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Sáb, Nov

Sírio tocou o coração dos brasileiros com depoimento (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O sírio Kaysar enfrenta, nesta segunda-feira, o arquiteto Breno no penúltimo Paredão do Big Brother Brasil. Apesar de ter ficado 42 horas e 58 minutos em uma prova de resistência, valendo a imunidade e um carro, interrompida pela produção, o refugiado não teve benefício no jogo. Ana Clara, filha de Ayrton, que também ficou durante esse período na disputa, acabou convencendo-o de lhe dar o poder de não participar dessa berlinda.


A conversa entre a garota e o sírio foi transmitida ao vivo pela Globo e pode complicar os planos da Família Lima de vencer o jogo. Isso porque o estrangeiro, em tese, teria mais motivos para querer a imunidade: ele quer ganhar o R$ 1,5 milhão para trazer sua família, que está no meio da guerra civil da Síria, para o Brasil.


No papo, ele deixou isso bem claro para a ruivinha. “Estou tão perto do meu sonho, não posso ir ao Paredão e arriscar agora”, disse, quase aos prantos. “Meus pais deixaram o emprego, eu também estou desempregada”, argumentou ela. “Vocês estão sem emprego, minha família está na guerra”, tentou convencer o sírio.


No fim, ele parece ter sacado que aquele momento não se tratava de uma conversa comum. Kaysar percebeu que poderia transmitir seu discurso – que é bastante válido, diga-se – para todo o Brasil. E, assim, acabar praticamente sacramentando a sua vitória. “Tenho cicatrizes de tiros no meu corpo, tiros dados pela vida. Essa é só mais uma”, disse a Tiago Leifert. “Me desculpa, mãe”, concluiu. Ana percebeu a esperteza do sírio, mas não pode fazer mais nada. Só torcer para não enfrentar Gleici, também favorita, no último Paredão, que será formado após a eliminação, muito provavelmente, de Breno.

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Brothers souberam jogar durante o reality (Foto: Reprodução/TV Globo)

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A 18ª temporada de Big Brother Brasil reservou a final para os grandes favoritos ao prêmio: Kaysar, Gleici e Família Lima, formada por Ana Clara e Ayrton, venceram grandes duelos e foram eliminando, um a um, seus adversários no jogo.

Os finalistas enfrentaram e derrotaram Jaqueline, Ana Paula, Nayara, Mahmoud (que era aliado), Diego, Caruso, Wagner, Jéssica, Breno e Paula. Em 14 Paredões, eles não estiveram presentes apenas em quatro.

Enquanto o sírio busca o prêmio para tirar a família da guerra civil de seu país natal, que já dura quase sete anos, a acreana Gleici tenta melhorar a vida, já que teve uma vida sofrida até chegar ao reality. A família corre por fora, mas a história de Ayrton, que tentou entrar no BBB em quase todas as edições, pode comover o público.

Certo é que os quatro jogaram muito bem e evitaram, acertadamente, confrontos em Paredões entre eles. Gleici voltou de uma berlinda falsa e, desde então, não foi mais colocada à prova na casa. Kaysar conseguiu se esquivar bem até a reta final, quando praticamente escolheu enfrentar adversários mais fracos. Ana Clara e Ayrton conquistaram amizades em grupos diferentes e também tiveram méritos de chegar à final.

Sírio é o favorito para ganhar o prêmio (Foto: Reprodução/TV Globo)

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O sírio Kaysar já viveu altos e baixos junto ao público no Big Brother Brasil. Ele entrou na casa e despontou como favorito ao título. Depois, iniciou romance com a renegada Patrícia e a relação com os espectadores ficou abalada.

Quando a moça foi praticamente expulsa do reality pelo público, com 94% de rejeição, ele pareceu ficar bobo, fazendo brincadeiras nada agradáveis com Caruso.


Só que, depois de tudo isso, ele parece mais forte do que nunca para vencer o prêmio final, depois de eliminar Jéssica, na terça-feira, 10. Se quiser chegar até o último dia e conquistar o R$ 1,5 milhão, terá que usar a cabeça: dois adversários, Breno e Paula, são os mais fracos, enquanto a Família Lima e Gleici também despontam como favoritos. Com o mesmo olhar, Breno e Paula parecem cada vez mais distantes do resto da casa.

Caruso comparou Wagner a uma nota fictícia de R$ 3 (Foto: Reprodução/Globo)

Fora dos Trilhos

Um momento bastante constrangedor ocorreu, nesta terça-feira, após a eliminação de Wagner do Big Brother Brasil. O ex-participante foi convidado a dar uma entrevista à repórter Fernanda Keulla, em programa veiculado na internet. Até aí tudo bem. Só que a produção chamou Caruso para participar no telão e o clima esquentou.

Antigos aliados na casa, os dois já se estranharam no cumprimento. “Oi, princesa”, disse o paulista. Irritado, o paranaense respondeu. “Oi, nervosinho”. Caruso segurava uma nota de três reais, que é constantemente utilizada para representar pessoas falsas. “Vem aqui buscar [a nota]. Vou te arrebentar. Vem aqui para São Paulo que nós vamos fazer churrasquinho de você”, comentou.

“O teu palanque é esse aí mesmo. Foi o que sobrou para você”, rebateu Wagner. “Você também saiu”, chegou a falar o paulista, antes de ser cortado pela apresentadora. O namorado de Gleici ainda disse algumas palavras de baixo calão antes de encerrar o assunto.

Wagner foi eliminado do BBB com 59,5% dos votos, enfrentando a Família Lima, cujos integrantes Ana Clara e Ayrton despontam como amplos favoritos ao título da competição. Para ver a discussão, clique aqui (a partir dos 39 minutos). 

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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