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Antes de comprar bacalhau, pesquise os melhores preços (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Mesmo com um pé fora da crise econômica, que assola o Brasil desde 2015, preparar uma ceia gostosa e barata para comemorações é das missões mais difíceis enfrentadas, hoje, no País. No entanto, o Metrô News conversou com dois especialistas na área e pediu para que eles elaborassem receitas “em conta” para que a Páscoa não passe em branco.

O professor do curso de Gastronomia da Universidade Paulista (Unip), Ronnie Mason, separou um bacalhau de forno fácil e econômico, que rende cinco porções. No caso do doce, a indicação do professor é um pudim de arroz, com castanha de caju e leite de coco, que rende quatro porções. Já a chef Marina Tonete, coordenadora da Gastronomia da Anhembi Morumbi, disse que pasteis de bacalhau são acessíveis.

(Foto: Divulgação)

Pastéis de bacalhau

Ingredientes

400 gramas de bacalhau demolhado;
400 gramas de batata monalisa;
10 gramas de salsa finamente picada;
Meia unidade de clara de ovo;
Duas colheres de café de fermento em pó;
Sal refinado, caso necessário;
Pimenta do reino preta em pó;
Dois litros de óleo de milho.

Modo de preparo

Cozinhar as batatas com a casca. Escorra na água, descasque-as e passe-as por espremedor. Escalde o bacalhau (em fogo muito baixo, sem ferver), escorra, limpe e desfie em um pano ou em batedeira com a raquete.

Misture a batata espremida, o bacalhau desfiado, a salsa picada, o bicarbonato, o sal e a pimenta. Incorpore a clara batida aos poucos (verificar a necessidade de acrescentar toda a clara), ligando bem a massa. Modele os bolinhos e leva à geladeira até que fiquem bem firmes e gelados. Reserve resfriado e frite em óleo quente, sem mexê-los até que se forme uma casca.

Chef Marina Tonete, coordenadora do curso de gastronomia da Anhembi Morumbi

Bacalhau de forno

Ingredientes

Um quilo de bacalhau salgado em lascas (pode ser substituído por polaca em lascas);

Um quilo de batatas cortadas em rodelas médias;

Uma cebola grande cortada em rodelas finas;

Quatro dentes de alho picados;

Dois tomates cortados em rodelas médias;

Um pimentão vermelho ou amarelo cortado em rodelas finas, (pode ser substituído por pimentão verde);

Cinco ovos cozidos cortados em rodelas médias;

150 gramas azeitonas pretas ou verdes;

Meio maço de salsinha fresca picada;

100 mililitros azeite de oliva;

Sal e pimenta do reino preta moída a gosto.

Modo de preparo

As lascas de bacalhau deverão ser dessalgadas em água por 24 horas. Cobre as lascas com água e troque a água de oito em oito horas, (entre as trocas, verifique a concentração de sal). Depois de dessalgado, cozinhe o bacalhau em água por cinco minutos e escorre. Reserve.

Cozinhe os ovos em água por dez minutos, descasque e corte em rodelas médias. Reserve

Cozinhe as batatas em rodelas em água e sal até ficar cozida. Reserve.

Refogue as cebolas e alho com um pouco de azeite. Adicione o bacalhau cozido e refogue por mais alguns minutos.

Montagem

Em um refratário para forno, unte o fundo com azeite.

Coloque uma camada de batatas em rodelas e tempere com sal e pimenta. Regue com azeite.

Faça a próxima camada com a mistura de bacalhau e cebola.

Na sequência, coloque as rodelas de pimentão, tomate, ovos, azeitonas e salsinha.

Vá montando as camadas com os ingredientes na mesma sequência.

Entre cada camada, tempere com sal e pimenta e regue com azeite.

A última camada deverá ser com as rodelas de ovos e azeitonas.

Finalize com uma generosa regada de azeite.

Leve ao forno com temperatura média de 180°C por 20 – 30 minutos, até ficar ligeiramente dourado.

Ronnie Mason, professor do curso de gastronomia da Universidade Paulista (Unip)

(Foto: GShow)

Pudim de arroz com castanha de caju e leite de coco

Ingredientes

Meia xícara de castanha de caju crua;

Uma xícara de leite de coco;

Um quatro de xícara de arroz arbóreo (pode ser substituído por arroz agulhinha);

Três colheres (sopa) de açúcar;

Duas colheres (chá) de raspas de limão taiti;

Uma colher (chá) de extrato de baunilha;

Coco ralado e/ou caju torrado para guarnecer;

Modo de preparo

Coloque as castanhas de caju no liquidificador ou processador de alimentos com uma xícara de água e faça um purê até ficar homogêneo, (leite de castanha de caju);

Coloque o leite de castanha de caju, o leite de coco, o arroz, o açúcar e as raspas de limão em uma panela média e misture bem ao mesmo tempo em que leve ao fogo médio. Cubra levemente e continue a cozinhar suavemente, mexendo sempre, até que o arroz esteja macio, cerca de 25 minutos. Retire a panela do fogo e junte a baunilha. Deixe o pudim à temperatura ambiente e depois refrigere antes de servir;

Sirva o pudim guarnecido com frutas frescas, raspas de coco e/ou castanhas de caju torradas.

Ronnie Mason, professor do curso de gastronomia da Universidade Paulista (Unip)

 

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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