Jornalista mostrou insatisfação com a prisão do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a alternativa da Record TV em produzir, a partir da próxima semana, duas novas minisséries bíblicas. Elas serão exibidas em junho e julho, após o final da novela Apocalipse e antes da estreia de Jesus. A emissora vai dinamizar essas produções já em atraso para definir a grade de programação a partir de junho.

As minisséries contarão as histórias de Lia e Rute, personagens do Antigo Testamento, e serão dirigidas pelo argentino Juan Pablo Pires, também roteirista e especialista em efeitos especiais. Ele tem dois longas-metragens no currículo e passagem pela Univision, rede hispânica dos Estados Unidos, e foi contratado pela Record TV por dois anos.

As duas produções terão o título de Os Heróis da Fé, sendo que a primeira sobre Lia terá 12 epsódios e foi escrita por Paula Richard, que também assinará Jesus. Lia foi a primeira mulher de Jacó, pai de 12 filhos que originaram as 12 tribos de Israel e será a base da história dentro dessa adaptação. As duas minisséries serão gravadas no Rio de Janeiro.

Depois que o apresentador Chico Pinheiro, do Bom Dia Brasil, na Globo, deixou vazar a sua opinião nas redes sociais, quando fez uma apaixonada defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o diretor-geral de Jornalismo da emissora, Ali Kamel, disparou um e-mail a todos os jornalistas da Globo.

O executivo adverte que os profissionais não devem expressar publicamente preferências políticas e partidárias, pois isso causa dano à emissora. A Globo não admite opiniões pessoais a respeito de qualquer ideologia. O descumprimento dessa ordem poderá gerar demissão. Com isso, Chico Pinheiro recebeu uma advertência por escrito da direção da emissora.

A Record TV perdeu o recurso no Tribunal Regional Federal  da  3ª Região e deverá exibir oito horas de conteúdo educativo sobre religiões de origem africana. Isso por um direito de resposta, após a Justiça concordar que a emissora difamou essas expressões religiosas. No processo não cabe mais apelação e a emissora terá de cumprir a determinação a partir de maio.

Conversa com Bial, na Globo, vem perdendo audiência todos os dias para o SBT, ficando na vice-liderança do horário. Isso é algo alarmante para os padrões globais. O programa tem a média de 4,9 no horário. Já o SBT atinge 6,8.  Diversas reuniões já foram feitas pelos executivos da Globo para alavancar o programa, inclusive com proposta de entrevistas mais populares.

Marcos Mion sofreu mais uma baixa na Record TV. Após perder seu programa Legendários, o apresentador foi informado que também não apresentará no canal o reality show A Casa, cuja segunda temporada tinha estreia marcada para junho. Mion continua contratado da emissora, mas ainda é incerto onde ele poderá ser aproveitado.

Frase final: “Os espinhos que me feriram foram produzidos pelo arbusto que plantei.” (Lord Byron)

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Band não se pronunciou sobre o assunto (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando o calote que o apresentador Amaury Jr. levou de uma famosa loja de móveis planejados, que está em crise financeira. Como seus produtos não estão saindo e o valor do custo é grande, nem os móveis já pagos estão sendo entregues. Com isso, a empresa não conseguiu quitar o combinado, que é R$ 1,2 milhão ao apresentador da Band.

A Band, por sua vez, não se manifestou a respeito por se tratar de um contrato particular entre Amaury Jr. e a empresa de móveis. Por outro lado, a emissora está com toda a preparação para apresentar sua grade de programação. Ela tomou alguns cuidados enquadrando o próprio Amaury Jr. no novo esquema da Band, fazendo o contrato só de um ano com o apresentador, com direito a renovação.

Silvio Santos afirmou, no último domingo, em seu programa, que agora quer ser ator. Ele disse que cansou de ser apresentador e, como é o dono do SBT, poderá ser o protagonista da próxima novela da sua emissora. Como o Homem do Baú vem cada vez mais fazendo tudo o que quer e o que gosta no ar, não é de se duvidar que ela tenha uma participação na próxima novela.

A Record TV poderá enviar Fábio Porchat para a Rússia durante a Copa do Mundo. A emissora dedicará um espaço básico em sua grade de programação para a cobertura dos acontecimentos no maior evento esportivo do planeta. Afinal, a falta dos direitos de transmissão não impede o canal de fazer uma cobertura paralela.

Joel Datena é o novo contratado da Band. O anúncio foi dado por José Luiz Datena, pai do jornalista. Joel tem um contrato de dois anos com a emissora  e vai substituir o pai, que vai comandar outro programa na Band.  Aliás, a grade de programação ainda não foi anunciada, mas deve trazer novidades.

Esquadrão da Moda, comandado por Isabella Fiorentina e Arlindo Groud, vem garantindo a vice-liderança isolada para o SBT, com uma média de 8 pontos no Ibope, em um horário muito competitivo, à noite. O programa dita as tendências da moda e tem no público feminino a sua maior audiência.  A produção tem contrato até 2019.

O ex-árbitro e comentarista Arnaldo Cezar Coelho está prestes a assumir uma nova função na TV. Desta vez, em Portugal. Ele terá uma coluna na Sportv que, apesar do nome, não pertence ao grupo Globo. Sua participação será com o objetivo de comentar os jogos da Copa do Mundo, na Rússia.   

Conexão Repórter, apresentado por Roberto Cabrini, é hoje um dos melhores programas jornalísticos da TV Brasileira. No SBT, sua audiência vem subindo a cada programa, em decorrência de matérias exclusivas que vêm sendo apresentadas. O programa é exibido as segundas-feiras, a partir das 23h30,  e já se consolidou na vice-liderança.

Frase final: “A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo.”

Apresentadora não deve renovar com a RedeTV! (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando o fim do casamento de Luciana Gimenez com Marcelo Carvalho, vice-presidente da RedeTV!, num acordo entre ambas as partes. Procurado pela coluna, Carvalho não quis comentar o assunto. Ele afirmou que preferia não entrar no mérito da questão.

Essa separação deve ter consequências na carreira da apresentadora, até porquê, os dois estão casados há 12 anos e tem um filho de sete, chamado Lorenzo. Diga-se de passagem, ele é muito apegado ao pai. Luciana também deve deixar a RedeTV!. O contrato dela termina no final deste ano e não há interesse de renovação.

A apresentadora já está na RedeTV! há 17 anos e, atualmente, comanda dois programas: SuperPop e Luciana By Night, ambos com uma audiência relativamente baixa. Ela está em Paris e deve voltar esta semana para o Brasil. Segundo fontes bem informadas, a apresentadora está tranquila porque conhece seus direitos.

Já Marcelo Carvalho tem de encontrar um caminho, no caso de sua ex-mulher deixar a emissora. Além da indenização contratual obrigatória, ele terá de mudar a grade de programação do canal, substituindo os dois programas que ela apresenta. Em razão disso, uma reunião, na última sexta-feira, foi feita a portas fechadas com toda a diretoria do canal.

O Bispo Edir Macedo, dono da RecordTV! e fundador da Igreja Universal, vai lançar seu longa metragem Nada a Perder, que, segundo a Paris Filmes, bateu recorde de bilheteria, com vendas antecipadas. Sua estreia na telona, em São Paulo, será daqui a três semanas e a distribuidora já dispõe de 3,1 milhões de ingressos vendidos.

A cantora Paula Fernandes teve seu sonho de ser atriz global interrompido. Ela chegou a ser escalada para interpretar uma freira de nome Paulina, uma mulher religiosa toda atrapalhada, na novela das 19h, Deus Salve o Rei, mas a Globo desistiu da ideia em decorrência de ter mudado o rumo da história.

A TV Bandeirantes deve voltar com um programa sertanejo na sua grade de programação. A emissora contratou Sorocaba, que faz dupla com Fernando, para comandar a atração musical. O canal já teve outras experiências nesse segmento musical, mas acabou não dando certo. A programação atual da Band é muito fraca. Em razão disso, ela amarga o quinto lugar em audiência.

A Record News vem crescendo de audiência em todo País. Hoje a emissora é a TV de notícias a cabo mais assistida, segundo uma pesquisa divulgada na semana passada. Ela bate a Band News e a Globo News, principalmente na programação noturna, apesar de sua grade apresentar algumas produções independentes.

Frase final: “Meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado”.

Rei rechaça volta com a atriz Myrian Rios (Foto: Reprodução/Facebook)

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Hoje eu inicio a minha coluna comentando o novo Manual de Conduta da Record TV, que passou a circular desde a semana passada na emissora. Com essa determinação, os funcionários da emissora terão que andar na linha a partir de agora, até porque as punições serão de advertência até demissão para quem não cumpri-las.

O Manual de Conduta atinge também a sensualidade desmedida e o comportamento desregrado no ambiente de trabalho, além de atos libidinosos  e obscenos. Os colaboradores da emissora serão observados. A prática de jogos de azar, por exemplo, como bolões, loterias, entre outras, está proibida entre funcionários.

A bem da verdade, a Record TV quer coibir a liberdade de comportamento de seus colaboradores de uma forma mais rígida, obrigando-os a seguir uma cartilha dentro do seu segmento religioso. O respeito e a postura dentro de um ambiente de trabalho é primordial, mas determinadas exigências ultrapassam o limite dos direitos.

Roberto Carlos, aos 76 anos, surpreendeu em mais uma entrevista coletiva  ao dizer que continua esperando o grande amor de sua vida. Essa afirmação se deu em virtude da sua ex-mulher, a atriz Myrian Rios, ter postado nas redes sociais que ele ainda é o grande amor de sua vida.

O cantor, que tem planos de lançar um CD com 12 músicas inéditas para este ano, foi claro e objetivo: “Não há nenhuma possibilidade de uma reconciliação com a minha ex-mulher. Acredito que algo ainda possa acontecer  nesse sentido na minha vida, mas passado é passado”, enfatizou o rei.

William Waack deu a sua primeira entrevista na televisão depois de ser demitido da Globo por comportamento racista. Ele afirmou, no Programa do Porchat (Record), que, de um modo geral, se sente injustiçado, até porque o que ele disse à época foi em tom de brincadeira e, mesmo assim, acabou sendo demitido da emissora.

O jornalista afirmou também não ter mágoa da Globo, porém ele acredita que não havia necessidade para tal atitude. Quanto ao futuro, ele fará um programa na internet igual ao que apresentava na Globo News, Painel, com debates de diversos assuntos. A estreia nessa nova fase será em abril.   

Agora é com Datena é a nova atração da Band a partir do dia 15 de abril. Será um programa de variedades, com direito a auditório, convidados e games. O programa poderá, inclusive, contar com uma adaptação do formato israelense Raid The Cage, um jogo de perguntas e respostas misturado com uma corrida contra o tempo.

Frase final:  “A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos.”

"Avenida Brasil" foi o último grande sucesso da Globo no exterior (Foto: Reprodução/Facebook)

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Hoje eu inicio a minha coluna comentando porque as novelas brasileiras não fazem o mesmo sucesso no exterior. O último fenômeno internacional produzido pela Globo foi Avenida Brasil. Na última década, países como Argentina e Portugal reduziram a importação das novelas brasileiras.

O motivo desse resultado foi a audiência insatisfatória. Em decorrência disso, as emissoras internacionais passaram a investir em produções próprias, que em nada ficam a dever em qualidade artística ao produto brasileiro, que vem perdendo esse mercado gradativamente.

Exibida em 2012, Avenida Brasil ganhou destaque com a vilã Carminha, interpretada por Adriana Esteves. Já a Record TV conseguiu boa repercussão internacional, especialmente em vizinhos latinos, com Os Dez Mandamentos, não só pelo belo trabalho de produção, como pelo bom roteiro apresentado.

Antes, as telenovelas brasileiras reinavam absolutas, não apenas por serem um entretenimento interessante, mas também pela falta de concorrência. Hoje, os canais pagos e os serviços de streaming, como o Netflix e o Amazon, oferecem séries arrebatadoras, capazes de fidelizar o telespectador e fazê-lo esquecer sua novela na TV aberta.

Alguns títulos antigos, como Senhora do Destino, exibida em 2004 na Globo, ainda se destacam mundo afora. A trama faz muito sucesso atualmente no Chile e em Portugal. Porém, já se tem uma ideia que o público não tem mais paciência para acompanhar diariamente um folhetim com 200 episódios.

Com isso, existe uma tendência identificada em vários polos de produção de novelas: a redução do números de capítulos. Por outro lado, pode-se observar que as produções brasileiras feitas por SBT e Record não vêm obtendo grandes resultados de audiência porque perdem em qualidade para a Globo, que inova a cada história de seus autores.  

A Globo foi surpreendida com o vazamento de fotos nuas da atriz Paolla Oliveira. Essas fotos ilegais foram feitas em um set de gravação em São Paulo  e divulgadas em redes sociais. A diretoria da emissora prometeu não poupar esforços para que sejam identificados  os culpados e aplicadas as punições previstas em lei.

A direção geral da emissora afirmou que repudia, com veemência, esse tipo de abuso, que atenta contra os direitos da atriz e viola a privacidade de seus ambientes de trabalho. Um boletim de ocorrência foi aberto e as autoridades competentes foram informadas. 

Frase final: “Os primeiros passos são inúteis quando não se percorre o caminho até o fim.”

"Quero conhecer o Silvio Santos", disse a atriz nas redes sociais

Fora dos Trilhos

A equipe de comunicação da Rede Globo confirmou ao E+ que Marina Ruy Barbosa não foi liberada para participar da premiação Troféu Imprensa, do SBT. O motivo seria o fato dela estar atualmente no ar como protagonista na novela Deus Salve o Rei.

A comunicação da emissora de Silvio Santos disse que "o SBT não vai se pronunciar por respeitar a decisão da direção da TV Globo, a qual sempre libera artistas para o Teleton e Troféu Imprensa".

Marina Ruy Barbosa gostaria de comparecer ao evento e recorreu aos seus seguidores do Twitter para tentar a liberação da emissora. "Globo, libera eu! Quero conhecer o Silvio Santos", escreveu em uma postagem com mais de 24 mil curtidas.

Seu pedido, porém, foi negado. Por outro lado, a comunicação da Globo disse que Cleo Pires, Sergio Chapelin e Vanessa Giácomo estão liberados a participar da premiação.

Ainda assim, a presença deles na cerimônia ainda não pode ser confirmada pelo SBT, uma vez que ainda é preciso verificar a disponibilidade das personalidades.

Atração seria exibida no horário do almoço (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a supersérie Onde Nascem os Fortes, de Geoge Moura e Sérgio Goldenberg, que estreia em abril, na faixa das 23h, na Globo. A emissora não  poupará gastos para realizar uma grande produção e atingir uma boa audiência nesse horário.

Para se ter uma ideia, o Departamento de Arte encomendou, junto ao Museu Histórico Nacional e ao Museu de História Nacional de Ingá, na Paraíba, réplicas de alguns fósseis de animais presentes nas unidades. A ideia, segundo Patrícia Kogut, é usar as peças nas cenas do paleontólogo Hermano, protagonista masculino da saga. A Globo pretende investir muito na produção.

Conforme a coluna já havia informado, já começaram  as mudanças na novela Deus Salve o Rei (Globo). O elenco recebeu, na semana passada, 15 novas cenas, que estão sendo filmadas e deverão começar a ir para o ar nos próximos dias. A emissora vai mudar totalmente a origem da história.

Entre os ajustes ordenados está a antecipação do triângulo amoroso entre Catarina (Bruna Marquezine), Amália (Marina Ruy Barbosa) e Afonso (Rômulo Estrela), medida que o autor da trama, Daniel Adjafre, já começou a trabalhar. A história não vinha causando expectativa nos telespectadores e a audiência começou a cair.

A época de vacas magras nas emissoras de televisão está atingindo até mesmo as antenas de transmissão. Um dos cartões postais da Avenida Paulista, principal corredor de São Paulo, a torre da Band perdeu a iluminação especial que tinha. A ordem da direção é economizar.

O programa humorístico Encrenca, da Rede TV!, vem se consolidando em terceiro lugar na faixa das 18h aos domingos, batendo inclusive a Record. A atração, muito bem produzida, mostra um humor diferente, sem cansar os telespectadores e apresentando textos inteligentes. O programa tem uma equipe pequena, mas de qualidade.

O cantor Fábio Júnior poderá comandar na Globo um programa musical aos domingos, ao meio-dia. A coluna apurou que as conversas já estão bem adiantadas com a diretoria da emissora. O impasse está sendo o acerto de salário entre o cantor e a Globo. A estreia está prevista para maio deste ano.

Frase final: “Os maiores inimigos declarados não fazem tanto mal quanto os pequenos ocultos.”

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Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Há exatos 13 dias Jair Bolsonaro foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mas, apesar de um susto aqui e outro ali, o presidenciável está bem ativo, como demonstram os boletins médicos e sua assídua presença nas redes sociais. Ontem, o candidato do PSL agiu rápido e buscou contornar uma declaração de Paulo Guedes, seu conselheiro econômico e nome escolhido para ocupar o Ministério da Fazenda, em caso de vitória do ex-militar. Guedes propôs a criação de um tipo de CPMF, a partir da qual o cidadão pagaria uma taxa sobre qualquer movimentação bancária, que seria destinada ao financiamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, via Twitter, Bolsonaro destacou que sua equipe “trabalha para a redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos”. O posicionamento do candidato vai ao encontro do que pede a sociedade brasileira, que sente o peso de viver no país com a maior carga tributária de toda a América Latina e Caribe. Em 2016, por exemplo, tudo que as três esferas de governo arrecadaram equivaleram a 32,38% do PIB, depois de subir por dois anos consecutivos. Mas, de fato, o novo presidente terá de encarar a questão fiscal do País, que todos comentam, mas que ninguém até agora conseguiu resolver. E o sucessor de Temer não estará imune a isso, pois herdará uma casa desorganizada. Portanto, a ele caberá construir acordos visando a, entre outras coisas, alcançar a estabilidade fiscal. Aumentar impostos pode ser um caminho necessário e o mais fácil. No entanto, não será possível fechar os olhos a temas espinhosos, como previdência, funcionalismo, salário mínimo e, claro, reforma tributária, que certamente, fazem parte da solução.

Ciro Gomes diz rejeitar estratégia e que o “voto útil é um insulto à experiência popular” (Foto: Leo Canabarro/Fotos Públicas)

Opinião

Em muitas eleições há o candidato ideal e o útil. E, nesta, muitos apostam que, no final, o eleitor que ainda não tem o voto consolidado ou que teme um segundo turno polarizado entre PT e Jair Bolsonaro abra mão da paixão, ideologia, apreço ou preferência por determinado candidato (que não tem chance de vencer) e faça uma escolha estratégica e tática na tentativa de evitar a vitória daquele a quem rejeita. Ciro Gomes disse abrir mão desta possibilidade. Segundo ele, “voto útil é insulto à experiência popular”, e disse querer ser eleito por aqueles que o consideram uma saída para o Brasil e não por quem “não queria votar em outro”. Mas esse não é pensamento do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta atrair o eleitorado de João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e também de Marina Silva (Rede), ao mesmo tempo que faz um chamamento ao voto anti-PT e fustiga a candidatura de Bolsonaro. “A nossa percepção é que Haddad vai para o segundo turno. Já o voto em Bolsonaro não está cristalizado”, disse João Carlos Meirelles, conselheiro próximo de Alckmin, aparentemente alheio às pesquisas, que mostram que os eleitores de Bolsonaro são os mais convictos. Cerca de 70% deles dizem que não mudará sua decisão ou que a escolha é “firme”, segundo o penúltimo Ibope (11 de setembro), número levemente superior ao de Haddad. Mas a estratégia de atacar pesadamente o ex-capitão do Exército e líder nas pesquisas não é consenso nem entre aqueles que conduzem a campanha de Alckmin. Uma ala da coligação quer que os ataques mirem apenas o PT, e não no candidato do PSL. E mesmo Marina briga por seu lugar ao sol. Depois de perder terreno, a acreana vem se colocando como aquela capaz de fazer um governo de transição, com duração de apenas quatro anos e sem direito a reeleição. Se estes discursos vão funcionar é o que se verá nos próximos dias. O certo é que ainda existe um amplo segmento insatisfeito com mais uma eleição marcada pela radicalização e polarização, que sonha com um nome de consenso e capaz de trazer normalidade ao País. Isso seria bastante útil, mas, aparentemente, está cada vez mais difícil.

Candidatos com ideias opostas crescem em pesquisa (Fotos: Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação e Paulo Lopes/AE)

Nacional

O crescimento de Fernando Haddad (PT) na semana que foi oficializado como candidato do PT à Presidência aumentou as chances de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e o petista, afirma a diretora executiva do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari. Na pesquisa divulgada pelo instituto nesta noite de terça-feira, 18, Haddad cresceu 11 pontos em relação ao levantamento apresentado no último dia 11, indo de 8% para 19% das intenções de voto e se isolando em segundo lugar. Bolsonaro continua liderando o cenário, com 28% - ele tinha 26% há uma semana. "Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários", disse Marcia Cavallari ao Estadão/Broadcast Político. No cenário em que os dois se enfrentam na segunda etapa da eleição, há um empate: 40% a 40%. O Ibope ouviu 2.506 eleitores de 16 a 18 de setembro em 177 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09678/2018.

França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.
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