Política

Ministério da Justiça Revela Detalhes de Operação Contra Planejamento de Atentados em Brasília

Redação Por Redação
04/08/2026 - 20:14 3 min de leitura
Wp external image f1MYtg

Na última terça-feira (4), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou os resultados da Operação Rede Interrompida, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

A investigação teve início com um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), que monitorou interações em grupos abertos no Telegram. As apurações começaram na primeira quinzena de junho.

O grupo investigado estava planejando ações violentas em Brasília, incluindo invasões a prédios públicos, como os da Esplanada dos Ministérios e do Supremo Tribunal Federal, durante o período eleitoral em outubro, além de atentados a bomba em debates eleitorais. As mensagens analisadas não mencionavam diretamente autoridades.

Durante uma coletiva de imprensa na sede do MJSP, o diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Senasp, Anchieta Nery, enfatizou que as descobertas da Operação Rede Interrompida vão além de meras opiniões nas redes sociais. Ele afirmou: “[Houve] sim a própria intolerância e planejamento de atos severos de violência. Por isso, havia a necessidade de uma atuação rápida e integrada para que não tivesse a possibilidade de ocorrer qualquer sinistro.”

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ressaltou a importância do laboratório na produção de inteligência e na colaboração com órgãos competentes, destacando que a atuação integrada é fundamental para o combate ao crime.

A Polícia Civil do DF contou com a colaboração de forças policiais de cinco estados para desmantelar a rede de extremistas. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, conforme explicou o delegado-geral da PCDF, José Werick de Carvalho. Ele afirmou: “As polícias desses estados participaram ativamente da operação monitorando os alvos, localizando os endereços.”

Entre os itens apreendidos estavam manuais para a fabricação de explosivos, mapas da área central de Brasília e plantas do Palácio do Planalto, que os investigados classificaram como alvos prioritários.

O delegado-geral enfatizou que o objetivo era identificar precocemente processos de radicalização e intervir antes que episódios violentos se concretizassem, destacando a proteção dos cidadãos e do patrimônio público e privado de Brasília.

O coordenador de inteligência da PCDF, delegado Maurílio Coelho, explicou que a operação inicialmente visava apenas o cumprimento de mandados de busca e apreensão, sem pedidos de prisão. Os oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, atuam em diversas áreas ou estão desempregados, e nenhum possui antecedentes criminais. Eles se conhecem apenas pela internet.

Além de recrutar novos membros, as conversas nos grupos também foram utilizadas para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos. A secretária Nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, destacou que o combate ao ódio e à misoginia nas redes sociais é um dos maiores desafios do país atualmente.

Ela também mencionou a mobilização do Pacto Brasil contra o Feminicídio, que une os três Poderes em um esforço conjunto para proteger meninas e mulheres. Sob a gestão do Ministério da Justiça, Sheila detalhou as quatro frentes principais da Estratégia Nacional Mulher Segura, ressaltando a importância do trabalho integrado das polícias.

As notícias publicadas por esse autor são de fontes próprias e externas, e não representam o posicionamento do veículo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-08/mj-detalha-operacao-para-desarticular-ataques-brasilia

Redação
Redação

Administrador