Brandão vai querer se afastar de Mariana, fantasiada de Mário (Foto: Estevam Avelar/TV Globo)

Fora dos Trilhos

Mário, que na verdade é Mariana (Chandelly Braz), não resistirá ao charme do coronel Brandão (Malvino Salvador) e acabará lhe tascando um beijo na boca, nesta segunda-feira, 16, mesmo disfarçado. O rapaz ficará abalado e constrangido e não saberá o que fazer depois da demonstração de carinho do melhor amigo. O caminho, pensa ele, é evitar o colega.

Percebendo que o galã está lhe deixando no vácuo, Mariana começa a ficar cada vez mais triste. Por isso, ela vai decidir, na quarta-feira, 18, revelar sua verdadeira identidade para o amado. No meio de uma discussão, ela abrirá a camisa e mostrará os seios para provar que é uma mulher e que está apaixonada pelo coronel.

A cena envolverá uma perseguição de moto, em que o personagem de Chandelly faz manobras arriscadas para chegar até Brandão. Conseguindo fechar o veículo do coronel, ela o faz parar. “O que você quer comigo?”, pergunta o durão, tentando se desvencilhar da mocinha. Ele até tentará argumentar que é melhor os dois se afastarem, mas não dará certo.

No auge da discussão, ela irá se descontrolar. “Eu sou uma moça, mulher, menina, rapariga”. Incrédulo, Brandão continuará recusando contato. Será nesse momento em que ela rasgará a camisa em um ímpeto de nervosismo. O coronel ficará com cara de bobo e hipnotizado por ver o que estava escondido nos panos.

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Segunda-feira 02/04

Darcy e Ernesto constatam que estão apaixonados pela mesma mulher. Mariana e Uirapuru se beijam. Darcy tenta se reaproximar de Elisabeta. Julieta ordena que Camilo vá a São Paulo e Darcy aconselha o amigo sobre Jane. Camilo pede perdão a Jane. Elisabeta acompanha Cecília à casa de Rômulo e Fani se incomoda. Darcy confessa a Elisabeta que mentiu para ela.

 Terça-feira 03/04

Elisabeta não perdoa a mentira de Darcy e o expulsa de sua casa. Os soldados comentam com Brandão sobre o motoqueiro e o coronel se sente constrangido. Susana se insinua para Darcy. Susana convida os Benedito para o jantar e constata que Darcy e Elisabeta estão brigados. A família de Ofélia chega para o jantar de Camilo.

 Quarta-feira 04/04

Julieta e Camilo se surpreendem com a chegada da família de Jane. Jorge se esforça para se envolver com Amélia. Brandão confirma a Ema que Jorge a ama. Ema diz a Brandão que não pode ficar com Jorge, pois prometeu cuidar de Aurélio e Barão. Elisabeta e Darcy conversam e Ernesto se intromete. Ernesto e Darcy brigam e acabam causando uma explosão na ferrovia.

 Quinta-feira 05/04

Elisabeta se desespera com o acidente. Mariana sonha com o motoqueiro misterioso. Soterrados, Darcy se recupera e consegue reavivar Ernesto. Elisabeta insiste para que Vicente continue nas buscas. Darcy e Ernesto planejam uma forma de se libertarem. O Barão ordena que Aurélio faça um acordo com Julieta. Susana acusa Elisabeta pelo acidente na ferrovia.

 Sexta-feira 06/04

Darcy e Ernesto conseguem abrir uma nova passagem nos escombros. Ema defende Elisabeta das acusações de  Susana. Vicente e os operários se incomodam com Elisabeta. Ema conta para Elisabeta que descobriu que Jorge está apaixonado por ela. Agatha estranha a reação de Uirapuru. Darcy e Ernesto conseguem sair dos escombros e Elisabeta vê os dois.

 

Sábado 07/04

Elisabeta, Ema e Luccino resgatam Ernesto e Darcy. Susana se apressa em afastar Darcy de Elisabeta. Darcy tem um desmaio. Rômulo ajuda Ernesto e Fani fica abalada ao ver a sua família na mansão do parque. Xavier e Virgílio armam contra Julieta. Ofélia comemora o casamento de Cecília e Rômulo. Uirapuru pede perdão aos Benedito. Elisabeta decide partir para São Paulo.

Segunda 26/03

Elisabeta se surpreende com o beijo de Darcy. Cecília e Mariana conhecem uma moça que alega ter visto fantasmas na casa de Rômulo. Petúlia conta a Susana que Elisabeta e Darcy se beijaram. Lídia se interessa por Uirapuru. Rômulo pede Cecília em namoro. Ema compra roupas caras e Aurélio se desespera. Camilo revela a Susana que pretende pedir Jane em casamento.

Terça 27/03

Susana se posiciona contra o noivado de Camilo e Jane. Elisabeta se aconselha com Ema, mas não revela que beijou Darcy. Uirapuru se entende com Mariana e Lídia se incomoda. Susana nota que Uirapuru e Darcy se reconhecem. Rômulo comenta com Ernesto e Luccino que está gostando de Cecília. Darcy e Elisabeta se beijam novamente e Susana surpreende os dois.

Quarta 28/03

Rômulo convida Cecília para ir até sua casa. Susana provoca Elisabeta, que a enfrenta. Elisabeta confessa a Ema que teme abrir mão de seus sonhos por causa do amor. Susana manipula Lídia, que acaba contando sobre o plano de Ofélia para aproximar Jane e Camilo. Cecília desiste de ir até a casa de Rômulo. Elisabeta revela a Ema que está apaixonada por Darcy.

Quinta 29/03

Petúlia se oferece para Ernesto. Darcy pede Elisabeta em namoro. Uirapuru insinua a Elisabeta que Darcy não é confiável. Elisabeta questiona Darcy sobre a rusga com Uirapuru. Julieta visita o túmulo de seu marido. Manipulada por Susana, Lídia conta a Darcy sobre os planos de Ofélia para suas filhas. Darcy interrompe o pedido de casamento de Camilo a Jane.

Sexta 30/03

Darcy e Susana afirmam a Camilo que ele não deve se casar com Jane. Jane é acusada de ser interesseira e Elisabeta acode a irmã. Darcy conforta Camilo, que sofre com a perda de Jane. Julieta confessa para o Padre a raiva que sente do falecido esposo. Ema hesita em contar a Elisabeta o que ouviu de Darcy. Elisabeta e Jane acabam se separando na floresta.

Sábado 31/03

Ernesto salva Elisabeta e Darcy encontra Jane na floresta. Tibúrcio expulsa Luccino de sua casa. Camilo sofre por amor e Julieta questiona Susana e Darcy sobre o estado do filho. Ernesto revela a Luccino que deseja namorar Elisabeta. Darcy vai à casa de Ofélia e descobre que Jane e Elisabeta não participaram das armações da mãe. Darcy dá um soco em Uirapuru.

Segunda, 19/03

Exibição do último capitulo de Tempo de Amar

Terça, 20/03

Elisabeta sonha em conhecer o mundo. Ofélia incentiva suas filhas a se casarem com um homem de posses. Ema anuncia a chegada de Camilo e Darcy e diz que haverá um baile na casa de seu avô. Julieta se prepara para dominar as terras do Vale do Café. Susana sugere a Julieta que as duas monitorem as atitudes de Camilo. Elisabeta e Darcy se conhecem.

Quarta, 21/03

Darcy e Elisabeta discutem. Elisabeta conta a Jane seu embate com Darcy. Cecília espiona a casa de Rômulo e vê quando Fani entra. Julieta dá orientações a Susana sobre suas fazendas de café. Elisabeta finge estar doente para não ir ao baile de Ema. Susana encontra Camilo e Darcy. Camilo e Jane trocam olhares e Ofélia aprova. Elisabeta chega à festa e todos se surpreendem.

Quinta, 22/03

Elisabeta exibe seus trajes e Darcy a observa. Alertada por Agatha, Ofélia confronta Lídia, que consegue esconder Otávio de sua mãe. Petúlia usa as roupas de Susana e se diverte na casa de chá. Elisabeta afirma a Jane para ter cuidado com Susana. Susana surpreende Petúlia com seus pertences. O Barão anuncia a Jorge que está gravemente doente. 

Sexta 23/03

Elisabeta confronta Darcy. Ema fala do interesse de Brandão por Mariana. Rômulo oferece flores a Cecília. Petúlia alerta Susana sobre a tensão entre Darcy e Elisabeta. Cecília comenta com Mariana que acredita que a mãe de Rômulo tenha sido assassinada. O estado de saúde de Jane piora e Darcy e Elisabeta vão atrás do Dr. Jonatas. O carro de Darcy fica atolado na lama.

Sábado 24/03

Darcy e Elisabeta se ajudam e conseguem tirar o carro da lama. Ernesto, Gaetano e Virgílio cobram de Xavier o pagamento por seus serviços. Nicoletta se preocupa com a demissão de Ernesto. Darcy e Susana provocam Ofélia. Brandão diz a Ema que falará com Mariana. Susana revela a Aurélio que o Barão levou sua fazenda à falência. Darcy e Elisabeta se beijam.

Ernesto vai brigar com Darcy após Elisabeta chorar (Foto: João Miguel Júnior/ TV Globo)

Fora dos Trilhos

Um dos grandes motes da trama Orgulho e Paixão, novela das 18h da Globo, a disputa entre Darcy (Thiago Lacerda) e Ernesto (Rodrigo Simas) pelo coração de Elisabeta (Nathalia Dill) vai causar uma explosão e deixar os dois soterrados ainda esta semana.

Em uma discussão na construção da ferrovia, o italiano começa a trocar socos com o inglês. Em um empurrão, Ernesto jogará Darcy em cima de um detonador de minas, o que provocará uma grande explosão. Os três vão ver uma enorme quantidade de pedras e terra desabar ao fundo, mas é neste momento que os rapazes se unem para salvar a mocinha, que consegue sair ilesa do soterramento. No entanto, eles ficam presos entre os escombros.

Em seguida, a dupla desmaia e fica desacordada por algum tempo, até que o inglês se recupera e consegue reavivar Ernesto. Percebendo que Vicente (Emmilio Moreira) está prestes a encerrar as buscas, sem resultados, Elisabeta se desespera e pede que o homem não desista de encontrar os dois amados.

Enquanto isso, Darcy e Ernesto unem forças para abrir uma nova passagem dentre os escombros. A manipuladora Susana (Alessandra Negrini) acusará a rival de ser responsável pelo acidente, deixando a mocinha mais arrasada, em meio ao drama que vive ao não ter notícias sobre seus dois amantes.

"Orgulho e Paixão" decepciona em seu primeiro capítulo. Nathalia Dill é a protagonista da novela (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a baixa audiência obtida na estreia de Orgulho e Paixão, a nova novela das seis da Globo. Ao contrário de Tempo de Amar, que foi um grande sucesso, o novo folhetim não correspondeu à expectativa tão esperada pela direção da emissora.

A história tem o tema inspirado nos romances da escritora inglesa Jane Austein. Com uma narrativa leve e descontraída, a história traz encontros e desencontros amorosos no início do século XX. Seu autor, Marcos Bernstein, construiu o fictício Vale do Café e o situou no interior do Estado de São Paulo para contar a história, os conflitos sociais e a conduta dos personagens.

Elisabeta (Nathalia Dill) é a principal protagonista do folhetim. Ela é uma mulher à frente de seu tempo, com pensamentos igualitários e interesses atípicos para uma jovem da época. Muito embora a novela tenha tido a sua estreia, na semana passada, com uma baixa audiência, a direção da Globo ainda acredita que vai prender os telespectadores, até porque a história é muito interessante.

Silvio Santos, de férias nos Estados Unidos, telefonou para seus executivos do SBT e avisou que quer, a partir de junho, um programa sertanejo na grade de programação de seu canal. A produção ainda busca possíveis apresentadores, mas várias duplas sertanejas já estão sendo contatadas.

A Band ainda não decidiu em que dia e horário encaixará seu novo programa de humor, que será liderado pelo ex-global Stepan Nercessian. O formato da atração ainda está sendo desenvolvido e a previsão de estreia é julho. O elenco de participação já está sendo contratado.

A terceira temporada do Dancing Brasil, apresentado por Xuxa Meneghel, não tem conquistado bom índices de audiência, segundo o Ibope. Apesar de toda expectativa criada pela Record, os objetivos não foram alcançados. A atração cresceu a audiência em apenas quatro capitais, mas amarga a terceira colocação em São Paulo e só chega a 7 pontos.

Se for para ser sincero, o programa de Xuxa não passou dos cinco pontos nas duas temporadas anteriores, mas hoje perde para Globo e SBT todas as semanas. A situação é triste para Xuxa. Desde que a apresentadora chegou à Record não conseguiu emplacar, mas é preciso levar em consideração que no horário de exibição de seu programa a competição é com o futebol na Globo e o Ratinho no SBT.

A direção da Record deveria observar que, talvez, se mudasse o Dancing Brasil para outro dia, a expectativa de resultado seria outra e a audiência poderia alcançar uma melhor pontuação pois os programas que disputam esse horário já estão consolidados.

Frase Final: “Enquanto estiver ganhando o pão de cada dia, não deixe de oferecer uma fatia aos menos afortunados”.

Novela terá Nathalia Dill como protgonista (Foto: Globo/ João Miguel Júnior)

Fora dos Trilhos

A Globo vai substituir uma novela de época por outra no mesmo estilo e manterá o debate sobre como, em tempos antigos, a sociedade criava estereótipos e determinava o futuro das mulheres.

A novela Orgulho e Paixão, que estreia no dia 20 e vem para substituir Tempo de Amar, vai se passar no fictício Vale do Café, ambientada no século XX, e terá como principal trama da história o envolvimento entre a mocinha Elisabeta (Nathalia Dill) e Darcy (Thiago Lacerda).

Elisabeta é a mais rebelde das cinco filhas de Ofélia Benedito (Vera Holtz), que sonha com bons pretendentes para as meninas. Diferente dos desejos da mãe, a protagonista sonha em ser uma mulher independente e não consegue se imaginar casada e presa às vontades de um homem.

Tudo muda quando a plebeia conhece Darcy (Thiago Lacerda), um homem de posição nobre, honesto, que mexe com os sentimentos da garota e a coloca em conflito sobre seus verdadeiros desejos. Por outro lado, Darcy também se sente incomodado ao perceber sua paixão pela menina de origem humilde e precisa vencer seu preconceito.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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