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Theresa May afirmou que Rússia tratou questão desdém (Foto: Reprodução/Facebook)

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A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou nesta quarta que irá expulsar 23 diplomatas russos depois que Moscou perdeu um prazo para explicar como um ex-informante russo do serviço de inteligência britânico foi envenenado no sul do país com uma substância neurotóxica da era soviética.

"Não há conclusão alternativa, a não ser de que o Estado russo é culpado pela tentativa de homicídio de Skripal e de sua filha, e por ameaçar as vidas de outros cidadãos britânicos em Salisbury," disse May. "Isso representa uso ilegal da força pelo Estado russo contra o Reino Unido."

Recentemente, o espião Sergei Skripal, de 66 anos, e sua filha Yulia, de 33 anos, foram envenenados em local próximo a sua residência na cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra.

Além da expulsão, a maior do tipo em mais de três décadas, May anunciou uma série de outras medidas contra Moscou, incluindo a suspensão de todos os contatos bilaterais de alto nível entre Reino Unido e Rússia, e afirmou que o Kremlin demonstrou "total desdém" pela gravidade dos eventos.

A premiê disse ainda que ministros britânicos e a família real não irão à Copa do Mundo na Rússia, que terá início em junho.

Mais cedo, a embaixada russa em Londres havia dito que Moscou iria responder a qualquer ameaça do Reino Unido de tomar ações punitivas. "O lado britânico precisa ficar ciente disso", afirmou a embaixada em sua conta no Twitter. Moscou nega qualquer envolvimento no caso e diz que não responderá às exigências de May até que receba amostras da substância usada no ataque.

O Reino Unido também convocou hoje uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para atualizar seus integrantes acerca das investigações sobre o ataque.

Embaixadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), por sua vez, devem se reunir ainda nesta quarta-feira em Bruxelas para discutir o caso. 

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Primeira-ministra britânica se preocupa com uma possível tensão no Reino Unido (Foto: Number10/Fotos Públicas)

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A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou nesta segunda-feira que a União Europeia consentiu em torno de "explorar" uma "solução aduaneira" que valha para todo o Reino Unido no caso de um eventual acordo do Brexit ainda não estar integralmente em vigor ao fim do período de implementação, em 1º de janeiro de 2021.

Essa solução, se futuramente concretizada, serviria como uma "apólice de seguro" para evitar que se erga uma fronteira física entre a Irlanda do Norte, que é parte do Reino Unido, e a República da Irlanda, integrante da UE. "O que queremos ver em uma solução emergencial ('backstop') é uma situação em que a Irlanda do Norte possa exportar livremente para a Grã-Bretanha e para a UE", explicou.

No entanto, Bruxelas alegou não haver tempo suficiente para trabalhar em detalhe na elaboração e definição da referida solução aduaneira nas próximas semanas, antes do prazo de novembro, informou May aos parlamentares da Câmara dos Comuns.

"As pessoas estão corretamente preocupadas que o que deveria ser apenas temporário possa se tornar um limbo permanente, com nenhuma relação nova entre o Reino Unido e a UE sendo acordada. Está claro para mim que não ficaremos aprisionados permanentemente em um território aduaneiro comum, incapazes de firmar acordos comerciais" com outros países, assegurou May.

A líder conservadora insistiu que uma "vasta maioria" do acordo do Brexit foi acertada, alegou que as tratativas estão entrando nos "estágios finais" e indicou avanços "significativos" em torno da estrutura e do escopo da relação futura nas áreas de segurança interna e externa, transporte e serviços.

Além disso, como no caso da "solução aduaneira", ela alegou ter havido uma aproximação das posições de cada lado no tocante aos esforços para manter a porosidade da fronteira irlandesa, informando ainda que o secretário britânico do Brexit, Dominic Raab, esteve ontem em Bruxelas para uma reunião com o negociador-chefe da UE nessa área, Michel Barnier.

"Grande parte do acordo está agora esclarecida" entre os dois lados, argumentou a premiê, acrescentando que a principal discórdia entre Londres e Bruxelas atualmente é sobre como lidar com um cenário em que não haja trato para a saída do bloco.

Questionada sobre se um cenário de Brexit sem acordo não estaria se tornando crescentemente provável, May garantiu que o seu governo continua se preparando para essa hipótese, mas rejeitou a possibilidade de solicitar uma extensão do prazo do Artigo 50, ou seja, do prazo para negociar um entendimento com a UE.

Após rumores de desentendimento, Trump disse que nunca se relacionou tão bem com uma liderança do Reino Unido (Foto: OTAN/Divulgação/Fotos Públicas)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou nesta sexta-feira que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) "nunca esteve tão unida", na sua avaliação. Trump falou antes de uma reunião com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, elogiada por ele.

Após uma reunião tumultuada da cúpula da Otan em Bruxelas nesta semana, Trump minimizou as divergências dentro do grupo. Anteriormente, ele havia insistido para que os demais países passem a gastar mais em defesa, argumentando que os EUA são onerados excessivamente. Hoje, porém, deu declarações conciliadoras sobre a aliança.

Sobre May, Trump afirmou que ambos possuem uma relação ótima, comentando sobre o encontro deles no dia anterior. "Provavelmente nunca desenvolvi relação melhor com a premiê do Reino Unido", disse. Anteriormente, o presidente americano disse em entrevista ao jornal The Sun que o modelo pretendido pela premiê para a separação do Reino Unido da União Europeia ameaça um acordo de livre comércio entre britânicos e americanos. May, por sua vez, comentou que os EUA são o parceiro mais duradouro do Reino Unido. Os dois líderes devem conceder entrevista coletiva conjunta nesta manhã.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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