Possível agressão de Victor à mulher prejudicou dupla (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a separação da dupla sertaneja Victor e Leo. Os dois anunciaram o fim da parceria nos palcos. Os irmãos estavam sofrendo as consequências da suposta agressão de Victor para com a esposa grávida, no início do ano passado, que causou muita polêmica em todo o Brasil.

Os shows foram reduzidos, cachês foram caindo e até a Globo decidiu tirá-los do júri do The Voice Kids. Eles se reuniram e resolveram parar com a parceria, reduzindo drasticamente os shows, porém cumprindo todas as datas de apresentação vendidas pelo seu empresário.

A bem da verdade era uma situação insustentável. Havia pressão de todos os lados, inclusive dos familiares, por conta da mídia inerente à agressão de Victor que, naquele momento, não respeitou a gravidez da sua esposa. Victor nega, mas é sabido que sua mulher, para amenizar a situação, tirou o boletim de ocorrência da delegacia.

Eles encerrarão a dupla em setembro lançando o último álbum da carreira. A partir daí, Leo passará a investir na carreira de escritor palestrante, após o lançamento do livro No Colo dos Anjos, na semana passada, em São Paulo. Essa separação, segundo eles, será para o descanso da imagem de cada um.

Mesmo com um programa próprio na Rede TV!, Edu Guedes está articulando a sua volta à Record TV. O cozinheiro demonstra interesse em integrar novamente a equipe da antiga casa de onde saiu há três anos. O negócio pode ser rentável para o canal, considerando o apoio comercial que Edu Guedes possui.

Regina Casé está fora do ar desde que o programa Esquenta saiu da grade de programação da Globo. Mas fontes bem informadas garantem que, antes de qualquer projeto, ela será escalada para a próxima novela das 21h, na emissora, que terá o título de Troia, prevista para entrar no ar apenas no próximo ano.

Houve um tempo no qual trabalhar na Globo era o maior sonho do ator. Hoje, muitos artistas pensam além. Não enxergam mais a permanência na emissora carioca como o auge da carreira. Rodrigo Santoro, Sônia Braga e Marcello Antony foram alguns que tomaram essa decisão e não se arrependem.

O programa Hora do Faro, na Record TV, exibido no último domingo, bateu recorde de audiência no ano, com a média de 12 pontos e com picos de 18 na Grande São Paulo. Com esse excelente índice, a atração comandada por Rodrigo Faro garantiu a vice-liderança no horário mais uma vez em 2018.

Paulo Polli, diretor executivo do canal Clima Tempo, exibido na SKY em todo o Brasil pelo 170 da grade da operadora, vem realizando um excelente trabalho em todos os aspectos. A emissora vem crescendo paulatinamente e sua grade é uma boa opção para os telespectadores.

Frase final: “Cultura é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido.” (André Maurois).

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Segunda, 05/03

Zoe recebe os cuidados dos beduínos. Ricardo leva Isabela para a sua mansão. Henrique conversa com o contador do hospital sobre o interrogatório. Estela pede para Felipe levá­la até a seita Filhos do Amanhã. Robinson diz que quer mudar de vida. Em Jerusalém, Gideon pede para Oziel afastar Isabela de Noah. Uma multidão tenta atacar Moisés e Elias e um milagre acontece.

Terça, 06/03

Zoe fala sobre o arrebatamento com Soraya. Gideon vê as águas do rio virarem sangue. Natália descobre que Henrique é amante da Dra. Gláucia. Ricardo se surpreende ao saber que Ariela descobriu sobre o atentado aéreo. Adriano diz que encontrou fotos comprometedoras de Débora e Luca nas coisas de Ricardo. Vittoria vê Stefano dizer que as testemunhas precisam morrer.

Quarta, 07/03

Celeste diz que sairá com Dudu. Ricardo confessa que investigou Débora e Luca. Luca se desespera ao saber que Ricardo e Adriano descobriram sobre o caso que mantém com Débora. Zoe lê alguns jornais e descobre que o acidente foi uma sabotagem. Ela recorda da conversa com Ricardo e deduz que o Anticristo tentou matá­la. Em Jerusalém, Ricardo é ovacionado como o novo Messias.

Quinta 08/03

Stefano consegue convencer Vittorio. Melina apresenta a nova androide. Gideon se emociona com a liderança exercida pelo neto. César vai até o hospital e anuncia a prisão de Gláucia. Ricardo fecha aliança com um líder religioso. Joice encontra Dylan e diz ter novidade sobre o sumiço do filho. Natália interroga Glaucia e pergunta se a médica é amante de Henrique.

Sexta, 09/03

Joice e Dylan descobrem que o filho foi levado a Gideon. Stefano diz saber que Glória é mãe de Vittorio. O sacerdote pede para ficar a sós com a governanta e a ameaça. César prende Gláucia. Dylan e Joice descobrem que são pais de Noah. Uri permite que Dylan vá em busca do filho. Ricardo tenta brincar com os sentimentos de Noah. Stefano quer mandar Vittorio para fora de Roma.

 

Segunda, 26/02

César tenta, incessantemente, ligar para Natália, mas ela não atende, distraída com Lúcio. Lúcio é surpreendido com o ataque de Nicanor. Natália se dá conta da verdade. César e Guido seguem para o apartamento do vilão. Natália sente o efeito do sonífero colocado em sua bebida. Noah sente ciúmes de Isabela e Ricardo. Lúcio é assassinado por Nicanor.

Terça, 27/02

Nicanor ameaça Natália com uma faca e a joga pela janela. Ele ainda atira no peito de César, mas a bala para no colete. Nicanor começa a fugir e Guido diz saber seu destino. Nicanor abandona um carro roubado e foge em direção a uma floresta. Ele vai para a mesma cabana onde assassinou o pai de César. Os policiais chegam ao local. César entra no casebre e encontra Nicanor.

Quarta, 28/02
Nicanor ameaça atirar em César e é atingido por Natália. Guido chega ao local e mata Nicanor. Zoe liga para Bárbara e diz estar grávida. Ricardo surpreende Isabela e a beija. Benjamin desconfia que Ricardo seja o Anticristo. Ricardo pergunta a Zoe se ela está com medo do Anticristo. As nuvens começam a se movimentar no céu de Jerusalém. De repente, Moisés e Elias surgem na rua.

Quinta, 1o/03

Ricardo finge estar brincando com Zoe e se reúne com o sheik Omar para pedir que ele derrube o avião em que a mocinha viajará. Moisés e Lucas são os profetas do Apocalipse e, durante sua pregação, entrarão em conflito com soldados israelenses. Um avião cai no Oriente Médio. Em Nova York, Ricardo liga a televisão e fica satisfeito ao ver a notícia do acidente aéreo.

Sexta, 02/03

Benjamin se desespera. Zé Bento segue enganando os seguidores da seita Filhos do Amanhã. Benjamin descobre que Zoe estava grávida e fica em choque. As pessoas tentam atacar Elias e Moisés e acabam sofrendo um castigo. César diz que Zoe pode ter sido atacada. As buscas às vítimas do acidente começam. Próximo ao local da queda, em uma duna de areia, Zoe, muito ferida, dá sinais de vida.

Rei rechaça volta com a atriz Myrian Rios (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando o novo Manual de Conduta da Record TV, que passou a circular desde a semana passada na emissora. Com essa determinação, os funcionários da emissora terão que andar na linha a partir de agora, até porque as punições serão de advertência até demissão para quem não cumpri-las.

O Manual de Conduta atinge também a sensualidade desmedida e o comportamento desregrado no ambiente de trabalho, além de atos libidinosos  e obscenos. Os colaboradores da emissora serão observados. A prática de jogos de azar, por exemplo, como bolões, loterias, entre outras, está proibida entre funcionários.

A bem da verdade, a Record TV quer coibir a liberdade de comportamento de seus colaboradores de uma forma mais rígida, obrigando-os a seguir uma cartilha dentro do seu segmento religioso. O respeito e a postura dentro de um ambiente de trabalho é primordial, mas determinadas exigências ultrapassam o limite dos direitos.

Roberto Carlos, aos 76 anos, surpreendeu em mais uma entrevista coletiva  ao dizer que continua esperando o grande amor de sua vida. Essa afirmação se deu em virtude da sua ex-mulher, a atriz Myrian Rios, ter postado nas redes sociais que ele ainda é o grande amor de sua vida.

O cantor, que tem planos de lançar um CD com 12 músicas inéditas para este ano, foi claro e objetivo: “Não há nenhuma possibilidade de uma reconciliação com a minha ex-mulher. Acredito que algo ainda possa acontecer  nesse sentido na minha vida, mas passado é passado”, enfatizou o rei.

William Waack deu a sua primeira entrevista na televisão depois de ser demitido da Globo por comportamento racista. Ele afirmou, no Programa do Porchat (Record), que, de um modo geral, se sente injustiçado, até porque o que ele disse à época foi em tom de brincadeira e, mesmo assim, acabou sendo demitido da emissora.

O jornalista afirmou também não ter mágoa da Globo, porém ele acredita que não havia necessidade para tal atitude. Quanto ao futuro, ele fará um programa na internet igual ao que apresentava na Globo News, Painel, com debates de diversos assuntos. A estreia nessa nova fase será em abril.   

Agora é com Datena é a nova atração da Band a partir do dia 15 de abril. Será um programa de variedades, com direito a auditório, convidados e games. O programa poderá, inclusive, contar com uma adaptação do formato israelense Raid The Cage, um jogo de perguntas e respostas misturado com uma corrida contra o tempo.

Frase final:  “A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos.”

"Avenida Brasil" foi o último grande sucesso da Globo no exterior (Foto: Reprodução/Facebook)

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Hoje eu inicio a minha coluna comentando porque as novelas brasileiras não fazem o mesmo sucesso no exterior. O último fenômeno internacional produzido pela Globo foi Avenida Brasil. Na última década, países como Argentina e Portugal reduziram a importação das novelas brasileiras.

O motivo desse resultado foi a audiência insatisfatória. Em decorrência disso, as emissoras internacionais passaram a investir em produções próprias, que em nada ficam a dever em qualidade artística ao produto brasileiro, que vem perdendo esse mercado gradativamente.

Exibida em 2012, Avenida Brasil ganhou destaque com a vilã Carminha, interpretada por Adriana Esteves. Já a Record TV conseguiu boa repercussão internacional, especialmente em vizinhos latinos, com Os Dez Mandamentos, não só pelo belo trabalho de produção, como pelo bom roteiro apresentado.

Antes, as telenovelas brasileiras reinavam absolutas, não apenas por serem um entretenimento interessante, mas também pela falta de concorrência. Hoje, os canais pagos e os serviços de streaming, como o Netflix e o Amazon, oferecem séries arrebatadoras, capazes de fidelizar o telespectador e fazê-lo esquecer sua novela na TV aberta.

Alguns títulos antigos, como Senhora do Destino, exibida em 2004 na Globo, ainda se destacam mundo afora. A trama faz muito sucesso atualmente no Chile e em Portugal. Porém, já se tem uma ideia que o público não tem mais paciência para acompanhar diariamente um folhetim com 200 episódios.

Com isso, existe uma tendência identificada em vários polos de produção de novelas: a redução do números de capítulos. Por outro lado, pode-se observar que as produções brasileiras feitas por SBT e Record não vêm obtendo grandes resultados de audiência porque perdem em qualidade para a Globo, que inova a cada história de seus autores.  

A Globo foi surpreendida com o vazamento de fotos nuas da atriz Paolla Oliveira. Essas fotos ilegais foram feitas em um set de gravação em São Paulo  e divulgadas em redes sociais. A diretoria da emissora prometeu não poupar esforços para que sejam identificados  os culpados e aplicadas as punições previstas em lei.

A direção geral da emissora afirmou que repudia, com veemência, esse tipo de abuso, que atenta contra os direitos da atriz e viola a privacidade de seus ambientes de trabalho. Um boletim de ocorrência foi aberto e as autoridades competentes foram informadas. 

Frase final: “Os primeiros passos são inúteis quando não se percorre o caminho até o fim.”

Após 11 anos, Guedes e Zucatelli apresentam programas separados (Foto: Reprodução/Facebook)

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Hoje eu inicio a minha coluna comentando a mudança na faixa horária matinal da Rede TV. Na última segunda-feira, uma nova grade de programação  estreou na emissora. Foi cancelado O Melhor Pra Você e em seu lugar entrou duas novas atrações: Edu Quedes e Você e o Fala Zuca, aproveitando Edu Guedes e Celso Zucatelli.

Guedes foi bem, com a calma  e o didatismo que lhes são peculiares. Ele fez a receita que propôs e interagiu com os telespectadores. Por outro lado, o mesmo não se pode afirmar de Zucatelli, até porque um dos principais problemas de sua estreia, que foi exibida das 11h30 ao meio-dia, foi o tempo.

Zucatelli, de algum tempo para cá, passou a imprimir no seu jeito de apresentar uma postura afobada, com falas rápidas e muita gesticulação. Nos seus tempos de jornalismo, ou no seu inicio no Hoje em Dia, na Record TV, o apresentador era mais tranquilo e eficiente no trato com a notícia.

Mas, agora, Zucatelli adotou uma persona um tanto agitada, que incomoda bastante, até porque não dá para ter qualidade só com 30 minutos de programa. Ele precisa mudar a postura na apresentação e não fazer o programa lutando contra o tempo, além de ter que aumentar o horário para, pelo menos, uma hora.

Aproveitando a oportunidade, fui visitar e conhecer a Rede TV. Fui recebido pela Nicolle Carvalho, diretora comercial, e o Rodrigo Petroni, executivo de contas, que me mostraram toda a infraestrutura da emissora e posso garantir que é uma das mais modernas do país. A receptividade foi um ponto primordial durante a minha visita.

Amaury Jr. vem perdendo no Ibope aos sábados para sua ex-emissora, a Rede TV. O programa O Céu é o Limite,  apresentado por Marcelo Carvalho (proprietário do grupo), ganha com tranquilidade no horário. Ex-Rede TV, o icônico apresentador de festas, que estreou na Band, perde para a sua antiga casa no confronto direto.

Tanto é verdade que, entre as 23h30 e 00h37, Amaury Jr. marca apenas 1.2 de média, equivalente a 240 mil telespectadores. Já Marcelo Carvalho, na Rede TV, consegue no mesmo horário 3 pontos de média, atingindo 600 mil telespectadores sintonizados, com pico de 5 pontos. O formato do programa é bom, mas o Ibope da Band fica muito a desejar.

O cantor Gusttavo Lima bem que poderia se preocupar apenas em cantar, mas fez uma postagem nas redes sociais, onde dá tiros de  fuzil, defende o uso de armas e critica o Estatuto do Desarmamento. O cantor criou polêmica a respeito do assunto, mas não explicou de quem era o fuzil que usou para a postagem.

Frase final: “Muita gente obteria sucesso em pequenas coisas, se não estivesse preocupada com grandes ambições.” 

"Quero conhecer o Silvio Santos", disse a atriz nas redes sociais

Fora dos Trilhos

A equipe de comunicação da Rede Globo confirmou ao E+ que Marina Ruy Barbosa não foi liberada para participar da premiação Troféu Imprensa, do SBT. O motivo seria o fato dela estar atualmente no ar como protagonista na novela Deus Salve o Rei.

A comunicação da emissora de Silvio Santos disse que "o SBT não vai se pronunciar por respeitar a decisão da direção da TV Globo, a qual sempre libera artistas para o Teleton e Troféu Imprensa".

Marina Ruy Barbosa gostaria de comparecer ao evento e recorreu aos seus seguidores do Twitter para tentar a liberação da emissora. "Globo, libera eu! Quero conhecer o Silvio Santos", escreveu em uma postagem com mais de 24 mil curtidas.

Seu pedido, porém, foi negado. Por outro lado, a comunicação da Globo disse que Cleo Pires, Sergio Chapelin e Vanessa Giácomo estão liberados a participar da premiação.

Ainda assim, a presença deles na cerimônia ainda não pode ser confirmada pelo SBT, uma vez que ainda é preciso verificar a disponibilidade das personalidades.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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