Equipe tenta salvar vítimas afetadas pelo vulcão (Foto: Luis Soto/AE)

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Autoridades guatemaltecas calculam que pelo menos 69 pessoas morreram vítimas do Vulcão do Fogo, mas apenas 17 foram identificadas. A dificuldade em reconhecer os corpos é consequência das temperaturas altas dos detritos vulcânicos, que tornam a maioria dos corpos irreconhecível.

"É muito difícil para nós identificá-los, porque alguns perderam suas características ou impressões digitais", disse o diretor do Instituto Nacional de Ciências Forenses, Fanuel García. "Vamos ter que recorrer a outros métodos e, se possível, coletar amostras de DNA para identificá-los", acrescentou.

A erupção surpreendeu moradores de aldeias remotas na região da montanha, deixando pouco ou nenhum tempo para que os habitantes fugissem para locais seguros.

Na noite da segunda-feira, 4, pessoas choravam sobre caixões enfileirados no principal parque de San Juan Alotenango. Como não há eletricidade nas áreas mais atingidas de Los Lotes e El Rodeo, os trabalhos de buscas param ao pôr do sol.

Trabalhadores utilizam pás e retroescavadeiras para vasculhar os destroços e a lama, enquanto o terreno ainda está quente o suficiente para derreter solas de sapatos. Alguns corpos encontrados estavam tão cobertos de cinzas que pareciam estátuas. Equipes de resgate precisaram usar marretas para atravessar telhados de casas enterradas em destroços e checar se havia sobreviventes no interior das residências.

A guatemalteca Hilda López disse que sua mãe e irmã ainda estavam desaparecidas depois que a mistura de gás quente, cinzas e pedras vulcânicas atingiu sua aldeia em San Miguel Los Lotes, localizada abaixo dos flancos da montanha. "Estávamos em uma festa, comemorando o nascimento de um bebê, quando um dos vizinhos gritou para que nós saíssemos e pudéssemos ver a lava que estava chegando", relembrou. "Nós não acreditamos e, quando saímos, a lama quente já estava descendo pela rua."

Ela relatou que a mãe ficou presa dentro do local. O marido de Hilda, Joel González, disse que seu pai também não conseguiu escapar e acredita que ele tenha ficado enterrado na parte de trás da casa.

O porta-voz da Coordenadoria Nacional para Redução de Desastres (Conred), David de León, informou que o vulcão entrou em erupção por volta do meio-dia de domingo, 3 (15h em Brasília), lançando fumaça e cinzas no céu.

Então, por volta das 14 horas (17h em Brasília), uma explosão maior aconteceu. Depois disso, fluxos de lava, cinzas, rochas vulcânicas e destroços jorraram pelos flancos da montanha, bloqueando estradas e queimando casas. "(Os fluxos) andaram muito rápido. Chegaram às comunidades quando os alertas de desocupação foram enviados", disse León.

Mesmo diante dos efeitos rápidos da erupção, as autoridades locais se esforçaram para emitir avisos. No entanto, em lugares como Los Lotes e El Rodeo, a cerca de 12 quilômetros da cratera, os alertas chegaram tarde demais.

As ruas e residências foram atingidas pelos materiais sólidos que chegaram a 700ºC e pelas cinzas e gases vulcânicos, que podem causar asfixia muito rapidamente. "Assim que recebemos a informação, por volta das 6h (9h de Brasília) de que o vulcão estava em fase eruptiva, o protocolo foi iniciado para verificar com diferentes setores e também para falar com as comunidades e seus líderes", disse León.

Ele acrescentou que especialistas guatemaltecos dizem que é provável que a movimentação vulcânica diminua. "Recebemos a informação de nosso serviço científico, nos dizendo que a tendência é que a atividade diminua", explicou.

Em El Rodeo, soldados armados e usando máscaras faziam guarda para isolar as cenas do desastre. Trabalhadores transportavam corpos para longe dali em macas e a fumaça ainda subia em algumas partes do local, coberto por rochas e outros detritos.

Equipes emergenciais de helicóptero conseguiram resgatar pelo menos dez pessoas vivas que estavam isoladas pelos fluxos vulcânicos. Segundo o Conred, 3,2 mil pessoas saíram de suas casas.

Número de mortos sobe para 69

O número de mortos após a erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, que expeliu grandes colunas de fumaça e fragmentos em uma área rural do país, subiu para 69 nesta segunda-feira, 4. Ainda de acordo com as autoridades, há um número não determinado de pessoas desaparecidas.

A movimentação vulcânica começou pouco antes do meio-dia (15 horas de Brasília) do domingo, 3, lançando cinzas e rochas a 4,5 mil metros acima do nível do mar. As cidades próximas sofreram com a fumaça pesada e com o fluxo de pedras que desceram pelos flancos do vulcão, atingindo casas e estradas.

Segundo a Agência de vulcanologia da Guatemala, a erupção diminuiu por volta das 22h (1h desta segunda-feira, em Brasília). De acordo com o porta-voz da agência, David de León, os primeiros corpos foram encontrados na comunidade San Miguel Los Lotes. 

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Governo da Guatemala alegou ser arriscado colocar bombeiros na busca (Foto: Luis Soto/AE)

Mundo

A Coordenadoria Nacional para Redução de Desastres da Guatemala (Conred) disse, na quinta-feira, 7, que está suspendendo os trabalhos de resgate nas áreas afetadas pela erupção do Vulcão de Fogo. Chove na área e, segundo a Conred, o material vulcânico acumulado na região torna o trabalho perigoso para os socorristas.

O órgão suspendeu o resgate depois que 72 horas se passaram desde o desastre. Segundo autoridades, depois desse período, as chances de encontrar sobreviventes são mínimas.

O Conred também pediu à população que fique longe das áreas devastadas.

Mais cedo na quinta-feira, a Força Aérea dos Estados Unidos transportou seis crianças guatemaltecas com graves queimaduras para tratamento no Texas.

O grupo será internado no Hospital Shriner's, na cidade de Galveston. As crianças estão entre as vítimas da erupção do vulcão, que enterrou quase aldeias inteiras em cinzas e lama superaquecida.

Segundo autoridades, 99 mortes foram confirmadas e muitas pessoas ainda estão desaparecidas. Fonte: Associated Press

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente guatemalteco, Jimmy Morales,conversam durante inauguração de embaixada (Foto:Kobi Gideon/ GPO/Fotos Públicas)

Opinião

Depois dos Estados Unidos transferirem sua embaixada em Israel da cidade de Tel Aviv para Jerusalém, fato que trouxe turbulência ao Oriente Médio, nesta quarta-feira, 16, foi a vez do presidente da Guatemala, Jimmy Morales, fazer o mesmo. Assim os governos norte-americano e guatemalteco são os primeiros a atenderem a uma velha ambição israelense, que é o reconhecimento da Cidade Santa como sua capital “eterna e indivisível”. E, em breve, quem deve se juntar a este ainda diminuto grupo é o Paraguai, com previsão para o fim deste mês de maio.


Tal atitude em nada ajuda a amenizar a realidade da instável região e contraria a posição da própria Organização das Nações Unidas (ONU), que jamais auferiu a Jerusalém o status de capital do Estado de Israel, nem tampouco reconheceu a anexação de Jerusalém Oriental por parte dos israelenses, em 1967. Até então, pertencia ao Reino da Jordânia. É nesta parte que se encontra a Cidade Velha e lugares sagrados para o judaísmo, islamismo e cristianismo, como o Muro das Lamentações, a Mesquita de al-Aqsa e a Igreja do Santo Sepulcro.

Este espaço também é reivindicado pela Autoridade Nacional Palestina como capital do futuro Estado que almeja criar.
A questão é complexa e atitudes tempestivas como as de Donald Trump, Morales e do paraguaio Horácio Cartes só ajudam a atear fogo em um território coberto de pólvora.

O resultado pôde ser visto na reação brutal das forças israelenses na última segunda-feira, 14, que deixaram 60 mortos, sendo 59 por tiro de soldados e um bebê de oito meses, por inalação de gás lacrimogêneo. Outros cerca de 2,7 mil ficaram feridos, sendo a metade por projéteis.

O que se percebe é que quem deveria sentar à mesa e negociar para tentar evitar derramamento de sangue tão desnecessário é o primeiro a fomentá-lo. Assim, se um dia Israel teve ao seu lado a opinião internacional para a criação do seu Estado, agora vêm se esforçando para perdê-la, como mostra a recente onda de repúdio à violência do seu Exército. Aparentemente, o Davi, armado de funda, agora fala árabe e tem pela frente um impiedoso Golias, equipado com tanques e fuzis de assalto modernos.

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