Park Geun-hye é acusada de violar leis eleitorais (Foto: Ricardo Stuckert/PR/Fotos Públicas)

Mundo


A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, foi condenada a mais oito anos de prisão por abuso de fundos estatais e violação das leis eleitorais. A nova sentença eleva para 32 anos a pena da ex-mandatária, afastada do cargo em 2016 após um processo de impeachment movido por denúncias de corrupção.

Park foi considerada culpada pela Corte do Distrito Central de Seul por ter recebido cerca de 3 bilhões de wons sul-coreanos (cerca de US$ 2,6 milhões) de chefes do Serviço Nacional de Inteligência durante sua presidência (2013-2016). Pelo crime, ela foi sentenciada a seis anos de prisão. Além disso, a Justiça também condenou a ex-presidente a dois anos de reclusão por ter violado leis eleitorais após interferir no processo de nomeação dos candidatos do próprio partido nas eleições parlamentares de 2016. A Corte, no entanto, absolveu a ex-presidente do crime de suborno por falta de provas.

A ex-presidente não compareceu à corte durante a promulgação da sentença. Ela está presa desde março de 2017 em um centro de detenção em Seul. Com a nova sentença, a pena de Park sobe para 32 anos de prisão - e o número ainda pode aumentar, dependendo de novas decisões em instâncias superiores.

Procuradores já moveram recursos exigindo que a primeira condenação deveria ser 30 anos de reclusão ao invés de 24. A Suprema Corte da Coreia do Sul anunciou que julgará a ação em agosto.

Park governou a Coreia do Sul por três anos. Em 2016, um grande escândalo de corrupção gerou ondas de protestos contra seu governo em todo o país. A ex-presidente foi acusada de utilizar capital político para forçar grandes conglomerados de empresas a pagar dezenas de milhões de wons a duas fundações controladas por sua confidente e amiga íntima Choi Soon-il.

O parlamento moveu um processo de impeachment, concluído em dezembro daquele ano, que a retirou do cargo e convocou novas eleições. Em março de 2017, ela foi presa pelas autoridades sul-coreanas e, semanas depois, condenada pelos crimes de corrupção e suborno. 

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Brasileiros estão otimistas em prova com quarteto (Foto: Divulgação/ COB)

Esporte

Pela primeira vez na história, o Brasil teve uma dupla no bobsled nos Jogos Olímpicos de Inverno. No entanto, Edson Bindilatti e Edson Martins não se classificaram entre os 20 primeiros que avançaram para a quarta e última bateria desta segunda-feira (19), em Pyeongchang, Coreia. Eles ficaram em 27º lugar entre os 30 trenós que participaram da disputa.

A dupla brasileira terminou com um tempo total de 2min30s71 no somatório das três primeiras descidas da competição e se mantiveram na mesma 27ª posição que já haviam conseguido no domingo (18). Na única disputa que realizaram nesta segunda, os xarás terminaram com o tempo de 50s35, depois de terem aberto a disputa no domingo com 50s14 na primeira descida do trenó e em seguida 50s22 na segunda.

Os brasileiros, porém, saíram satisfeito com o que mostraram e lembraram que conseguiram classificar o País para uma disputa inédita para o País em Jogos de Inverno. 

"Eu saio muito contente com a participação do Brasil no 2-man. Conseguimos colocar mais um trenó entre os principais países do mundo, que são os que disputam os Jogos Olímpicos. Quem se classificou para os Jogos é competitivo e tem condições de fazer bons resultados", ressaltou Edson Bindilatti, que é piloto dos dois trenós do Brasil em Pyeongchang, onde estará presente também na prova do 4-man, com equipes de quatro atletas em cada país participante.

Os xarás formarão com Odirlei Pessoni e Rafael Souza a equipe brasileira desta outra prova do bobsled dos Jogos na Coreia do Sul. Neste tipo de disputa, o Brasil já esteve presente com times nas edições de Salt Lake City-2002, Turim-2006 e Sochi-2014 da Olimpíada de Inverno. E o quarteto do País em Pyeongchang-2018 competirá no sábado e no domingo, dois últimos dias de competições em solo sul-coreano.

"Nosso 4-man é mais forte que o 2-man e tem mais chances de chegar à final. Podemos fazer um bom resultado com o 4-man aqui em Pyeongchang. Mas, para isso, temos que melhorar algumas coisas. O push e a pilotagem podem ser melhores. Preciso acertar a curva dois também. Quando você erra na curva dois, o trenó perde velocidade na pista toda", disse Bindilatti, por meio de declarações reproduzidas nesta segunda pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Ouro dividido

E a disputa por medalhas desta prova de duplas do bobsled em Pyeongchang contou com um fato curioso nesta segunda-feira. Tricampeões mundiais, os alemães Francesco Friedrich e Thorsten Margi estavam com o ouro garantido com o tempo somado de 3min16s86 após a quarta e última descida, mas tiveram que dividir o topo do pódio com os canadenses Justin Kripps e Alexander Kopacz, que cravaram exatamente a mesma marca da dupla alemã no somatório dos tempos.

Assim, as duas nações dividiram o ouro, enquanto o bronze ficou com a parceria da Letônia formada por Oskars Melbardis e Janis Strenga, com 3min16s91. Um empate na luta pelo ouro desta prova também aconteceu nos Jogos de Nagano-1998, no Japão, onde uma outra dupla canadense terminou empatada com outra da Itália, sendo que naquela ocasião o bronze ficou com a Suíça.

Noruega no topo

Apenas outras duas disputas por pódios aconteceram nesta segunda-feira. E elas tiveram dois ouros somados pela Noruega, que asseguraram assim a liderança no quadro geral de medalhas, com um total de 11 douradas, contra dez da Alemanha, vice-líder.

Um dos ouros do dia dos noruegueses foi obtido na prova por equipes do salto de esqui masculino, no qual os alemães levaram a prata e o bronze ficou com o time polonês. Já o outro ouro do país nórdico veio na prova masculina de 500 metros da patinação de velocidade, com a vitória de Havard Lorentzen, enquanto a prata foi conquistada pelo sul-coreano Cha Min Kyu e o bronze pelo chinês Gao Tingyu.

Brasileira faz história ao ir para a sua sexta Olimpíada

Esporte

Jaqueline Mourão terminou a prova do esqui cross-country dos Jogos de Inverno de Pyeongchang apenas na 74ª colocação entre as 90 atletas que competiram nesta disputa de quinta-feira na Coreia do Sul, mas fez história pelo Brasil ao completar a sua sexta participação em uma Olimpíada e igualar a marca de outros cinco ídolos do esporte nacional: a jogadora de futebol Formiga, os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt, o cavaleiro Rodrigo Pessoa e o mesa-tenista Hugo Hoyama.

Aos 42 anos, Jaqueline assim deu mais um passo de uma trajetória que contou com duas presenças em Jogos de Verão, nos quais competiu em Atenas-2004 e Pequim-2008 no mountain bike, além de mais quatro na Olimpíada de Inverno. Antes de ingressar no grande evento em solo sul-coreano, ela foi aos eventos olímpicos de Turim-2006, Vancouver-2010 e Sochi-2014, sendo que na Rússia figurou entre as atletas do biatlo.

Mais velha a competir nos Jogos de Pyeongchang, a brasileira não era candidata a conquistar uma medalha no esqui cross-country, mas superou competidoras de 15 países e foi a mais bem colocada entre as esquiadoras latino-americanas da prova, completada por ela em 30min50s3.

Assim, Jaqueline ficou quase seis minutos atrás da norueguesa Ragnhild Haga, que garantiu a medalha de ouro com o tempo de 25min00s5, enquanto a prata ficou com a sueca Charlotte Kalla (25min20s8) e o bronze foi dividido por duas atletas: Marit Bjoergen, também da Noruega, e a finlandesa Krista Parmakoski, ambas com a marca de 25min32s4.

Ao comentar sobre o seu desempenho em Pyeongchang nesta quinta-feira, Jaqueline Mourão comemorou o fato de ter conseguido fazer história ao igualar o recorde de participações olímpicas de outros cinco grandes nomes do esporte brasileiro.

"Nunca imaginei que chegaria tão longe. Estou muito feliz de estar aqui e de representar mais uma vez o meu País e conseguir a minha sexta participação olímpica", afirmou a brasileira, que depois valorizou outro feito comemorado por ela.

"Sou de longe a melhor latino-americana nessa prova. Bati um monte de países. Nos Jogos Olímpicos estão apenas as melhores do mundo. Foi uma prova muito dura. Dei o máximo que eu pude, mesmo passando um susto na véspera", disse a mineira de Belo Horizonte, que teve problemas estomacais e precisou receber atendimento médico um dia antes da prova desta quinta.

E Jaqueline, inclusive, não descartou a possibilidade de buscar uma sétima participação olímpica e se tornar a recordista isolada de representatividade entre os brasileiros. "Se o Brasil estiver comigo para me dar força para treinar eu vou para mais uma Olimpíada sim. A idade é um tabu. Uma vez que você passa por isso, acaba percebendo que não é um problema. O mais importante é evoluir na parte técnica. Seguir se desenvolvendo apesar da idade", destacou Jaqueline, que conseguiu a ir a seis Jogos Olímpicos mesmo após ter dois filhos nesta última década: Jade, de 3 anos, Ian, de 7.

Mãe afirma que poderá visitar filha quando quiser (Foto: Arquivo pessoal)

Mundo

A menina Gabriella Boutros, 13, sequestrada em 2010 pelo próprio pai e levada ao Líbano, decidiu ficar no país asiático. A mãe, Claudia Dias de Carvalho Boutros, 39, ganhou, no ano passado, na Justiça a guarda da garota.

Em entrevista ao G1, ela disse que Gabriella só quer vir ao Brasil quando terminar os estudos. “Ficou acertado que minha filha passará as férias escolares comigo e depois retornará ao Líbano”, contou.

Desde 28 de dezembro, elas passaram por um processo de readaptação, já que ficaram distantes por sete anos. A menina fala árabe e inglês, o que dificulta a comunicação com a mãe. De acordo com Claudia, ela pode ir visitar Gabriella quando quiser.

Em 2010, o pai, Pedro Boutros, 42, se separou da mãe da menina, quando perdeu na Justiça a guarda da garota. Ele fugiu com Gabriella no mesmo ano e passou a ser procurado pela Interpol, mas o Líbano não é signatário da Convenção de Haia, o que impediu a prisão do homem e a repatriação da menina.

Em outubro de 2017, a Corte de Trípoli atendeu ao pedido feito pela defesa de Claudia e reconheceu que ela deveria ter a guarda de Gabriella. Ela viajou ao Líbano e ficou dois meses com a garota.

Após fazer seu primeiro gol contra o Chelsea, Lionel Messi vê Barça com grandes chances de classificação (Foto: Reprodução/Twitter)

Futebol

O argentino Lionel Messi, do Barcelona, marcou seu primeiro gol contra o Chelsea na história. O tento do craque definiu o empate por 1 a 1 entre as equipes, no Stamford Bridge, em Londres, pela ida das oitavas da Champions, nesta terça-feira (20).

Com o resultado, o time espanhol avança às quartas com um empate sem gols, no Camp Nou, no dia 14 de março, às 16h45 (de Brasília). O clube inglês se classifica com qualquer vitória ou um empate a partir de dois gols (2 a 2, 3 a 3...). Um novo empate por 1 a 1 leva a decisão para a prorrogação. Caso ninguém marque no tempo extra, o vencedor do duelo será conhecido nos pênaltis.

Antes de Messi balançar as redes do Chelsea, o brasileiro Willian havia aberto o placar para os mandantes com um belo gol. Aliás, o meia foi o destaque da partida. Além do tento, o atleta acertou duas bolas na trave do goleiro Ter Stergen.

Willian Reprodução Twitter

Willian celebra seu gol contra o Barcelona (Foto: Reprodução/Twitter)

Bayern encaminha vaga após atropelar Besiktas

O Bayern de Munique não teve dificuldades para golear o Besiktas por 5 a 0, na Allianz Arena, na Alemanha.

O time turco até contou com alguns nomes conhecidos como Love, Pepe, Quaresma e Talisca, mas não aguentou a força da equipe alemã, que venceu com gols de Müller (2), Coman e Lewandowski (2). A volta será na Turquia, também dia 14 de março, a partir das 14h (de Brasília).

Jonny Evans é um dos atletas envolvidos no furto (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

Quatro atletas do West Bromwich, lanterna da Premier League, furtaram um táxi em Barcelona após comer no McDonald's, na última quarta-feira (14) segundo informações do site português Record. 

De acordo com a publicação, os jogadores pediram um táxi no hotel para ir até a lanchonete. Quando retornaram ao veículo, encontraram-no vazio e  com a chave na ignição, pois o motorista também havia saído para comer. Então, tiveram a ideia de dirigir o carro até o hotel.

O próprio clube identificou os quatro jogadores responsáveis pelo furto: Jonny Evans, Gareth Barry, Jake Livermore e Boaz Myhill.Eles utilizaram o site oficial do West Bromwich para pedir desculpas ao restante do elenco, à torcida, ao técnico e aos dirigentes pela atitude. 

A equipe é a última colocada do Campeonato Inglês, com 20 pontos, e volta a campo pela competição no dia 24 de fevereiro, quando recebe o Huddersfield. A delegação foi a Barcelona para uma semana de treinamentos.  

Para Unai Emery, histórico mostra que vaga para as quartas da Champions ainda não está definida (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

Sob pressão no comando do Paris Saint-Germain e criticado principalmente por ter substituído o goleador Cavani pelo lateral-direito Meunier antes de o Real Madrid fazer dois gols e vencer o time francês por 3 a 1, na última quarta-feira, na Espanha, o técnico Unai Emery exibiu confiança ao já projetar o duelo de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões, no próximo dia 6 de março, na capital francesa.

Em entrevista coletiva concedida na véspera da partida que a sua equipe fará contra o Estrasburgo, neste sábado, em casa, pelo Campeonato Francês, o treinador exaltou a força que o PSG vem mostrando principalmente em seus duelos como mandante para apostar que o time de Neymar irá assegurar classificação às quartas de final da competição continental.

"A equipe teve uma boa partida na quarta-feira, mas, no futebol, às vezes é assim. Você pode ser melhor do que seu oponente durante a maior parte do jogo, mas não é bem-sucedido em concretizar as suas chances. Eles conseguiram marcar em suas melhores oportunidades. Estou convencido de que podemos obter a qualificação. Estou feliz com o trabalho dos meus jogadores, mesmo que não tenhamos conseguido o resultado desejado. O time será mais eficaz na partida de volta", afirmou o comandante.

Emery ainda lembrou do histórico recente de vitórias expressivas sobre grandes adversários em jogos do PSG como mandante na Liga dos Campeões para justificar a sua confiança de que a equipe eliminará o Real Madrid.

"Vencemos este ano todos os jogos em casa. E também vencemos o Bayern de Munique (por 3 a 0, em setembro de 2017) e o Barcelona (4 a 0, em fevereiro do ano passado). Penso nisso e estou convencido de que o time vai mostrar seu valor e vamos passar à próxima fase", completou o treinador, que também recordou o fato de que o clube parisiense já goleou o Real Madrid por 4 a 1, em 1993, em uma partida válida pela extinta Copa da Uefa, que na época tinha o mesmo status que hoje possui a Liga Europa.

O treinador também reforçou a sua confiança em Neymar, que exibiu uma atuação apagada no campo ofensivo em Madri e foi criticado por ter feito uma falta desnecessária que lhe rendeu cartão amarelo, sendo que correu o risco de ser expulso por outras posturas consideradas polêmicas ou imprudentes ao longo do jogo. "Neymar fez uma grande partida. Ele mostrou muitas coisas positivas. Se melhorar em alguns pequenos detalhes, mostrará o grande jogador que ele é", acredita Emery.

Com a cabeça inevitavelmente no duelo de volta contra o Real Madrid, o PSG ocupa a liderança disparada do Campeonato Francês, com 65 pontos, 12 à frente do vice-líder Monaco, que abre a 26ª rodada nesta sexta-feira em jogo contra o Dijon, às 17h45 (de Brasília), em casa.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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Juntos, os hospitais filantrópicos, como é o caso das santas casas, acumulam uma dívida de R$ 21 bilhões (Foto: Edson Lopes Jr/ (Arquivo) – A2 Comunicações/Fotos Públicas)

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