Evento terá tradução em libras (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Até dia 29 de julho, o Itaú Cultural recebe a atriz Letícia Sabatella e o ator Fernando Alves Pinto na peça A Vida Em Vermelho - Brecht E Piaf. Com texto de Aimar Labaki e direção geral de Bruno Perillo, o espetáculo reúne em cena o poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) e a cantora francesa Edith Piaf (1915-1963), num encontro fictício marcado por reflexões e uma coletânea das principais canções dos dois, interpretada ao vivo pelo elenco.

Estreada em 2016, A Vida em Vermelho coloca frente a frente dois dos maiores artistas do século XX, com ideologias e visões de mundo radicalmente opostas. Bertolt Brecht conceituou a tragédia do homem, revolucionou o teatro mundial e lançou um olhar profundo para as relações humanas no sistema capitalista, a mesma sociedade que a consumiu. Edith Piaf viveu na miséria ao longo da infância, sofreu as dores do amor, virou uma das cantoras mais amadas da França, viveu com intensidade e encontrou a solidão – poderia ser uma personagem do teatro brechtiano.

Nesse improvável encontro imaginado por Aimar Labaki, Edith Piaf e Bertolt Brecht se reúnem durante um ensaio num final de tarde, em um antigo cabaret, onde se apresentarão à noite acompanhados por três músicos. Vidas, obras, anseios, medos e realizações são alguns dos temas que conduzem a conversa entre os dois, interpretados por Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto.

Como se estivesse em uma competição, a dupla interpreta uma coletânea de suas principais canções, além de músicas famosas de suas épocas. Mas, mais do que competir pelo título de melhor cancioneiro, eles disputam pelo melhor modo de vida. A partir de cartas, solilóquios, memórias e autocitações, Brecht coloca o homem em xeque, enquanto Piaf expõe a própria alma. Ao longo da encenação, no entanto, esses dois universos mostram que podem coexistir.

Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto interpretam os protagonistas e outros personagens que vão invadindo a ação. Assim, o encontro entre Bertolt Brecht e Edith Piaf acaba por evocar uma série de temas importantes tanto para o Brasil como para o mundo contemporâneo.

Serviço

A Vida em Vermelho - Brecht e Piaf

Dias 21 e 26 a 28 de julho (quinta-feira a sábado), às 20h

Dias 22 e 29 de julho (domingo), às 19h

Elenco: Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto. Texto: Aimar Labaki. Direção geral: Bruno Perillo. Direção musical: Lincoln Antonio. Músicos: Demian Pinto (Piano), Zéli Silva (contrabaixo acústico), Giba Favery (bateria e percussão).

Duração:  90 minutos

Classificação indicativa: 12 anos 

Sala Itaú Cultural (térreo)

Com interpretação em Libras

Entrada gratuita - Capacidade: 224 lugares

Distribuição de ingressos:

Público preferencial: 1 hora antes do espetáculo (com direito a um acompanhante, que deve retirar o ingresso ao mesmo tempo)

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:

3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

"Escombros" é uma peça que fala sobre perdas materiais e morais (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

O Metrô News  três dicas para os paulistanos curtirem o final de semana sem gastar nada. Há indicação de uma peça gratuita que será encenada ao lado do Metrô Bresser, sugestão de exposições e espetáculos relacionados ao Dia Internacional da Dança e uma opção alusiva ao Dia do Índio, celebrado nesta quinta-feira, 19. Confira no vídeo. 

Apresentação começa nesta quinta, 19, e vai até domingo, 22 (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

“Kuarup ou a Questão do Índio” teve sua estreia em 1977, num dos períodos mais obscuros da história política do Brasil e vai se apresentar gratuitamente nos dias 19, 20 , 21 e 22 de abril, no centro de São Paulo.

A obra é considerada um marco da dança por apontar uma política cultural para o país, rompendo amarras e limites entre arte, educação e consciência histórica. A coreografia foi apresentada em todo o território nacional, América Latina e Europa, que somam mais de 400 apresentações.

As questões das sociedades indígenas inseridas no contexto atual tiveram retrocessos mais que significativos, tanto nas demarcações das terras como no detrimento de suas identidades. As leis recuam ao invés de se legitimarem.

Serviço

"KUARUP ou a Questão do Índio".

Informações: Direção teatral de Márika Gidali/ Corografia de Décio Otero.

Data: De 19 a 22 de abril(de quinta a sábado às 20:00  e domingo às 19:00 horas).

Local: Galeria OLIDO - Sala Paissandú - Av. São João, 473 - centro

Valor: Gratuito e livre

Retirada dos ingressos uma hora antes das apresentações

Ingleses devem tocar músicas inéditas ao público brasileiro neste domingo no Allianz Parque (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Nove anos depois do primeiro show que fez no Brasil, o Radiohead retorna para as terras tupiniquins e vai se apresentar, no próximo domingo, 22, no Soundhearts Festival, no Allianz Parque, na Barra Funda.

Radiohead é uma banda inglesa de rock alternativo formada em 1985, em Oxford. O conjunto ganhou notoriedade em 1993, com a música Creep, que em uma tradução literal significa arrepio, do álbum Pablo Honey, de 1992.

A banda, formada por Thom Yorke (vocal, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra, piano, ondas martenot), Ed O’Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão) tem uma discografia de nove títulos, sendo A Moon Shaped Pool o último lançamento.

Quando vieram ao Brasil pela primeira vez, os ingleses tinham apenas três álbuns, o que significa que os fãs que não saíram do País para ver a banda terão a oportunidade de ouvir diversos sucessos nunca interpretados por aqui. Em seu show na Argentina, no dia 15 deste mês, o Radiohead tocou 27 músicas, entre as quais, além de Creep, estavam Paranoid Android e There There.   

O line-up do festival conta ainda com o multi-instrumentista Flying Lotus, que mistura rap e eletrônica, o pop eletrônico e dançante do Aldo The Band e Junun, projeto do compositor israelita Ben Tzur e do guitarrista do Radiohead Greenwood, que tem um estilo alternativo com pegadas indianas.

Angel Vianna (centro) nasceu em 1928 e continua na ativa (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

A coreógrafa Angel Vianna vai ministrar uma aula no dia 28 de abril (sábado), às 19h, no Itaú Cultural. As inscrições vão até dia 10 deste mês no site www.itaucultural.org.br. Se o inscrito precisar de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), pode indicar no formulário.

Chamada a Aula do Papel, esta curta apresentação é um de seus principais trabalhos como educadora e pesquisadora do movimento. Sem a obrigatoriedade de experiência prévia em dança, os participantes interagem com uma folha de papel e realizam movimentos que levam a uma maior percepção do corpo, de sua presença e deslocamento no espaço.

A atividade consiste em um desafio lançado pela bailarina, voltado à relação construída com o papel a partir do toque e da memória criada nesta experiência.

A aula faz parte do projeto Ocupação Angel Vianna, que ainda conta com uma peça gratuita chamada O Tempo não dá tempo. Ela fica em cartaz até este domingo, 8, às 19h30. Os interessados devem chegar com uma hora de antecedência para retirar os ingressos. É apenas permitida uma entrada por pessoa. Já as pessoas consideradas parte do grupo preferencial precisam chegar duas horas antes e têm direito a um acompanhante.

 A peça

 A narrativa gira em torno do tempo, seja o presente, seja a falta dele ou mesmo a solidão diária. Em contraponto, traz a memória da infância para o agora, buscando o tempo da delicadeza.

O Tempo Não Dá Tempo estreou no Rio de Janeiro no início do ano e chega inédito para o público de São Paulo. Além de Angel Vianna, atriz convidada, o espetáculo traz um elenco de diferentes gerações, composto, ainda, por Ciro Sales, Juliana Linhares, Marina Vianna e Oscar Saraiva. Para a diretora Duda Maia, colocar cinco gerações de atores em cena potencializa a percepção de tempo.

SERVIÇO

O Tempo não dá Tempo

Dias 5, 6 e 7 de abril (quinta-feira, sexta-feira e sábado), às 20h30

Dia 8 de abril (domingo), às 19h30

Endereço: Avenida Paulista, nº 149. 

Programação sobre Rei do Baião atende crianças e adultos (Fotos: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O sertão do Brasil é apresentado na programação Fim de Semana em Família, nos dias 31 de março e 1º de abril (sábado e domingo), no Itaú Cultural, por meio da música regional e de seu maior representante, Luiz Gonzaga. Todas as atividades são gratuitas.

A partir das 14h, tem a oficina Chapéu de Cangaceiro, comandada pela atriz Cris Miguel. Mais tarde, às 16h, ela e o artista Danilo Tomic apresentam o espetáculo Sanfona Velha do Fole Furado.

Com atividades lúdicas, as crianças e seus acompanhantes mergulham no universo de Luiz Gonzaga nesta oficina, que ensina os pequenos a confeccionarem um chapéu de cangaceiro, utilizando apenas EVA (espuma vinílica acetinada), cola e tesoura, e apresenta a vida e canções do sanfoneiro conhecido também como Mestre Lua. Esta atividade dialoga com o espetáculo em que bonecos, personagens da peça Sanfona Velha do Fole Furado, interagem com o público.

 A partir das 16h, Cris Miguel e o artista Danilo Tomic apresentam o espetáculo Sanfona Velha do Fole Furado. A peça é realizada em forma de teatro de bonecos e xilogravuras para contar o universo do sertão. Ela faz uma homenagem a Gonzagão, contando a história de Severino do Xaxado, filho de cangaceiro que conhece muito sobre este gênero musical, mas não sabe nada a respeito dos outros ritmos.

Severino se aventura pelo Rio de Janeiro, apaixona-se pelo baião e decide viajar para tocar sanfona. Em sua jornada acaba conhecendo o xote, o baião e o forró. O espetáculo fala ainda sobre a seca no nordeste, Lampião e Maria Bonita. Toda a trilha musical é executada ao vivo com sanfona, zabumba, triângulo e piano.

Cantinho da Leitura e Feirinha de Troca

Como já é tradição no Fim de Semana em Família, a partir das 11h, o público pode começar a se divertir com o Cantinho da Leitura e a Feirinha de Troca.

Uma das sugestões é o livro No meio da noite escura tem um pé de maravilha, de autoria de Ricardo Azevedo. O livro resgata dez contos folclóricos que no passado eram contados de pais para filhos. São histórias que falam da existência, espalham brilho e magia em qualquer lugar ou época, mas, que ainda assim, estão ameaçadas de se perderem no meio da noite escura. Esta e outras histórias podem ser lidas no Cantinho da Leitura, onde estão disponíveis 30 publicações do acervo infanto-juvenil da biblioteca do Itaú Cultural. Uma oportunidade para novos aprendizados e novas descobertas.

Na Feirinha de Troca, os pequenos podem trocar uma obra infanto-juvenil – como livro, gibi e DVD – por outra, escolhida entre os materiais disponibilizados pelo instituto. No espaço, monitores e voluntários estão à postos para ajudar no que for preciso.

Neste final de semana, o grupo Rádio Sucata conta histórias no Cantinho da Leitura. Destaque para o conto africano As panquecas de Mama Panya, que identifica a amizade e o compartilhamento como elementos importantes da vida em sociedade.

 

 

Atriz vai conversar com público sobre sua carreira (Foto: Matheus José Maria/Divulgação)

Fora dos Trilhos

A atriz Andréa Beltrão protagoniza a peça Antígona, no Itaú Cultural, de 23 a 25 de março e de 30 de março a 1 de abril (sextas-feiras, sábados e domingos). A entrada é gratuita, mas os espectadores necessitam chegar com antecedência para pegar ingressos (veja mais abaixo). O texto é de Sófocles e foi traduzido por Millôr Fernandes. A produção ainda conta com a direção de Amir Haddad.

Estreada em 2016, a peça Antígona traz Andréa Beltrão como a personagem-título da trama: uma jovem princesa que enfrenta a ordem do rei Creonte de deixar seu irmão, que lutou na guerra, sem sepultura. Ao desobedecer a determinação real, ela paga com a própria vida. É estabelecido, então, o confronto entre o Estado e o cidadão.

 A história se passa em Tebas e foi escrita há 2.500 anos por Sófocles. Fez tanto sucesso na época que o público ateniense ofereceu ao autor o governo de Samos, uma das ilhas gregas. Na Antígona de Haddad e Andréa, ao contrário do autor original, que partiu do mito já conhecido para o teatro, parte-se do teatro para chegar ao mito que dá nome ao espetáculo.

Interação com o público

Andréa Beltrão participa da primeira edição do projeto Camarim em Cena de 2018. Com mediação da jornalista especializada em teatro Maria Eugênia de Menezes, a atriz conversa com o público sobre o momento que antecede o ato de entrar no palco e sobre sua carreira, iniciada no Teatro Tablado, em 1978. A ação ocorre no dia 30 de março, sexta-feira, às 16h. 

Serviço

Antígona

Com Andréa Beltrão

Dias 23, 24, 30 e 31 de março (sextas-feiras e sábados), às 20h

Dia 25 de março e 1 de abril (domingos), às 19h

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos (possui cenas de violência e suicídio).

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô.

Fones: 11. 2168-1776/1777

Ingressos

Entrada gratuita

Distribuição de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:

3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
Ainda não possui um cadastro? Registre-se

ou

Articulistas

Colunistas

Vale a reflexão sobre o desarmamento no Brasil (Foto: Arquivo/ABR)

Opinião

Juntos, os hospitais filantrópicos, como é o caso das santas casas, acumulam uma dívida de R$ 21 bilhões (Foto: Edson Lopes Jr/ (Arquivo) – A2 Comunicações/Fotos Públicas)

Opinião

Excessos nas redes sociais podem ser prejudiciais (Foto: USP Imagens/Fotos Públicas)

Opinião

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião