Cantora completa 60 anos como um dos maiores nomes da história da música (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos


Nas últimas horas, a mesma pergunta martelou na cabeça: como iniciar um texto sobre os 60 anos de Madonna, ou Madonna Louise Ciccone, como está descrito na sua certidão de nascimento em Bay City, no Estado norte-americano de Michigan, em 16 de agosto de 1958, exatos 60 anos atrás. Enumerar algumas polêmicas, talvez? Seria uma solução que garantiria a atenção de quem curte os babados dos famosos.

Poderia, é claro, dizer que a rainha do pop, aquela que é dona de um dos nomes mais conhecidos e reconhecíveis do mundo, vive atualmente em Lisboa, com seus filhos, e que tem tirado o sossego da conhecida como Cidade da Luz (é Lisboa, pessoal) com suas mínimas ações. Alguns portugueses reclamam da falta de paz, outros reclamam do furor midiático por conta da presença de Madonna pelas ruas, casas de shows, restaurantes e praias próximas da capital portuguesa.

Quem sabe contar, como aqueles sabichões dos programas vespertinos de fofoca de celebridades, de peito estufado e cara de quem tudo sabe, sobre os planos de Madonna para a celebração desse aniversário de 60 anos (será uma festança, obviamente, em Marrakesh, no Marrocos). Também poderia, como quem não quer nada, enumerar alguns dos 50 convidados ultravips cuja identidade você talvez não conheça e isso só corrobora o fato de que eles são tão exclusivos que nem sequer os conhecemos. Aqui vão alguns deles: Mert Alas e Marcus Piggot, ambos fotógrafos, e Ricardo Tisci, estilista.

Outra boa opção seria dar início à celebração de Madonna com seu impacto na música pop, reunir seus principais discos, hits de todos os sabores. Quem sabe, também, enumerar todas as cantoras que se sacodem nas premiações da MTV até hoje como filhas, netas ou herdeiras musicais de Madonna. Interessados na leitura a respeito de música gostariam dessa opção, e certamente chegariam ao quarto parágrafo.



Mas, de alguma forma, a dúvida em como seria o início de um texto que introduz - e ou resume - a vida e a obra de Madonna fez com que o leitor chegasse até aqui. Madonna, por si só, é um mito. Personagem de mil faces, diferentes estilos musicais, de mil e uma histórias que mereciam estar no lead desse texto.

Foi ela que mudou o que entendemos como diva, no melhor e no pior sentido, também é quem mostrou que você pode cantar os tesões da vida, com a mesma intensidade de um amor puro e límpido, virginal.


Uma cantora que, pelo amor de Deus!, vendeu 300 milhões de discos, segundo dados da Warner Music, em uma carreira iniciada pouco mais de 30 anos atrás. Artista cuja turnê Sticky & Sweet, realizada entre 2008 e 2009, é a sétima mais rentável da história, mesmo com 85 datas apenas - no topo da lista está a U2 360° Tour, da banda irlandesa, que fez 110 apresentações.

Em contrapartida, é também a personagem em cuja passagem mais recente pelo Brasil os contratantes se viram obrigados a realizar promoções "dois ingressos pelo preço de um" para que ela não se apresentasse em um estádio esvaziado - tão diferente da primeira passagem por aqui, em 1993, quando ela lotou o Morumbi, em São Paulo, e esteve diante de um impressionante número de 120 mil pessoas no Maracanã, no Rio de Janeiro.


Capas de todas revistas mais importantes do mundo, artista mais desejada por jornalistas para "grandes entrevistas" hoje prefere a reclusão e a ausência.

Por horas, pensei em Madonna. Em como ela já foi número 1 e como ela falhou. Tão humana, como eu e você - isso é lindo.  É, talvez devesse ter iniciado o artigo com um simples "Madonna completa 60 anos...".


*Pedro Antunes é repórter de cultura há uma década e criador do Tem um Gato na Minha Vitrola, um programa sobre música diário publicado nos stories do Instagram. Atualmente, escreve para o Estadão. 

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Ronnie Von chega esbaforido à sala da sua casa na região do Morumbi, na zona sul de São Paulo. "Vim correndo. Peço desculpas. Não era às 14h?", pergunta. Não, Ronnie não estava atrasado, como bom lorde inglês no ápice de sua pontualidade e gentileza britânica. Trajando uma camisa azul cuidadosamente bem passada, Ronnie senta-se na poltrona pomposa e vai logo pedindo um café. "Sem açúcar, por favor", diz à mulher, Maria Cristina, a Kika. "Cada dia que passa eu a amo mais", comenta. Aos 73 anos, Ronnie parece um adolescente apaixonado pela primeira namorada. A pureza de seus olhos verdes tão expressivos contextualizam tal sentimento. "Eu adoro essa gordinha", brinca.

No ar há quase 15 anos com o bem-sucedido programa Todo Seu, na TV Gazeta, já são mais de duas décadas longe dos palcos e dos estúdios. Sua última apresentação foi no longínquo ano de 1997. "Não lembro em qual cidade." Em 2018, entretanto, Ronnie decidiu voltar à ativa. O DVD One Night Only, o primeiro de sua extensa e relevante carreira musical, chega às lojas neste mês de abril. No repertório, músicas como You Dont Know Me (Ray Charles), Night and Day (Frank Sinatra) e Girl (Beatles). Todas canções que inspiraram Ronnie de alguma forma. "Nós estávamos na casa de um amigo assistindo a um DVD do Paul McCartney. Era um show bem intimista, com Diana Krall no piano e John Pizzarelli na guitarra. Dani Silva, o produtor, perguntou se eu gostaria de fazer algo parecido. Eu topei. No outro dia, ele apareceu com uma banda e o setlist do show. Tudo pronto! São músicas sobre paixão. É um repertório que eu gostaria de ter gravado única e exclusivamente para a Kika, meu grande amor", declara Ronnie.

Apesar do DVD fresquinho, Ronnie não cogita voltar para a estrada. Casado há 31 anos e pai de Leonardo, Alessandra e Ronaldo (os dois últimos, filhos do primeiro matrimônio com a jornalista Aretuza), o artista mal sai de casa. Ele prefere ficar em sua residência, cuidando do jardim ou lendo um dos livros de sua imensa coleção. Na maior parte das vezes, ele gosta de passar o tempo na extensa garagem vintage, onde cabem mais de vinte carros. "Não tenho mais vontade de voltar a fazer show. Já foram muitos anos nisso. O meu grande problema na música é a estrada. Detesto viagem. Fiz isso por 40 anos, indo de lá para cá todas as semanas. Eu não tenho mais saco. Essa experiência foi muito legal e gratificante, e me deixou emocionado e satisfeito comigo mesmo. Sou bombardeado diariamente com essa história de voltar a cantar.
Recebo, pelo menos, um convite por dia. Várias gravadoras já me procuraram", complementa.

Carinhosamente apelidado de príncipe por Hebe Camargo, Ronnie Von faz duras críticas à indústria da música. Para ele, grande parte do que faz sucesso hoje em dia é totalmente discutível. "Eu jamais vou criticar a música. Graças a ela eu tive toda a minha realização pessoal e profissional. Mas a coisa que está por trás dela é, de fato, muito complicada. Até porque ela não é de verdade. É falsa. Talento é algo discutível. O que faz sucesso é discutível. Tudo é pago. Antigamente, quando eu comecei, sofri preconceito. Eu vinha de uma família rica. Eles diziam: olha lá o calcinha de veludo, o filhinho de papai. Vai ocupar o lugar de alguém que precisa. Hoje, o processo é inverso. Se antigamente você tinha de ser muito pobre para ter o reconhecimento de alguém deste mercado, hoje você precisa ter todo o dinheiro do mundo para decolar", desabafa Ronnie.

O DVD conta com a participação das cantoras Alba Santos, Jô Abe Reis e Jamah, todas desconhecidas do grande público. "Eu não quis ninguém do mainstream. É preciso dar voz a gente de talento. Toda a renda obtida com a venda do DVD será revertida ao Graacc, dedicado ao tratamento de câncer, e à Associação Cruz Verde, de amparo a crianças com paralisia cerebral. "Eu sabia que, se um dia eu tivesse de voltar a cantar, seria para reverter a renda para a caridade. Não quero me sentir um produto, mas, sim, uma pessoa."

Fase psicodélica. Os mais jovens que veem Ronnie cantando de maneira tão delicada e refinada não imaginam o quão transgressor ele foi para toda uma geração. No final da década de 1960, ele deixou o rótulo de príncipe de lado e lançou três importantes discos que revolucionaram a história da música brasileira: Ronnie Von (1968), A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais (1969) e A Máquina Voadora (1970).

Os álbuns, todavia, foram verdadeiros fiascos na época. Relançados em vinil em 2013, mais de 40 anos depois, os trabalhos, hoje, são vistos como percussores da psicodelia no País. "Disseram que minha carreira tinha chegado ao fim", lembra Ronnie. A ousadia do príncipe foi longe: anjos que andavam de bicicleta e até viagens em naves espaciais ilustravam suas composições. Os arranjos eram compostos por guitarras elétricas, uma musicalidade abusada para a época. "Paguei caro por ser atrevido, mas acho que faria tudo de novo", gargalha Ronnie.


REPERTÓRIO DO DVD

- You Dont Know Me (Ray Charles)
- Night and Day (Frank Sinatra)
- Fly Me to the Moon (Frank Sinatra)
- The Way You Look Tonight (Frank Sinatra)
- It Had to Be You (Frank Sinatra)
- Girl (Beatles)
- I Remember You (Chet Baker)
- Night and Day (Ella Fitzgerald)
- Youve Got to Hide Your Love Away (The Beatles)
- In My Life (The Beatles)
- When I Fall in Love (Nat King Cole)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Para que o teatro aconteça, não é preciso cenário, figurino, texto ou palco. De acordo com a definição do termo, de etimologia grega, apenas duas coisas seriam imprescindíveis: um ator, que apresente uma ação, e uma plateia, disposta a assisti-lo. Mas talvez o conceito dessa arte milenar mereça ser revisto à luz das novas tecnologias.

Em Frequência Ausente 19Hz e Máquina de Ser Outro, dois espetáculos apresentados na edição 2018 do Festival de Curitiba - que chegou ao final neste domingo (8) -, não há nem intérpretes nem plateia que compartilhe coletivamente uma experiência. Ambas as peças pressupõem que um espectador solitário seja levado a vivenciar situações de realidade virtual criadas por diferentes máquinas.

Resultado de uma extensa pesquisa da paulistana ExCompanhia de Teatro, Frequência Ausente 19Hz propõe um encontro individual entre o público e a capital paranaense. Após receber breves instruções técnicas e ter o celular carreado com 16 arquivos, cada participante sai desacompanhado, munido apenas de fones de ouvidos, para um tour pela cidade.

O mote do espetáculo foi o romance de Jean-Paul Sartre, A Náusea. A trama, porém, surge combinada com histórias pouco conhecidas de prédios históricos, monumentos e praças curitibanas. "Olho para a tecnologia como uma forma de proporcionar novos encontros", diz Gustavo Vaz, autor da peça e responsável pela sua interpretação.
Na peça, ele usou a tecnologia do áudio 3D para reproduzir espacialmente sons que foram gravados em uma situação prévia.

"Com essa experiência, queremos propor uma reconexão entre as pessoas e o espaço urbano, para que ele encontre nessa descoberta da história invisível da cidade um pouco de sua própria identidade."

Em A Máquina de Ser Outro, o grupo espanhol BeAnother Lab criou uma instalação interativa em que se oferece a possibilidade de ocupar um outro corpo. Com o uso de câmeras, um microfone e óculos especiais, o espectador passa a ver o corpo de uma outra pessoa quando se olha. Além de ter a estranha experiência de apertar a mão de um estranho que é igual a ele próprio.

Segundo os criadores, que já levaram a instalação a cidades como Berlim e Bogotá, a proposta do experimento é expandir a percepção da identidade.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Um bocado de coisa aconteceu nos 16 meses em que Atlanta ficou fora do ar nos EUA. Nesse tempo, ganhou os Globos de Ouro de série e ator de comédia ou musical, e os Emmys de ator e direção, ambos para Donald Glover, seu criador. Com os prêmios, as críticas elogiando a ousadia de uma série difícil de colocar num escaninho e o sucesso de público, havia um problema e tanto no desenvolvimento da 2.ª temporada: a expectativa. "Tinha aquele sentimento de não decepcione!", disse Glover, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", em Pasadena, na Califórnia. "Então, brincamos com isso nos novos episódios. Também tinha me esquecido que ninguém da série era superfamoso antes. Lidar com a fama também entrou na discussão."

Atlanta é sobre Earn (Donald Glover), que desistiu da prestigiosa Universidade Princeton e ficou sem rumo na vida, seu primo Alfred (Brian Tyree Henry), um rapper que começou a fazer sucesso, e Darius (Lakeith Stanfield), o amigo viajante, mas surpreendentemente sábio. Earn, que está sem casa, é pai de uma filha com Van (Zazie Beetz), a ex-namorada com quem tem umas recaídas, e tornou-se empresário de Alfred, agora mais conhecido como Paper Boi. Na 2.ª temporada - exibida no Fox Premium 1 -, a fama apresenta seus perigos. "Chamamos esta temporada de Robbin, que é um fenômeno que acontece antes do Natal em Atlanta, quando várias casas são roubadas para garantir a ceia", disse Bryan Tyree Henry.

Fazer o que ninguém espera parece ser o modus operandi de Glover, que em breve será visto como o jovem Lando Calrissian em Han Solo: Uma História Star Wars. "Não olhei para trás. Tentei tratar a 2.ª temporada como somos tratados pelo tempo: coisas ruins acontecem, coisas boas acontecem, e o tempo continua correndo. Não tentei repetir coisas que tinham ocorrido." Desde o início, Glover quis romper com a forma estabelecida. Em sua sala de roteiristas, ninguém tinha bagagem de TV - seu irmão, Stephen, por exemplo, nunca tinha escrito uma série. "Isso nos permitiu nos libertar do que uma comédia deve ser."

Atlanta tem momentos engraçados e dramáticos, cenas realistas e outras quase nonsense. "A série é um exercício de tom", afirmou Glover. "Muita gente tem medo do fracasso - especialmente negros, porque negros não têm chances de fracassar. O que faz me sentir bem e pode tornar a série especial é que não tenho medo de fracassar. Acho que isso mantém a série real."

No 1.º episódio da 2.ª temporada, por exemplo, dois amigos estão jogando videogame, decidem pegar um lanche, mas, na verdade, fazem um assalto violento. A cena não tem relação com nenhuma outra. Está ali, como tantas, para mostrar que não é um evento extraordinário, mas algo corriqueiro na vida daquelas pessoas morando naquela cidade. "Minha perspectiva sobre Atlanta é porque sou um homem negro", disse Glover. "Deveria haver mais séries em que perspectivas diferentes sejam refletidas."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fazer um filme de terror não estava nos planos de John Krasinski, que só tinha dirigido comédias dramáticas no cinema (Brief Interviews with Hideous Men e Família Hollar). "Era tudo o que não queria fazer. Tenho medo até de assistir a filmes de terror", disse Krasinski, ao Estado, em Nova York. Mas ele acabou convencido. Em Um Lugar Silencioso, que estreou na quinta, 5, Lee (o próprio Krasinski), Evelyn (Emily Blunt) e seus filhos Marcus (Noah Jupe) e Regan (Millicent Simmonds) não podem falar. Na verdade, não podem fazer barulho algum, sob pena de serem caçados por criaturas monstruosas que vieram do espaço.

O que convenceu Krasinski a dirigir foi que Um Lugar Silencioso é, no fundo, a história de uma família. Principalmente, a história de pais que precisam proteger seus filhos de um ambiente extremamente hostil. "É como me sinto sendo pai de duas crianças", disse Krasinski, que tem Hazel, 4, e Violet, 21 meses, com Emily Blunt, com quem está casado há oito anos. A atriz concorda: "O que ela passa são meus maiores medos como mãe. Claro que aqui é uma versão aumentada".

Por conta disso, tanto Krasinski quanto Blunt definem Um Lugar Silencioso como seu filme mais pessoal. "Soa bizarro, porque é um filme de terror maluco. Mas é provavelmente minha carta de amor para minhas filhas", afirmou o diretor. Blunt contou que costuma escolher personagens bem distantes de sua personalidade, como a alcoólatra de A Garota no Trem. "Aqui nem precisei fazer pesquisa, sabia muito bem como era essa personagem." Fora que ela tinha acabado de dar a luz quando leu o roteiro.

Krasinski contou que sua admiração pela mulher só cresceu - algo que Rob Marshall, diretor de Emily Blunt em Caminhos da Floresta e O Retorno de Mary Poppins, que estreia em dezembro, tinha avisado. "Rob me disse: 'Você pode achar que ela é a melhor atriz, mas só vai saber por que quando estiver no set com ela'", afirmou Krasinski. Uma cena em especial foi a da banheira, quando Evelyn, que está grávida, começa a sentir as contrações. "O ar mudou no set aquele dia depois da cena", disse o diretor. "Sinto que agora estou no clube secreto da Emily."

A família do filme enfrenta desafios desse tipo: uma mulher grávida que vai precisar parir sem ajuda profissional, anestesia e sem dar um pio. Ou a filha surda-muda, que não sabe quando o perigo se aproxima. O silêncio quase nunca é quebrado, a não ser em poucas cenas. O mais curioso é que isso se reflete na plateia, que tenta não fazer barulho. "No South by Southwest, uma pessoa se desculpou no debate por ter ficado tossindo durante a sessão. Numa exibição-teste, um espectador confessou ter levado um pacote de doce, mas que ficou sem coragem de abrir", contou Krasinski, divertido. Talvez, então, seja melhor deixar os goles de refrigerante para depois.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gaúcha causou frisson nas redes sociais (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Gisele Bündchen surpreendeu ao aparecer com os fios mais curtos em uma imagem publicada no Instagram do cabeleireiro Daniel Hernandez. Depois de muita especulação nas redes sociais, os motivos por trás da mudança no visual da modelo foram reveladas: trata-se, na verdade, de uma peruca, usada para fotografar a nova campanha da joalheria Vivara.

A ideia era prestar homenagem à Bossa Nova, movimento artístico dos anos 1960 que inspira a mais recente coleção da marca. Nas imagens, Gisele está com um corte mais moderno, repicado, na altura dos ombros e com uma franja lateral - bem diferente do estilo que a top usa há anos.

Parte importante da identidade da famosa modelo brasileira, o cabelo longo e ondulado de Gisele permanece intacto.

✨@gisele✨ para @vivaraonline @gb65 @gb65_work @guipaganini @pedrosales_1 @theboxproductions @brunorezendework E eu

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Susan Anspach em ação no filme Cada Um Vive Como Quer, de 1970 (Foto: Reprodução/Facebook)

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A morte da atriz norte-americana Susan Anspach, no último dia 2, foi anunciada apenas neste domingo, 8, por seu filho Caleb Goddard, que, ela insistia, é fruto de seu relacionamento com o ator Jack Nicholson, seu partner no filme Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Pieces), uma das primeiras produções independentes de Hollywood, dirigida por Bob Rafelson em 1970.

Essa não foi a primeira briga de Susan com um ex-parceiro amoroso em busca do reconhecimento da paternidade de seus filhos. Sua filha Catherine Goddard é outro caso. Seu pai seria outro ator, Steve Curry, que atuou com Susan Anspach na montagem original do musical Hair, em 1967, primeiro grande papel da atriz. Egressa do Actors Studio, em Nova York, ela fez carreira em espetáculos off-Broadway ao lado de atores de primeira grandeza como Dustin Hoffman, Jon Voight e Robert Duvall (como na peça Panorama Visto da Ponte).

Susan Anspach não era exatamente uma diva. Bonita e boa atriz, confrontava diretores poderosos como Robert Altman, que a escalou para um dos papéis principais de Nashville (1975), sátira cruel sobre a mediocridade do universo da música country norte-americana. A atriz abandonou o filme por discordar do tratamento dispensado por Altman ao gênero. A versão oficial dos produtores dizia que seu salário era maior que a média do elenco e comprometia o orçamento da produção. Susan foi substituída pela cantora Ronee Blakley.

A carreira de Susan Anspach em Hollywood foi marcada por filmes independentes como Cada Um Vive Como Quer. Seu filme de estreia, Amor Sem Barreiras (The Landlord, 1970), dirigido por Hal Ashby, trata de relações interraciais e conflitos entre um proprietário branco e seus locatários negros. Dois anos depois ela atuou ao lado de Woody Allen num filme dirigido por Herbert Ross, Play it Again, Sam (1972).

Reconhecida pelos críticos como um talento promissor, inclusive por Vincent Canby, do New York Times, Susan Anspach foi convidada pelo diretor sérvio Dušan Makavejev para interpretar uma mulher burguesa americana, casada com um rico sueco, mas insatisfeita no casamento, que busca a companhia de homens rudes como o iugoslavo Montenegro, funcionário de um zoológico, que dá título ao filme, Montenegro (1981). No filme, Susan envenena toda a família ao som Marianne Faithful cantando A Balada de Lucy Jordan.

Makavejev, de forma irônica, conclui o filme com um aviso: a história seria inspirada em fatos reais. Excluindo o veneno, ela se passou, de fato, com a mãe de Susan, filha de um banqueiro deserdada pelo pai quando decidiu se casar com um operário. Susan Anspach participou de 19 filmes, mas é sempre lembrada pelo papel de Catherine de Cada um Vive Como Quer, jovem pianista que se envolve com o rebelde Jack Nicholson, que trocou o piano pela vida errante.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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