Apesar das mortes, autoridades ficaram aliviadas por não haver ataques terroristas (Foto: Judith Litvine et Frédéric de La Mure/Fotos Públicas)

Mundo

A imensa festa que levou milhões de pessoas às ruas e atravessou a noite em Paris e nas principais cidades do país pela vitória da França na Copa do Mundo da Rússia, cujo bicampeonato mundial da seleção francesa foi garantido com vitória por 4 a 2 sobre a Croácia, domingo, em Moscou, deixou duas pessoas mortas, confrontos entre a polícia e torcedores violentos e algumas lojas e mobiliário urbano depredado.

O balanço do "lado B" da comemoração foi divulgado nesta manhã de segunda-feira pelo Ministério do Interior, que respirou aliviado pela ausência de incidentes maiores - em especial ataques terroristas. Ainda assim, duas tragédias pessoais aconteceram em Saint-Félix, na região de Oise, onde um motorista que comemorava a vitória bateu contra uma árvore e morreu, e em Annecy, em Haute-Savoie, onde um aposentado mergulhou em um canal de baixa profundidade e não resistiu aos ferimentos.

Um dos destaques negativos da festa foram as imagens de "casseurs", os "quebradores", grupos de black blocs franceses que, em meio à festa, atacaram a polícia e alguns estabelecimentos comerciais. Em Paris, as vitrines da Publicis Drugstore, uma loja situada junto ao Arco do Triunfo, foram depredadas.

A intervenção das tropas de choque gerou uso de gás lacrimogêneo, e cenas de correria em meio à festa. Ao todo 292 pessoas foram detidas e responderão à Justiça, e 45 policiais civis e militares foram feridos, mas nenhum com gravidade.

Os efeitos colaterais da festa da vitória eram temidos pelo Ministério do Interior, que mobilizou 12 mil policiais a mais em Paris e 80 mil em todo o país para garantir a segurança das áreas reservadas para os torcedores.

O principal receio era a repetição de ataques terroristas como os cometidos em nome dos grupos extremistas Al-Qaeda e Estado Islâmico entre 2015 e 2016. No último deles, em 14 de julho de 2016, em Nice, 86 pessoas morreram e 458 ficaram feridas, sendo que várias delas foram vítimas de um motorista de caminhão que atropelou pessoas durante a festa nacional.

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Alunos que praticam esporte rendem 20% a mais que os que não praticam nenhum esporte (Foto: Divulgação)

Saúde

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Illinois (EUA) mostrou que os estudantes que praticam esportes regularmente têm um rendimento escolar 20% maior do que os outros alunos.

Os exercícios físicos ajudam a aumentar a concentração, fixando melhor o conteúdo estudado. Além disso, o esporte colabora para o convívio social, autoestima, pré-disposição, diminui a ansiedade, melhora a memória e as noites de sono.

Segundo Fabrício Cortezi, coordenador pedagógico do Sistema de Ensino pH, cada aluno tem o seu próprio rendimento e intercalar os estudos com o esporte pode proporcionar maior disposição. “O legal do esporte é poder se despir da mente e exercitar o corpo, assim se tem mais disposição para estudar depois”, afirmou.

Algumas sugestões são: futebol, vôlei, handball, musculação, basquete, natação e corrida ao ar livre. Todos eles podem ser praticados por homens e mulheres gratuitamente, em parques públicos. É importante verificar o condicionamento com um especialista antes de iniciar uma atividade intensa.

Até o Japão sofre com casos de corrupção (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

Durante muito tempo pensou-se que a relação entre políticos e corrupção fosse um monopólio do Brasil. No entanto, mais recentemente, começaram a surgir casos de onde até então não ser esperava. O que dizer da séria nação japonesa, cujos princípios éticos e morais – entre eles a Justiça e a honestidade – estão sendo colocados à prova, graças a um rumoroso escândalo que atinge o primeiro-ministro Shinzo Abe? Lá, a primeira-dama, Akie, teria “facilitado” as coisas para uma escola particular, que se beneficiou da compra de terrenos pertencentes ao Estado. Com isso, quase metade da população do país quer a queda de Shinzo Abe e de seu governo, segundo pesquisa divulgada nesta segunda, 26.


No dicionário brasileiro, esta relação espúria estaria no tópico clientelismo, que é a troca de favores entre quem detém o poder e quem pode beneficiar o poder, geralmente por voto. Já na Europa, dois importantes países também vivem seus dias de agitação. Na França, Nicolas Sarkozy está sendo acusado por corrupção passiva. Na última quarta-feira, 21, o ex-presidente (2007-2012) foi indiciado por suposto financiamento ilegal de sua campanha presidencial, usando dinheiro do regime do falecido ditador líbio, Muamar Kadafi. Na Espanha, a Justiça condenou Inãki Urdangarin – cunhado do rei Juan Carlos (que se abdicou em 2014) e marido da infanta Cristina – a mais de seis anos de prisão. Seu crime? Fraude e desvio de dinheiro público.


Enfim, casos de deslize de conduta não faltam, da Coreia do Sul ao Peru, da Arábia Saudita à Argentina. Mas, todos eles conseguem lidar de maneira bem mais prática com seus corruptos, julgando-os e punindo-os, quando é o caso, como não acontece no Brasil. Em um país no qual vigora um modelo sistêmico de corrupção, os desvios vêm de cima, a partir do conluio dos governos principalmente com as grandes empresas. Isso, em seguida, é reproduzido igualmente junto às menores e abrange diversos setores da sociedade. Vem daí a explicação para tudo de ruim que esta rica nação oferece aos seus cidadãos, como a típica desigualdade social, burocracia, pobreza exacerbada e baixos níveis de educação.

Eastwood venceu o Oscar quatro vezes na carreira (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Estreia nesta quinta-feira, 8, nos cinemas de todo o Brasil, o filme “15h17: Trem Para Paris”, dirigido por Clint Eastwood, quatro vezes vencedor do Oscar (melhor filme e melhor direção por Unforgiven e Million Dollar Baby).

A nova trama conta a história verídica de três homens, cujos atos de bravura os tornaram heróis durante uma viagem em um trem de alta velocidade.

A obra foi baseada em um ataque terrorista frustrado, ocorrido em agosto de 2015, a um trem a caminho de Paris. O filme acompanha a vida dos três amigos, das dificuldades da infância, passando pela descoberta de seu propósito na vida, até a série de eventos improváveis que culminaram com o ataque.

Durante essa experiência angustiante, a amizade entre eles, que nunca se abala, tornou-se sua melhor arma, permitindo que eles salvassem a vida de mais de 500 passageiros a bordo. 

Governador está dividido entre dois candidatos (Foto: Divulgação/GESP)

Cidade

O governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta quarta-feira, entender que o duplo palanque que terá no Estado, por apoio de dois candidatos ao Governo, não deve prejudicá-lo eleitoralmente.


“O Brasil não tem um quadro bipartidário. Nosso quadro infelizmente é pluripartidário. Então você vai ter candidatos da mesma base política no País inteiro disputando um com o outro e para presidente apoiando o mesmo candidato”, disse Alckmin, que participou de evento da entrega do bloco 3 do Instituto do Coração (Incor-USP), na capital paulista.


Alckmin evitou comentar a troca de farpas entre os dois pré-candidatos que terão seu apoio – o prefeito João Doria (PSDB) e o vice-governador Márcio França (PSB). “Nós temos o França, que está assumindo o Governo, está preparado, ficou quatro anos conosco, tem boa experiência. O Doria também já tem a experiência do período de prefeito. Vamos caminhar para o futuro”, disse.


Alckmin deixa o Governo apenas no início de abril para se dedicar à sua campanha. Ontem, contudo, ele inaugurou um edifício não mobiliado e que deverá entrar em funcionamento apenas em maio.


“Quando vier visitar como presidente da República, o senhor será recebido como o nosso governador, que tanto fez pelo Incor”, disse o médico e presidente do Conselho diretor do Incor, Roberto Kalil Filho.

Antes de concorrer à Presidência, Alckmin não diz para quem vai pedir votos em São Paulo (Foto: Fábio Vieira/FOTORUA/Estadão)

Cidade

Um dia após o prefeito João Doria vencer as prévias do PSDB para ser o candidato tucano ao Governo de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin fez, nesta segunda-feira, 19, seu primeiro gesto de apoio ao tucano, mas também distribuiu afagos ao vice-governador Márcio França, que disputará o Palácio dos Bandeirantes pelo PSB.


Questionado se pedirá votos para Doria e França ao mesmo tempo, Alckmin desconversou e disse que a campanha começa apenas em agosto. O governador ficou neutro nas prévias e não participou da festa de vitória de Doria na sede do PSDB na Capital, no domingo.


“O candidato do meu partido será o João Doria, portanto estaremos juntos”, disse Alckmin a jornalistas após participar de um evento na sede do Governo. Sobre Márcio França, ele disse que seu vice está preparado para assumir o governo de São Paulo.

Instalação é feita para atletas treinarem em melhores condições (Foto: Marivaldo Oliveira/AE)

Cidade

O muro de vidro, de 2,2 quilômetros de extensão, que deverá liberar a visão para a Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP), na Marginal do Pinheiros, está em fase final de construção e deve ser entregue até o fim de março. Nos próximos dias, a atual mureta de concreto deverá ser demolida.


Onde hoje fica a mureta de concreto começará a ser instalada uma calçada verde, com gramado entre as pistas da Marginal, sentido Interlagos, em um trabalho de paisagismo. Haverá um recuo entre a nova mureta transparente e as faixas de rolamento. O vidro é temperado, com dez milímetros de espessura e película de proteção.


O projeto foi apresentado em junho do ano passado. Em maio, inicialmente, a gestão João Doria (PSDB) havia proposto uma grade, mas foi levantado o problema de aumento de barulho e poluição do ar para os atletas que usam a raia. A solução foi a mureta de vidro, orçada em R$ 15 milhões, com custo pago por 12 empresas privadas – entre operadores de saúde e instaladores desse tipo de mureta

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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