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Sáb, Nov

Winnie foi ativista e utilizou táticas violentas contra o Apartheid (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

Ativista anti-Apartheid e ícone da igualdade racial, Winnie Mandela morreu nesta segunda-feira, aos 81 anos, vítima de uma “longa doença”. Ela foi mulher de Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano.

Descrita por muitos sul-africanos como “Mãe da Nação”, ela foi casada com Mandela durante 1958 e 1996, período que engloba os 27 anos em que o ex-presidente esteve preso. Winnie e Mandela se separaram em 1992, dois anos depois da libertação de seu marido.

No entanto, além de sua luta e de seu casamento com Mandela, Winnie viveu outras histórias, que, provavelmente, você não sabia. Veja dez curiosidades sobre a ativista.

 1 - Nascida em 26 de setembro de 1936 em Bizana, na província do Cabo Oriental, Winnie Mandela se tornou politizada ainda jovem em seu trabalho como assistente social de um hospital. As informações são da Agência Reuters.

 2 –Winnie foi muito mais do que a mulher de Mandela. Por sua ideologia, ela foi torturada e passou por sérios problemas financeiros para criar suas duas filhas, segundo o jornal “El País”. Winnie chegou a ficar presa em sua casa, mesmo sem ser julgada.

 3 – Ela conheceu Mandela em 1957, aos 22 anos, em um ponto de ônibus, e se casou com ele no ano seguinte. Durante este período, o ex-presidente sul-africano ficou preso por 27 anos. Eles se separaram em 1992, mas o divórcio foi efetivado mesmo em 1996. Juntos, tiveram duas filhas: Zenani e Zindzi

 4 – Winnie foi condenada à prisão perpétua, mas o máximo que cumpriu da pena foi o período de um ano e quatro meses (maio de 1969 a setembro de 1970). A polícia realizou a prisão em sua casa, em Soweto, e a levou para detenção de Pretória.

 5 – Para acabar com o Apartheid, movimento que separava negros e brancos na África do Sul, Winnie defendia táticas violentas. Inclusive, sofreu muitas críticas por isto. Neste aspecto, sua ideologia destoava da de Mandela, que, em certos momentos, pregava uma reconciliação pacífica.

 6 – Depois das primeiras eleições democráticas na África do Sul, em 1994, foi nomeada como vice-ministra de Artes e Cultura do país. Também foi deputada.

 7 -  De acordo com a Agência Reuters, o fim do Apartheid, algo tão desejado por Winnie, também lhe causou problemas, já que histórias de atos violentos, supostamente praticados por seu grupo de capangas, o Soweto United Football Club, começaram a surgir. Chamada até então de “mãe”, ganhou o apelido de “vândala” de alguns sul-africanos.

8 - Em 1991, ela foi condenada a seis anos de prisão pela morte do jovem suposto informante Stompie Seipei, de 14 anos, encontrado com a garganta cortada próximo à casa da ex de Mandela. A pena foi revertida em pagamento de fiança.

9 – O cantor e compositor brasileiro Milton Nascimento escreveu a canção “Lágrimas do Sul”, em homenagem a Winnie, em 1985.

10 -  Ela era bisavó de Zenani Mandela, morta aos 13 anos em um acidente automobilístico em 2010. Na ocasião, a jovem havia saído do show de abertura da Copa do Mundo realizada na África do Sul. Chegaram a dizer que Winnie estava no mesmo carro que a bisneta, mas a informação foi negada pela Fundação Nelson Mandela.

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Obama visita a África pela primeira vez desde que deixou a Casa Branca (Foto: Reprodução/Instagram)

Mundo


O ex-presidente dos EUA Barack Obama faz nesta terça-feira, 17, seu mais importante discurso desde que deixou o cargo, instando o mundo a respeitar os direitos humanos e outros valores ameaçados. A fala é parte da comemoração do centésimo aniversário do líder antiapartheid Nelson Mandela.

Apesar de não mencionar seu sucessor, Donald Trump, é esperado que o discurso de Obama na África do Sul contrarie muitas das políticas do atual presidente americano, em um esforço para manter vivas as ideias pelas quais Mandela trabalhou, incluindo democracia, diversidade e educação de qualidade para todos.

Cerca de 14 mil pessoas devem se reunir em um estádio de críquete na capital Johannesburgo, onde Obama falará. O americano será apresentado pelo presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e a viúva de Mandela, Graça Machel.

Esta é a primeira visita do ex-presidente ao continente africano desde que deixou a Casa Branca, no início de 2017. Na segunda-feira, 16, Obama esteve no Quênia, onde visitou o local de nascimento de seu pai e participou da inauguração de um centro esportivo com sua avó e uma meia-irmã. 

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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