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Sex, Nov

Cantora completa 60 anos como um dos maiores nomes da história da música (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos


Nas últimas horas, a mesma pergunta martelou na cabeça: como iniciar um texto sobre os 60 anos de Madonna, ou Madonna Louise Ciccone, como está descrito na sua certidão de nascimento em Bay City, no Estado norte-americano de Michigan, em 16 de agosto de 1958, exatos 60 anos atrás. Enumerar algumas polêmicas, talvez? Seria uma solução que garantiria a atenção de quem curte os babados dos famosos.

Poderia, é claro, dizer que a rainha do pop, aquela que é dona de um dos nomes mais conhecidos e reconhecíveis do mundo, vive atualmente em Lisboa, com seus filhos, e que tem tirado o sossego da conhecida como Cidade da Luz (é Lisboa, pessoal) com suas mínimas ações. Alguns portugueses reclamam da falta de paz, outros reclamam do furor midiático por conta da presença de Madonna pelas ruas, casas de shows, restaurantes e praias próximas da capital portuguesa.

Quem sabe contar, como aqueles sabichões dos programas vespertinos de fofoca de celebridades, de peito estufado e cara de quem tudo sabe, sobre os planos de Madonna para a celebração desse aniversário de 60 anos (será uma festança, obviamente, em Marrakesh, no Marrocos). Também poderia, como quem não quer nada, enumerar alguns dos 50 convidados ultravips cuja identidade você talvez não conheça e isso só corrobora o fato de que eles são tão exclusivos que nem sequer os conhecemos. Aqui vão alguns deles: Mert Alas e Marcus Piggot, ambos fotógrafos, e Ricardo Tisci, estilista.

Outra boa opção seria dar início à celebração de Madonna com seu impacto na música pop, reunir seus principais discos, hits de todos os sabores. Quem sabe, também, enumerar todas as cantoras que se sacodem nas premiações da MTV até hoje como filhas, netas ou herdeiras musicais de Madonna. Interessados na leitura a respeito de música gostariam dessa opção, e certamente chegariam ao quarto parágrafo.



Mas, de alguma forma, a dúvida em como seria o início de um texto que introduz - e ou resume - a vida e a obra de Madonna fez com que o leitor chegasse até aqui. Madonna, por si só, é um mito. Personagem de mil faces, diferentes estilos musicais, de mil e uma histórias que mereciam estar no lead desse texto.

Foi ela que mudou o que entendemos como diva, no melhor e no pior sentido, também é quem mostrou que você pode cantar os tesões da vida, com a mesma intensidade de um amor puro e límpido, virginal.


Uma cantora que, pelo amor de Deus!, vendeu 300 milhões de discos, segundo dados da Warner Music, em uma carreira iniciada pouco mais de 30 anos atrás. Artista cuja turnê Sticky & Sweet, realizada entre 2008 e 2009, é a sétima mais rentável da história, mesmo com 85 datas apenas - no topo da lista está a U2 360° Tour, da banda irlandesa, que fez 110 apresentações.

Em contrapartida, é também a personagem em cuja passagem mais recente pelo Brasil os contratantes se viram obrigados a realizar promoções "dois ingressos pelo preço de um" para que ela não se apresentasse em um estádio esvaziado - tão diferente da primeira passagem por aqui, em 1993, quando ela lotou o Morumbi, em São Paulo, e esteve diante de um impressionante número de 120 mil pessoas no Maracanã, no Rio de Janeiro.


Capas de todas revistas mais importantes do mundo, artista mais desejada por jornalistas para "grandes entrevistas" hoje prefere a reclusão e a ausência.

Por horas, pensei em Madonna. Em como ela já foi número 1 e como ela falhou. Tão humana, como eu e você - isso é lindo.  É, talvez devesse ter iniciado o artigo com um simples "Madonna completa 60 anos...".


*Pedro Antunes é repórter de cultura há uma década e criador do Tem um Gato na Minha Vitrola, um programa sobre música diário publicado nos stories do Instagram. Atualmente, escreve para o Estadão. 

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Fernanda Souza participa da divulgação do evento (Foto: Fábio Guinalz/AE)

Tecnologia

Um novo evento cultural deve entrar no calendário paulistano em 2019: em abril, o Like Fest promete se transformar no "maior evento de cultura digital da América Latina".

A iniciativa será um encontro entre criadores de conteúdo, players do mercado, fãs e marcas e terá também um prêmio para reconhecer os talentos desse universo, de acordo com um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 12.

O projeto é uma parceria entre o Rock in Rio, a Digital Stars e a Globosat, através do Multishow e da VIU Hub. O trio já produziu o Digital Stage, palco dedicado às estrelas da internet no Rock in Rio 2017.

O evento vai contar com três universos: Community (3 palcos), Creators e Industry. Ao todo, serão 5 espaços ligados a temas presentes no mundo digital.

No universo Community, o objetivo é criar um ambiente de proximidade entre fãs e ídolos, sejam influenciadores, gamers e experts em estilo de vida.

O universo Creators vai dar dicas para quem quer iniciar sua carreira e mostrar como é a vida e um influenciador por trás das câmeras.

Industry é um espaço dedicado às discussões que permeiam o mundo digital e a realidade que ele representa. Empresários, anunciantes e profissionais do mercado vão debater sobre o impacto desta forma de comunicação e como trabalhar para tirar os melhores resultados em workshops e palestras.

Além dos cinco espaços principais, o evento também contará com lounge para a realização de encontros entre influenciadores e fãs, além de estandes com atrações e entretenimento.

O Like Fest ocorre em abril de 2019, no Centro de Exposições do Anhembi em São Paulo, num espaço de 60 mil m².

Jovem teria chorado pela imposição (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

Uma garota americana de 17 anos foi obrigada pela escola onde estuda a colocar adesivos nos mamilos após ir à aula sem sutiã. Kari Knop, mãe da jovem, defendeu o direito da filha de não usar a vestimenta íntima.

"Eles pediram para a minha filha colocar uma camiseta a mais e disseram para ela andar de um lado para o outro para ver o quanto seus seios se movimentavam", contou Kari em seu Facebook.

Lizzy Martinez foi à escola na Flórida na última segunda-feira, 2, vestindo uma camiseta cinza larga e sem usar sutiã. Após assistir a algumas aulas, ela foi chamada à sala da diretora porque uma das professoras disse que ela estava "distraindo a atenção dos outros alunos".

A menina contou ao Metro US que chorou muito na enfermaria, onde lhe deram quatro adesivos para que ela colocasse sobre os mamilos. Ela então ligou para a mãe.

"A diretora da escola me disse que Lizzy foi chamada ao seu escritório porque muitos alunos estavam falando dela. Eu perguntei se algum deles foi repreendido por esse motivo e ela me falou que, na verdade, eles não estavam falando dela, mas sim encarando-a. Então eu perguntei se algum funcionário disse para eles olharem para o rosto dela em vez de encararem seus seios. A diretora ficou em silêncio", disse Kari.

A diretora admitiu que o incidente foi tratado de forma inapropriada e que, de fato, o uso de sutiã não é obrigatório pelo código de vestimenta da escola. No entanto, alterações futuras no código exigirão o uso do acessório.

Lizzy falou que continuará desrespeitando a regra para protestar contra o que considera "uma política injusta".

Gaúcha causou frisson nas redes sociais (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Gisele Bündchen surpreendeu ao aparecer com os fios mais curtos em uma imagem publicada no Instagram do cabeleireiro Daniel Hernandez. Depois de muita especulação nas redes sociais, os motivos por trás da mudança no visual da modelo foram reveladas: trata-se, na verdade, de uma peruca, usada para fotografar a nova campanha da joalheria Vivara.

A ideia era prestar homenagem à Bossa Nova, movimento artístico dos anos 1960 que inspira a mais recente coleção da marca. Nas imagens, Gisele está com um corte mais moderno, repicado, na altura dos ombros e com uma franja lateral - bem diferente do estilo que a top usa há anos.

Parte importante da identidade da famosa modelo brasileira, o cabelo longo e ondulado de Gisele permanece intacto.

✨@gisele✨ para @vivaraonline @gb65 @gb65_work @guipaganini @pedrosales_1 @theboxproductions @brunorezendework E eu

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@gisele para @vivaraonline @gb65 @brunoilogti @cinewill @pedrosales_1 @theboxproductions E eu

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Jornalista disse que sua irmã o ensinou muito (Foto: Reprodução/Instagram)

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César Tralli fez uma nova homenagem para sua irmã Gabriela, que morreu no dia 7 de abril aos 40 anos. Ele disse que ela, portadora da síndrome de Noonan, lhe ensinou muitas coisas.

"Saudade eterna. Ao longo de seus 40 anos, minha irmã me ensinou tanta coisa importante, lições que agora reverberam com mais intensidade dentro de mim. Com a Gabi, aprendi a ser mais tolerante, mais amoroso, mais generoso, mais humilde, mais sereno, mais resiliente, mais verdadeiro", escreveu Tralli, nesta quinta-feira, 12, na legenda de uma foto dos dois publicada no Instagram.

"Gabi tinha muitos valores de vida. Essa é a maior herança que minha irmã deixa para todos nós. Ela foi de uma grandeza infinita dentro de todas as suas limitações", concluiu, explicando que a foto publicada foi tirada no dia de seu casamento com Ticiane Pinheiro, em dezembro do ano passado.

Mike, Simony e Tob falam sobre retorno do Balão Mágico (Foto: Reprodução/TV Globo)

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A espera finalmente acabou: o Balão Mágico vai se reunir para uma turnê especial em comemoração aos 35 anos. A informação foi divulgada por Simony no Fantástico do último domingo, 8.

"A gente resolveu se reencontrar e fazer mais ou menos um ano de show, é um projeto que a gente tem no nosso coração", disse Simony, que estrelava o programa ao lado de Mike, Tob e Jairzinho.

Mike contou que está morando na Inglaterra, mas que mesmo assim vai participar da turnê. "Eu estou morando em Londres há 19 anos, eu moro na Inglaterra, trabalho no Brasil no meio do mato", disse, enquanto Toby contou que trabalhou muitos anos como ator após o fim do Balão e que agora se dedica à pintura.

Jairzinho está morando em Nova York, então não poderá participar do projeto. Porém ele mandou um vídeo comemorando os 35 anos. "E aí pessoal, poxa vida, que legal ver essa reunião. Infelizmente não estou aí, mas tô por aqui torcendo por vocês e participando junto, sendo fã sempre. E a gente se vê daqui a pouco, boa sorte para todos vocês!", falou.

Susan Anspach em ação no filme Cada Um Vive Como Quer, de 1970 (Foto: Reprodução/Facebook)

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A morte da atriz norte-americana Susan Anspach, no último dia 2, foi anunciada apenas neste domingo, 8, por seu filho Caleb Goddard, que, ela insistia, é fruto de seu relacionamento com o ator Jack Nicholson, seu partner no filme Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Pieces), uma das primeiras produções independentes de Hollywood, dirigida por Bob Rafelson em 1970.

Essa não foi a primeira briga de Susan com um ex-parceiro amoroso em busca do reconhecimento da paternidade de seus filhos. Sua filha Catherine Goddard é outro caso. Seu pai seria outro ator, Steve Curry, que atuou com Susan Anspach na montagem original do musical Hair, em 1967, primeiro grande papel da atriz. Egressa do Actors Studio, em Nova York, ela fez carreira em espetáculos off-Broadway ao lado de atores de primeira grandeza como Dustin Hoffman, Jon Voight e Robert Duvall (como na peça Panorama Visto da Ponte).

Susan Anspach não era exatamente uma diva. Bonita e boa atriz, confrontava diretores poderosos como Robert Altman, que a escalou para um dos papéis principais de Nashville (1975), sátira cruel sobre a mediocridade do universo da música country norte-americana. A atriz abandonou o filme por discordar do tratamento dispensado por Altman ao gênero. A versão oficial dos produtores dizia que seu salário era maior que a média do elenco e comprometia o orçamento da produção. Susan foi substituída pela cantora Ronee Blakley.

A carreira de Susan Anspach em Hollywood foi marcada por filmes independentes como Cada Um Vive Como Quer. Seu filme de estreia, Amor Sem Barreiras (The Landlord, 1970), dirigido por Hal Ashby, trata de relações interraciais e conflitos entre um proprietário branco e seus locatários negros. Dois anos depois ela atuou ao lado de Woody Allen num filme dirigido por Herbert Ross, Play it Again, Sam (1972).

Reconhecida pelos críticos como um talento promissor, inclusive por Vincent Canby, do New York Times, Susan Anspach foi convidada pelo diretor sérvio Dušan Makavejev para interpretar uma mulher burguesa americana, casada com um rico sueco, mas insatisfeita no casamento, que busca a companhia de homens rudes como o iugoslavo Montenegro, funcionário de um zoológico, que dá título ao filme, Montenegro (1981). No filme, Susan envenena toda a família ao som Marianne Faithful cantando A Balada de Lucy Jordan.

Makavejev, de forma irônica, conclui o filme com um aviso: a história seria inspirada em fatos reais. Excluindo o veneno, ela se passou, de fato, com a mãe de Susan, filha de um banqueiro deserdada pelo pai quando decidiu se casar com um operário. Susan Anspach participou de 19 filmes, mas é sempre lembrada pelo papel de Catherine de Cada um Vive Como Quer, jovem pianista que se envolve com o rebelde Jack Nicholson, que trocou o piano pela vida errante.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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