Piovani está de mudança, pois disse que as coisas no Brasil estão difíceis (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando mais uma mudança no Vídeo Show, da Rede Globo de Televisão, que novamente tenta resgatar a sua audiência. O programa está em declínio há muitos anos e todas as tentativas de resgate foram em vão. Contudo, a Globo insiste em mantê-lo na grade de programação.

Há 35 anos no ar, o programa tem buscado constantemente realizar inovações para poder continuar no ar. Muitos nomes já passaram na sua apresentação, desde a estreia com a atriz Tássia Camargo, que ficou por um bom período.

Depois veio Cissa Guimarães, Miguel Falabella e mais recentemente Mônica Iozzi e Otaviano Costa, que esteve a frente  junto com Sophia Abrahão. Muito embora os resultados também não vieram, os executivos da Globo vão manter o programa no ar.

Nesta semana estreou uma nova versão do Vídeo Show. O programa  continua com a apresentação de Sophia Abrahão, que divide essa função com outras duas garotas: Vivian Amorim e Fernanda Keulla. Será mais um teste para a Globo nesse novo formato.

A atriz Luana Piovani está se organizando para mudar de país. Ela vai de vez para Portugal com o marido, Pedro Scooby, e os filhos Dom, Bem e Liz. A atriz afirmou que as coisas no Brasil estão muito difíceis e, se em Portugal ela não arrumar emprego, vai voltar a vender bolo como fazia antes da profissão de atriz.

O apresentador do Domingo Espetacular, na Record, Paulo Henrique Amorim, causou polêmica no último domingo. Ele criticou Walter Casagrande Júnior, comentarista esportivo da Globo, que se emocionou durante a transmissão da final da Copa do Mundo, no domingo.

Ele criticou a fala de Casagrande sobre a libertação das drogas. “Lamento muito, mas a sua suposta dependência química não interessa a ninguém, isso é problema seu e de seu psiquiatra. Os telespectadores não são obrigados a ouvir o seu chororô.” O jornalista foi alvo de várias críticas de fãs do comentarista.

A Rede TV! aplicou uma derrota histórica na Record no horário nobre e passou 52 minutos em terceiro lugar na faixa mais valorizada pelo mercado publicitário, no último domingo, para a surpresa de todos.

A emissora ficou atrás apenas da Globo e SBT, fato que a Rede TV! não conseguia  desde a saída do Pânico, em 2012. A revista eletrônica Domingo Espetacular foi superada pelo Encrenca, humorístico que junta esquetes e vídeos do Whatsapp. 

Frase final: “A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio.” (Carlos Drumond de Andrade) 

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Gabriel comemora gol junto ao elenco do Santos sobre o São Paulo (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Futebol

Gabigol não poderia ter início melhor no retorno ao Santos. Herói da vitória sobre o São Paulo neste domingo por 1 a 0, Gabriel Barbosa é visto com mais carinho por Rui Vitória, técnico do Benfica, de Portugal, seu último clube. 

"O Gabriel é um jogador de qualidade e fazer gols é algo em que tem facilidade quando aparece na cara do gol. Eventualmente, em outro momento, poderia ter tido outro rendimento (no Benfica). Agora pode ser diferente. Se calhar, ali está num contexto muito favorável. Previa e fui um dos primeiros a achar bem que regressasse ao Brasil, porque está num clube onde foi feliz e talvez encontre novamente a felicidade", afirmou Rui Vitória ao site Record, de Portugal.

Na Europa, o artilheiro fez 14 partidas e dois gols, um pela Inter e outro pelo Benfica. No retorno ao Alvinegro da Baixada, em 2018, o atleta marcou 3 vezes em 3 partidas: na reestreia contra a Ferroviária, diante do São Caetano, na Vila Belmiro, e contra o São Paulo. Gabriel Barbosa fez 57 gols em 157 jogos em sua primeira passagem pelo Santos e, no meio da temporada de 2016,  foi negociado com a Inter de Milão, onde acumulou problemas e não foi aproveitado.

"Avenida Brasil" foi o último grande sucesso da Globo no exterior (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando porque as novelas brasileiras não fazem o mesmo sucesso no exterior. O último fenômeno internacional produzido pela Globo foi Avenida Brasil. Na última década, países como Argentina e Portugal reduziram a importação das novelas brasileiras.

O motivo desse resultado foi a audiência insatisfatória. Em decorrência disso, as emissoras internacionais passaram a investir em produções próprias, que em nada ficam a dever em qualidade artística ao produto brasileiro, que vem perdendo esse mercado gradativamente.

Exibida em 2012, Avenida Brasil ganhou destaque com a vilã Carminha, interpretada por Adriana Esteves. Já a Record TV conseguiu boa repercussão internacional, especialmente em vizinhos latinos, com Os Dez Mandamentos, não só pelo belo trabalho de produção, como pelo bom roteiro apresentado.

Antes, as telenovelas brasileiras reinavam absolutas, não apenas por serem um entretenimento interessante, mas também pela falta de concorrência. Hoje, os canais pagos e os serviços de streaming, como o Netflix e o Amazon, oferecem séries arrebatadoras, capazes de fidelizar o telespectador e fazê-lo esquecer sua novela na TV aberta.

Alguns títulos antigos, como Senhora do Destino, exibida em 2004 na Globo, ainda se destacam mundo afora. A trama faz muito sucesso atualmente no Chile e em Portugal. Porém, já se tem uma ideia que o público não tem mais paciência para acompanhar diariamente um folhetim com 200 episódios.

Com isso, existe uma tendência identificada em vários polos de produção de novelas: a redução do números de capítulos. Por outro lado, pode-se observar que as produções brasileiras feitas por SBT e Record não vêm obtendo grandes resultados de audiência porque perdem em qualidade para a Globo, que inova a cada história de seus autores.  

A Globo foi surpreendida com o vazamento de fotos nuas da atriz Paolla Oliveira. Essas fotos ilegais foram feitas em um set de gravação em São Paulo  e divulgadas em redes sociais. A diretoria da emissora prometeu não poupar esforços para que sejam identificados  os culpados e aplicadas as punições previstas em lei.

A direção geral da emissora afirmou que repudia, com veemência, esse tipo de abuso, que atenta contra os direitos da atriz e viola a privacidade de seus ambientes de trabalho. Um boletim de ocorrência foi aberto e as autoridades competentes foram informadas. 

Frase final: “Os primeiros passos são inúteis quando não se percorre o caminho até o fim.”

"Quero conhecer o Silvio Santos", disse a atriz nas redes sociais

Fora dos Trilhos

A equipe de comunicação da Rede Globo confirmou ao E+ que Marina Ruy Barbosa não foi liberada para participar da premiação Troféu Imprensa, do SBT. O motivo seria o fato dela estar atualmente no ar como protagonista na novela Deus Salve o Rei.

A comunicação da emissora de Silvio Santos disse que "o SBT não vai se pronunciar por respeitar a decisão da direção da TV Globo, a qual sempre libera artistas para o Teleton e Troféu Imprensa".

Marina Ruy Barbosa gostaria de comparecer ao evento e recorreu aos seus seguidores do Twitter para tentar a liberação da emissora. "Globo, libera eu! Quero conhecer o Silvio Santos", escreveu em uma postagem com mais de 24 mil curtidas.

Seu pedido, porém, foi negado. Por outro lado, a comunicação da Globo disse que Cleo Pires, Sergio Chapelin e Vanessa Giácomo estão liberados a participar da premiação.

Ainda assim, a presença deles na cerimônia ainda não pode ser confirmada pelo SBT, uma vez que ainda é preciso verificar a disponibilidade das personalidades.

Atração seria exibida no horário do almoço (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a supersérie Onde Nascem os Fortes, de Geoge Moura e Sérgio Goldenberg, que estreia em abril, na faixa das 23h, na Globo. A emissora não  poupará gastos para realizar uma grande produção e atingir uma boa audiência nesse horário.

Para se ter uma ideia, o Departamento de Arte encomendou, junto ao Museu Histórico Nacional e ao Museu de História Nacional de Ingá, na Paraíba, réplicas de alguns fósseis de animais presentes nas unidades. A ideia, segundo Patrícia Kogut, é usar as peças nas cenas do paleontólogo Hermano, protagonista masculino da saga. A Globo pretende investir muito na produção.

Conforme a coluna já havia informado, já começaram  as mudanças na novela Deus Salve o Rei (Globo). O elenco recebeu, na semana passada, 15 novas cenas, que estão sendo filmadas e deverão começar a ir para o ar nos próximos dias. A emissora vai mudar totalmente a origem da história.

Entre os ajustes ordenados está a antecipação do triângulo amoroso entre Catarina (Bruna Marquezine), Amália (Marina Ruy Barbosa) e Afonso (Rômulo Estrela), medida que o autor da trama, Daniel Adjafre, já começou a trabalhar. A história não vinha causando expectativa nos telespectadores e a audiência começou a cair.

A época de vacas magras nas emissoras de televisão está atingindo até mesmo as antenas de transmissão. Um dos cartões postais da Avenida Paulista, principal corredor de São Paulo, a torre da Band perdeu a iluminação especial que tinha. A ordem da direção é economizar.

O programa humorístico Encrenca, da Rede TV!, vem se consolidando em terceiro lugar na faixa das 18h aos domingos, batendo inclusive a Record. A atração, muito bem produzida, mostra um humor diferente, sem cansar os telespectadores e apresentando textos inteligentes. O programa tem uma equipe pequena, mas de qualidade.

O cantor Fábio Júnior poderá comandar na Globo um programa musical aos domingos, ao meio-dia. A coluna apurou que as conversas já estão bem adiantadas com a diretoria da emissora. O impasse está sendo o acerto de salário entre o cantor e a Globo. A estreia está prevista para maio deste ano.

Frase final: “Os maiores inimigos declarados não fazem tanto mal quanto os pequenos ocultos.”

Preso por assassinato, Mizael poderá advogar quando passar para regime semiaberto (Foto: Werther Santana/AE)

Cidade

Embora as exigências para obter o cadastro junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) envolvam a moralidade e a idoneidade do profissional, oito anos após matar de forma cruel a ex-namorada e também advogada Mércia Nakashima, por não aceitar o fim do relacionamento, o assassino Mizael Bispo de Souza continua registrado na Ordem, em situação regular e, ainda que esteja preso, pode prestar consultoria jurídica e tem chances de advogar de dentro da cadeia, quando for para o regime semiaberto.

“A sociedade precisa saber que a OAB está contra a punição. Eles querem trânsito e julgado e o esgotamento de todos os recursos. Para eles não terem uma posição contraditória, de estar no Supremo Tribunal Federal pedindo a revogação da prisão após condenação em segunda instância. Eles acabam não punindo os próprios membros”, afirmou Rodrigo Merli, promotor de acusação do caso.

O Estatuto da Advogacia dá o poder de punir disciplinarmente os inscritos na OAB exclusivamente ao Conselho Seccional, em cuja base territorial tenha ocorrido a infração, no caso, o Estado de São Paulo. A instituição afirmou que o processo corre sob sigilo.

Para o juiz Leandro Cano, responsável pela condenação de Bispo em 1ª instância, os argumentos de que existe uma morosidade na Justiça ou mesmo que seria necessário aguardar uma condenação para avaliar uma sanção já não cabem mais, uma vez que Mizael já foi condenado em duas instâncias e teve sua pena aumentada de 20 anos para 22 anos e oito meses em 2017. “A partir do momento que houve uma prisão, a OAB já deveria ter tomado alguma providência, como uma suspensão, até que todos os pontos fossem resolvidos”, argumentou.

Merli e Cano concordam que, se fosse um caso contrário, na qual um promotor ou um juiz fosse acusado e até mesmo condenado em primeira e segunda instâncias, a OAB faria o pedido de afastamento.

“OAB escolheu ficar do lado de um homicida”, diz irmão

Para Márcio Nakashima, irmão de Mércia, a OAB preferiu ficar do lado de um homicida do que da vítima, que também era advogada. “É um corporativismo da OAB. Eu acho que é isso, não vejo outro motivo. O artigo 70 diz que ele pode ser suspenso de forma cautelar. Se não for corporativismo, é inércia”, disse Nakashima.

Para ele, a perda da irmã é irreparável, mas ver uma situação de impunidade com o assassino é ainda pior. “O Mizael foi condenado, teve a pena aumentada e continua autorizado a prestar serviço. Se alguém quiser contratar o serviço dele é só ir à cadeia falar com ele”, afirmou.

Nakashima ressaltou ainda que Mizael é um policial militar reformado. Por não ter um dedo da mão direita, ele alega que não consegue atirar. “Teve um momento no tribunal que ele falou que atirava melhor que qualquer um, mas ninguém tomou ciência disso. Tanta gente precisando trabalhar e a polícia está pagando um homicida”, argumentou.

Inquérito ainda está aberto

Presidente da subseção Guarulhos da OAB, o advogado Alexandre de Sá é assistente de acusação no caso Mércia Nakashima. Ele afirmou que após o aumento da pena, em 2017, foi aberto um processo disciplinar para avaliar a situação de Mizael Bispo.

“Para excluir um advogado tem que se ter a aprovação de dois terços do conselho seccional. São 80 conselheiros. Mizael ainda está recorrendo, mas como houve uma confirmação em segunda instância a OAB decidiu abrir o processo”, explicou.

Para Merli, a OAB de Guarulhos poderia ter pedido a suspensão do cadastro. Quando assumiu o caso, Alexandre de Sá chegou a pedir a suspensão do registro de Mizael como advogado, mas, até agora, o processo não andou. Ainda de acordo com o Estatuto da Advocacia, o Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde o acusado tenha inscrição principal pode suspendê­lo, preventivamente, em caso de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi­lo em sessão especial para a qual deve ser notificado a comparecer, salvo se não atender à notificação. Neste caso, o processo disciplinar deve ser concluído no prazo máximo de 90 dias.

Sá alegou que a prerrogativa de suspender ou excluir um advogado é da OAB estadual. Segundo ele, a Ordem exclui entre sete e oito advogados por mês. Existem quatro possibilidades que caracterizam a abertura de um procedimento de cassação ou suspensão de um advogado: ser considerado moralmente inidôneo, praticar crime infamante, fraude e o acúmulo de três suspensões.

“O caso do Mizael é crime infamante, pela gravidade e pela repercussão negativa à imagem da advocacia”, afirmou Sá. “O que nos chama a atenção é, principalmente, a morosidade em relação a um fato que atinge diretamente a imagem da advocacia”, disse o juiz Leandro Cano.

Entenda o caso

3 de maio de 2010

Aos 28 anos, a advogada Mércia Mikie Nakashima desaparece após deixar a casa da família, em Guarulhos.

Junho de 2010

O carro e o corpo da advogada são encontrados na Represa de Nazaré Paulista, nos dias 10 e 11. Três dias depois, um pescador afirma ter visto um carro ser empurrado dentro da represa. No mesmo mês, a Justiça decreta a prisão preventiva do vigia Evandro Bezerra Silva, suspeito de auxiliar no crime.

Julho de 2010

Evandro é preso em Sergipe e indiciado por assassinato. Mizael também é acusado, mas tem a prisão preventiva suspensa. Em depoimento à Polícia Civil, Silva confirma que Mizael matou Mércia por ciúmes. Segundo o vigia, ele não aceitava o fim do relacionamento.

Agosto de 2010

Perícia confirma que Mércia levou um tiro no maxilar, mas que a causa da morte foi afogamento.

Dezembro de 2010

Polícia decreta prisão preventiva de Mizael Bispo de Souza e de Evandro Bezerra Silva. Ambos se tornam foragidos.

Fevereiro de 2012

Mizael se entrega no Fórum de Guarulhos.

Junho de 2012

O vigia Evandro é encontrado em Alagoas. Ele é preso e encaminhado para São Paulo.

Março de 2013

O júri condena Mizael Bispo, depois de quatro dias de julgamento, a 20 anos de prisão.

Julho de 2013

O vigia Evandro Bezerra da Silva é condenado a 18 anos e oito meses de prisão como cúmplice do assassinato.

Junho de 2017

Tribunal de Justiça de São Paulo aumenta a pena de Mizael para 22 anos e oito meses.

Setembro de 2017

Tribunal de Justiça de São Paulo reduz a pena de Evandro para 17 anos e dois meses.

Março de 2018

Mizael Bispo de Souza segue com registro na OAB

Geraldo Alckmin prometeu entregar 18 novas estações até dezembro de 2018 (Foto:Luiz Cláudio Barbosa/ Código 19/ AE

Cidade

A estação Eucaliptos, da Linha 5-Lilás, do Metrô, vai ser inaugurada neste final de semana, segundo informações do governo estadual.

A abertura ao público deve acontecer com a emissão do certificado de segurança para circulação dos trens com usuários por parte da empresa Bombardier, explicou a empresa.

A expectativa é que a operação seja assistida, com horário reduzido e passagem gratuita até Brooklin. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou, no começo do ano, que o Estado iria entregar 18 estações até dezembro.

Além da Eucaliptos, está prevista, a entrega das estações Moema, AACD-Servidor e Hospital São Paulo. Já a estação Campo Belo fica para dezembro. Este mês deve ocorrer também a entrega das paradas São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União e Jardim Planalto, todas da Linha 15-Prata.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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