Ernesto e Ema, finalmente, vão selar o matrimônio (Foto: Victor Pollak/TV Globo)

Fora dos Trilhos

Lady Margareth (Natália do Vale) bem que tentará estragar a festa do casamento de Ernesto (Rodrigo Simas) e Ema (Agatha Moreira), que será realizada na Fazenda Ouro Verde. Mas uma reviravolta está por acontecer nos próximos capítulos de Orgulho e Paixão.

A vilã vai pedir para que Xavier (Ricardo Tozzi) quebre as mesas e objetos da comemoração antes que o novo casal saia da igreja casado. Ela vai observar de longe a decepção dos jovens e de seus convidados, mas será descoberta e assumirá a autoria da maldade.

Diante da situação, o noivo vai resolver transferir a festa para dentro da mansão de Lady Margareth. Ele ordena que seus amigos derrubem as portas do local para que a celebração seja realizada no casarão.

Para que ela não tente mais estragar a festa, Charlotte (Isabella Santoni) prende a tia na igreja, com a ajuda de Elisabeta (Nathália Dill) e Darcy (Thiago Lacerda). A megera vai berrar por ajuda, mas ninguém irá socorrê-la.

As cenas estão previstas para irem ao ar hoje e mostrarão Ofélia (Vera Holtz) e Nicoleta (Rosane Goffman) ajudando os recém-casados a cozinhar assados e petiscos para os convidados. A festa vai durar toda a madrugada e tudo sairá em perfeita harmonia.

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Segunda-feira 02/04

Darcy e Ernesto constatam que estão apaixonados pela mesma mulher. Mariana e Uirapuru se beijam. Darcy tenta se reaproximar de Elisabeta. Julieta ordena que Camilo vá a São Paulo e Darcy aconselha o amigo sobre Jane. Camilo pede perdão a Jane. Elisabeta acompanha Cecília à casa de Rômulo e Fani se incomoda. Darcy confessa a Elisabeta que mentiu para ela.

 Terça-feira 03/04

Elisabeta não perdoa a mentira de Darcy e o expulsa de sua casa. Os soldados comentam com Brandão sobre o motoqueiro e o coronel se sente constrangido. Susana se insinua para Darcy. Susana convida os Benedito para o jantar e constata que Darcy e Elisabeta estão brigados. A família de Ofélia chega para o jantar de Camilo.

 Quarta-feira 04/04

Julieta e Camilo se surpreendem com a chegada da família de Jane. Jorge se esforça para se envolver com Amélia. Brandão confirma a Ema que Jorge a ama. Ema diz a Brandão que não pode ficar com Jorge, pois prometeu cuidar de Aurélio e Barão. Elisabeta e Darcy conversam e Ernesto se intromete. Ernesto e Darcy brigam e acabam causando uma explosão na ferrovia.

 Quinta-feira 05/04

Elisabeta se desespera com o acidente. Mariana sonha com o motoqueiro misterioso. Soterrados, Darcy se recupera e consegue reavivar Ernesto. Elisabeta insiste para que Vicente continue nas buscas. Darcy e Ernesto planejam uma forma de se libertarem. O Barão ordena que Aurélio faça um acordo com Julieta. Susana acusa Elisabeta pelo acidente na ferrovia.

 Sexta-feira 06/04

Darcy e Ernesto conseguem abrir uma nova passagem nos escombros. Ema defende Elisabeta das acusações de  Susana. Vicente e os operários se incomodam com Elisabeta. Ema conta para Elisabeta que descobriu que Jorge está apaixonado por ela. Agatha estranha a reação de Uirapuru. Darcy e Ernesto conseguem sair dos escombros e Elisabeta vê os dois.

 

Sábado 07/04

Elisabeta, Ema e Luccino resgatam Ernesto e Darcy. Susana se apressa em afastar Darcy de Elisabeta. Darcy tem um desmaio. Rômulo ajuda Ernesto e Fani fica abalada ao ver a sua família na mansão do parque. Xavier e Virgílio armam contra Julieta. Ofélia comemora o casamento de Cecília e Rômulo. Uirapuru pede perdão aos Benedito. Elisabeta decide partir para São Paulo.

Segunda 26/03

Elisabeta se surpreende com o beijo de Darcy. Cecília e Mariana conhecem uma moça que alega ter visto fantasmas na casa de Rômulo. Petúlia conta a Susana que Elisabeta e Darcy se beijaram. Lídia se interessa por Uirapuru. Rômulo pede Cecília em namoro. Ema compra roupas caras e Aurélio se desespera. Camilo revela a Susana que pretende pedir Jane em casamento.

Terça 27/03

Susana se posiciona contra o noivado de Camilo e Jane. Elisabeta se aconselha com Ema, mas não revela que beijou Darcy. Uirapuru se entende com Mariana e Lídia se incomoda. Susana nota que Uirapuru e Darcy se reconhecem. Rômulo comenta com Ernesto e Luccino que está gostando de Cecília. Darcy e Elisabeta se beijam novamente e Susana surpreende os dois.

Quarta 28/03

Rômulo convida Cecília para ir até sua casa. Susana provoca Elisabeta, que a enfrenta. Elisabeta confessa a Ema que teme abrir mão de seus sonhos por causa do amor. Susana manipula Lídia, que acaba contando sobre o plano de Ofélia para aproximar Jane e Camilo. Cecília desiste de ir até a casa de Rômulo. Elisabeta revela a Ema que está apaixonada por Darcy.

Quinta 29/03

Petúlia se oferece para Ernesto. Darcy pede Elisabeta em namoro. Uirapuru insinua a Elisabeta que Darcy não é confiável. Elisabeta questiona Darcy sobre a rusga com Uirapuru. Julieta visita o túmulo de seu marido. Manipulada por Susana, Lídia conta a Darcy sobre os planos de Ofélia para suas filhas. Darcy interrompe o pedido de casamento de Camilo a Jane.

Sexta 30/03

Darcy e Susana afirmam a Camilo que ele não deve se casar com Jane. Jane é acusada de ser interesseira e Elisabeta acode a irmã. Darcy conforta Camilo, que sofre com a perda de Jane. Julieta confessa para o Padre a raiva que sente do falecido esposo. Ema hesita em contar a Elisabeta o que ouviu de Darcy. Elisabeta e Jane acabam se separando na floresta.

Sábado 31/03

Ernesto salva Elisabeta e Darcy encontra Jane na floresta. Tibúrcio expulsa Luccino de sua casa. Camilo sofre por amor e Julieta questiona Susana e Darcy sobre o estado do filho. Ernesto revela a Luccino que deseja namorar Elisabeta. Darcy vai à casa de Ofélia e descobre que Jane e Elisabeta não participaram das armações da mãe. Darcy dá um soco em Uirapuru.

Segunda, 19/03

Exibição do último capitulo de Tempo de Amar

Terça, 20/03

Elisabeta sonha em conhecer o mundo. Ofélia incentiva suas filhas a se casarem com um homem de posses. Ema anuncia a chegada de Camilo e Darcy e diz que haverá um baile na casa de seu avô. Julieta se prepara para dominar as terras do Vale do Café. Susana sugere a Julieta que as duas monitorem as atitudes de Camilo. Elisabeta e Darcy se conhecem.

Quarta, 21/03

Darcy e Elisabeta discutem. Elisabeta conta a Jane seu embate com Darcy. Cecília espiona a casa de Rômulo e vê quando Fani entra. Julieta dá orientações a Susana sobre suas fazendas de café. Elisabeta finge estar doente para não ir ao baile de Ema. Susana encontra Camilo e Darcy. Camilo e Jane trocam olhares e Ofélia aprova. Elisabeta chega à festa e todos se surpreendem.

Quinta, 22/03

Elisabeta exibe seus trajes e Darcy a observa. Alertada por Agatha, Ofélia confronta Lídia, que consegue esconder Otávio de sua mãe. Petúlia usa as roupas de Susana e se diverte na casa de chá. Elisabeta afirma a Jane para ter cuidado com Susana. Susana surpreende Petúlia com seus pertences. O Barão anuncia a Jorge que está gravemente doente. 

Sexta 23/03

Elisabeta confronta Darcy. Ema fala do interesse de Brandão por Mariana. Rômulo oferece flores a Cecília. Petúlia alerta Susana sobre a tensão entre Darcy e Elisabeta. Cecília comenta com Mariana que acredita que a mãe de Rômulo tenha sido assassinada. O estado de saúde de Jane piora e Darcy e Elisabeta vão atrás do Dr. Jonatas. O carro de Darcy fica atolado na lama.

Sábado 24/03

Darcy e Elisabeta se ajudam e conseguem tirar o carro da lama. Ernesto, Gaetano e Virgílio cobram de Xavier o pagamento por seus serviços. Nicoletta se preocupa com a demissão de Ernesto. Darcy e Susana provocam Ofélia. Brandão diz a Ema que falará com Mariana. Susana revela a Aurélio que o Barão levou sua fazenda à falência. Darcy e Elisabeta se beijam.

Ernesto vai brigar com Darcy após Elisabeta chorar (Foto: João Miguel Júnior/ TV Globo)

Fora dos Trilhos

Um dos grandes motes da trama Orgulho e Paixão, novela das 18h da Globo, a disputa entre Darcy (Thiago Lacerda) e Ernesto (Rodrigo Simas) pelo coração de Elisabeta (Nathalia Dill) vai causar uma explosão e deixar os dois soterrados ainda esta semana.

Em uma discussão na construção da ferrovia, o italiano começa a trocar socos com o inglês. Em um empurrão, Ernesto jogará Darcy em cima de um detonador de minas, o que provocará uma grande explosão. Os três vão ver uma enorme quantidade de pedras e terra desabar ao fundo, mas é neste momento que os rapazes se unem para salvar a mocinha, que consegue sair ilesa do soterramento. No entanto, eles ficam presos entre os escombros.

Em seguida, a dupla desmaia e fica desacordada por algum tempo, até que o inglês se recupera e consegue reavivar Ernesto. Percebendo que Vicente (Emmilio Moreira) está prestes a encerrar as buscas, sem resultados, Elisabeta se desespera e pede que o homem não desista de encontrar os dois amados.

Enquanto isso, Darcy e Ernesto unem forças para abrir uma nova passagem dentre os escombros. A manipuladora Susana (Alessandra Negrini) acusará a rival de ser responsável pelo acidente, deixando a mocinha mais arrasada, em meio ao drama que vive ao não ter notícias sobre seus dois amantes.

"Orgulho e Paixão" decepciona em seu primeiro capítulo. Nathalia Dill é a protagonista da novela (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a baixa audiência obtida na estreia de Orgulho e Paixão, a nova novela das seis da Globo. Ao contrário de Tempo de Amar, que foi um grande sucesso, o novo folhetim não correspondeu à expectativa tão esperada pela direção da emissora.

A história tem o tema inspirado nos romances da escritora inglesa Jane Austein. Com uma narrativa leve e descontraída, a história traz encontros e desencontros amorosos no início do século XX. Seu autor, Marcos Bernstein, construiu o fictício Vale do Café e o situou no interior do Estado de São Paulo para contar a história, os conflitos sociais e a conduta dos personagens.

Elisabeta (Nathalia Dill) é a principal protagonista do folhetim. Ela é uma mulher à frente de seu tempo, com pensamentos igualitários e interesses atípicos para uma jovem da época. Muito embora a novela tenha tido a sua estreia, na semana passada, com uma baixa audiência, a direção da Globo ainda acredita que vai prender os telespectadores, até porque a história é muito interessante.

Silvio Santos, de férias nos Estados Unidos, telefonou para seus executivos do SBT e avisou que quer, a partir de junho, um programa sertanejo na grade de programação de seu canal. A produção ainda busca possíveis apresentadores, mas várias duplas sertanejas já estão sendo contatadas.

A Band ainda não decidiu em que dia e horário encaixará seu novo programa de humor, que será liderado pelo ex-global Stepan Nercessian. O formato da atração ainda está sendo desenvolvido e a previsão de estreia é julho. O elenco de participação já está sendo contratado.

A terceira temporada do Dancing Brasil, apresentado por Xuxa Meneghel, não tem conquistado bom índices de audiência, segundo o Ibope. Apesar de toda expectativa criada pela Record, os objetivos não foram alcançados. A atração cresceu a audiência em apenas quatro capitais, mas amarga a terceira colocação em São Paulo e só chega a 7 pontos.

Se for para ser sincero, o programa de Xuxa não passou dos cinco pontos nas duas temporadas anteriores, mas hoje perde para Globo e SBT todas as semanas. A situação é triste para Xuxa. Desde que a apresentadora chegou à Record não conseguiu emplacar, mas é preciso levar em consideração que no horário de exibição de seu programa a competição é com o futebol na Globo e o Ratinho no SBT.

A direção da Record deveria observar que, talvez, se mudasse o Dancing Brasil para outro dia, a expectativa de resultado seria outra e a audiência poderia alcançar uma melhor pontuação pois os programas que disputam esse horário já estão consolidados.

Frase Final: “Enquanto estiver ganhando o pão de cada dia, não deixe de oferecer uma fatia aos menos afortunados”.

Novela terá Nathalia Dill como protgonista (Foto: Globo/ João Miguel Júnior)

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A Globo vai substituir uma novela de época por outra no mesmo estilo e manterá o debate sobre como, em tempos antigos, a sociedade criava estereótipos e determinava o futuro das mulheres.

A novela Orgulho e Paixão, que estreia no dia 20 e vem para substituir Tempo de Amar, vai se passar no fictício Vale do Café, ambientada no século XX, e terá como principal trama da história o envolvimento entre a mocinha Elisabeta (Nathalia Dill) e Darcy (Thiago Lacerda).

Elisabeta é a mais rebelde das cinco filhas de Ofélia Benedito (Vera Holtz), que sonha com bons pretendentes para as meninas. Diferente dos desejos da mãe, a protagonista sonha em ser uma mulher independente e não consegue se imaginar casada e presa às vontades de um homem.

Tudo muda quando a plebeia conhece Darcy (Thiago Lacerda), um homem de posição nobre, honesto, que mexe com os sentimentos da garota e a coloca em conflito sobre seus verdadeiros desejos. Por outro lado, Darcy também se sente incomodado ao perceber sua paixão pela menina de origem humilde e precisa vencer seu preconceito.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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