Manifestação seria pacífica (Foto: Reprodução Facebook)

Mundo
Ao menos 15 palestinos morreram e centenas ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses na fronteira de Gaza com Israel nesta sexta-feira, 30, durante a Grande Marcha do Retorno, maior manifestação recente na região. O protesto é apoiado pelo grupo Hamas, em comemoração ao Dia da Terra. A quantidade de mortes é a maior desde a guerra de 2014 entre Israel e o Hamas.

Mais de 750 pessoas ficaram feridas pelos ataques israelenses em confrontos ao longo da fronteira, de acordo com o Ministério da Saúde da Palestina. O Exército israelense disse que milhares de palestinos atiraram pedras e atearam fogo em tropas que estavam do outro lado da fronteira. Israel acusou militantes de tentar realizar ataques durante os protestos, dizendo que, em um incidente, homens palestinos armados dispararam contra soldados israelenses.

A grande participação dos manifestantes foi um testemunho da habilidade de organização dos Hamas, mas também foi sinalizado desespero de moradores de Gaza, após o fechamento de uma fronteira que está aberta há dez anos. Na região, houve aumento do desemprego, pobreza crescente e apagões diários com horas de duração.

Asmaa al-Katari disse que participou da marcha, apesar dos riscos, e que se juntaria a protestos futuros porque "a vida é difícil aqui em Gaza e não temos nada a perder". A aluna de história afirmou que é descendente de refugiados e comentou que seus avós viviam em tendas de refugiados. "Eu quero dizer ao mundo que a causa de nossos avós não está morta."

O morador de Gaza Ghanem Abdelal, de 50 anos, disse que espera que o protesto "traga um avanço, uma melhora para a nossa vida". Ele levou a família para um acampamento perto da cidade de Gaza, cerca de 500 metros da fronteira, onde distribuiu garrafas de água para mulheres e crianças presentes no local.

Israel já havia ameaçado responder duramente, na esperança de impedir violações na cerca da fronteira. As forças armadas israelenses divulgaram um vídeo mostrando uma fileira de franco-atiradores em um barranco de barro, voltados para a multidão de Gaza em um único local.

De acordo com o Ministério da Saúde, o palestino Omar Samur, de 27 anos, foi morto por tiros da artilharia israelense no início da manhã, antes do início da marcha. Os outros 14, todos manifestantes, morreram em confrontos com o Exército em diferentes áreas.
*Matéria atualizada às 17h32
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Prefeito de Jerusalém acredita que não haver nenhum ferido foi um grande "milagre" (Foto: MAHMOUD ILLEAN/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Mundo


Uma pedra de 100 quilos se desprendeu do Muro das Lamentações, em Jerusalém, nesta segunda-feira, 23. Ninguém ficou ferido.

Uma gravação mostra o momento em que a pedra cai em uma plataforma de madeira elevada, usada para a oração. O rabino encarregado do complexo, Shmuel Rabinovich, chamou o evento de "o mais incomum em décadas". Ele disse que a umidade ou o crescimento das plantas podem ter movido a antiga pedra.

Remanescente do complexo onde ficavam os templos bíblicos judaicos, O Muro das Lamentações é o lugar mais sagrado para o judaísmo. A área onde ocorreu o incidente foi fechada para manutenção.

O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, disse que foi um "grande milagre" uma rocha de 100 kg cair perto de um fiel e não o machucar.

Evento é realizado na Galeria ProArte (Foto: Divulgação)

Cidade

A Instituição Beneficente Israelita Ten Yad, dedicada a programas de segurança alimentar, de promoção e inclusão social, promove, em parceria com a tradicional Galeria ProArte,  que atua há mais de 30 anos no mercado, venda de obras de artistas renomados, como Gustavo Rosa, Fang, Harry Elsas, Teruz, Walter Lewy, além de esculturas de Bruno Giorgi  e outros artistas. A ação, que acontece até amanhã, às 20h, terá toda renda arrecada revertida aos projetos de assistência social do Ten Yad.

 O público amante da boa arte poderá conferir uma exposição especial composta por tapeçarias,  quadros que vão de abstratos, modernos e realistas, em tela em óleo, além de  gravuras e esculturas. As obras são doação da colecionadora Margot Nasser Dayan, síria que viveu no Brasil até 2016 e, ao longo da vida, foi adquirindo o acervo que deixou à instituição Beneficente Israelita Ten Yad.

 

Serviço

Obras da Colecionadora Margot Nasser Dayan

Data: 3 e 4 de setembro

Horário: 10h às 20h

Local: Galeria ProArte

Endereço: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1644

Telefone: (11) 3085-7488

 

Argentina está utilizando CT do Barcelona (Foto: Divulgação/AFA)

Copa 2018

Os protestos foram muitos, surtiram efeito e, nesta terça-feira, a Argentina anunciou o cancelamento do amistoso marcado para sábado diante de Israel, em Jerusalém. A partida vinha sendo alvo de críticas e ataques por causa do conflito político entre israelenses e palestinos.

O amistoso vinha causando polêmica desde seu anúncio, mas os protestos ganharam força nos últimos dias. Nesta terça, cerca de 15 palestinos apareceram no treino da seleção argentina, em Barcelona, vestindo camisas da seleção sul-americana manchadas de vermelho para simbolizar o sangue derramado pelos israelenses no conflito.

A atitude gerou impacto no elenco da seleção e os jogadores inclusive teriam manifestado o desejo de não disputar o amistoso. Horas depois, a Associação do Futebol Argentino (AFA) decidiu pelo cancelamento. "No fim, pudemos fazer o correto. Em primeiro lugar, está a saúde e o senso comum. Acreditamos que o melhor era não ir", declarou o atacante Higuaín em entrevista à ESPN argentina.

O protesto desta terça foi a última de uma série de manifestações realizadas pelos palestinos. A Liga Árabe chegou a divulgar um comunicado na última semana que dizia que Israel utiliza o futebol como fim político. Já a Associação de Futebol Palestina informou que faria campanha para impedir que a Argentina recebesse a Copa do Mundo de 2030 se o amistoso fosse realizado.

"Esta partida é como se nós celebrássemos o aniversário da ocupação das Malvinas. Isto seria uma aberração, uma falta de respeito e uma agressão ao sentimento do povo argentino", comparou o embaixador palestino na Argentina, Husni Abdel Wahed, lembrando do conflito entre argentinos e ingleses pelas Ilhas Malvinas.

No ano passado, o presidente Donald Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel. Há alguns meses, o mandatário norte-americano também informou que transferirá a embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém.

Desde 1947, a parte leste de Jerusalém é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como território árabe. Apenas Israel e os Estados Unidos divergem dessa demarcação. Além disso, os palestinos reclamam que o estádio onde será disputado o amistoso é de um dos clubes mais racistas do país. O Beitar Jerusalém não aceita jogadores árabes.

De qualquer forma, a tendência é que a Argentina agora busque um novo adversário para encerrar sua preparação para a Copa do Mundo da Rússia. A seleção nacional está no Grupo D da competição, ao lado de Croácia, Nigéria e Islândia, adversária da estreia, dia 16 de junho, em Moscou.

Comitiva com filha de Trump (primeira loira da direita para a esquerda) inaugura embaixada em Jerusalém (Foto: Reprodução/Facebook Ivanka Trump)

Mundo

Palestinos entraram em confronto com militares israelenses na cerca que divide a faixa de Gaza e Israel nesta segunda-feira, deixando ao menos 41 mortos na esteira da abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém, tornando-se o dia mais mortal desde a guerra de 2014.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, dois meninos, um de 12 anos e outro de 14 anos, foram queimados vivos, enquanto outras pessoas ficaram feridas. O ministério disse que pelo menos 448 palestinos foram baleados e feridos, enquanto outras centenas sofreram outros tipos de lesões, inclusive a gás lacrimogêneo.

Os protestos ocorrem em meio a uma delegação dos EUA, incluindo o genro do presidente americano, Donald Trump, Jared Kushner, a filha Ivanka Trump e o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, que comparecerão na cerimônia de abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém, marcada para acontecer às 10h (de Brasília).

Os protestos em Gaza devem culminar no dia seguinte à abertura da embaixada, no dia em que os palestinos chamam Nakba Day, ou Dia da Catástrofe, marcando o dia após o aniversário da fundação de Israel em 14 de maio de 1948.

Yahya Sinwar, líder do Hamas em Gaza, que controla o território, sugeriu na semana passada que mais de 100 mil pessoas poderiam invadir a cerca.

Oficiais militares israelenses dizem que há informações de que o Hamas está usando os protestos como um pretexto para encenar um ataque a Israel. No início desta manhã, as forças armadas de Israel lançaram panfletos sobre Gaza alertando os moradores para que não se aproximassem da fronteira.

A maioria das funções da embaixada permanecerá em Tel Aviv, mesmo após a mudança oficial, embora o embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, tenha dividido seu tempo entre as duas cidades. Ele continuará a morar em sua residência oficial em Herzliya, ao norte de Tel Aviv.

Cerca de 800 convidados são esperados para a abertura nesta segunda-feira, incluindo 11 membros republicanos do Congresso, bem como autoridades americanas e israelenses e líderes empresariais.

Inauguração de embaixada norte-americana motivo conflito sangrento (Foto: Israel Ministry of Foreign Affairs)

Mundo

Milhares de pessoas se juntaram, nesta terça-feira, 15, ao funeral de 59 palestinos mortos por tropas israelenses na segunda-feira, 14, durante protestos contra a inauguração da embaixada americana em Jerusalém - agora reconhecida pelos Estados Unidos como capital de Israel.

A segunda-feira foi o dia mais mortífero em Gaza desde 2014 e fez parte de uma campanha de líderes do Hamas para romper o bloqueio fronteiriço que já completa uma década. As forças israelenses mataram 59 palestinos, a maioria por tiros, e feriram mais de 2,7 mil, segundo informou o Ministério da Saúde de Gaza. Dentre os feridos, 1.360 foram baleados e 130 estão em estado grave ou crítico.

O número alto de vítimas reacendeu as críticas internacionais contra o uso de força letal por Israel contra manifestantes desarmados. Grupos de direitos humanos disseram que as ordens abertas do Estado de Israel a suas tropas são ilegais sob a lei humanitária internacional. O Exército diz que está defendendo sua fronteira e acusou o Hamas de usar os protestos como cobertura para ataques à fronteira.

Para o Hamas, que tomou Gaza em 2007, o protesto de segunda-feira foi o culminar de uma campanha que, há semanas, tenta romper o bloqueio com Israel. O grupo lidera os protestos na região desde o final de março.

Os organizadores dos protestos disseram que esta terça-feira será reservada aos funerais, numa aparente tentativa de diminuir as expectativas de que outras manifestações em massa ocorram até o final do dia. Milhares de palestinos se juntaram às procissões funerárias, apesar de muitos dos mortos terem sido enterrados na segunda-feira, obedecendo às tradições muçulmanas de enterros rápidos.

Inicialmente, o Hamas afirmou que os protestos continuariam nesta terça-feira, que marca o 70º aniversário do que os palestinos chamam de Nakba, ou a catástrofe de 1948 que matou centenas de pessoas na guerra do Oriente Médio. Na Cisjordânia, sirenes soaram por 70 segundos para marcar o Nakba. As marchas na fronteira são vistas como a última esperança do Hamas de acabar com o bloqueio. Fonte: Associated Press

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente guatemalteco, Jimmy Morales,conversam durante inauguração de embaixada (Foto:Kobi Gideon/ GPO/Fotos Públicas)

Opinião

Depois dos Estados Unidos transferirem sua embaixada em Israel da cidade de Tel Aviv para Jerusalém, fato que trouxe turbulência ao Oriente Médio, nesta quarta-feira, 16, foi a vez do presidente da Guatemala, Jimmy Morales, fazer o mesmo. Assim os governos norte-americano e guatemalteco são os primeiros a atenderem a uma velha ambição israelense, que é o reconhecimento da Cidade Santa como sua capital “eterna e indivisível”. E, em breve, quem deve se juntar a este ainda diminuto grupo é o Paraguai, com previsão para o fim deste mês de maio.


Tal atitude em nada ajuda a amenizar a realidade da instável região e contraria a posição da própria Organização das Nações Unidas (ONU), que jamais auferiu a Jerusalém o status de capital do Estado de Israel, nem tampouco reconheceu a anexação de Jerusalém Oriental por parte dos israelenses, em 1967. Até então, pertencia ao Reino da Jordânia. É nesta parte que se encontra a Cidade Velha e lugares sagrados para o judaísmo, islamismo e cristianismo, como o Muro das Lamentações, a Mesquita de al-Aqsa e a Igreja do Santo Sepulcro.

Este espaço também é reivindicado pela Autoridade Nacional Palestina como capital do futuro Estado que almeja criar.
A questão é complexa e atitudes tempestivas como as de Donald Trump, Morales e do paraguaio Horácio Cartes só ajudam a atear fogo em um território coberto de pólvora.

O resultado pôde ser visto na reação brutal das forças israelenses na última segunda-feira, 14, que deixaram 60 mortos, sendo 59 por tiro de soldados e um bebê de oito meses, por inalação de gás lacrimogêneo. Outros cerca de 2,7 mil ficaram feridos, sendo a metade por projéteis.

O que se percebe é que quem deveria sentar à mesa e negociar para tentar evitar derramamento de sangue tão desnecessário é o primeiro a fomentá-lo. Assim, se um dia Israel teve ao seu lado a opinião internacional para a criação do seu Estado, agora vêm se esforçando para perdê-la, como mostra a recente onda de repúdio à violência do seu Exército. Aparentemente, o Davi, armado de funda, agora fala árabe e tem pela frente um impiedoso Golias, equipado com tanques e fuzis de assalto modernos.

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Plataforma da Justiça Eleitoral garante o anonimato de denunciantes (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Desde a disponibilização do aplicativo Pardal pela Justiça Eleitoral em agosto, o sistema recebeu, no Estado de São Paulo, 953 comunicações. Desse total, 69% referem-se à propaganda eleitoral e as demais denúncias se relacionam a crimes eleitorais, uso da máquina pública, compra de votos, entre outras. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Além da opção de download do Pardal para uso em dispositivos móveis, eleitores podem acessá-lo também em sua versão web no site do TRE paulista, que atua no maior colégio do País, com 33 milhões de eleitores. O sistema Pardal, ferramenta de fiscalização e denúncia, possibilita ao eleitor denunciar diferentes irregularidades durante as eleições de 2018, como propagandas eleitorais, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais, doações e gastos de campanha. Infrações nas propagandas veiculadas em emissoras de TV e rádio e na internet não serão processadas pelo sistema. Para realizar a denúncia, o autor deve inserir elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios, além do nome e CPF. As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, que é uma das partes legítimas para ajuizar representações perante o TRE-SP contra supostas infrações eleitorais. Além do Pardal, o eleitor pode denunciar irregularidades no sistema de Denúncia online. Entretanto, por meio desse sistema, é possível denunciar somente propagandas de rua consideradas fixas, ou seja, veiculadas por meio de outdoors, balões, bonecos, cavaletes, pichações e de inscrições a tinta em muros e fachadas. A denúncia enviada por esse sistema é encaminhada diretamente ao juiz eleitoral que, caso constate a irregularidade, notificará o responsável para retirar a propaganda irregular no prazo de 48 horas. Se a ordem for cumprida, o procedimento será arquivado, mas se persistir a irregularidade, o expediente será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. O sistema recebeu, desde a sua implementação em junho, 461 denúncias.

Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

Opinião

Nesta semana, a polêmica da vez foi a declaração de um militar acerca dos malefícios de uma criança crescer longe da figura do pai ou do avô. De acordo com ele, jovens nesta condição ficam mais vulneráveis à criminalidade, principalmente se viverem em áreas dominadas pelo tráfico. Sinceramente, não entendi o porquê de tanta celeuma para uma afirmação tão óbvia. Ao contrário do que a grande mídia propagou por aí, a assertiva do tal general não constitui qualquer ofensa às mulheres e às mães em geral. Trata-se, apenas e tão somente, de uma constatação empírica. Crescer em uma família desestruturada (sem pai ou mãe) contribui, sim, para que o jovem venha a trilhar no mundo do crime, bastando para tanto analisar os estudos e pesquisas sobre o tema. O fato de o militar ter feito referência somente à ausência da figura masculina não significa que o contrário não seja também verdadeiro. Isso só não foi explicitado porque a grande maioria dos jovens com famílias cindidas vive na companhia da mãe e da avó, e não do pai ou do avô. E, na ausência destes últimos, surge então a necessidade de um referencial paterno, de uma figura masculina, que, infelizmente, pode vir a ser o traficante do morro, vez que dotado de autoridade, poder e dinheiro. Alguma incoerência em tal discurso? Creio que não! No ano de 2007, inclusive, um grande jornal do país divulgou um trabalho com esta mesma conclusão. No entanto, ninguém reclamou de nada. Já em 2008, foi a vez de Barack Obama dizer que crianças sem pai têm 20 vezes mais chances de acabarem na prisão. Todavia, mais uma vez o silêncio foi sepulcral. Por fim, em 2016, um estudo de minha instituição revelou não só que dois em cada três jovens infratores vêm de lares sem pai, como também que 60% deles não professam nenhuma religião. Em outras palavras, Deus e família (pai e mãe) são sim inibidores do crime, não havendo como se negar o óbvio. Na realidade, o problema não foi o conteúdo do que foi dito, mas sim por quem foi dito. E isso já bastou para se dar início a um verdadeiro assassinato de reputações. Lamentável! Hoje em dia, creio que tão ou mais grave que a corrupção material e financeira, é a corrupção espiritual, intelectual e de personalidade de alguns. Definitivamente, o maior problema do Brasil é a corrupção da inteligência! Rodrigo Merli Antunes é Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal*

157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único barrado pela Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Até agora, foram 157 candidatos impedidos de prosseguirem na disputa com base em dados ainda parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 6% de todas as 2.599 candidaturas rejeitadas pela Justiça Federal. Restam 27.402 consideradas aptas, entre presidenciáveis, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Em 2014, foram 250 nomes tirados da lista, cerca de 60% a mais do que neste pleito. Ainda assim, não conseguiu barrar Paulo Maluf como deputado federal, que, em 2013, fora condenado em segunda instância por improbidade administrativa. Já se vão mais de oito anos desde que a Lei Complementar 135/10, mais conhecida como Ficha Limpa, entrou em vigor, em 4 de junho de 2010. Passou a valer já nas eleições de 2012, proibindo candidaturas de condenados em segunda instância e sentenciando a oito anos de inelegibilidades aqueles que renunciassem ao cargo para evitar processo de cassação. O texto, que revolucionou a história eleitoral brasileira, é de uma clareza singular, embora ainda não falte quem ouse questioná-lo. Mas esta lei segue viva e atual, cumprindo o seu papel de depuração e ajudando a separar o joio do trigo. Pode até parecer pouco que apenas 6% do total de candidatos seja retido. Mas, sem a Lei da Ficha Limpa, o número de fichas sujas seria certamente bem maior. Cientes das restrições legais, os próprios partidos já fazem sua triagem, impedindo inscrições daqueles que seriam enquadrados pela legislação. Assim, a lei de iniciativa popular, nascida a partir da assinatura de mais de 1,6 milhão de cidadãos, vai mostrando sua importância no processo eleitoral. Seus efeitos são limitados no que diz respeito aos resultados finais, mas é um sopro de esperança para que os eleitores tenham opções de mais qualidade na disputa.

Candidato do PT foi atacado em debate da TV Aparecida (Foto: Reprodução/TV Aparecida)

Nacional

Com a ausência de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, foi o alvo principal dos adversários durante o debate realizado na noite desta quinta-feira, 20, pela TV Aparecida, na cidade do interior paulista. Estreante num encontro entre os presidenciáveis, Haddad foi questionado sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff. Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT somente no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato e barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme as mais recentes pesquisas, ele está em segundo lugar nas intenções de voto, atrás do líder Bolsonaro - o candidato do PSL permanece internado se recuperando de uma facada. O debate desta quinta-feira foi promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Santuário Nacional de Aparecida. O Ibope, em sua mais recente pesquisa, mediu as intenções de voto entre os católicos. Jair Bolsonaro lidera e, no dia 18, tinha 25%. Fernando Haddad estava com 21%, mas tinha 9% na pesquisa anterior. A transferência dos votos do ex-presidente Lula lhe deu 12 pontos entre os católicos. Ciro Gomes oscilou para cima, com 13% do eleitorado desta religião. 
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Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

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157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é uma das maiores representantes do empoderamento feminino no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

Opinião

Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

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