Morte de vereadora ainda é um mistério para as autoridades (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

Mundo

Numa iniciativa rara, sete relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) se uniram para emitir um comunicado duro contra as autoridades brasileiras, pedindo que a intervenção federal no Rio de Janeiro seja repensada e exigindo respostas diante do assassinato de Marielle Franco, vereadora carioca do Psol.

Os peritos ainda enviaram uma carta ao governo brasileiro e deram 60 dias para que esclarecimentos sejam apresentados. Nesta segunda, um comunicado dos relatores indicou que é “profundamente alarmante o assassinato de Marielle Franco, mulher negra e proeminente defensora de direitos humanos, que criticou o uso da força militar no Rio de Janeiro”. “Marielle era uma crítica feroz do decreto de 16 de fevereiro de 2018 que autoriza a intervenção federal em questões de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro”, alertou o comunicado.

Os relatores lembram que a vereadora integraria a comissão que vai acompanhar a intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro. O comunicado também aponta que, no último final de semana, “oito pessoas morreram supostamente durante uma operação policial em uma favela no Rio de Janeiro”. Os relatores pedem sérias investigações.

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Deputado, no entanto, diz que discussão sobre Previdência deve ser mantida (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Política

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (16) que, com a votação do decreto da intervenção no Rio, será difícil votar a reforma da Previdência nas próximas semanas. Segundo ele, como a intervenção restringe a possibilidade de atuação do Legislativo, a votação das mudanças das regras de aposentadoria terá que ser adiada. "Se votar o decreto da intervenção dia 21, vai ser difícil votar a Previdência até o dia 28. Não dá para num dia votar o decreto, e no outro dia suspender", comentou.

Maia disse, no entanto, que vai continuar o debate sobre a reforma da Previdência, e que a reunião com os governadores na próxima segunda-feira (19) está mantida. "Nós vamos continuar trabalhando nossa agenda de despesas do Estado brasileiro independente das condições de votação", afirmou.

Segundo ele, o decreto impede a votação e não a discussão de pauta que gere convergência entre Estados e União sobre redução de despesas.

Maia voltou a admitir que hoje a base aliada do governo não tem os 308 votos necessários para aprovar as mudanças nas regras previdenciárias, mas disse que vai continuar trabalhando para alcançar os votos. "Quando tiver os votos, vamos avaliar o que fazer. Eu espero que esse momento chegue e chegue rápido", afirmou.

Raul Jungmann afirma que ato está previsto na Constituição (Foto: Antonio Cruz/EBC/FotosPúblicas)

Nacional

Presidente diz que Reforma da Previdência será retomada ao fim da intervenção (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Nacional

O presidente Michel Temer assinou nesta sexta-feira (16) o decreto para a intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro e fez um discurso em tom de declaração de guerra ao crime organizado. O governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também participaram da cerimônia.

"O crime organizado quase tomou conta do Rio de Janeiro. É uma metástase que se espalha pelo País e ameaça a tranquilidade do nosso povo. Por isso decretamos neste momento a intervenção federal na área da segurança pública do Rio", disse Temer.

Segundo ele, essa medida "extrema" está sendo tomada porque as circunstâncias a exigem. "O governo dará respostas duras e firmes, e adotará todas as providências necessárias para enfrentar e derrotar o crime organizado e as quadrilhas", completou.

Temer afirmou que não se pode tolerar a morte de inocentes, citando pais, trabalhadores, policiais, jovens e crianças, além do cenário com bairros sitiados, escolas sob a mira de fuzis e avenidas transformadas em trincheiras. "Chega, basta. Não vamos aceitar que matem nosso presente nem que continuem a assassinar nosso futuro", acrescentou.

O presidente destacou que a intervenção foi decidida em acordo com o governador Pezão. Segundo Temer, a polícia e as forças armadas enfrentarão unidas nas ruas e nas comunidades "aqueles que sequestram do povo as nossas cidades". Ele ainda disse contar com o apoio e a vigilância dos "homens e mulheres de bem"

"Nossos presídios não serão mais escritórios de bandidos e nem nossas praças serão salões de festa do crime organizado. Nossas pistas não deverão ser nunca via de transporte de drogas ou roubo de cargas. A desordem é a pior das guerras. Começamos uma batalha na qual nosso único caminho pode ser o sucesso", declarou.

Previdência

Temer disse que Maia e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), darão continuidade à tramitação da reforma da Previdência. "Quando ela estiver para ser votada - segundo a avaliação do Legislativo -, farei cessar a intervenção. O trabalho de segurança federal no Rio será mantido sem alteração durante esse período", afirmou.

O presidente lembrou que a Constituição autoriza a intervenção para manter a ordem pública e enfatizou que a medida tem vigência imediata. O decreto será enviado ainda nesta sexta-feira, 16, hoje ao Congresso.

"Nós que já resgatamos o progresso no nosso País e retiramos o Brasil da maior recessão da história, agora vamos restabelecer a ordem. Sei tratar-se de uma medida extrema, mas muitas vezes o País está a demandar medidas extremas para pôr ordem às coisas", concluiu.

Cidade foi devastada pelo temporal na madrugada da última quinta-feira (Foto:CELSO PUPO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Nacional

O Rio de Janeiro está em estágio de atenção nesta sexta-feira (16), com a cidade se recuperando dos estragos provocados pelo temporal das últimas horas. De acordo com a prefeitura, ainda serão necessárias 48 horas para resolver as ocorrências mais críticas e cerca de uma semana para normalizar totalmente todos os locais impactados, se não voltar a chover forte neste período.

Segundo um balanço divulgado no início da manhã desta sexta, foram registradas 150 ocorrências causadas pela chuva como quedas de árvores, postes, muros; acúmulo de água nas vias e deslizamentos na a maioria nas zonas norte e oeste da cidade. O levantamento diz que cerca de 100 delas já foram solucionadas, mas há diversas árvores caídas em vias da cidade; alguns pontos de alagamento como nas comunidades do Rio das Pedras e do Jardim Maravilha, na zona oeste. Alguns bairros estão sem luz nas últimas 24 horas.

A Light, distribuidora de energia elétrica do Rio, informou que as áreas mais críticas são as regiões de Campo Grande e Jacarepaguá, na zona oeste, e a Ilha do Governador na zona norte. A concessionária informou que os reparos são dificultados pelas árvores caídas sobre a rede de energia elétrica.

A Ciclovia Tim Maia permanece interditada após o afundamento de cerca de 30 metros da pista no trecho de São Conrado, na zona sul. Guardas municipais estão no local para evitar que ciclistas e pessoas ultrapassem o bloqueio.

De acordo com a Defesa Civil, foram atendidos 770 chamados relacionados à chuva até as 6h da manhã de hoje. O órgão informou que o temporal deixou cerca de 2 mil pessoas desabrigadas e causou a interdição de 51 imóveis, sendo 41 no Complexo do Alemão e 10 em Cascadura, na zona norte da cidade. Foram registradas quatro mortes, três em desabamentos de casas e uma causada por queda de uma árvore sobre o carro da vítima.

Árvores

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) atendeu ontem (15), mais de 800 ocorrências de queda de árvores e de grandes galhos, muitos deles, sobre a rede de iluminação pública. Até o final da tarde, foram feitos 243 atendimentos, em consequência do temporal que atingiu o Rio, deixando 4 mortos e vários bairros sem luz, além de diversos estragos na cidade. Os serviços continuam com a participação de 2 mil 500 homens da companhia na ação de limpeza.

A companhia informou, em nota, que os bairros mais atingidos foram Tijuca, Ilha do Governador, Santa Cruz, Jacarepaguá, Jardim Sulacap, Campinho, Vila Cosmos, Centro, Irajá, Quintino, Barra da Tijuca, Recreio, Pedra de Guaratiba, Penha, Vila Valqueire, Rio das Pedras e Campo Grande.

Baseadas em informações fornecidas pelo Centro de Operações Rio, as equipes da Comlurb atuam na remoção de árvores e galhos e na limpeza em pontos específicos, a fim de eliminar bolsões d'água nas principais vias da cidade.

A Comlurb pede colaboração da população no descarte correto do lixo domiciliar. Em caso de chuva forte, a recomendação é para aguardar a passagem dos caminhões de coleta e entregar o lixo diretamente aos garis, principalmente se for lixo ensacado.ca

Após dois anos, ciclovia Tim Maia volta a ceder no Rio (Foto: Reprodução/Twitter)

Nacional

O temporal que atingiu na madrugada de hoje (15) a cidade do Rio de Janeiro provocou o fechamento da Ciclovia Tim Maia, no trecho entre a Barra da Tijuca e São Conrado, devido ao afundamento de parte da pista, onde uma cratera de cerca de dez metros se abriu ao lado da Autoestrada Lagoa-Barra, na zona sul da cidade.

Segundo a Defesa Civil do município, técnicos do órgão e guardas municipais estão no local para evitar a aproximação de pessoas do local do afundamento. Não há registro de feridos.

Em abril de 2016, um trecho suspenso da ciclovia desabou ao ser atingido por ondas durante forte ressaca no mar, matando duas pessoas.

Chuva recorde

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro, a estação Barra da Tijuca/Riocentro registrou 123,6 milímetros (mm) de chuva entre 0h e 1h de hoje, o maior volume já constado desde 1997, quando o Alerta Rio começou a armazenar os dados.

O recorde anterior, de 116,2 mm, foi registrado em Campo Grande, também na zona oeste, em 19 de março de 2000.

Em toda a cidade, choveu 75% do esperado para o mês de fevereiro. Na Barra/Riocentro, a chuva chegou a 126% do esperado. Em Jacarepaguá, até as 2h de hoje já havia chovido 150% da expectativa para fevereiro.

Estágio de atenção

A cidade entrou em "estágio de crise" pouco depois da meia-noite, e retornou ao "estágio de atenção" às 5h30, segundo o Alerta Rio. A previsão, para o dia, é de áreas de instabilidade e predomínio de céu nublado, com condições para ocorrência de pancadas de chuva isoladas a qualquer hora do dia.

 

Ruas do Rio de Janeiro ficam alagadas com temporal (Foto:CELSO PUPO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Nacional

Subiu para quatro o número de vítimas fatais do temporal que atingiu o Rio na madrugada desta quinta-feira (15). A última vítima registrada foi uma adolescente de 12 anos, que morreu soterrada em Cascadura, bairro da zona norte da capital. A informação foi divulgada pelo secretário municipal da Casa Civil, Paulo Messina, em entrevista para a TV Globo, por volta das 12h20.

Messina está no Centro de Operações Rio, local onde são coordenadas as ações do município em situações de crise. Ele substitui o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), que está na Europa. Segundo Messina, o secretário de Conservação e Meio Ambiente, Jorge Felippe Neto, está indo para Cascadura prestar assistência à família da vítima.

Em nota, a assessoria da prefeitura informou que "a pedido do prefeito Marcelo Crivella, que mesmo no exterior tem monitorado todas as ações da Prefeitura, os secretários municipais Paulo Messina (Casa Civil) e Jorge Felippe Neto (Conservação e Meio Ambiente) estão desde a madrugada no COR (Centro de Operações Rio) para coordenar o trabalho das equipes que atuam para minimizar os transtornos causados pela tempestade".

"Assim que o alerta de estágio de crise para a chuva intensa foi dado, a Defesa Civil Municipal foi colocada de prontidão para atuar prontamente em caso de acidentes graves. Outros órgãos, como a secretaria de Saúde, Comlurb, CET-Rio e GeoRio também estão em ação", afirmou a assessoria do prefeito, acrescentando que Crivella visita nesta quinta-feira uma empresa de tecnologia para o setor de segurança em Linkoping, na Suécia.

Além da adolescente, morreu o casal Marcos Luis Garcia, de 59 anos, e Judina Magalhães, de 62, quando o imóvel em que estavam em Quintino, bairro da na zona norte, desabou, e o policial lotado 3º Batalhão da Polícia Militar PM (Méier) Nilsimar dos Santos, de 48 anos, que estava em um veículo atingido por uma árvore, em Realengo (zona oeste).

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Alckmin é o candidato que mais tem batido na polarização (Foto: José Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

A polarização da disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018, indicada pelas recentes pesquisas de intenção de voto Ibope e Datafolha, tem feito adversários subirem o tom contra os candidatos que lideram a corrida em seus programas de TV e rádio. Nos programas que foram ao ar nesta quinta-feira, 20, os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) fizeram ataques diretos a Bolsonaro e Haddad. "De um lado, a turma de vermelho, que quer o fim da Lava Jato para encobrir o maior caso de corrupção da história; do outro, a turma do preconceito, da intolerância e do ódio a tudo e todos", diz o tucano no programa. Alckmin ainda disse que o Brasil já elegeu "um poste vermelho", em referência a Dilma Rousseff (PT), sucessora indicada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que não pode entrar "de novo em uma aventura, de um candidato que se diz o novo", em referência a Fernando Collor (hoje no PTC, que foi presidente pelo PRN). Já Meirelles apostou no discurso de que o Brasil precisa de um governo que imponha confiança. Com recortes de jornais em que mostra notícias relacionadas a Bolsonaro e ao PT, disse que ninguém confia em gente "desequilibrada" ou "corrupta". "Confiança é a chave que abre todas as portas", diz Meirelles. "Quando você pede uma indicação para cuidar dos seus filhos, você pergunta se a pessoa é de confiança. A mesma coisa acontece com o País. As empresas precisam confiar no governo para fazer investimentos, criar empregos. Ou você acha que vão confiar num governo de alguém despreparado, desequilibrado ou corrupto? Claro que não." Terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) mostrou seu currículo e da proposta de limpar o nome de pessoas negativadas no SPC e Serasa. Atual quinta colocada nos levantamentos, Marina Silva (Rede) falou sobre fazer investimentos na saúde e na educação, ao lado de seu vice Eduardo Jorge (PV).

Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Há exatos 13 dias Jair Bolsonaro foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mas, apesar de um susto aqui e outro ali, o presidenciável está bem ativo, como demonstram os boletins médicos e sua assídua presença nas redes sociais. Ontem, o candidato do PSL agiu rápido e buscou contornar uma declaração de Paulo Guedes, seu conselheiro econômico e nome escolhido para ocupar o Ministério da Fazenda, em caso de vitória do ex-militar. Guedes propôs a criação de um tipo de CPMF, a partir da qual o cidadão pagaria uma taxa sobre qualquer movimentação bancária, que seria destinada ao financiamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, via Twitter, Bolsonaro destacou que sua equipe “trabalha para a redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos”. O posicionamento do candidato vai ao encontro do que pede a sociedade brasileira, que sente o peso de viver no país com a maior carga tributária de toda a América Latina e Caribe. Em 2016, por exemplo, tudo que as três esferas de governo arrecadaram equivaleram a 32,38% do PIB, depois de subir por dois anos consecutivos. Mas, de fato, o novo presidente terá de encarar a questão fiscal do País, que todos comentam, mas que ninguém até agora conseguiu resolver. E o sucessor de Temer não estará imune a isso, pois herdará uma casa desorganizada. Portanto, a ele caberá construir acordos visando a, entre outras coisas, alcançar a estabilidade fiscal. Aumentar impostos pode ser um caminho necessário e o mais fácil. No entanto, não será possível fechar os olhos a temas espinhosos, como previdência, funcionalismo, salário mínimo e, claro, reforma tributária, que certamente, fazem parte da solução.

Ciro Gomes diz rejeitar estratégia e que o “voto útil é um insulto à experiência popular” (Foto: Leo Canabarro/Fotos Públicas)

Opinião

Em muitas eleições há o candidato ideal e o útil. E, nesta, muitos apostam que, no final, o eleitor que ainda não tem o voto consolidado ou que teme um segundo turno polarizado entre PT e Jair Bolsonaro abra mão da paixão, ideologia, apreço ou preferência por determinado candidato (que não tem chance de vencer) e faça uma escolha estratégica e tática na tentativa de evitar a vitória daquele a quem rejeita. Ciro Gomes disse abrir mão desta possibilidade. Segundo ele, “voto útil é insulto à experiência popular”, e disse querer ser eleito por aqueles que o consideram uma saída para o Brasil e não por quem “não queria votar em outro”. Mas esse não é pensamento do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta atrair o eleitorado de João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e também de Marina Silva (Rede), ao mesmo tempo que faz um chamamento ao voto anti-PT e fustiga a candidatura de Bolsonaro. “A nossa percepção é que Haddad vai para o segundo turno. Já o voto em Bolsonaro não está cristalizado”, disse João Carlos Meirelles, conselheiro próximo de Alckmin, aparentemente alheio às pesquisas, que mostram que os eleitores de Bolsonaro são os mais convictos. Cerca de 70% deles dizem que não mudará sua decisão ou que a escolha é “firme”, segundo o penúltimo Ibope (11 de setembro), número levemente superior ao de Haddad. Mas a estratégia de atacar pesadamente o ex-capitão do Exército e líder nas pesquisas não é consenso nem entre aqueles que conduzem a campanha de Alckmin. Uma ala da coligação quer que os ataques mirem apenas o PT, e não no candidato do PSL. E mesmo Marina briga por seu lugar ao sol. Depois de perder terreno, a acreana vem se colocando como aquela capaz de fazer um governo de transição, com duração de apenas quatro anos e sem direito a reeleição. Se estes discursos vão funcionar é o que se verá nos próximos dias. O certo é que ainda existe um amplo segmento insatisfeito com mais uma eleição marcada pela radicalização e polarização, que sonha com um nome de consenso e capaz de trazer normalidade ao País. Isso seria bastante útil, mas, aparentemente, está cada vez mais difícil.

Candidatos com ideias opostas crescem em pesquisa (Fotos: Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação e Paulo Lopes/AE)

Nacional

O crescimento de Fernando Haddad (PT) na semana que foi oficializado como candidato do PT à Presidência aumentou as chances de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e o petista, afirma a diretora executiva do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari. Na pesquisa divulgada pelo instituto nesta noite de terça-feira, 18, Haddad cresceu 11 pontos em relação ao levantamento apresentado no último dia 11, indo de 8% para 19% das intenções de voto e se isolando em segundo lugar. Bolsonaro continua liderando o cenário, com 28% - ele tinha 26% há uma semana. "Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários", disse Marcia Cavallari ao Estadão/Broadcast Político. No cenário em que os dois se enfrentam na segunda etapa da eleição, há um empate: 40% a 40%. O Ibope ouviu 2.506 eleitores de 16 a 18 de setembro em 177 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09678/2018.
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