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Sex, Nov

Programa apresentado por Netinho não atingiu a audiência esperada pela Band (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a falta de organização da TV Bandeirantes em tomar determinadas posições na sua grade de programação. Ela contratou o pagodeiro Netinho de Paula e, após a exibição de um programa, demitiu o apresentador.

Tudo começou com a saída de Datena do seu programa dominical para ser candidato ao Senado, como a coluna comentou na semana passada. A emissora ficou sem opção e resolveu chamar Netinho de Paula para cobrir o horário fazendo o seu tradicional programa Brasil da Gente.

Com o desastroso resultado, a Band resolveu tirá-lo imediatamente do ar. Ou seja, ele apresentou apenas um programa e foi demitido. Em seu lugar, a Band anunciou agora uma nova versão com o título de Agora é Domingo, que terá novos quadros de entretenimento, com cinco horas no ar.

A bem da verdade, Netinho de Paula foi escalado às pressas na semana passada para ocupar parte do horário do Agora é com Datena, cancelado em virtude do apresentador anunciar a sua pré-candidatura ao Senado. A lei eleitoral impede que postulantes a cargos públicos participem de programas de TV.

Essa lei determina que nenhum candidato, a partir de 90 dias do primeiro turno, apareça em programas populares. Nessa desastrosa opção da TV Bandeirantes, Netinho de Paula ocupou parte da faixa deixada por Datena das 15h às 18h.


Os conteúdos deixados pela antiga atração, além de calouros e outras atrações musicais, foram apresentados por Joel Datena, nas duas horas finais à frente de uma nova versão do antigo programa, com informações jornalísticas, como já fazia no Brasil Urgente.

Para se ter uma ideia do desastre da escolha da Bandeirantes, tanto Netinho de Paula quanto Joel Datena naufragaram no Ibope. O Brasil da Gente marcou apenas 0,6 ponto, perdendo até mesmo para atrações religiosas da RIT (Pastor RR Soares) e a missa da TV Aparecida. Joel Datena no seu horário pontuou apenas 1,6.

Porém, Datena voltou a apresentar o Brasil Urgente nesta segunda, 9, e, para surpresa de sua audiência, anunciou sua desistência em sair candidato. Ele havia lançado sua candidatura pelo DEM, aparecido ao lado de João Doria, e tinha até 6 de julho para deixar a TV. Mas, por razões que só ele sabe, resolveu seguir seu caminho na TV. Como o apresentador costuma dizer, “tá de brincadeira comigo!”.

Frase final: “Se o conhecimento pode criar problemas, não é por meio da ignorância que podemos solucioná-los.” (Isaac Asimov)

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Bandeira verde está ativa nas contas de luz desde janeiro (Foto:Lucas Dantas)

Economia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que as contas de luz terão bandeira verde no mês de março. Com isso, os consumidores não terão de pagar taxa adicional no próximo mês, o que deixará a conta mais barata. A bandeira verde está em vigor desde janeiro.

A bandeira verde sinaliza condições de geração de energia favoráveis, com chuvas chegando aos reservatórios das hidrelétricas. “Apesar da bandeira verde, é importante que os consumidores mantenham as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica”, informou a Aneel.

O sistema de bandeiras tarifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o preço da energia no mercado à vista. No novo sistema, a bandeira verde continua sem taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Na bandeira vermelha, o adicional varia entre R$ 3 e R$ 5 a cada 100 kWh.

Chefe do crime já estava em presídio de segurança máxima (Foto: Reprodução/Twitter)

Nacional

O chefe-mor do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, vulgo Marcola, recebeu nesta quarta-feira, 21, mais uma condenação da Justiça. Dessa vez, a condenação ocorreu no âmbito da Operação Ethos, que mostrou que a facção havia montado um núcleo jurídico para atuar em seu favor. Marcola e Cleber Marcelino Dias dos Santos, o Clebinho, apontado como integrante da Sintonia Final Geral, a cúpula, foram condenados cada um a penas de 30 anos de prisão por integrar e liderar organização criminosa armada, além de cometerem o crime de corrupção ativa. 

Marcola está preso na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Ele passou um ano em Regime Disciplina Diferenciado (RDD), regime mais rígido de cumprimento de pena, justamente em razão das acusações oriundas das investigações da Operação Ethos. 

Tanto o líder como Clebinho deverão aguardar em cárcere o trâmite de recursos. "As circunstâncias judiciais foram desfavoráveis aos réus que integraram a organização criminosa notoriamente perigosa, que faz uso intenso de armas, causando pânico em todo o país, fazendo do narcotráfico sua fonte de renda, além de roubos com emprego de armamento pesado", escreveu na sentença o juiz da 1ª Vara de Presidente Venceslau, Gabriel Medeiros. 

"(Eles) estenderam tentáculos para o seio do Poder Público, agredindo valores substanciosos e caríssimos a toda sociedade brasileira, adentrando em organismos e entidades vocacionadas para a proteção dos direitos fundamentais da pessoa humana. Não se trata de juízo abstrato, mas sim algo que permeia os noticiários da mídia nacional há anos, além do que amparado pelas provas colacionadas", acrescentou o magistrado. 

As penas dos condenados foram aumentadas por conta da  cooptação de um integrante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, para atuar em favor da facção. A investigação apontou que Santos, que pegou 16 anos, dois meses e cinco dias de prisão em junho de 2017, mais pagamento de multa, recebia uma mesada de R$ 5 mil do PCC. Isso ocorria com objetivo de plantar denúncias de violação de direitos humanos, desestabilizando a segurança e o sistema penitenciário paulista. 

 

Carolina Ferraz afirmou que sonho de ser apresentadora é antigo (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando o processo que a atriz Carolina Ferraz moveu contra a Globo. Desde que saiu da emissora, a atriz recorreu à Justiça para defender os seus direitos. A emissora, por sua vez, resolveu também afastá-la do comando do programa que ela fazia na GNT (emissora do grupo Globo), que tinha o título de Receitas da Carolina. 

A atriz confirmou, também em entrevista coletiva, que segue com planos de investir na carreira de apresentadora, até porque, depois de 25 anos na emissora, o que ela ganhou foi ser dispensada sem nenhuma justificativa. Carolina Ferraz começou na Globo, em 1992, como apresentadora do Fantástico.

Procurada pela coluna, Carolina confirmou o processo trabalhista contra a emissora e reafirmou que, embora tenha se dedicado muito à carreira de atriz, agora ela vai dar um tempo para as novelas e tentará realizar seu projeto como apresentadora, um sonho antigo que colocará em prática.

Luciano Huck foi chamado às pressas pela diretoria executiva da Globo, que o obrigou a desistir definitivamente de concorrer à Presidência da República. A direção foi taxativa: “sua saída é um caminho sem volta. Se fracassar nas urnas, as portas da emissora estarão fechadas para você”. O apresentador resolveu não arriscar.

Acredite se quiser, a drag queen Pablo Vittar vai se aventurar de vez no universo da televisão. Depois de ser convidada para participar do programa TVZ, do Multishow (canal de variedades da Globo), a emissora lhe fez um convite para comandar um programa diferenciado e com muitas atrações.

A coluna entende que a mídia impõe determinados artistas para o consumo popular, porém afirmar que Pablo Vittar é cantor, não tenha dúvida, é assinar um atestado de burrice. Sua voz de taquara rachada certamente ecoará na apresentação desse futuro programa onde podemos observar antecipadamente que o conteúdo será de péssima qualidade.

A Band está estudando a possibilidade de dar um novo programa para o jornalista Ricardo Boechat. A atração seria para encerrar a programação da emissora. Boechat é um dos melhores profissionais do grupo e o telejornal que ele apresenta tem uma boa audiência. Agora transformá-lo em um apresentador de programa popular será um verdadeiro suicídio.

Copan Hair deverá mesmo ser escolhido para cuidar da imagens de várias celebridades da nossa televisão, principalmente nos concursos de beleza que irão acontecer este ano. A cantora Monique Brasil, que será lançada neste semestre, já conta com essa estrutura profissional. 

Frase final: “As pessoas são solitárias porque constroem paredes ao invés de pontes.”

Musa ficou visivelmente constrangida com perguntas de duplo sentido (Foto: Reprodução/Twitter)

Fora dos Trilhos

A TV Goiânia Band anunciou na tarde desta quinta-feira, 22, que retirou do ar o programa "Os Donos da Bola" de Goiás. A decisão foi tomada após um vídeo polêmico da atração viralizar.

Na última quarta, 21, a musa do Goiás, Karol Barbosa, participou do quadro "Desafio das Musas". Durante a sua exibição, o apresentador Beto Brasil fez perguntas de duplo sentido - e com tons sexistas - à convidada, como: “Em um clássico contra o Vila, se o juiz põe para fora, você mete a boca?” e “Para uma musa não sofrer dores localizadas, é importante o médico colocar compressa?”.

Visivelmente constrangida, Karol Barbosa chegou a responder as perguntas com um “sorriso amarelo”. A repercussão nas redes sociais foi bastante negativa. De acordo com o portal UOL, a Band de São Paulo pressionou a afiliada, pedindo uma solução rápida para o caso. A resolução encontrada pela TV Goiânia foi tirar a atração do ar.

No Facebook, o canal de Goiás postou uma nota oficial para pedir desculpas e dizer que o programa não faz mais parte da grade da emissora.

"Olá,
A TV Goiânia Band vem esclarecer que o quadro 'Desafio das Musas' exibido esporadicamente no programa esportivo estadual 'Os Donos da Bola' tem pitadas de humor. Entretanto, reconhecemos que a abordagem feita no dia 21 de fevereiro de 2018 excedeu o tom. Em nenhum momento a intenção da emissora foi discriminar alguém, muito menos as mulheres, sejam elas torcedoras do Goiás ou de qualquer outro time.
Pedimos desculpas por constrangimentos causados e como prova de que não compactuamos de forma alguma com o conteúdo veiculado, nem qualquer tipo de discriminação, a emissora decide desde já pela retirada do programa do ar."

 

O próprio Goiás Esporte Clube se solidarizou com a musa. “No último sábado o Goiás Esporte Clube apoiou o 1° Seminário de Mulheres Esmeraldinas. Reiteramos o total repúdio ao constrangimento causado a nossa Musa Karol Barbosa, no programa Os Donos da Bola. Medidas serão tomadas nos próximos dias. #GoiásEC #NadaPodeAbalar”, posicionou-se o clube no Twitter.

 

 

 

 

93 pessoas morreram por conta da febre, segundo Secretária da Saúde (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Responsável pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o médico David Uip afirmou que a pasta pretende estender a campanha de vacinação contra a febre amarela para além de sexta-feira,02, prazo atualmente vigente, mas não informou uma nova data para o fim da ação.

Dados oficiais mostram que pouco mais de 37% do total da meta de imunização foi atingido. No fim de janeiro, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que os 9,2 milhões de paulistas seriam vacinados ainda no primeiro semestre. “Precisamos convencer as pessoas para que atendam nosso chamado e venham se vacinar”, disse Uip.

Conforme o Metrô News mostrou na semana passada, a procura pela vacina caiu vertiginosamente em fevereiro na Capital. Enquanto no primeiro “Dia D”, no início do mês, mais de 144 mil pessoas buscaram se imunizar, o segundo, no dia 17, teve 44 mil paulistanos nas filas. Mais de 95% dessas pessoas receberam as doses fracionadas.


Para Uip, a baixa adesão se deve ao medo e desinformação da população. “É fato que a vacina pode ter efeitos adversos, mas ela é absolutamente segura. Há também muita desinformação”, disse. A Secretaria de Saúde informou que 93 pessoas morreram de febre amarela neste ano em todo o Estado. Já na Capital ocorreram cinco casos e três mortes.

Doria é cotado para disputar sucessão de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes Crédito: Lucas Dantas

Cidade

Durante passagem pelo carnaval de Salvador na terça-feira, 13, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), reafirmou que o seu partido terá candidato próprio nas eleições deste ano. O tucano disse ainda que "não há nenhum mal" o vice-governador de São Paulo Márcio França se filiar à legenda e participar do processo de disputa interna pela vaga para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. "Se o vice quiser se filiar ao PSDB, não há nenhum mal", afirmou Doria.

Entretanto, o prefeito da capital paulista defendeu a realização de prévias dentro do partido tanto para eleições estaduais quanto federal. "Sou filho das prévias. É bom, é saudável", pregou, acrescentando que o ideal é que as prévias se realizem simultaneamente em São Paulo e nos demais Estados".

Coletiva DORIA Carnaval de rua 2018

Crédito: Lucas Dantas

O tucano também disse que não fará oposição ao atual vice-governador, caso este lance candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. França tem sido cotado para ser o candidato de atual governador Geraldo Alckmin, também do PSDB.

Acompanhando o prefeito paulista na folia baiana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que só vai decidir sobre uma eventual candidatura à Presidência da República "entre março e junho". E lembrou que o DEM conta com outros nomes importantes e em condições de disputa para a vaga. "Acho que essa eleição está aberta. Aquele que conseguir organizar politicamente um campo vai ter chance de ganhar", afirmou.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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