Músico não se deixou abater com o fim do Nirvana (Foto: Maurício Nunes)

Fora dos Trilhos

O rock não morreu! Sim, senhoras e senhores, apesar de ser boicotado das paradas de sucesso e do aparente desinteresse das gerações mais jovens, programadas para admirar ostentação barata, letras vulgares e coreografias feitas para amestrar micos de circo, o estilo ainda respira firme e forte e tenta, aos poucos, quebrar as correntes que o aprisiona. Na falta de um Houdini para tal proeza, temos Dave Grohl, que, convenhamos, com todo respeito ao maior mágico de todos os tempos, possuiu muito mais truques na manga para prender a sua atenção.


O ex-baterista de uma das principais bandas dos anos 1990, o Nirvana, com a morte prematura de Kurt Cobain, se viu sem chão, mas pavimentou seu próprio caminho rumo ao estrelato, afinal, ninguém disse a ele que era impossível e nem tampouco foram capazes de tirar o seu melhor.


Músico autodidata e com performance excepcional, Grohl compôs as canções do primeiro álbum do Foo Fighters e o gravou sozinho, tocando todos instrumentos dentro de sua garagem. Ele nem sequer tinha uma banda, mas sim duas opções: ou entrava em depressão ou se divertia. Por sorte dele e de milhões de fãs de rock espalhados pelo mundo, a segunda venceu.


O menino de origem simples, sem formação escolar e obcecado pelo rock and roll se tornou aquilo que sempre admirou: um rock star. Sua escola foram os discos, os shows, os videoclipes, a energia e peso dos anos 1970 e total devoção aos mestres do estilo que anos depois o consagrou. O sucesso não lhe acomodou, muito pelo contrário, pois o inquieto Grohl produz os álbuns de sua banda e de outros tantos astros, faz diversas participações em discos de amigos (e são muitos), escreve, produz e dirige filmes para televisão e cinema. É praticamente dono de sua carreira, suas músicas, banda, e ainda lançou até a mãe como escritora, num livro no mínimo curioso e interessante para o qual ela entrevistou mães de rock stars, para quem sabe descobrir o segredo da essência do sucesso.


Em tempos de crise musical, quando até uma das mais icônicas marcas de guitarra do mundo, a Gibson, abre falência, Dave Grohl consegue manter o rock oxigenado, emplacando hit após hit e consolidando-se como frontman de uma das principais bandas de rock da atualidade, mesmo esta já estando há um quarto de século na estrada.


O FF esteve em SP em dois espetáculos arrasadores levando milhares de pessoas ao delírio. Afinal, estamos falando da banda que desperta tamanha paixão que fez com que mil músicos tocassem Learn to Fly ao mesmo tempo e viralizassem o vídeo só para pedir que Grohl e sua gangue tocassem na pequena cidade de Cesena, na Itália. E, é claro, depois deste pedido, aconteceu.


Os shows em São Paulo foram uma verdadeira aula de rock a céu aberto, afinal, se o coração é um livro de contos e o céu é também uma vizinhança, o astuto e irrequieto poeta Dave Grohl roubou a estrela que mais brilha, mas não se incomoda em dividir conosco, noite após noite, a sua luminosidade. O herói dos palcos de muitas gerações definitivamente não é um homem comum.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Internauta chegou a classificar como a "pior versão história" (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Após ser criticada por sua versão mais lenta e sexy do hino nacional dos Estados Unidos na abertura do tradicional jogo das estrelas da NBA, Fergie se desculpou formalmente pelo episódio. “Sempre tive honra e orgulho de cantar o hino nacional e eu tentei algo especial para a NBA”, afirmou a cantora de 42 anos, ex-integrante do grupo Black Eyed Peas, em comunicado.


“Sou alguém que gosta de riscos, mas claramente essa interpretação não chegou ao tom pretendido. Eu amo esse país e honestamente tentei o meu melhor”, escreveu Fergie, que fez sua interpretação do hino no domingo (18).


Nas redes sociais, a cantora foi criticada por internautas que julgaram a versão desrespeitosa com o hino americano. Outros simplesmente acharam a situação hilária. Um internauta chegou a dizer que foi “a pior interpretação da história”.

Atração seria exibida no horário do almoço (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a supersérie Onde Nascem os Fortes, de Geoge Moura e Sérgio Goldenberg, que estreia em abril, na faixa das 23h, na Globo. A emissora não  poupará gastos para realizar uma grande produção e atingir uma boa audiência nesse horário.

Para se ter uma ideia, o Departamento de Arte encomendou, junto ao Museu Histórico Nacional e ao Museu de História Nacional de Ingá, na Paraíba, réplicas de alguns fósseis de animais presentes nas unidades. A ideia, segundo Patrícia Kogut, é usar as peças nas cenas do paleontólogo Hermano, protagonista masculino da saga. A Globo pretende investir muito na produção.

Conforme a coluna já havia informado, já começaram  as mudanças na novela Deus Salve o Rei (Globo). O elenco recebeu, na semana passada, 15 novas cenas, que estão sendo filmadas e deverão começar a ir para o ar nos próximos dias. A emissora vai mudar totalmente a origem da história.

Entre os ajustes ordenados está a antecipação do triângulo amoroso entre Catarina (Bruna Marquezine), Amália (Marina Ruy Barbosa) e Afonso (Rômulo Estrela), medida que o autor da trama, Daniel Adjafre, já começou a trabalhar. A história não vinha causando expectativa nos telespectadores e a audiência começou a cair.

A época de vacas magras nas emissoras de televisão está atingindo até mesmo as antenas de transmissão. Um dos cartões postais da Avenida Paulista, principal corredor de São Paulo, a torre da Band perdeu a iluminação especial que tinha. A ordem da direção é economizar.

O programa humorístico Encrenca, da Rede TV!, vem se consolidando em terceiro lugar na faixa das 18h aos domingos, batendo inclusive a Record. A atração, muito bem produzida, mostra um humor diferente, sem cansar os telespectadores e apresentando textos inteligentes. O programa tem uma equipe pequena, mas de qualidade.

O cantor Fábio Júnior poderá comandar na Globo um programa musical aos domingos, ao meio-dia. A coluna apurou que as conversas já estão bem adiantadas com a diretoria da emissora. O impasse está sendo o acerto de salário entre o cantor e a Globo. A estreia está prevista para maio deste ano.

Frase final: “Os maiores inimigos declarados não fazem tanto mal quanto os pequenos ocultos.”

Música se diz surpreso por Fergie não continuar no grupo (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O cantor Will.i.am deu fim às especulações a respeito da permanência da cantora Fergie no grupo Black Eyed Peas em entrevista dada ao Daily Star no último domingo.

"Nós somos um trio agora. Eu não sei por que Fergie não está no projeto. Você terá que perguntar isso à Fergie", contou. "Vocês sabem que somos capazes de fazer isso sem a Fergie", continuou.

Ele também falou a respeito da possibilidade de Nicole Scherzinger, conhecida por seu trabalho à frente do Pussycat Dolls, substituí-la: "Nós temos um grupo de conversa chamado Família Black Eyead Peas. Ele não tem nada a ver com fazer música ou ganhar dinheiro. É sobre amizade. Somos nós três [Will, Apl.de.ap e Taboo] e Nicole. É sobre família. Nicole é Black Eyed Peas. Ela é família."

No ano passado, após rumores de que teria confirmado a saída de Fergie do grupo, chegou a negar a informação: "Mentiras. Fergie está focada no Double Dutchess e o Black Eyed Peas está fazendo o Masters of the Sun. Isso não significa que Fergie esteja fora do grupo".

Katy Perry fará turnê no Brasil em breve (Foto: Reprodução/ Facebook)

Fora dos Trilhos

Em pleno carnaval, a cantora norte-americana Katy Perry revelou em seu Instagram que havia batido um papo, por meio de uma ligação em vídeo, com a brasileira Gretchen, estrela de um dos seus vídeos - o que apresenta a letra da música "Swish Swish", parceria com a rapper Nicki Minaj.

"Curtindo com minha rainha", escreveu Katy Perry na imagem, acompanhada das clássicas palavras em português que ela aprendeu com os fãs brasileiros: "morta" e "linda". 

Procurada pela reportagem, Gretchen nega que o papo tenha sido para combinar uma participação nos shows de Katy Perry no Brasil, como começou a ser especulado por fãs logo após a publicação da imagem. No dia 17 de março, a cantora americana se apresenta do Allianz Parque, em São Paulo, com a turnê do seu mais recente álbum, "Witness". Katy Perry realiza ainda shows em Porto Alegre, no dia 14, e no Rio de Janeiro, no dia 18. 

"Foi uma conversa informal, muito alegre e tranquila. Conversamos sobre nossa admiração uma pela outra", revelou Gretchen sobre o papo. Ainda segundo a brasileira, as duas, porém, deixaram, "previamente acertado", que vão se encontrar no Brasil. 

De acordo com Gretchen, o papo entre as duas foi gravado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, e deverá ser exibido em breve.

Cantora usa redes sociais para dar indiretas a "pidões"

Fora dos Trilhos

A cantora carioca Anitta usou seu Instagram para criticar influenciadores digitais que lhe pedem ingressos para shows em troca de "divulgação". Em pelo menos dez Stories no Instagram publicados na noite desta quarta-feira (14), ela fingiu que estava pedindo ingressos e favores para as pessoas ao seu redor e falava "mas eu tenho muitos seguidores" em tom de deboche.

Em uma das conversas, a cantora simula uma prosa com ela mesma. "Oi Anitta, tudo bem? Queria tanto ir no seu show, como faz para comprar? Eu tenho muitos seguidores, estou beirando os 2 milhões, mas não queria te pedir o ingresso".

Depois, a carioca ainda conversou com alguém que se passou por um cabeleireiro e outra pessoa que fazia algodão doce. Ambos entraram na brincadeira e afirmaram ter muitos clientes. Foi uma forma de reagir ao pedido indireto de ganhar um serviço em troca de divulgação aos seguidores.

Em um dos últimos stories da série, a cantora faz uma crítica mais óbvia, ainda que bastante indireta. Acompanhada de um amiga que lhe sugere comprar um açaí, Anitta responde em tom de brincadeira: "Comprar? Eu não compro, eu não pago. É uma honra este açaí ser comido por mim".

Nas redes sociais, internautas sugeriram que o deboche foi para a ex-BBB Emily, hoje com 3,3 milhões de seguidores no Instagram. Enquanto isso, Anitta tem 26,4 milhões.

Cantor abusa de ironias e palavrões em suas canções

Cidade

De um lado os blocos gourmets de coachs empresariais ou a turma de carnavalescos engajados e politicamente corretos. Do outro, propagandas de cerveja, sem mulher de bikini porque não é moral, mas com uma quantidade imoral de milho transgênico dentro da bebida.

Para não ser esmagado pelo trem da hipocrisia do Carnaval, eis que, ouvindo um bom disco de Genival Lacerda ou Jerry Lee Lewis, embalado por whisky isento de “cereais não maltados” e discursos progressistas, está Marcelo Nova.

O homem que reinventou o rock no Brasil abusando da ironia e inclusão de palavrões na canção, inspirado pela arte marginal do bendito maldito Plínio Marcos, acaba de lançar sua biografia, que merece ser conferida por qualquer pessoa que tenha vivido a época em que jovens queriam se manifestar e não “lacrar”. 

O Camisa de Vênus vem de um tempo em que artistas eram idolatrados pela arte que produziam e não por quem levavam para a cama. Ninguém era cultuado apenas por ser gay, e nem tão pouco ignorado por isto. Era uma época em que o do it yourself estava em voga, desde que Sex Pistols havia ensinado que não era preciso ser nenhum virtuoso no instrumento para se ter atitude ou contar uma boa história.

Marcelo nasceu na terra de Raul Seixas, nosso híbrido de Elvis com Luiz Gonzaga, transgressor nato do stablishment “ouro de tolo” e inspiração de Marcelo, quando este, ainda jovem, assistiu a Raulzito e seus Panteras. Décadas depois, o fã e amigo resgatou Raul de volta ao espaço do qual nunca deveria ter saído: os palcos.

O eloquente líder da maior banda de rock dos anos 1980 transgrediu todas as regras do mercado e, com letras que misturavam poesia, ironia e palavrão, atingiu o topo do sucesso.

Com 40 anos de carreira, o baiano, já paulistano, vive na Zona Sul em um verdadeiro museu do rock. Ouso dizer o mais completo da cidade. Milhares de vinis e CDs dos principais nomes do rock, do blues e do jazz, se misturam a uma videoteca invejável e muita memorabilia, entre elas um cheque de R$ 1,80 referente ao percentual de apenas um disco vendido, de acordo com a sua gravadora.

Com 200 canções gravadas e mais de 20 álbuns, todos com o mais autêntico rock and roll, uma proeza no país do axé e do sertanejo, Marcelo já emprestou sua guitarra para Chucky Berry tocar em SP, já que é notório que o pai do rock viajava para turnês sem instrumentos ou banda. Eric Burdon, líder do Animals, gravou com o Camisa uma versão de um dos clássicos de sua banda. A lenda inglesa do rock ainda incluiu em um álbum solo duas canções do disco A Sessão sem Fim de Marcelo, e compôs uma nova em parceria com o músico.

Galope do Tempo, escrito por André Barcinski, é a edição de anos de conversas que vão de assuntos como família até histórias de sucesso e decepções que o rock e sucesso proporcionaram.

Como diria Oscar Wilde: “Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.” Marcelo, para alegria dos leitores, faz jus à frase e paga o preço sem reclamar.

Niilista, não vota há 30 anos e garante que já viu o futuro e ele é passado. Na estreita e pedregosa passarela do rock, abram alas ao rei da ironia e mestre-sala da poesia, o general da banda, Marcelo Nova.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Alckmin é o candidato que mais tem batido na polarização (Foto: José Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

A polarização da disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018, indicada pelas recentes pesquisas de intenção de voto Ibope e Datafolha, tem feito adversários subirem o tom contra os candidatos que lideram a corrida em seus programas de TV e rádio. Nos programas que foram ao ar nesta quinta-feira, 20, os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) fizeram ataques diretos a Bolsonaro e Haddad. "De um lado, a turma de vermelho, que quer o fim da Lava Jato para encobrir o maior caso de corrupção da história; do outro, a turma do preconceito, da intolerância e do ódio a tudo e todos", diz o tucano no programa. Alckmin ainda disse que o Brasil já elegeu "um poste vermelho", em referência a Dilma Rousseff (PT), sucessora indicada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que não pode entrar "de novo em uma aventura, de um candidato que se diz o novo", em referência a Fernando Collor (hoje no PTC, que foi presidente pelo PRN). Já Meirelles apostou no discurso de que o Brasil precisa de um governo que imponha confiança. Com recortes de jornais em que mostra notícias relacionadas a Bolsonaro e ao PT, disse que ninguém confia em gente "desequilibrada" ou "corrupta". "Confiança é a chave que abre todas as portas", diz Meirelles. "Quando você pede uma indicação para cuidar dos seus filhos, você pergunta se a pessoa é de confiança. A mesma coisa acontece com o País. As empresas precisam confiar no governo para fazer investimentos, criar empregos. Ou você acha que vão confiar num governo de alguém despreparado, desequilibrado ou corrupto? Claro que não." Terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) mostrou seu currículo e da proposta de limpar o nome de pessoas negativadas no SPC e Serasa. Atual quinta colocada nos levantamentos, Marina Silva (Rede) falou sobre fazer investimentos na saúde e na educação, ao lado de seu vice Eduardo Jorge (PV).

Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Há exatos 13 dias Jair Bolsonaro foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mas, apesar de um susto aqui e outro ali, o presidenciável está bem ativo, como demonstram os boletins médicos e sua assídua presença nas redes sociais. Ontem, o candidato do PSL agiu rápido e buscou contornar uma declaração de Paulo Guedes, seu conselheiro econômico e nome escolhido para ocupar o Ministério da Fazenda, em caso de vitória do ex-militar. Guedes propôs a criação de um tipo de CPMF, a partir da qual o cidadão pagaria uma taxa sobre qualquer movimentação bancária, que seria destinada ao financiamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, via Twitter, Bolsonaro destacou que sua equipe “trabalha para a redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos”. O posicionamento do candidato vai ao encontro do que pede a sociedade brasileira, que sente o peso de viver no país com a maior carga tributária de toda a América Latina e Caribe. Em 2016, por exemplo, tudo que as três esferas de governo arrecadaram equivaleram a 32,38% do PIB, depois de subir por dois anos consecutivos. Mas, de fato, o novo presidente terá de encarar a questão fiscal do País, que todos comentam, mas que ninguém até agora conseguiu resolver. E o sucessor de Temer não estará imune a isso, pois herdará uma casa desorganizada. Portanto, a ele caberá construir acordos visando a, entre outras coisas, alcançar a estabilidade fiscal. Aumentar impostos pode ser um caminho necessário e o mais fácil. No entanto, não será possível fechar os olhos a temas espinhosos, como previdência, funcionalismo, salário mínimo e, claro, reforma tributária, que certamente, fazem parte da solução.

Ciro Gomes diz rejeitar estratégia e que o “voto útil é um insulto à experiência popular” (Foto: Leo Canabarro/Fotos Públicas)

Opinião

Em muitas eleições há o candidato ideal e o útil. E, nesta, muitos apostam que, no final, o eleitor que ainda não tem o voto consolidado ou que teme um segundo turno polarizado entre PT e Jair Bolsonaro abra mão da paixão, ideologia, apreço ou preferência por determinado candidato (que não tem chance de vencer) e faça uma escolha estratégica e tática na tentativa de evitar a vitória daquele a quem rejeita. Ciro Gomes disse abrir mão desta possibilidade. Segundo ele, “voto útil é insulto à experiência popular”, e disse querer ser eleito por aqueles que o consideram uma saída para o Brasil e não por quem “não queria votar em outro”. Mas esse não é pensamento do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta atrair o eleitorado de João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e também de Marina Silva (Rede), ao mesmo tempo que faz um chamamento ao voto anti-PT e fustiga a candidatura de Bolsonaro. “A nossa percepção é que Haddad vai para o segundo turno. Já o voto em Bolsonaro não está cristalizado”, disse João Carlos Meirelles, conselheiro próximo de Alckmin, aparentemente alheio às pesquisas, que mostram que os eleitores de Bolsonaro são os mais convictos. Cerca de 70% deles dizem que não mudará sua decisão ou que a escolha é “firme”, segundo o penúltimo Ibope (11 de setembro), número levemente superior ao de Haddad. Mas a estratégia de atacar pesadamente o ex-capitão do Exército e líder nas pesquisas não é consenso nem entre aqueles que conduzem a campanha de Alckmin. Uma ala da coligação quer que os ataques mirem apenas o PT, e não no candidato do PSL. E mesmo Marina briga por seu lugar ao sol. Depois de perder terreno, a acreana vem se colocando como aquela capaz de fazer um governo de transição, com duração de apenas quatro anos e sem direito a reeleição. Se estes discursos vão funcionar é o que se verá nos próximos dias. O certo é que ainda existe um amplo segmento insatisfeito com mais uma eleição marcada pela radicalização e polarização, que sonha com um nome de consenso e capaz de trazer normalidade ao País. Isso seria bastante útil, mas, aparentemente, está cada vez mais difícil.

Candidatos com ideias opostas crescem em pesquisa (Fotos: Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação e Paulo Lopes/AE)

Nacional

O crescimento de Fernando Haddad (PT) na semana que foi oficializado como candidato do PT à Presidência aumentou as chances de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e o petista, afirma a diretora executiva do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari. Na pesquisa divulgada pelo instituto nesta noite de terça-feira, 18, Haddad cresceu 11 pontos em relação ao levantamento apresentado no último dia 11, indo de 8% para 19% das intenções de voto e se isolando em segundo lugar. Bolsonaro continua liderando o cenário, com 28% - ele tinha 26% há uma semana. "Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários", disse Marcia Cavallari ao Estadão/Broadcast Político. No cenário em que os dois se enfrentam na segunda etapa da eleição, há um empate: 40% a 40%. O Ibope ouviu 2.506 eleitores de 16 a 18 de setembro em 177 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09678/2018.
Ainda não possui um cadastro? Registre-se

ou

Articulistas

Colunistas

Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é uma das maiores representantes do empoderamento feminino no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

Opinião

Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Temos que preparar os jogadores para a vida, pois poucos vão conseguir fazer sucesso no futebol (Foto: Reprodução/Instagram)

Opinião

Ciro Gomes diz rejeitar estratégia e que o “voto útil é um insulto à experiência popular” (Foto: Leo Canabarro/Fotos Públicas)

Opinião