Porta-voz Igor Konashenkov escancara tensão entre Rússia e Reino Unido (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

As Forças Armadas da Rússia afirmaram nesta sexta-feira que o Reino Unido tramou um falso ataque químico na cidade síria de Douma, no último fim de semana. A acusação foi negada por Londres, no momento em que Moscou adverte para que o Ocidente não ataque a Síria.

Porta-voz do Ministério da Defesa, o major-general Igor Konashenkov afirmou que as imagens de vítimas do suposto ataque eram falsas e haviam sido tramadas "com envolvimento direto britânico", sem dar provas disso. Voluntários e ativistas afirmaram que o suposto ataque químico em 7 de abril do governo sírio matou mais de 40 pessoas na cidade de Douma. O episódio gerou condenação internacional e levou os Estados Unidos e seus aliados a considerar uma resposta militar. A Rússia, como o Irã, é uma aliada do regime sírio de Bashar al-Assad.

Konashenkov divulgou declarações de médicos do hospital de Douma, segundo as quais um grupo de pessoas com câmeras entrou no hospital, gritando que os pacientes haviam sido atingidos por armas químicas. Os médicos, porém, disseram que nenhum paciente teve qualquer sintoma de envenenamento químico, segundo as notas. O porta-voz disse ainda que Londres pressionou representantes dos chamados Capacetes Brancos, voluntários em emergências, para fazer a "provocação premeditada". Disse ainda ter prova do envolvimento britânico, sem apresentá-la.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, disse que "agências de inteligência de um Estado que agora está em uma campanha russofóbica estavam envolvidas com a fabricação do episódio", sem citar qual país seria. No mês passado, o Reino Unido acusou a Rússia por um ataque com agente nervoso contra um ex-espião e sua filha, o que Moscou nega.

O presidente da França, Emmanuel Macron, mostrou sua "profunda preocupação" com o quadro na Síria, em telefonema com o presidente russo, Vladimir Putin. O líder francês pediu mais diálogo para a paz e a estabilidade na Síria.

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Técnico também diz ser injusto uma transexual jogar vôlei entre mulheres

Copa 2018

Tite está a quatro meses do início de seu maior desafio. A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo em 17 de junho, contra a Suíça, e o treinador passa os dias debruçado nos últimos detalhes para que tudo dê certo na Rússia. Dar certo significa ser campeão. É pressão forte, que traz momentos de insegurança e ansiedade. Ainda assim, ele garante que consegue manter-se sereno. "Um bom dia de trabalho me traz serenidade", disse, em entrevista ao Estado.

A conversa ocorreu em um dos locais preferidos de Tite: sua sala na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Nela, passa boa parte dos dias entre relatórios, planilhas, uma lousa com um campo de futebol que contém distribuição tática e frases de autoajuda e algumas imagens de santos.

À vontade, o treinador de 57 anos falou de futebol e de assuntos polêmicos como árbitro de vídeo. E de política. Defendeu de forma enfática o combate à corrupção e deu um recado claro: não vai se deixar ser usado. "Não vou a Brasília nem antes nem depois da Copa. Nem ganhando, nem perdendo".

Teme insucesso na Copa?

Claro! Isso é real. Isso me engessa e me amedronta? Não, mas eu convivo com isso porque não ir bem é uma das possibilidades que tenho na seleção porque vou enfrentar outras de nível. Quando a gente procura querer controlar resultado, isso pode te engessar, gerar pânico. Agora, uma pitada de medo faz com que te prepare melhor, te desafie mais. Eu me desafio. Eu quero ser o melhor Tite possível.

É tradição que a seleção, quando campeã, vá a Brasília falar com o presidente. Você vai a Brasília se for campeão?

Eu, Adenor, não vou na ida nem na volta. Nem ganhando, nem perdendo.

Teme ser usado politicamente? Estamos em ano de eleição...

Não, não. Já aconteceu até comigo, de não ser autorizado, ser filmado e daqui a pouco estar aparecendo a minha imagem num processo seletivo de apoio. Tenho esses cuidados. Até porque é muito mais importante politicamente nós termos um bom comando porque isso vai gerar uma educação melhor pro País, saúde melhor, segurança maior. Entre a política limpa e o esporte, a prioridade é a política, para a gente ter um Brasil melhor. Se tiver, vai ter um esporte, um futebol melhor.

Você vai declarar apoio a algum candidato?

Não publicamente, mas internamente, as pessoas próximas a mim, vão saber as pessoas que eu gosto. Mas essa eu já externo: eu não sei às vezes escolher qual que é o melhor, mas eu posso ver quem tem ficha suja. E esses de ficha suja, pra mim, estão todos fora.

Você apoiaria, ou votaria, em alguém ligado ao esporte? Por exemplo, o Bernardinho pode se candidatar...

Se for ficha limpa, sim. Esse é o pré-requisito básico.

Em que ocasiões você olha para essas frases que escreve na lousa que está em sua sala (Saber, ver, entender para julgar e orientar e quem não consegue mudar de opinião não muda nada, entre outras)?

Quando me sinto inseguro, quando meu fantasminha bate mais forte, minha expectativa se torna maior. Eu dou uma refletida, recorro a elas (frase) e começo a refletir.

E quando isso não é suficiente, a quem você recorre?

À minha família. A minha esposa talvez saiba muito mais (sobre ele). À minha espiritualidade, de ficar um tempo quieto, fazendo reflexão, meditação.

Você está morando no Rio de Janeiro. Como está a adaptação?

Boa, mas é difícil acostumar com o calor. E tem a violência. Preocupa, chateia.

Existe uma polêmica no vôlei em relação à transexualidade. O que você acha da inclusão do transexual no esporte?

Não é uma questão de preconceito, é uma questão biológica. Foi uma menina do vôlei que respondeu e eu tenho exatamente a mesma opinião. Tu desenvolves níveis de força, testosterona e o escambau, tem uma força maior que o garoto tem em relação à mulher, à velocidade. Aí, daqui a pouco tu modificas e levas uma vantagem biológica em relação ao processo de maturidade. O quanto isso é justo? Não me parece justo. E não é uma questão de preconceito, é uma questão biológica.

Mãe afirma que poderá visitar filha quando quiser (Foto: Arquivo pessoal)

Mundo

A menina Gabriella Boutros, 13, sequestrada em 2010 pelo próprio pai e levada ao Líbano, decidiu ficar no país asiático. A mãe, Claudia Dias de Carvalho Boutros, 39, ganhou, no ano passado, na Justiça a guarda da garota.

Em entrevista ao G1, ela disse que Gabriella só quer vir ao Brasil quando terminar os estudos. “Ficou acertado que minha filha passará as férias escolares comigo e depois retornará ao Líbano”, contou.

Desde 28 de dezembro, elas passaram por um processo de readaptação, já que ficaram distantes por sete anos. A menina fala árabe e inglês, o que dificulta a comunicação com a mãe. De acordo com Claudia, ela pode ir visitar Gabriella quando quiser.

Em 2010, o pai, Pedro Boutros, 42, se separou da mãe da menina, quando perdeu na Justiça a guarda da garota. Ele fugiu com Gabriella no mesmo ano e passou a ser procurado pela Interpol, mas o Líbano não é signatário da Convenção de Haia, o que impediu a prisão do homem e a repatriação da menina.

Em outubro de 2017, a Corte de Trípoli atendeu ao pedido feito pela defesa de Claudia e reconheceu que ela deveria ter a guarda de Gabriella. Ela viajou ao Líbano e ficou dois meses com a garota.

Após fazer seu primeiro gol contra o Chelsea, Lionel Messi vê Barça com grandes chances de classificação (Foto: Reprodução/Twitter)

Futebol

O argentino Lionel Messi, do Barcelona, marcou seu primeiro gol contra o Chelsea na história. O tento do craque definiu o empate por 1 a 1 entre as equipes, no Stamford Bridge, em Londres, pela ida das oitavas da Champions, nesta terça-feira (20).

Com o resultado, o time espanhol avança às quartas com um empate sem gols, no Camp Nou, no dia 14 de março, às 16h45 (de Brasília). O clube inglês se classifica com qualquer vitória ou um empate a partir de dois gols (2 a 2, 3 a 3...). Um novo empate por 1 a 1 leva a decisão para a prorrogação. Caso ninguém marque no tempo extra, o vencedor do duelo será conhecido nos pênaltis.

Antes de Messi balançar as redes do Chelsea, o brasileiro Willian havia aberto o placar para os mandantes com um belo gol. Aliás, o meia foi o destaque da partida. Além do tento, o atleta acertou duas bolas na trave do goleiro Ter Stergen.

Willian Reprodução Twitter

Willian celebra seu gol contra o Barcelona (Foto: Reprodução/Twitter)

Bayern encaminha vaga após atropelar Besiktas

O Bayern de Munique não teve dificuldades para golear o Besiktas por 5 a 0, na Allianz Arena, na Alemanha.

O time turco até contou com alguns nomes conhecidos como Love, Pepe, Quaresma e Talisca, mas não aguentou a força da equipe alemã, que venceu com gols de Müller (2), Coman e Lewandowski (2). A volta será na Turquia, também dia 14 de março, a partir das 14h (de Brasília).

Jonny Evans é um dos atletas envolvidos no furto (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

Quatro atletas do West Bromwich, lanterna da Premier League, furtaram um táxi em Barcelona após comer no McDonald's, na última quarta-feira (14) segundo informações do site português Record. 

De acordo com a publicação, os jogadores pediram um táxi no hotel para ir até a lanchonete. Quando retornaram ao veículo, encontraram-no vazio e  com a chave na ignição, pois o motorista também havia saído para comer. Então, tiveram a ideia de dirigir o carro até o hotel.

O próprio clube identificou os quatro jogadores responsáveis pelo furto: Jonny Evans, Gareth Barry, Jake Livermore e Boaz Myhill.Eles utilizaram o site oficial do West Bromwich para pedir desculpas ao restante do elenco, à torcida, ao técnico e aos dirigentes pela atitude. 

A equipe é a última colocada do Campeonato Inglês, com 20 pontos, e volta a campo pela competição no dia 24 de fevereiro, quando recebe o Huddersfield. A delegação foi a Barcelona para uma semana de treinamentos.  

Para Unai Emery, histórico mostra que vaga para as quartas da Champions ainda não está definida (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

Sob pressão no comando do Paris Saint-Germain e criticado principalmente por ter substituído o goleador Cavani pelo lateral-direito Meunier antes de o Real Madrid fazer dois gols e vencer o time francês por 3 a 1, na última quarta-feira, na Espanha, o técnico Unai Emery exibiu confiança ao já projetar o duelo de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões, no próximo dia 6 de março, na capital francesa.

Em entrevista coletiva concedida na véspera da partida que a sua equipe fará contra o Estrasburgo, neste sábado, em casa, pelo Campeonato Francês, o treinador exaltou a força que o PSG vem mostrando principalmente em seus duelos como mandante para apostar que o time de Neymar irá assegurar classificação às quartas de final da competição continental.

"A equipe teve uma boa partida na quarta-feira, mas, no futebol, às vezes é assim. Você pode ser melhor do que seu oponente durante a maior parte do jogo, mas não é bem-sucedido em concretizar as suas chances. Eles conseguiram marcar em suas melhores oportunidades. Estou convencido de que podemos obter a qualificação. Estou feliz com o trabalho dos meus jogadores, mesmo que não tenhamos conseguido o resultado desejado. O time será mais eficaz na partida de volta", afirmou o comandante.

Emery ainda lembrou do histórico recente de vitórias expressivas sobre grandes adversários em jogos do PSG como mandante na Liga dos Campeões para justificar a sua confiança de que a equipe eliminará o Real Madrid.

"Vencemos este ano todos os jogos em casa. E também vencemos o Bayern de Munique (por 3 a 0, em setembro de 2017) e o Barcelona (4 a 0, em fevereiro do ano passado). Penso nisso e estou convencido de que o time vai mostrar seu valor e vamos passar à próxima fase", completou o treinador, que também recordou o fato de que o clube parisiense já goleou o Real Madrid por 4 a 1, em 1993, em uma partida válida pela extinta Copa da Uefa, que na época tinha o mesmo status que hoje possui a Liga Europa.

O treinador também reforçou a sua confiança em Neymar, que exibiu uma atuação apagada no campo ofensivo em Madri e foi criticado por ter feito uma falta desnecessária que lhe rendeu cartão amarelo, sendo que correu o risco de ser expulso por outras posturas consideradas polêmicas ou imprudentes ao longo do jogo. "Neymar fez uma grande partida. Ele mostrou muitas coisas positivas. Se melhorar em alguns pequenos detalhes, mostrará o grande jogador que ele é", acredita Emery.

Com a cabeça inevitavelmente no duelo de volta contra o Real Madrid, o PSG ocupa a liderança disparada do Campeonato Francês, com 65 pontos, 12 à frente do vice-líder Monaco, que abre a 26ª rodada nesta sexta-feira em jogo contra o Dijon, às 17h45 (de Brasília), em casa.

Brasileiro está longe dos gramados desde dezembro

Futebol

O técnico Pep Guardiola deu uma ótima notícia para a torcida do Manchester City e para a seleção brasileira. O espanhol anunciou a volta do atacante Gabriel Jesus aos treinos da equipe nesta sexta-feira, um mês e meio após a lesão sofrida no joelho esquerdo.

"Gabriel Jesus estará treinando conosco hoje. Esta é uma boa notícia", declarou o treinador em entrevista coletiva nesta sexta, momentos antes da atividade no CT do City.

O próprio treinador, no entanto, rechaçou fazer uma previsão para o retorno do atacante brasileiro aos gramados. "Eu não sei quando ele estará pronto para jogar. O primeiro passo era fazer uma ou duas semanas de treinos sozinho. Agora, será seu primeiro treinamento com a equipe."

Gabriel Jesus lesionou o ligamento colateral do joelho esquerdo durante o empate do City com o Crystal Palace por 0 a 0, em 31 de dezembro do ano passado. A princípio, chegou-se a temer que a contusão fosse grave e colocasse em risco até sua ida à Copa do Mundo, mas após a realização de exames, foi diagnosticado um problema mais leve, que sequer exigiu intervenção cirúrgica.

A tendência é que Jesus volte aos campos nas próximas semanas, mas ele ainda não terá condições de reforçar sua equipe na próxima segunda-feira, quando o City encara o Wigan, fora de casa, pela Copa da Inglaterra.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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