Parques temáticos atraem mais de 80 milhões de turistas por ano nos EUA (Foto: Alexandre Godinho/AE)

Fora dos Trilhos

A cidade de Orlando, nos Estados Unidos, tem mais de 15 novidades para este ano. O local atrai  turistas brasileiros constantemente. Conhecida pelos parques temáticos, a região passou por uma reinvenção e traz o Disney’s Hollywood Studios, que dá vida aos personagens da Disney-Pixar na Toy Story Land.

No Universal Studios Florida, a nova montanha-russa Fast & Furious (uma referência ao filme Velozes e Furiosos) é o grande destaque. Os veículos têm design especial e vão fazer a adrenalina subir. “A cidade oferece muitas atrações e atividades para os visitantes intercalarem ou combinarem entre si”, disse George Aguel, presidente e CEO de Visit Orlando.

Na área gastronômica, o restaurante The Edison leva a temática dos anos 1920 à região, e o Winebar George será o único bar de vinhos na Flórida.

No Sea World, o Infinity Falls leva todos a uma floresta tropical com fontes de água, ruínas de uma civilização perdida, cachoeiras e uma queda, a mais alta entre as atrações.

Resorts e hotéis ganham novidades: o Disney’s Coronado Springs Resort vai receber uma nova torre com 15 andares e 500 quartos, e o Margaritaville Resort Orlando, em frente a um enorme lago, terá 175 quartos, 300 unidades para locação.

Experiências inesquecíveis                                                      

Brasileiros que foram a Orlando concordam em dizer que a experiência na cidade é marcante e especial. A estudante Fernanda Lula Chagas, 20, que viajou em julho de 2015, recomenda o passeio. “Para quem gosta de parque de diversão, é muito bom. Há uma diferença muito grande entre os que temos aqui e os que existem lá”, disse. “É muito bom conhecer lugares e culturas diferentes. A experiência foi ótima”, completou.

Para o engenheiro civil Fábio Salgueiro, a visita a Orlando também foi diferenciada. “É um lugar que tem uma magia única. As pessoas podem até tentar explicar, mas só sentindo mesmo para conseguir entender”, afirmou. O pacote de dez dias para Orlando custa, em média, R$ 7 mil por pessoa     

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Vista panorâmica de Florença, capital da Região da Toscana (Foto: Maurício Nunes)

Turismo

Quem nunca sonhou viver sob o sol da Toscana? São tantos filmes, livros e canções inspirados nesta região da Itália, que, para quem ama viajar, comer bem e degustar os melhores vinhos, este é, sem dúvida, o lugar perfeito para as férias.

A Itália é dividida em 20 regiões, como o que chamamos de Estados, e cada uma delas tem a sua capital. A de Toscana é a belíssima Florença, terra de Carlo Collodi, criador de Pinóquio, o boneco imortalizado por Walt Disney. Outro importante florentino é Dante Alighieri, primeiro e maior poeta italiano. Sua maior obra, A Divina Comédia, atingiu o pensamento humano na sua mais completa intensidade, garantindo ao seu autor o título de sumo poeta da Itália.

Repleta de construções magníficas, como a imponente e esplendorosa Catedral de Santa Maria del Fiore e a histórica Ponte Vecchio, construída ainda na Roma antiga e preservada até pelos nazistas na Segunda Guerra. Florença é um dos destinos mais procurados e encantadores não apenas da Toscana, mas da Europa.

O berço do Renascimento, como é conhecida, foi cenário de grandes obras de  Leonardo da Vinci, Giotto di Bondone,  Rafael, Donatello, entre outros, e hoje abriga importante parte do acervo deixado por estes mestres das artes plásticas.

Os museus abrigam obras históricas, como “O Nascimento de Vênus”, de Botticelli, a “Medusa de Caravaggio” e até o imponente “Davi”, de Michelangelo, escultura com mais de cinco metros de altura, trabalhada em mármore de Carrara, e que impressiona.

A gastronomia é outra categoria tratada com louvor. Exemplo disto é o prestigiado e secular  Buca Mario, restaurante construído no século XIX no “subterrâneo” de um edifício histórico do século XVI. Já o Cibreo Firenze foi criado pelo chef Fabio Picchi que, após cinco anos trabalhando no Japão, trouxe a cultura oriental para os pratos florentinos.   

Pisa, muito além da famosa torre

Uma boa dica é conhecer Pisa, importante polo turístico da Toscana, onde está localizada a icônica Torre de Pisa.

A cidade de Galileu Galilei e do matemático Fibonacci pode ser apreciada em um dia, caso o viajante tenha uma agenda corrida. O Hotel Bologna é a dica perfeita para acomodação, pois sua localização está próxima à estação e aos pontos turísticos. Se estiver em Florença, a melhor hospedagem é no Hotel Cellai. Suas charmosas acomodações podem incluir, inclusive, terraço com vista para as colinas e à cidade de Florença. 

Pisa é cortada pelo Rio Arno e possui monumentos de extrema importância histórica e cultural, como o monumental Teatro Verdi e a medieval Piazza dei Cavalieri (Praça dos Cavaleiros).

A Piazza del Duomo de Pisa, conhecida como Piazza dei Miracoli, é desde 1987, patrimônio da humanidade da Unesco. É neste espaço que está seu cartão-postal, a famosa Torre de Pisa ou “La Torre Pendente di Pisa”. Construída entre os séculos XII e XIV, inclina um pouco mais a cada ano, porém não há planejamentos em frenar sua inclinação, pois perderia seu charme e a cidade milhares de turistas.

A Catedral de Pisa é uma das mais suntuosas catedrais italianas. Il Battistero di Pisa é o maior batistério da Itália, e sua imponência na praça divide a atenção com a famosa torre inclinada.

Outro ponto interessante é o Cemitério Monumental de Pisa, lugar sagrado que abriga restos mortais dos personagens mais ilustres da cidade, cercados por obras de arte da idade antiga (etruscos) num verdadeiro museu com impressionantes esculturas.

Toscana é arte, história e um deleite para todos os sentidos. Talvez, por isto, Dan Brown a tenha escolhido para um de seus principais best sellers, e o leitor, provavelmente, a escolherá para suas próximas férias

Empresa justificou medida como algo benéfico ao meio ambiente (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo


A Walt Disney Company anunciou nesta quinta-feira, 26, que eliminará os canudos de plástico até o fim do primeiro semestre de 2019. A empresa adotou a nova medida motivada por iniciativas sustentáveis.

O objetivo é eliminar os mais de 175 milhões de canudos e 13 milhões de mexedores plásticos descartados anualmente nos parques da Disney. O único parque que ficará de fora da iniciativa é o de Tóquio, no Japão.

Para o presidente dos parques da Disney, Bob Chapek, "esses novos esforços globais ajudam a reduzir nossas pegadas no ambiente e a avançar em nossas metas de sustentabilidade a longo prazo".

Para crescer ainda mais no campo ambiental, a Disney está trabalhando em conjunto com a Conservation International, uma ONG que visa proteger a biodiversidade da terra. O CEO da empresa, M. Sanjayan, acredita que a Disney sempre se inspirou na natureza e ressalta a importância desse passo: "O anúncio de hoje é mais do que reduzir o desperdício de plástico, mas também sobre mostrar para milhões de crianças e adultos de todo o mundo as muitas maneiras de mudar nossos hábitos diários para cuidar dos oceanos e proteger a natureza que nos sustenta".

Não só a Disney se mobilizou na causa sustentável. No começo do mês, o Starbucks também aceitou o compromisso de eliminar os canudos plásticos de todas as suas 28 mil lojas ao redor do mundo até o ano de 2020, assim como o McDonald's, que anunciou que substituirá os canudos plásticos por canudos de papel, inicialmente nos restaurantes do Reino Unido, Irlanda e Austrália.

Presidente não gostou das comparações com o personagem da Disney (Fotos: Cesar Itibere /PR/Fotos Públicas e Divulgação)

Fora dos Trilhos


O governo da China tomou a decisão de censurar o filme Christopher Robin, uma adaptação live-action dos contos do personagem Ursinho Pooh, proibindo a exibição da produção em todo o território chinês. A censura foi confirmada para a agência Associated Press por Cathleen Taff, diretora de distribuição de produções da Disney.

Com classificação livre no mundo inteiro, sem nenhuma cena de violência ou sexo, a justificativa para a censura é de que o governo quer evitar as comparações do personagem criado por A.A. Milne com a forma física do presidente Xi Jinping - algo que vem acontecendo com frequência em forma de memes que circulam nas redes sociais.

Uma das montagens, por exemplo, mostra uma foto de Xi junto com o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com ambos sendo comparados com Pooh e seu amigo Tigrão.

Segundo a agência de notícias, o presidente chinês não gosta das comparações e começou uma proibição sistemática de todos os conteúdos envolvendo o personagem. A medida, no entanto, transformou o personagem em um símbolo de resistência contra o Partido Comunista.

Disparidade também é vista em lojas da companhia (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

Após a Discovery divulgar que a disparidade salarial entre funcionários homens e mulheres em sua sede no Reino Unido chega a 13%, agora é a Disney que divulga seus resultados. Os estudos foram feitos em cumprimento a uma nova lei britânica que exige que empresas com mais de 250 funcionários analisem essa diferença entre gêneros. As informações são da Variety.

A Walt Disney Company do Reino Unido revelou nesta sexta-feira, 30, que seus funcionários homens receberam 22% a mais que as mulheres no ano passado. Quando considerados os bônus que os dois grupos receberam, a diferença cresce para 41,9%.

Já nas lojas da Disney, a vantagem salarial de homens sobre mulheres permaneceu: os funcionários ganham 19,8% mais que as funcionárias - no referente às bonificações, esse porcentual sobe para 77,2%. São mais de 3 mil funcionários na companhia como um todo no Reino Unido.

Outra companhia televisiva a divulgar seus dados sobre disparidade salarial foi a NBC Universal, cujos salários dos homens foram 3,2% maiores do que os das mulheres em 2017. Entretanto, quando o assunto são os bônus recebidos, a empresa se difere de todas as outras do setor de TV e cinema: as mulheres ganharam 5,5% mais que homens em bonificações.

A Disney informou, no relatório, que "já fez progressos na equiparação salarial entre os gêneros" após a coleta dos dados. Já a NBCUniversal disse: "Nós valorizamos uma cultura inclusive e tentamos atrair e desenvolver uma força de trabalho diversa e talentosa para criar e entregar um espectro de conteúdo que reflete nossa visão atual e desafiadora do mundo".

Outras empresas que divulgaram dados relativos foram a Viacom, que paga mais as mulheres do que os homens, a Endemol Shine, que paga os dois igualmente, e a BBC, que também pagou salários maiores a mulheres do que a homens em 2017. O setor privado do Reino Unido tem uma diferença salarial média entre gêneros de 25%.

Voltado ao público infantil e jovem, filme mostra a busca de dois irmãos pelo pai (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Um dos principais lançamentos da Disney para este ano estreia nesta quinta-feira, 29, nos cinemas. O filme Uma Dobra no Tempo é baseado no livro homônimo de Madeleine L’Engle, com destaque para os efeitos especiais que retratam diversos planetas, em uma aventura rica em emoções e clichês típicos de filmes destinados ao público infantil.

A história se baseia nas aventuras dos irmãos Meg (Storm Reid) e Charles Wallace (Deric McCabe) em busca do pai, o doutor e astrofísico Alex Murray, que está desaparecido, mas, na verdade, é mantido em cativeiro em outro planeta por forças malignas.

Em sua jornada, Meg e Charles vão receber ajuda de três guerreiras mantenedoras do bem no universo:  a senhora Queé (Reese Witherspoon), a senhora Quem (Mindy Kaling) e Senhora Qual (Oprah Winfrey). Durante a busca pelo pai, a dupla de irmãos conhece diferentes planetas e se prepara para enfrentar a escuridão que ameaça o universo multirracial. 

O filme é voltado para o público infantil e pré-adolescente, com foco em questões como a falta de confiança e autoestima, problemas típicos enfrentados pelos jovens contemporâneos.  

O longa é dirigido pela roteirista e publicitária Ava Duvernay, conhecida pelo filme Selma: Uma Luta Pela Igualdade, que rendeu a primeira indicação ao Oscar de melhor filme para uma diretora negra.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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