Silvio Santos Já demonstrou interesse em contar com jornalista (Foto: Reprodução/Instagram)

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Hoje eu inicio a minha coluna comentando a decisão de Evaristo Costa, que foi apresentador do Jornal Hoje, na Globo, e não renovou o contrato com a emissora, optando por ir morar na Europa com a família. No início, ele afirmava que iria definitivamente.

Após recusar vários convites das emissoras concorrentes, agora ele resolveu conversar com o SBT. A rede de Silvio Santos está desenvolvendo o projeto de um programa inédito para o ex-apresentador comandar no próximo ano.

O formato é mantido em sigilo pela cúpula do SBT, que avalia que Evaristo é a cara do SBT, com carisma e público diversificado, do jovem das redes sociais às senhoras que assistem aos programas vespertinos. Silvio é o mais entusiasmado com a vinda do jornalista.

A bem da verdade, Evaristo Costa só não aceitou as propostas que lhe foram apresentadas anteriormente porque não quis interromper o período sabático que ele escolheu desde o ano passado. Essa decisão foi tomada por ele, por querer estar mais tranquilo.

Evaristo Costa deixou a Globo em julho do ano passado, depois de 19 anos de trabalho na emissora.

Sinônimo de sucesso na Globo, o autor Walcyr Carrasco vem se tornando um privilegiado na emissora, depois de emplacar uma sequência de novelas em diferentes horários e em curto espaço de tempo. Para a direção da Globo, o autor corresponde às expectativas da empresa.

Tanto é verdade que ele comandou sucessos como Verdades Secretas (2015), Êta Mundo Bom (2016) e O Outro Lado do Paraíso, que, apesar das críticas negativas, surpreendeu, registrando o maior índice de audiência das 21h, desde 2012.

Aos 96 anos, Bibi Ferreira anunciou a aposentadoria. Um dos principais nomes das artes nacionais, a atriz tomou a decisão de parar de se apresentar em teatros e afins em obediência às recomendações médicas. Ela precisa levar uma vida mais tranquila, alinhada com as suas necessidades.

William Bonner  exibiu, na última segunda-feira, pela primeira vez, sua nova aliança, após o casamento com a fisioterapeuta  Nastasha, no último sábado. O jornalista não usava aliança desde 30 de agosto de 2016, um dia após ter anunciado sua separação de Fátima Bernardes, após 26 anos juntos.

Frase final: “Autocontentamento nunca inspira mudança duradoura.” (Jane R. Hirschmann).

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Atriz estava há três anos longe da TV (Foto: Reprodução/Facebook)

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Hoje eu inicio a minha coluna comentando o processo movido contra o humorista Dedé Santana, na cidade de João Pessoa (PB), desde janeiro deste ano.  O autor é Edvan Araújo, que já foi funcionário da Record e até tentou levar Dedé Santana para a emissora, fato esse que acabou não dando certo por uma série de razões.

O empresário cobra na Justiça R$ 285 mil por perdas e danos morais, pois, segundo ele, anunciou  os shows do humorista, que não apareceu, inclusive nas reuniões que eram marcadas. Dedé não deu as caras. Por outro lado, a coluna teve informações que Vitor Lustosa, responsável pela carreira do humorista, confirmou a ausência dele. 

Lustosa disse que cancelou, em cima da hora, as apresentações do humorista, até porque nem a passagem de volta o empresário teria mandado. Além disso, depois de checar várias informações, ele teve conhecimento de que não havia nenhuma divulgação dos shows e que não haveria público para o humorista.

A bem da verdade, existem muitos aventureiros pelo Brasil que se dizem  empresários de determinados artistas, mas, na real, compra datas, às vezes até de terceiros,  para tentar vendê-las em alguma cidade. Como o artista tem compromisso com o aventureiro, cobra a sustentabilidade do show e, muitas vezes, o aventureiro não tem esse dinheiro para bancar.

Com a primeira entrevista do juiz Sérgio Moro, a TV Cultura fez o Roda Viva bater recorde de audiência, na última segunda-feira, com uma média de 3,8 pontos percentuais, em São Paulo. Em 18 anos no ar, foi a melhor audiência do programa, até pela importância do entrevistado. A emissora deve reprisar o programa no final de semana.

Longe da TV há três anos, a atriz Helena Rinaldi recusou novelas na  Record e agora volta à Globo. Nos últimos anos, a atriz se dedicou só ao teatro, deixando a televisão de lado. Ela retorna protagonizando o seriado Carcereiros, com estreia na Globo em junho deste ano, a partir das 23h, de segunda a sexta-feira.

Silvio Santos continua ganhando da Globo aos domingos com o seu programa. Com muito carisma e bom humor, o Homem do Baú vem mantendo a liderança no horário com suas brincadeiras e os convidados. No último domingo, Silvio disse: “já transei no banheiro do avião”, para a surpresa de todos. Silvio chega na próxima semana dos Estados Unidos, onde curte as férias.

Outro programa que já começa a pontuar bem na Rede TV é o do João Kleber. Trata-se de uma apresentação diferente, com pegadinhas bem humoradas e um elenco diversificado, que vem alavancando a audiência aos domingos, à noite. Na Rede TV, comenta-se que o apresentador ganhará outro programa na emissora.

Frase final:  “Toda força é fraca se não é unida”, Jean de La Fontaine.

"Orgulho e Paixão" decepciona em seu primeiro capítulo. Nathalia Dill é a protagonista da novela (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)

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Hoje eu inicio a minha coluna comentando a baixa audiência obtida na estreia de Orgulho e Paixão, a nova novela das seis da Globo. Ao contrário de Tempo de Amar, que foi um grande sucesso, o novo folhetim não correspondeu à expectativa tão esperada pela direção da emissora.

A história tem o tema inspirado nos romances da escritora inglesa Jane Austein. Com uma narrativa leve e descontraída, a história traz encontros e desencontros amorosos no início do século XX. Seu autor, Marcos Bernstein, construiu o fictício Vale do Café e o situou no interior do Estado de São Paulo para contar a história, os conflitos sociais e a conduta dos personagens.

Elisabeta (Nathalia Dill) é a principal protagonista do folhetim. Ela é uma mulher à frente de seu tempo, com pensamentos igualitários e interesses atípicos para uma jovem da época. Muito embora a novela tenha tido a sua estreia, na semana passada, com uma baixa audiência, a direção da Globo ainda acredita que vai prender os telespectadores, até porque a história é muito interessante.

Silvio Santos, de férias nos Estados Unidos, telefonou para seus executivos do SBT e avisou que quer, a partir de junho, um programa sertanejo na grade de programação de seu canal. A produção ainda busca possíveis apresentadores, mas várias duplas sertanejas já estão sendo contatadas.

A Band ainda não decidiu em que dia e horário encaixará seu novo programa de humor, que será liderado pelo ex-global Stepan Nercessian. O formato da atração ainda está sendo desenvolvido e a previsão de estreia é julho. O elenco de participação já está sendo contratado.

A terceira temporada do Dancing Brasil, apresentado por Xuxa Meneghel, não tem conquistado bom índices de audiência, segundo o Ibope. Apesar de toda expectativa criada pela Record, os objetivos não foram alcançados. A atração cresceu a audiência em apenas quatro capitais, mas amarga a terceira colocação em São Paulo e só chega a 7 pontos.

Se for para ser sincero, o programa de Xuxa não passou dos cinco pontos nas duas temporadas anteriores, mas hoje perde para Globo e SBT todas as semanas. A situação é triste para Xuxa. Desde que a apresentadora chegou à Record não conseguiu emplacar, mas é preciso levar em consideração que no horário de exibição de seu programa a competição é com o futebol na Globo e o Ratinho no SBT.

A direção da Record deveria observar que, talvez, se mudasse o Dancing Brasil para outro dia, a expectativa de resultado seria outra e a audiência poderia alcançar uma melhor pontuação pois os programas que disputam esse horário já estão consolidados.

Frase Final: “Enquanto estiver ganhando o pão de cada dia, não deixe de oferecer uma fatia aos menos afortunados”.

Produção global ganhou três estatuetas (Foto: Reprodução/Facebook)

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Dividindo audiência com a cerimônia do Oscar, foi exibido no SBT na noite deste domingo, 4, o Troféu Imprensa, premiação que destaca as personalidades e produções da televisão e da música anualmente, desde 1958. O grande destaque da 60ª edição do prêmio foi a novela "A Força do Querer", produção da TV Globo, que levou três estatuetas: melhor novela, melhor ator e melhor atriz.

Dono do formato desde 1969, Silvio Santos foi o mestre de cerimônias da premiação, que contou com a presença de Sérgio Chapelin e Vanessa Giácomo, da TV Globo, como convidados. A edição deste ano, gravada em 27 de fevereiro, teve também a presença de Eliana, Patricia Abravanel, Joelma, Silvia Abravanel, Danilo Gentili, Roberto Cabrini, Guilherme Winter, Carlos Alberto de Nóbrega e Wesley Safadão.

Os três mais votados pelo público em cada categoria são avaliados pelo júri da cerimônia, composto neste ano por dez jornalistas, que decide os ganhadores. Há também a entrega do Troféu Internet para as personalidade escolhidas pelos próprios internautas.

Turma do Chaves passa por várias confusões no Natal e no Ano Novo (Foto: Roberto Nemanis/ SBT)

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A Globo comprou os direitos da série mexicana “Chaves”, no último mês de janeiro, para passar no canal Multishow, da TV fechada. Segundo a SBT, que historicamente transmitiu a atração no Brasil, os direitos para a TV aberta permanecem com a emissora de Silvio Santos – pelo menos até 2020.

Mesmo assim, o SBT anunciou uma versão brasileira do programa. A produção vai ao ar na madrugada de domingo, à 0h, com direção de Marcelo de Nóbrega. O humorista Alexandre Porpetone interpretará Chaves, personagem eternizado por Roberto Bolaños, morto no dia 28 de novembro em 2014.

Já o apresentador Celso Portiolli dará vida ao Professor Girafales, enquanto Lívia Andrade será Dona Florinda. Felipe Levoto (Sr. Madruga), Ratinho (Sr. Barriga), Chistina Rocha (Dona Clotilde), Marlei Cevada (Chiquinha0 e Zé Américo (Kiko) completam o elenco.

História de Natal e Ano Novo

Na noite de Natal, o Sr. Madrugada recebe a notícia de que a Vila está dando muito prejuízo. Sr. Barriga, então, diz que todos precisam se mudar. Diante deste cenário devastador, o Professor Girafales chega com a solução e salva a ceia da turma.

Já no Ano Novo, Sr. Madruga, achando que vai morrer, decide pagar o jantar para todos os seus vizinhos. No entanto, ele descobre que a notícia do óbito próximo era um alarme falso e toma um baita susto com a conta que precisa pagar.

Silvio tenta entrar em assunto polêmico, mas logo desiste (Foto: Lourival Ribeiro/SBT)

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Silvio Santos recebeu em seu programa o médico Marcos Harter e a modelo Monique Amin, que participaram tanto do BBB como da Fazenda, realities shows da Globo e da Record, respectivamente. A atração da SBT vai ao ar no próximo domingo, 25, a partir das 20h.

Durante o quadro “Jogo das 3 Pistas”, Silvio descobriu que Marcos é um cirurgião plástico e brincou: “Eu vou lá na sua clínica e quero sair parecido com o Tom Cruise”. O apresentador também conversou sobre as polêmicas em que os dois convidados se envolveram nos confinamentos.

Inclusive, Monique contou que manteve um contrato de dois anos com uma emissora após sair de um reality show. “Pagaram para você dois anos sem você fazer nada? ”, indagou Silvio, que também questionou a modelo sobre relacionamentos e a polêmica acerca de um suposto estupro sofrido pela morena dentro do BBB, em 2012. “Você não pode falar, né?”, conformou-se o dono da SBT.

Além dos dois convidados, o apresentador recebeu as modelos Ju Isen, Jéssica Lopes e Erika Canela, bem como, as drag queens Penelopy Jean, Ikaro Kadoshi e Rita Von Hunty, que comandam o programa “Drag Me as a Queen”.

Ikaro aproveitou a participação no quadro “Não Erre a Letra” para agradecer a Silvio: “Se nós estamos apresentando um programa de TV hoje é porque muito tempo atrás um ser humano teve a ousadia de trazer o transformismo, as travestis e as drag queens para o palco de um programa chamado “Show de Calouros”, disse.

“Então, Silvio, muito, muito, muito obrigado! Se não fosse você mostrar para a população brasileira a nossa arte lá atrás, talvez a gente não estivesse aqui hoje”, completou.

 

 

 

"Quero conhecer o Silvio Santos", disse a atriz nas redes sociais

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A equipe de comunicação da Rede Globo confirmou ao E+ que Marina Ruy Barbosa não foi liberada para participar da premiação Troféu Imprensa, do SBT. O motivo seria o fato dela estar atualmente no ar como protagonista na novela Deus Salve o Rei.

A comunicação da emissora de Silvio Santos disse que "o SBT não vai se pronunciar por respeitar a decisão da direção da TV Globo, a qual sempre libera artistas para o Teleton e Troféu Imprensa".

Marina Ruy Barbosa gostaria de comparecer ao evento e recorreu aos seus seguidores do Twitter para tentar a liberação da emissora. "Globo, libera eu! Quero conhecer o Silvio Santos", escreveu em uma postagem com mais de 24 mil curtidas.

Seu pedido, porém, foi negado. Por outro lado, a comunicação da Globo disse que Cleo Pires, Sergio Chapelin e Vanessa Giácomo estão liberados a participar da premiação.

Ainda assim, a presença deles na cerimônia ainda não pode ser confirmada pelo SBT, uma vez que ainda é preciso verificar a disponibilidade das personalidades.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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