgica.

A tendência é que Jesus volte aos campos nas próximas semanas, mas ele ainda não terá condições de reforçar sua equipe na próxima segunda-feira, quando o City encara o Wigan, fora de casa, pela Copa da Inglaterra.

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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.

Vice de presidenciável do PSL acredita que lar com presença paterna seria diferente (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Vice na chapa de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse na segunda-feira, 17, em São Paulo, que famílias pobres "onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", disse ele, durante palestra a empresários, fazendo um paralelo entre formação da família e ação de bandidos em áreas carentes. Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas de aproximação com outras economistas emergentes. Ele se referiu a esses países como "mulambada". "E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí." Na semana passada, Mourão já havia feito declarações consideradas polêmicas. Ele disse que o País precisaria de uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - o que, hoje, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. Nesta segunda, ele voltou a citar o tema da Constituição. Segundo o candidato a vice, a reforma da Carta representaria a "mãe de todas as reformas", uma vez que ela está desatualizada, apesar das emendas que sofreu. Bolsonaro Adotando um tom presidencial, o candidato a vice discursou por cerca de uma hora no evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com outras 21 entidades, que se reuniram num grupo chamado Reformar Para Mudar. Em sua fala, Mourão citou apenas uma vez Bolsonaro, que continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). "Bolsonaro é um estadista, não pensa apenas nesta eleição, mas nas próximas gerações", afirmou ele. Mourão reclamou também da forma como as forças policiais são criticadas quando atuam, na sua definição, "como polícia". "Temos de lembrar que direitos humanos são para humanos direitos", disse o general. "Se a polícia age como polícia, é duramente criticada: é o genocídio, o martírio da população brasileira. É trabalho enfrentar isso daí", disse ele, que foi aplaudido pela plateia. O militar foi aplaudido outras duas vezes enquanto discursava, ambas ao defender o livre mercado e a iniciativa privada. Ele defendeu, por exemplo, a privatização das áreas de refino e distribuição da Petrobras.
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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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