Megera não vai se conformar com a união de Jane e Camilo (Foto: João Miguel Júnior/ TV Globo)

Fora dos Trilhos

Em conversa com a rainha do café Julieta (Gabriela Duarte), Ofélia (Vera Holtz) deixará escapar os planos de Jane (Pâmela Tomé) e de Camilo (Maurício Destri), que pretendem se casar nos próximos capítulos de Orgulho e Paixão. Inocente, a boazinha ligará para a casa da malvada e dirá que quer convidá-la para o casório. Quem antecipou a informação foi o Observatório da Televisão.

O casal teve que superar grandes obstáculos, principalmente relacionados à Julieta, para enfim ficar juntos. O rapaz chegou até a pensar que ela seria uma interesseira, mas tudo se resolveu e eles conseguiram uma calmaria. O plano era realizar o matrimônio sem avisar a rainha do café, para que ela não conseguisse impedi-los.

Na ligação, a mãe de Jane dirá que está “providenciando as coisas por ocasião do casamento”. Surpresa, a megera questionará sobre qual casório ela está falando. “Jane com Camilo”, exclamará a caipira. “Amanhã. Se correr, ainda consegue chegar a tempo. Sei que você jamais se perdoaria se perdesse o enlace de seu único filho”, continua. “Eu não me perdoaria se eu fosse”, dirá a vilã, enquanto bate o telefone no gancho.

Enquanto isso, Elisabeta (Nathalia Dill) e Darcy (Thiago Lacerda) vivem sua primeira noite de amor. Mas Petúlia (Grace Gianoukas) descobre e conta para Susana (Alessandra Negrini). A megera escreve uma carta, em nome do mocinho, maldizendo a jovem por ter se entregado a ele.

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Segunda-feira 23/04

Julieta afirma que Camilo não é mais bem­vindo em sua casa. Ofélia anuncia a Jane e Elisabeta que Cecília se casará em breve. O Barão pede que Ernesto seja guarda­costas de Ema. Darcy revela que pedirá Elisabeta em casamento. O Motoqueiro Vermelho exige que Xavier se afaste de Luccino. Susana alerta Lorde Williamson sobre o possível enlace entre Darcy e Elisabeta.

 

Terça-feira 24/04

Lorde Williamson e Charlotte se preparam para encontrar Darcy no Brasil. Uirapuru teme as ameaças do Motoqueiro Vermelho e se afasta de Lídia. Virgílio afirma a Gaetano que ficará com Xavier. Susana recruta Olegário para afastar Elisabeta de Darcy. Camilo, Darcy, Jane, Elisabeta, Ludmila e Januário chegam à casa dos Benedito. Darcy pede Elisabeta em casamento.

 

Quarta-feira 25/04

Elisabeta recusa o pedido de Darcy. Susana e Petúlia chegam à fazenda dos Bittencourt. Julieta expulsa Camilo, Ludmila e Januário de sua fazenda. Camilo pede abrigo a Ema, Aurélio e Barão. Amélia ouve quando Estilingue afirma que Jorge ama Ema. Susana humilha Olegário, que jura vingança. Elisabeta descobre que foi Ema quem sugeriu que Darcy a pedisse em casamento.

 

Quinta-feira 26/04

Elisabeta rompe sua amizade com Ema. Xavier convoca Susana, Petúlia, Ludmila e Januário para a reunião na casa de Brandão. Agatha lamenta não poder oferecer um emprego a Nicoletta. Amélia conversa com Estilingue sobre Jorge. Ema discute com Ernesto. Fani amaldiçoa o vestido de noiva que foi de Josephine. Lorde Williamson encontra Darcy.

 

Sexta-feira 27/04

Xavier propõe a formação de uma patrulha para investigar o Motoqueiro Vermelho. Ema e Ernesto estranham ao ver Charlotte com Darcy. Ludmila promete ajudar Cecília com seu vestido de noiva. Mariana vê um assalto e pressiona Uirapuru para ajudar a vítima, acreditando que o namorado é o Motoqueiro Vermelho. Brandão descobre que o assalto foi forjado por Xavier.

 

Sábado 28/04

Charlotte afirma a Elisabeta que ela é a única mulher que seu irmão amou de verdade. Xavier e Virgílio usam Mariana para atrair o Motoqueiro Vermelho. Vestido como o Motoqueiro, Brandão salva Mariana e foge da patrulha. Brandão vê Uirapuru disfarçado como o Motoqueiro Vermelho e comenta com Luccino. Fani se oferece para guardar o vestido de noiva de Cecília. Darcy e Elisabeta se reencontram.

Segunda-feira 16/04

Jorge leva Aurélio ao baile de máscaras promovido por Camilo. Lídia descobre que Mariana se encontrará com Uirapuru. Aurélio aceita conversar com Julieta. Ema se decepciona com Jorge. Julieta e Aurélio se beijam. Susana revela a Julieta sobre Camilo e Jane. Tibúrcio leva Cecília a um quarto da mansão. Julieta interrompe o baile e exige que todos tirem suas máscaras.

 Terça-feira 17/04

Elisabeta foge com Jane. Tibúrcio insiste para que Rômulo e Cecília morem na mansão após o casamento. Xavier ouve Mariana falar que viu a motocicleta do Motoqueiro Vermelho na oficina de Luccino. Todos na casa de Jorge se preocupam com o sumiço de Elisabeta e Jane pela noite da capital. O cocheiro leva Elisabeta e Jane a um bordel.

 Quarta-feira 18/04

Agatha encontra Mariana escondida na oficina. Xavier acusa Luccino de ser o Motoqueiro Vermelho e Brandão o defende. Elisabeta e Jane encontram Tenória e Estilingue no cortiço. Susana e Olegário conversam sobre o plano para afastar as irmãs Benedito de Darcy e Camilo. Mariana procura Brandão. Darcy discute com Elisabeta.

 Quinta-feira 19/04

Darcy sente ciúmes de Olegário com Elisabeta. Ernesto briga com Virgílio para defender Luccino. Susana instrui Olegário em um novo plano. Elisabeta e Ludmila se preocupam com Ema. Olegário convida Elisabeta para ir ao cinema. Tibúrcio vai à casa de Felisberto e Ofélia. Darcy vê Elisabeta e Olegário na porta do cinema. Ema confessa a Jorge que leu o seu diário.

 Sexta-feira 20/04

orge desmente o que está escrito em seu diário e Ema fica transtornada. Camilo avisa a Ludmila sobre o jantar em sua casa e Jane implora que Elisabeta compareça. Amélia questiona Jorge sobre o futuro casamento dos dois. Jane se aconselha com Elisabeta. Xavier encontra Luccino em seu galpão. Susana pede que Camilo e Ludmila se beijem, quando Jane chega.

 Sábado 21/04

Jane conta a verdade para Julieta e se decepciona com a atitude de Camilo. Ernesto procura Rômulo e Fani o destrata. Darcy aconselha Julieta a não infantilizar Camilo, já que ele é um homem formado. Felisberto castiga Mariana e Lídia. Jane ouve que Camilo será mandado para a Europa e fica desolada. Cecília decide avisar Elisabeta e Jane de seu casamento.

Segunda-feira 09/04

Ema, Elisabeta e Jane planejam sua viagem a São Paulo. Uirapuru pede Mariana em namoro e Felisberto afirma que ficará de olho no rapaz. Elisabeta e Jane convencem Felisberto e Ofélia a deixá­las viajar para São Paulo com Ema. Susana descobre que Elisabeta e Jane irão viajar e decide ir para São Paulo com Petúlia para atrapalhar os planos das meninas.

Terça-feira 10/04

Susana garante a Petúlia que impedirá o encontro entre Darcy e Elisabeta. Darcy defende Januário, que estava sendo expulso do hospital. Susana e Petúlia sabotam o carro de Ema. Aurélio descobre que Ema viajou sem a sua permissão. Jorge pede uma chance a Amélia. Susana chega ao hospital em que Darcy está. Ema vê quando Jorge pede Amélia em casamento.

Quarta-feira 11/04

Ema celebra o noivado de Amélia e Jorge, e Elisabeta e Jane se preocupam com a amiga. Elisabeta conforta Ema, que afirma que se conformará com o que acredita ser seu destino de solteira. O Barão se preocupa com Ema. Fani ameaça Cecília. Ema marca um encontro com Julieta. Susana e Julieta são rudes com Jane e Elisabeta, e Camilo e Darcy chegam ao local.

Quinta-feira 12/04

Darcy descobre as mentiras de Susana. O Barão e Aurélio vão até a casa de Ofélia e Felisberto para ter notícias de Ema. Elisabeta, Darcy, Jane e Camilo se divertem em São Paulo. Mariana fica curiosa sobre a queimada no cafezal. Xavier acusa o Motoqueiro Vermelho pelo incêndio e Brandão e Mariana o defendem. Elisabeta confessa para Jane e Ema que não deseja voltar para o Vale do Café.

Sexta-feira 13/04

Ema e Jane se incomodam com a decisão de Elisabeta. Rômulo pede Cecília em casamento e Ofélia e Felisberto comemoram. Elisabeta se interessa pelo trabalho de Ludmila. Uirapuru expulsa Lídia de sua casa. Susana pede desculpas a Elisabeta e deixa escapar sobre o suposto afastamento de Camilo e Jane. Susana procura Olegário, seu ex­marido.

Sábado 14/04

Darcy explica a Elisabeta o plano de Camilo para enganar Julieta e ficar com Jane. Brandão afirma a Luccino que ficará à frente das investigações sobre a queimada no cafezal. Lídia provoca ciúmes em Uirapuru ao se aproximar de Otávio e Randolfo. Julieta se incomoda com a ideia de Camilo de promover um baile de máscaras.

Segunda-feira 02/04

Darcy e Ernesto constatam que estão apaixonados pela mesma mulher. Mariana e Uirapuru se beijam. Darcy tenta se reaproximar de Elisabeta. Julieta ordena que Camilo vá a São Paulo e Darcy aconselha o amigo sobre Jane. Camilo pede perdão a Jane. Elisabeta acompanha Cecília à casa de Rômulo e Fani se incomoda. Darcy confessa a Elisabeta que mentiu para ela.

 Terça-feira 03/04

Elisabeta não perdoa a mentira de Darcy e o expulsa de sua casa. Os soldados comentam com Brandão sobre o motoqueiro e o coronel se sente constrangido. Susana se insinua para Darcy. Susana convida os Benedito para o jantar e constata que Darcy e Elisabeta estão brigados. A família de Ofélia chega para o jantar de Camilo.

 Quarta-feira 04/04

Julieta e Camilo se surpreendem com a chegada da família de Jane. Jorge se esforça para se envolver com Amélia. Brandão confirma a Ema que Jorge a ama. Ema diz a Brandão que não pode ficar com Jorge, pois prometeu cuidar de Aurélio e Barão. Elisabeta e Darcy conversam e Ernesto se intromete. Ernesto e Darcy brigam e acabam causando uma explosão na ferrovia.

 Quinta-feira 05/04

Elisabeta se desespera com o acidente. Mariana sonha com o motoqueiro misterioso. Soterrados, Darcy se recupera e consegue reavivar Ernesto. Elisabeta insiste para que Vicente continue nas buscas. Darcy e Ernesto planejam uma forma de se libertarem. O Barão ordena que Aurélio faça um acordo com Julieta. Susana acusa Elisabeta pelo acidente na ferrovia.

 Sexta-feira 06/04

Darcy e Ernesto conseguem abrir uma nova passagem nos escombros. Ema defende Elisabeta das acusações de  Susana. Vicente e os operários se incomodam com Elisabeta. Ema conta para Elisabeta que descobriu que Jorge está apaixonado por ela. Agatha estranha a reação de Uirapuru. Darcy e Ernesto conseguem sair dos escombros e Elisabeta vê os dois.

 

Sábado 07/04

Elisabeta, Ema e Luccino resgatam Ernesto e Darcy. Susana se apressa em afastar Darcy de Elisabeta. Darcy tem um desmaio. Rômulo ajuda Ernesto e Fani fica abalada ao ver a sua família na mansão do parque. Xavier e Virgílio armam contra Julieta. Ofélia comemora o casamento de Cecília e Rômulo. Uirapuru pede perdão aos Benedito. Elisabeta decide partir para São Paulo.

Segunda, 19/03

Exibição do último capitulo de Tempo de Amar

Terça, 20/03

Elisabeta sonha em conhecer o mundo. Ofélia incentiva suas filhas a se casarem com um homem de posses. Ema anuncia a chegada de Camilo e Darcy e diz que haverá um baile na casa de seu avô. Julieta se prepara para dominar as terras do Vale do Café. Susana sugere a Julieta que as duas monitorem as atitudes de Camilo. Elisabeta e Darcy se conhecem.

Quarta, 21/03

Darcy e Elisabeta discutem. Elisabeta conta a Jane seu embate com Darcy. Cecília espiona a casa de Rômulo e vê quando Fani entra. Julieta dá orientações a Susana sobre suas fazendas de café. Elisabeta finge estar doente para não ir ao baile de Ema. Susana encontra Camilo e Darcy. Camilo e Jane trocam olhares e Ofélia aprova. Elisabeta chega à festa e todos se surpreendem.

Quinta, 22/03

Elisabeta exibe seus trajes e Darcy a observa. Alertada por Agatha, Ofélia confronta Lídia, que consegue esconder Otávio de sua mãe. Petúlia usa as roupas de Susana e se diverte na casa de chá. Elisabeta afirma a Jane para ter cuidado com Susana. Susana surpreende Petúlia com seus pertences. O Barão anuncia a Jorge que está gravemente doente. 

Sexta 23/03

Elisabeta confronta Darcy. Ema fala do interesse de Brandão por Mariana. Rômulo oferece flores a Cecília. Petúlia alerta Susana sobre a tensão entre Darcy e Elisabeta. Cecília comenta com Mariana que acredita que a mãe de Rômulo tenha sido assassinada. O estado de saúde de Jane piora e Darcy e Elisabeta vão atrás do Dr. Jonatas. O carro de Darcy fica atolado na lama.

Sábado 24/03

Darcy e Elisabeta se ajudam e conseguem tirar o carro da lama. Ernesto, Gaetano e Virgílio cobram de Xavier o pagamento por seus serviços. Nicoletta se preocupa com a demissão de Ernesto. Darcy e Susana provocam Ofélia. Brandão diz a Ema que falará com Mariana. Susana revela a Aurélio que o Barão levou sua fazenda à falência. Darcy e Elisabeta se beijam.

Ernesto vai brigar com Darcy após Elisabeta chorar (Foto: João Miguel Júnior/ TV Globo)

Fora dos Trilhos

Um dos grandes motes da trama Orgulho e Paixão, novela das 18h da Globo, a disputa entre Darcy (Thiago Lacerda) e Ernesto (Rodrigo Simas) pelo coração de Elisabeta (Nathalia Dill) vai causar uma explosão e deixar os dois soterrados ainda esta semana.

Em uma discussão na construção da ferrovia, o italiano começa a trocar socos com o inglês. Em um empurrão, Ernesto jogará Darcy em cima de um detonador de minas, o que provocará uma grande explosão. Os três vão ver uma enorme quantidade de pedras e terra desabar ao fundo, mas é neste momento que os rapazes se unem para salvar a mocinha, que consegue sair ilesa do soterramento. No entanto, eles ficam presos entre os escombros.

Em seguida, a dupla desmaia e fica desacordada por algum tempo, até que o inglês se recupera e consegue reavivar Ernesto. Percebendo que Vicente (Emmilio Moreira) está prestes a encerrar as buscas, sem resultados, Elisabeta se desespera e pede que o homem não desista de encontrar os dois amados.

Enquanto isso, Darcy e Ernesto unem forças para abrir uma nova passagem dentre os escombros. A manipuladora Susana (Alessandra Negrini) acusará a rival de ser responsável pelo acidente, deixando a mocinha mais arrasada, em meio ao drama que vive ao não ter notícias sobre seus dois amantes.

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O PT foi omisso em relação à falta de democracia na Venezuela, enquanto Temer não tem dado o suporte necessário para Roraima (Foto: Reprodução/Rede TV/Fotos Públicas)

Opinião

O lamentável episódio na remota cidade de Pacaraima, um dos pontos mais ao Norte do território brasileiro, serviu não apenas para desnudar a crise que representa a imigração venezuelana para o Estado de Roraima e para o País como um todo. Mas também para alinhar o discurso de boa parte dos presidenciáveis. De Geraldo Alckmin (PSDB) a Guilherme Boulos (Psol), de João Amoêdo (Novo) a Marina Silva (Rede), houve um chamamento ao bom-senso e da lembrança da tradição brasileira de acolher os mais diversos povos que aqui chegaram, deixando para trás uma dura realidade de sua nação natal. “Temos uma tradição humanitária no Brasil, de receber as pessoas que estão fugindo, na realidade, do desastre econômico venezuelano”, lembrou Alckmin.  Amoêdo destacou que 87% da população da Venezuela vive na pobreza e que “o Brasil, como nação, tem o dever de ajudar”. Boulos repudiou o que chamou de “atos movidos por ódio e xenofobia” e, na mesma linha, seguiu Álvaro Dias, que considerou ainda que “o Governo federal deveria enviar força-tarefa ao Estado.” Já Marina lembrou que são dois grupos de “desvalidos” que precisam de ajuda: os venezuelanos e os habitantes de Roraima. Por um aspecto, a visão da ex-senadora está precisa. Foi ela quem lembrou que o Brasil negligenciou duplamente a situação da Venezuela, e este silêncio contribuiu, ainda que indiretamente, para o quadro que hoje se assiste. Primeiro, o governo do PT, em função de seu alinhamento político e ideológico fez vistas grossas à situação de falta de democracia no país vizinho, desde a época de Hugo Chávez, se deteriorando ainda mais com Nicolás Maduro. Como a grande potência regional, o Brasil foi omisso e não usou de sua então privilegiada condição para denunciar e tentar dar novos rumos àquela realidade. Agora, sob Temer, lavaram-se simplesmente as mãos e pouco se fez para ajudar o paupérrimo Estado da região Norte, que está longe demais da capital federal. É nítido que Roraima não tem condições de lidar com o problema. A questão é complexa. Mas, certamente, fechar fronteiras, atear fogo em acampamento de imigrantes e expulsá-los a chutes, tiros e pontapés não representa a solução.

Maria Aparecida Pinto é a única negra candidata ao Senado por São Paulo (Foto: Alesp/Divulgação)

Cidade

A média de candidatos negros no Estado de São Paulo é menor do que a média nacional. Entre os paulistas, 72,52% dos 3.737 candidatos são brancos, enquanto os negros são apenas 26,2% dos postulantes paulistas a cargos eletivos. Na análise do Brasil inteiro, 52,78% dos candidatos são brancos, enquanto pretos (como é denominado na pesquisa) e pardos sobem para 46,13%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral. A maioria dos candidatos paulistas é formada por homens, com 68,1% de representatividade, e exercem as funções de empresário (12,34%) e advogado (7,89%), com índice de curso superior de 54,88%.  Segundo Jacqueline Quaresemin, especialista em opinião pública, o Congresso tem um perfil de branco, rico e conservador, mas não se deve usar isto para um embate entre o branco rico e o negro pobre. Ela avalia que isso se trata de uma questão histórica, com grandes famílias que sempre tiveram recursos e que continuam a se perpetuar no poder, e do interesse de outras classes, como as empreiteiras citadas na Lava Jato, que criam este cenário. “Continuamos em uma visão colonial de classe. Se esse ciclo não for rompido, nada vai mudar”, argumentou. A opinião da especialista vai ao encontro a um estudo dos doutores em Ciência Política Luiz Augusto Campos e Carlos Machado, que concluíram, com base em dados das eleições de 2012 e 2014, que a raça não é o valor determinante para o voto. “A origem da classe [econômica], combinada aos critérios de recrutamento partidário, explicam em grande medida a ausência de não brancos no Parlamento”, afirmam. A Justiça Eleitoral não divulga dados sobre classe econômica.  Mulheres ainda têm menor representatividade A concorrência por uma das 94 cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) é de 22 candidatos para cada vaga. Mas, na atual Legislatura, apenas dez mulheres conseguiram votos suficientes para obter o diploma de deputada estadual, sendo que somentes duas são negras. Para muitas candidatas, o problema maior é consolidar as tarefas familiares, a campanha e o trabalho, uma espécie de tripla jornada, que dificulta a participação feminina na Alesp. Pelo menos é isso que ocorre com a candidata Rute Barbosa (PCdoB), que é mulher e autodeclarada negra. Ela não acha que o fato de ter mais brancos impeça a criação de políticas públicas, mas avalia que existe uma diferença de pensamento. “Quando você tem um entendimento real da situação de um grupo social você tem mais condição de defender as necessidades destas pessoas”, disse. Segundo Rute, o principal problema é a representatividade e, mesmo em um partido de esquerda, é difícil para uma mulher conseguir recursos para financiar a campanha. Já na disputa por uma das vagas no Senado, a psicóloga Maria Aparecida Pinto (MDB), conhecida como Cidinha, é a única negra candidata paulista. 

Candidato do Novo acredita que a máquina pública brasileira está inchada (Foto: Reprodução/Instagram)

Nacional

O Partido Novo foi criado em 2011 com um alinhamento liberal, o que significa menor tamanho da máquina pública, redução de privilégios e de números de políticos e uma maior liberdade para empreender. Apesar de apresentar medidas que muitos eleitores elencam como essenciais, a sigla ainda não conseguiu transformar este ideal em voto, segundo João Amoêdo, pré-candidato à Presidência da República, porque “ainda são desconhecidos”. Na última eleição que participou, em 2016, o Novo elegeu quatro vereadores em cinco cidades que disputou vagas ao Legislativo. Este ano, a sigla, que recusa a utilizar o fundo partidário e eleitoral – que deve esvaziar em R$ 2,5 bilhões os cofres públicos –, concorre com cerca de 300 nomes ao pleito de deputado federal e 130 ao estadual. Seis senadores devem se candidatar pela legenda, que conta ainda com seis postulantes à função de governador. Estes políticos se comprometem em reduzir o número de cargos e até da verba utilizada com despesas pessoais. Os 22 mil filiados do Novo, que passam por uma espécie de processo seletivo, contribuem com R$ 29,90 por mês. Para Amoêdo, a meta é conseguir eleger 30 deputados federais para que o partido tenha corpo e “consiga avançar com propostas de renovação da sigla”. Carioca, executivo do setor bancário e com 55 anos, Amoêdo acredita que a alta burocracia e a falta de competitividade complicam a vida do brasileiro, que arca com uma máquina pública inchada e custosa que pesa cada vez mais no bolso do brasileiro. Com 55 anos, João Amoêdo tem como bandeira a facilitação da vida do empreendedor brasileiro (Foto: Reprodução Instagram) Qual o principal diferencial do Novo para com os outros partidos? Tem vários aspectos: o único partido ficha limpa, o único partido que não utiliza dinheiro público, nem fundo partidário, nem fundo eleitoral. Entendemos que temos que ter mais liberdade econômica para o cidadão brasileiro, que hoje paga impostos demais. Nós queremos desburocratizar, para deixar os pequenos e médios empreendedores crescerem e gerarem empregos. Uma diferença é justamente a defesa que a gente faz mais do cidadão, e não do governo. A privatização de todas as empresas estatais. Nós entendemos que seria um bom sistema para reduzir a corrupção, aumentar concorrência e a qualidade dos produtos. Apesar de falar em cortar gastos, o eleitor brasileiro espera assistência do governo em praticamente todas as áreas. Como o senhor pretende atrair o eleitor? O eleitor brasileiro começou a notar que o Estado cresceu muito sobre a justificativa de que iria nos dar muita coisa e foi ficando menos eficiente, tirando nossa poupança. O Estado deveria se concentrar nas áreas essenciais: saúde, educação básica e segurança. Qual seria o número ideal de ministérios para vocês? A gente trabalha com a ideia de dez a doze ministérios. O Estado brasileiro foi sendo inchado pela necessidade dos políticos de se perpetuarem no poder em troca de cargos, indicações política, e toda essa conta acabou indo para o cidadão brasileiro.  Como você faria para reduzir a dívida pública? A primeira coisa é equilibrar as contas. Mais responsabilidade fiscal, Reforma da Previdência, redução do Estado. Algo que tem que estar claro é que o equilíbrio das contas tem que ser via corte de custos, sem aumento de impostos. No liberalismo do Novo, existe espaço para agências reguladoras? Eu entendo que as principais agências reguladoras são os consumidores em um ambiente de livre mercado. Mas, como não temos este modelo, as agências podem ter o seu papel em alguns setores. No entanto, no período em que existirem, tem que ter uma indicação de cargos técnicos. Nós vimos, recentemente, que elas são aparelhadas politicamente. O MDB lidera estas indicações e as agências acabam se desvirtuando, viram um local de atendimento de demandas e negociações políticas. Amoêdo afirma que agências reguladoras não podem ser balcões de negócios (Foto: Reprodução/Instagram) Mas este comportamento traria um descontentamento de muitos políticos. Como você faria para governar neste meio? O nosso principal desafio é ter um grande aliado: a população. Hoje, existem três grandes grupos que precisamos cortar privilégios e benefícios que são pagos pelo povo cujos recursos deviam ir para áreas essenciais. O primeiro grupo é dos políticos. Tem que acabar com dinheiro público para partidos políticos, reduzir em um terço o número de congressistas e diminuir muito a verba de gabinete e o número de assessores. Quando elegemos quatro vereadores, eles cortaram 39 assessores, ficaram apenas com seis, e cada um faz uma economia de R$ 4 milhões por ano. Interessante lembrar que são quase 58 mil vereadores. Um dado que eu gosto de deixar claro é que o Congresso custa, hoje, R$ 29 milhões por dia. E quais seriam os demais grupos? O segundo grupo é a elite do funcionalismo público que recebe, especialmente, pensões muito elevadas. Um estudo feito pelo Banco Mundial mostrou que funcionários federais recebem 67% a mais que o setor privado. Enquanto na área privada não tem reajustes, na iniciativa pública tem sempre reajuste salarial, pressão dos funcionários e outro ponto, na área privada, se você não tem bom desempenho pode ser demitido, mas no serviço público, não. E o terceiro grupo são setores empresariais que têm grandes benefícios do governo, como taxas de juros subsidiadas e isenção de impostos. Tudo isso cria uma distorção na economia e uma transferência de renda. O Estado brasileiro acaba, no fundo, sendo um grande concentrador de renda, fomentando a desigualdade quando se espera o contrário.   Os bancos hoje cobram juros exorbitantes em seus empréstimos, mas pagam valores risíveis nos rendimentos de investimentos. Como mudar isso? O que eu entendo é que a burocracia e a falta de concorrência favorecem os grandes bancos. Vários bancos estrangeiros que estiveram no Brasil decidiram ir embora, fecharam sua operação. Com mais oferta e mais concorrência você vai conseguir baixar os spreads bancários. E como seria a sua relação com o Judiciário? Eu entendo que temos grandes desafios. Aumentar a independência das instituições para que uma não aumente seu poder sobre a outra. O Judiciário, em alguns casos, age de forma correta, mas no Brasil tudo tem sido muito judicializado.  Este é um problema que tem que ser resolvido. Perdemos produtividade, atrasam processos e acaba trazendo instabilidade quando as regras não são muito claras. Deste jeito é difícil atrairmos investimentos. O Judiciário tem autonomia nos seus salários, então temos que começar dando o exemplo, cortando 50% de assessores, verba de políticos eleitos. Pretendo cortar vários gastos do presidente da República, que custa R$ 560 milhões por ano. Candidato se diz a favor da união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento (Foto: Reprodução/Facebook) Você acredita no conceito de meritocracia? Eu entendo que as pessoas têm que ter o reconhecimento pelo trabalho que entregam, independentemente do ponto de largada que elas têm. Pessoas com o mesmo ponto de largada podem ter resultados diferentes. O que falta no Brasil, fundamental na educação básica, é permitir que todas as pessoas tenham alguma formação inicial que as permita ter oportunidades, mas o Estado tem deixado muito a desejar neste quesito. Tem que ter uma avaliação meritocrática que valorize os bons funcionários e substitua os maus. Em temas como união entre casais homoafetivos, liberação de armas e aborto, como você se posiciona? Nos dois primeiros temas sigo o entendimento do partido. Sou favorável à união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento. O aborto o partido deixa como uma questão pessoal. Eu, particularmente, sou contra, mas não travaria a pauta no Congresso. O que você melhoria no Sistema Único de Saúde (SUS)? O que precisa fazer é melhorar a gestão. O SUS é importante, tem uma estrutura montada, agora a gente quer melhorar a gestão, melhorar a responsabilidade, incluir tecnologia, marcação de consultas, prontuário eletrônico, tudo sendo integrado. E como seria na questão habitacional? A gente tem que melhorar a renda das pessoas para que elas possam ter a capacidade de comprar suas casas, ter uma estabilidade para financiamento em longo prazo. Existem programas de habitação, mas a gente acaba vendo que eles não funcionam.    

Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 
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É aconselhável ter cautela nas redes sociais (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

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O PT foi omisso em relação à falta de democracia na Venezuela, enquanto Temer não tem dado o suporte necessário para Roraima (Foto: Reprodução/Rede TV/Fotos Públicas)

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