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Sáb, Out

Adriana Esteves é uma das apostas de João Emanuel Carneiro para a novela Segundo Sol (Foto: Paulo Belote/TV Globo)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a nova novela das 21h da Globo, Segundo Sol, de João Emanuel Carneiro, que estreou anteontem. A trama é alvo de críticas por ter poucos negros no elenco, muito embora a emissora pretenda rever este quadro.

Os protagonistas são Giovanna Antonelli e Emilio Dantas. Eles interpretam o casal principal da história. A novela substitui O Outro Lado do Paraíso, que terminou na última sexta-feira. A história se passa na Bahia, Estado com o maior percentual de população negra do País. O elenco da novela, porém, é predominantemente branco.

Na última sexta-feira, o Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da Coordenadoria Nacional de Promoções de Igualdade e Oportunidade e Eliminação da Discriminação no Trabalho, enviou à Rede Globo uma notificação recomendando a devida representação racial na novela.

A direção da Globo tem conhecimento de que descumprir a solicitação do MPT pode resultar em uma ação judicial. Porém, sobre as críticas, a comunicação da emissora afirma que respeita a diversidade e repudia qualquer tipo de preconceito e discriminação, inclusive de ordem racial.

Segundo Sol significa segunda chance. Esse é o ideal do autor João Emanuel Carneiro. A trama começa em 1990, em Salvador, que vai contar com Arlete Salles, Emílio Dantas e José de Abreu, entre os destaques do elenco. O folhetim ainda marca a volta da atriz Adriana Esteves para as produções de Carneiro.

A atriz, que interpretou a inesquecível Carminha em Avenida Brasil, fará novamente uma vilã. Segundo o escritor, uma atriz como Adriana Esteves traz elementos que te alimentam no processo da novela. Ela é, sem dúvida nenhuma, um grande talento. 

Como já é de praxe em seus romances, o escritor promete uma reviravolta no meio da trama, fazendo diversas mudanças na interpretação dos personagens para dar mais impacto na história e mais emoção para os telespectadores.

A novela Segundo Sol foi estudada minuciosamente, não só para impactar mais, mas para manter a audiência do horário, que vem crescendo a cada trama. A direção da Globo se reúne com seus autores uma vez por ano para manter esse padrão.

Frase Final: “Assim que você confiar em si mesmo, você saberá como viver”. (Johan Goethe)

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Segunda-feira 28/05

Luzia observa Ícaro e Manuela juntos. Ícaro afirma a Manuela que irá morar com ela. Rosa e Ícaro se amam, e a moça teme a reação de Laureta caso descubra o envolvimento dos dois. Luzia e Cacau se unem e pedem perdão uma a outra. Selma se declara para Maura, quando Lourival chega. Karola humilha Beto. Beto vê Luzia na rua.

 

Terça-feira 29/05

Roberval se declara para Cacau e afirma que nunca a esqueceu. Karola pede ajuda a Laureta. Beto volta a compor e Dodô se preocupa quando o filho menciona seu amor por Luzia. Selma diz a Maura que deseja se separar de seu marido. Cacau revela a Zefa que Roberval está de volta ao Brasil. Beto anuncia que não voltará para a casa de Karola. Beto revela a Valentim que é Beto Falcão.

 

Quarta-feira 30/05

Valentim se revolta contra Beto e a família por terem mentido para ele. Roberval rejeita Zefa e Cacau desconfia das intenções dele. Valentim decide sair de casa. Dodô afirma a Clóvis que o filho não tem talento para a música, e Naná repreende o marido. Maura fala com Rosa sobre seus sentimentos em relação à Selma. Luzia decide marcar um encontro com Ícaro.

 

Quinta-feira 31/05

Luzia explica a Ícaro que deseja apenas conversar com o rapaz. Valentim reafirma a Beto que se afastará caso o pai não desfaça a mentira sobre sua morte. Doralice descobre que Beto Falcão está vivo e se revolta contra Ionan e a família. Embriagado, Clóvis grava uma versão da nova música de Beto para Remy. Karola acredita que Beto esteja apaixonado.

 

Sexta-feira 01/06

Beto hesita em subir ao palco e Valentim maldiz Beto Falcão diante da plateia. Karola tenta confortar Valentim, que sofre por não ter conseguido desfazer a farsa sobre a morte de seu pai. Maura inicia seu trabalho na delegacia, e Viana insinua que Ionan acabará envolvido com a policial. Instigado por Rochelle, Narciso agride Acácio e Valentim no show de Luzia.

 

Sábado 02/06

Rochelle furta joias de Karen e esconde um anel nos pertences de Dinah, uma nova funcionária da casa. Katiandrea registra Edgar subornando Zeca. Karen acusa Dinah de roubo, mas Manuela revela a farsa de Rochelle. Severo exige que Rochelle peça perdão a Dinah. Beto parte para Boiporã. Laureta descobre que seu cliente misterioso é Roberval.

 

Segunda-feira 14/05

Dodô revela a Beto que Remy acabou com o patrimônio da família e o cantor decide fazer um show em Aracaju. Ele não consegue embarcar no avião, que cai em um acidente. Remy e Karola convencem Beto a fingir sua morte para recuperar o patrimônio da família. Luzia e Beto se amam e ele decide acabar com a farsa. Ela está grávida, mas encontra Karola procurando o noivo, para contar que está esperando um filho dele.

 

Terça-feira 15/05

Beto se irrita ao ver Karola, mas desiste de mandar a ex­namorada embora ao saber de sua suposta gravidez. Luzia se consola com Groa. Luzia não deixa Beto se explicar e os dois acabam se separando. Ela pede ajuda a Januária para interromper sua gravidez. Laureta descobre que Beto está vivo e chantageia Karola. Groa convence Luzia a conversar com Beto. Ele encontra Edilei na casa de Luzia.

 

Quarta-feira 16/05

Luzia inventa uma desculpa para justificar a Edilei a presença de Beto. Ela leva o ex­marido ao médico e descobre que ele tem uma doença grave. Beto encontra Clóvis ao chegar ao estúdio e descobre que Remy o enganou. Luzia se sente mal na frente de Karola, que desconfia da gravidez da rival. Karola parabeniza Edilei pela gravidez de Luzia. Beto questiona Luzia sobre a paternidade do filho.

 

Quinta-feira 17/05

Luzia afirma a Beto que o bebê não é seu filho. Groa convence Luzia a contar a verdade para Edilei e Beto. Laureta sugere que Karola acabe com a vida de Beto. Roberval descobre o caso de Edgar e Cacau. Ionan descobre que o irmão está vivo e obriga Clóvis a contar a verdade à família. Beto e Luzia se encontram. Edilei vê o casal e acerta a cabeça de Beto, que desmaia. Luzia empurra o ex­marido, que se desequilibra.

 

Sexta-feira 18/05

Edilei morre e Karola convence Luzia a fugir. A família de Beto descobre que ele está em coma e Karola convence todos a manter o segredo do cantor. Karola diz a Luzia que Beto morreu. Laureta denuncia Luzia à polícia e a obriga a fugir com Karola. Karola visita Beto com uma falsa barriga de gravidez e intriga Remy. Luzia tenta sair do esconderijo, mas passa mal e entra em trabalho de parto.

 

Sábado 19/05

Karola mente para Luzia e diz que o bebê não sobreviveu. A vilã avisa à família de Beto que seu filho nasceu. Laureta vai à delegacia e denuncia o esconderijo de Luzia. Groa descobre que a polícia irá capturar Luzia e vai ao encontro da amiga. Groa chega com Luzia a seu bar e pede que a amiga permaneça escondida. Karola se assusta ao encontrar Luzia em casa com o bebê nos braços.

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Colunistas

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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