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Ter, Out

Evento terá tradução em libras (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Até dia 29 de julho, o Itaú Cultural recebe a atriz Letícia Sabatella e o ator Fernando Alves Pinto na peça A Vida Em Vermelho - Brecht E Piaf. Com texto de Aimar Labaki e direção geral de Bruno Perillo, o espetáculo reúne em cena o poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) e a cantora francesa Edith Piaf (1915-1963), num encontro fictício marcado por reflexões e uma coletânea das principais canções dos dois, interpretada ao vivo pelo elenco.

Estreada em 2016, A Vida em Vermelho coloca frente a frente dois dos maiores artistas do século XX, com ideologias e visões de mundo radicalmente opostas. Bertolt Brecht conceituou a tragédia do homem, revolucionou o teatro mundial e lançou um olhar profundo para as relações humanas no sistema capitalista, a mesma sociedade que a consumiu. Edith Piaf viveu na miséria ao longo da infância, sofreu as dores do amor, virou uma das cantoras mais amadas da França, viveu com intensidade e encontrou a solidão – poderia ser uma personagem do teatro brechtiano.

Nesse improvável encontro imaginado por Aimar Labaki, Edith Piaf e Bertolt Brecht se reúnem durante um ensaio num final de tarde, em um antigo cabaret, onde se apresentarão à noite acompanhados por três músicos. Vidas, obras, anseios, medos e realizações são alguns dos temas que conduzem a conversa entre os dois, interpretados por Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto.

Como se estivesse em uma competição, a dupla interpreta uma coletânea de suas principais canções, além de músicas famosas de suas épocas. Mas, mais do que competir pelo título de melhor cancioneiro, eles disputam pelo melhor modo de vida. A partir de cartas, solilóquios, memórias e autocitações, Brecht coloca o homem em xeque, enquanto Piaf expõe a própria alma. Ao longo da encenação, no entanto, esses dois universos mostram que podem coexistir.

Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto interpretam os protagonistas e outros personagens que vão invadindo a ação. Assim, o encontro entre Bertolt Brecht e Edith Piaf acaba por evocar uma série de temas importantes tanto para o Brasil como para o mundo contemporâneo.

Serviço

A Vida em Vermelho - Brecht e Piaf

Dias 21 e 26 a 28 de julho (quinta-feira a sábado), às 20h

Dias 22 e 29 de julho (domingo), às 19h

Elenco: Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto. Texto: Aimar Labaki. Direção geral: Bruno Perillo. Direção musical: Lincoln Antonio. Músicos: Demian Pinto (Piano), Zéli Silva (contrabaixo acústico), Giba Favery (bateria e percussão).

Duração:  90 minutos

Classificação indicativa: 12 anos 

Sala Itaú Cultural (térreo)

Com interpretação em Libras

Entrada gratuita - Capacidade: 224 lugares

Distribuição de ingressos:

Público preferencial: 1 hora antes do espetáculo (com direito a um acompanhante, que deve retirar o ingresso ao mesmo tempo)

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:

3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

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"Escombros" é uma peça que fala sobre perdas materiais e morais (Foto: Divulgação)

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O Metrô News  três dicas para os paulistanos curtirem o final de semana sem gastar nada. Há indicação de uma peça gratuita que será encenada ao lado do Metrô Bresser, sugestão de exposições e espetáculos relacionados ao Dia Internacional da Dança e uma opção alusiva ao Dia do Índio, celebrado nesta quinta-feira, 19. Confira no vídeo. 

Apresentação começa nesta quinta, 19, e vai até domingo, 22 (Foto: Divulgação)

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“Kuarup ou a Questão do Índio” teve sua estreia em 1977, num dos períodos mais obscuros da história política do Brasil e vai se apresentar gratuitamente nos dias 19, 20 , 21 e 22 de abril, no centro de São Paulo.

A obra é considerada um marco da dança por apontar uma política cultural para o país, rompendo amarras e limites entre arte, educação e consciência histórica. A coreografia foi apresentada em todo o território nacional, América Latina e Europa, que somam mais de 400 apresentações.

As questões das sociedades indígenas inseridas no contexto atual tiveram retrocessos mais que significativos, tanto nas demarcações das terras como no detrimento de suas identidades. As leis recuam ao invés de se legitimarem.

Serviço

"KUARUP ou a Questão do Índio".

Informações: Direção teatral de Márika Gidali/ Corografia de Décio Otero.

Data: De 19 a 22 de abril(de quinta a sábado às 20:00  e domingo às 19:00 horas).

Local: Galeria OLIDO - Sala Paissandú - Av. São João, 473 - centro

Valor: Gratuito e livre

Retirada dos ingressos uma hora antes das apresentações

Ingleses devem tocar músicas inéditas ao público brasileiro neste domingo no Allianz Parque (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Nove anos depois do primeiro show que fez no Brasil, o Radiohead retorna para as terras tupiniquins e vai se apresentar, no próximo domingo, 22, no Soundhearts Festival, no Allianz Parque, na Barra Funda.

Radiohead é uma banda inglesa de rock alternativo formada em 1985, em Oxford. O conjunto ganhou notoriedade em 1993, com a música Creep, que em uma tradução literal significa arrepio, do álbum Pablo Honey, de 1992.

A banda, formada por Thom Yorke (vocal, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra, piano, ondas martenot), Ed O’Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão) tem uma discografia de nove títulos, sendo A Moon Shaped Pool o último lançamento.

Quando vieram ao Brasil pela primeira vez, os ingleses tinham apenas três álbuns, o que significa que os fãs que não saíram do País para ver a banda terão a oportunidade de ouvir diversos sucessos nunca interpretados por aqui. Em seu show na Argentina, no dia 15 deste mês, o Radiohead tocou 27 músicas, entre as quais, além de Creep, estavam Paranoid Android e There There.   

O line-up do festival conta ainda com o multi-instrumentista Flying Lotus, que mistura rap e eletrônica, o pop eletrônico e dançante do Aldo The Band e Junun, projeto do compositor israelita Ben Tzur e do guitarrista do Radiohead Greenwood, que tem um estilo alternativo com pegadas indianas.

Angel Vianna (centro) nasceu em 1928 e continua na ativa (Foto: Divulgação)

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A coreógrafa Angel Vianna vai ministrar uma aula no dia 28 de abril (sábado), às 19h, no Itaú Cultural. As inscrições vão até dia 10 deste mês no site www.itaucultural.org.br. Se o inscrito precisar de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), pode indicar no formulário.

Chamada a Aula do Papel, esta curta apresentação é um de seus principais trabalhos como educadora e pesquisadora do movimento. Sem a obrigatoriedade de experiência prévia em dança, os participantes interagem com uma folha de papel e realizam movimentos que levam a uma maior percepção do corpo, de sua presença e deslocamento no espaço.

A atividade consiste em um desafio lançado pela bailarina, voltado à relação construída com o papel a partir do toque e da memória criada nesta experiência.

A aula faz parte do projeto Ocupação Angel Vianna, que ainda conta com uma peça gratuita chamada O Tempo não dá tempo. Ela fica em cartaz até este domingo, 8, às 19h30. Os interessados devem chegar com uma hora de antecedência para retirar os ingressos. É apenas permitida uma entrada por pessoa. Já as pessoas consideradas parte do grupo preferencial precisam chegar duas horas antes e têm direito a um acompanhante.

 A peça

 A narrativa gira em torno do tempo, seja o presente, seja a falta dele ou mesmo a solidão diária. Em contraponto, traz a memória da infância para o agora, buscando o tempo da delicadeza.

O Tempo Não Dá Tempo estreou no Rio de Janeiro no início do ano e chega inédito para o público de São Paulo. Além de Angel Vianna, atriz convidada, o espetáculo traz um elenco de diferentes gerações, composto, ainda, por Ciro Sales, Juliana Linhares, Marina Vianna e Oscar Saraiva. Para a diretora Duda Maia, colocar cinco gerações de atores em cena potencializa a percepção de tempo.

SERVIÇO

O Tempo não dá Tempo

Dias 5, 6 e 7 de abril (quinta-feira, sexta-feira e sábado), às 20h30

Dia 8 de abril (domingo), às 19h30

Endereço: Avenida Paulista, nº 149. 

Programação sobre Rei do Baião atende crianças e adultos (Fotos: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O sertão do Brasil é apresentado na programação Fim de Semana em Família, nos dias 31 de março e 1º de abril (sábado e domingo), no Itaú Cultural, por meio da música regional e de seu maior representante, Luiz Gonzaga. Todas as atividades são gratuitas.

A partir das 14h, tem a oficina Chapéu de Cangaceiro, comandada pela atriz Cris Miguel. Mais tarde, às 16h, ela e o artista Danilo Tomic apresentam o espetáculo Sanfona Velha do Fole Furado.

Com atividades lúdicas, as crianças e seus acompanhantes mergulham no universo de Luiz Gonzaga nesta oficina, que ensina os pequenos a confeccionarem um chapéu de cangaceiro, utilizando apenas EVA (espuma vinílica acetinada), cola e tesoura, e apresenta a vida e canções do sanfoneiro conhecido também como Mestre Lua. Esta atividade dialoga com o espetáculo em que bonecos, personagens da peça Sanfona Velha do Fole Furado, interagem com o público.

 A partir das 16h, Cris Miguel e o artista Danilo Tomic apresentam o espetáculo Sanfona Velha do Fole Furado. A peça é realizada em forma de teatro de bonecos e xilogravuras para contar o universo do sertão. Ela faz uma homenagem a Gonzagão, contando a história de Severino do Xaxado, filho de cangaceiro que conhece muito sobre este gênero musical, mas não sabe nada a respeito dos outros ritmos.

Severino se aventura pelo Rio de Janeiro, apaixona-se pelo baião e decide viajar para tocar sanfona. Em sua jornada acaba conhecendo o xote, o baião e o forró. O espetáculo fala ainda sobre a seca no nordeste, Lampião e Maria Bonita. Toda a trilha musical é executada ao vivo com sanfona, zabumba, triângulo e piano.

Cantinho da Leitura e Feirinha de Troca

Como já é tradição no Fim de Semana em Família, a partir das 11h, o público pode começar a se divertir com o Cantinho da Leitura e a Feirinha de Troca.

Uma das sugestões é o livro No meio da noite escura tem um pé de maravilha, de autoria de Ricardo Azevedo. O livro resgata dez contos folclóricos que no passado eram contados de pais para filhos. São histórias que falam da existência, espalham brilho e magia em qualquer lugar ou época, mas, que ainda assim, estão ameaçadas de se perderem no meio da noite escura. Esta e outras histórias podem ser lidas no Cantinho da Leitura, onde estão disponíveis 30 publicações do acervo infanto-juvenil da biblioteca do Itaú Cultural. Uma oportunidade para novos aprendizados e novas descobertas.

Na Feirinha de Troca, os pequenos podem trocar uma obra infanto-juvenil – como livro, gibi e DVD – por outra, escolhida entre os materiais disponibilizados pelo instituto. No espaço, monitores e voluntários estão à postos para ajudar no que for preciso.

Neste final de semana, o grupo Rádio Sucata conta histórias no Cantinho da Leitura. Destaque para o conto africano As panquecas de Mama Panya, que identifica a amizade e o compartilhamento como elementos importantes da vida em sociedade.

 

 

Atriz vai conversar com público sobre sua carreira (Foto: Matheus José Maria/Divulgação)

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A atriz Andréa Beltrão protagoniza a peça Antígona, no Itaú Cultural, de 23 a 25 de março e de 30 de março a 1 de abril (sextas-feiras, sábados e domingos). A entrada é gratuita, mas os espectadores necessitam chegar com antecedência para pegar ingressos (veja mais abaixo). O texto é de Sófocles e foi traduzido por Millôr Fernandes. A produção ainda conta com a direção de Amir Haddad.

Estreada em 2016, a peça Antígona traz Andréa Beltrão como a personagem-título da trama: uma jovem princesa que enfrenta a ordem do rei Creonte de deixar seu irmão, que lutou na guerra, sem sepultura. Ao desobedecer a determinação real, ela paga com a própria vida. É estabelecido, então, o confronto entre o Estado e o cidadão.

 A história se passa em Tebas e foi escrita há 2.500 anos por Sófocles. Fez tanto sucesso na época que o público ateniense ofereceu ao autor o governo de Samos, uma das ilhas gregas. Na Antígona de Haddad e Andréa, ao contrário do autor original, que partiu do mito já conhecido para o teatro, parte-se do teatro para chegar ao mito que dá nome ao espetáculo.

Interação com o público

Andréa Beltrão participa da primeira edição do projeto Camarim em Cena de 2018. Com mediação da jornalista especializada em teatro Maria Eugênia de Menezes, a atriz conversa com o público sobre o momento que antecede o ato de entrar no palco e sobre sua carreira, iniciada no Teatro Tablado, em 1978. A ação ocorre no dia 30 de março, sexta-feira, às 16h. 

Serviço

Antígona

Com Andréa Beltrão

Dias 23, 24, 30 e 31 de março (sextas-feiras e sábados), às 20h

Dia 25 de março e 1 de abril (domingos), às 19h

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos (possui cenas de violência e suicídio).

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô.

Fones: 11. 2168-1776/1777

Ingressos

Entrada gratuita

Distribuição de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:

3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Doria foi em manifestação pró-Bolsonaro no último domingo (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

O candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, acertou em cheio na sua estratégia de se aproximar de Jair Bolsonaro (PSL), utilizando termos como “BolsoDoria” durante a campanha. Esta é a análise de três especialistas no assunto, o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, Philippe Franco Scerb (mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo) e a internacionalista e mestre em Ciências Sociais, Marina Pequeneza de Moraes. “Ele reavaliou sua estratégia e aproveitou-se da polarização que permeia a candidatura à presidência, vinculando sua campanha ao discurso anti-PT”, avaliou Marina. De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Instituto Paraná Pesquisas, o tucano cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Para o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, o ex-prefeito conseguiu vincular sua imagem à de Jair Bolsonaro (PSL), candidato à presidência. “Com isso, ele conquistou muitos votos. O eleitorado de São Paulo já é historicamente contra o PT e o Doria está conseguindo personificar isso com suas ações de marketing”, explicou. Após o primeiro turno das eleições, João Doria tentou se aproximar à imagem de Bolsonaro. A campanha dele criou, por exemplo, o termo “BolsoDoria”, presente até em adesivos distribuídos no Estado. França está ‘travado’, analisa especialista De acordo com o mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, a candidatura de Doria acertou ao vincular sua imagem à de Bolsonaro, forçando com que França tenha que rechaçar, a todo momento, um apoio velado do PT à sua eleição. “O Doria faz um esforço gigantesco para falar que França é um candidato da esquerda. Isso o obriga a discordar e permanecer neste tema durante o programa eleitoral e nos debates”, analisou. Segundo o especialista, ao contrário da corrida presidencial, ainda pode haver uma reviravolta na disputa do Estado. “Os eleitores se concentraram muito no embate entre Bolsonaro e Haddad, deixando França e Doria em segundo plano. Isso pode mudar nesta reta final”, concluiu.

Bolsonaro é visto como um candidato "teflon", pois nada gruda nele (Fotos: Tãnia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Especialistas em Ciência Política acreditam que muito dificilmente a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) poderá ser revertida nos próximos dias, que precedem a eleição presidencial. De acordo com o cientista político Eduardo Grin, professor da FGV EAESP, nada “cola” no candidato preferido dos eleitores – segundo pesquisa do BTF/FSB, ele tem 60% dos votos válidos, contra 40% de Fernando Haddad (PT). “Já teve declaração desastrosa de companheiros políticos, aquela denúncia do pacote do Whatsapp, mas nada parece abalar a candidatura do Bolsonaro”, disse. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro, segundo o levantamento. A margem de erro segue sendo de dois pontos percentuais. O mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, analisou que a imagem “antissistema” do ex-capitão o favorece muito nesta corrida presidencial. “A denúncia de um possível Caixa 2, por exemplo, se tornou motivo de ironia entre o eleitorado”. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. Na intenção de voto estimulada, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois.Votação expressiva pode gerar capital político maior Segundo Grin, a ideia da campanha de Bolsonaro, agora, é de vencer com maior número de votos do que os últimos presidentes eleitos no Brasil. Luís Inácio Lula da Silva (PT) obteve 52,7 milhões de votos (61,27%) em 2002 e 58,2 (60,83%) em 2006. Já Dilma Rousseff (PT) ganhou com 55,7 milhões (56,05%) em 2010 e 54,5 milhões (51,64%) em 2014. “Se obtiver maior percentagem do que Lula em 2002, por exemplo, ele terá um poder político maior para negociar com o Congresso no início do mandato”, explicou o especialista. “Sem dúvidas, uma votação bastante expressiva pode levar Bolsonaro a aprovar sua pauta junto a partidos que nem o apoiaram formalmente”, disse Scerb. “Candidatos com uma base semelhante entendem que seus eleitores querem que aquela agenda seja aprovada e isso gera mais força ao governo”. Ibope e Datafolha também divulgarão pesquisas Hoje será a vez do Ibope divulgar sua segunda pesquisa deste turno das eleições. Em 15 de outubro, Bolsonaro tinha 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. O Datafolha vai publicar levantamento na quinta-feira, 25. No último estudo, os candidatos contavam com o mesmo percentual levantado pelo Ibope.

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

No último domingo, apesar de boa parte da mídia ignorar, por questões de interesse, milhões de pessoas foram às ruas, por vontade própria, num admirável gesto de democracia, apoiar o candidato que, de forma extremamente inovadora, com praticamente custo zero perto do que se gastam com campanhas políticas, lidera as pesquisas. Ao que parece, o povo se desprendeu das garras do quarto poder e democraticamente exige mudança. Se esta será boa ou não, o tempo vai dizer, mas uma coisa é fato: a alternância de poder é saudável em qualquer democracia e por aqui já se passou da hora de mudar. A dita esquerda no Brasil tentou a todo custo um projeto criminoso de poder que, graças à Operação Lava Jato, resultou na prisão de diversos políticos poderosos e apresentou ao Brasil os bastidores sujos e asquerosos da política que desviou trilhões da educação, segurança, saúde, etc... A todo custo tentam ainda agarrar-se ao poder com mentiras, ataques e o velho jogo sujo da política sifilítica. Culpar o aplicativo de mensagem WhatsApp pelas atrocidades que o próprio partido cometeu é tão estúpido e absurdo quanto tentar comparar Bolsonaro com Trump. O norte-americano venceu apenas no colégio eleitoral, mas Bolsonaro pode vir a vencer na maioria absoluta de votos, o que numa democracia é literalmente a voz e o desejo do povo. Se você não enxerga isto, precisa urgente sair da bolha, e se não respeita, está muito próximo do palavrão que costuma xingar os colegas que discordam de você. Trump é bilionário e teve total apoio da máquina do Partido Republicano na campanha. Bolsonaro está em um partido anão e possuía oito segundos na TV. Trump tem as nuances e vícios de todo gênio comunicador, pois por anos liderou a audiência na TV americana. Bolsonaro é um sujeito simples com discurso coloquial, por vezes até rasteiro, mas que vai ao encontro das massas, sem esforço para tal.Goste você ou não, é um fenômeno popular maior ainda até do que Lula, que diferentemente do “capitão” foi programado e produzido por esquemas publicitários, a custo de ouro do dinheiro público, para transformá-lo num “mito”. Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução, como comprovou a manifestação gigantesca no domingo. Isto chama-se democracia, senhores. Aprendam com isto e deixem o País seguir. Bolsonaro foi o primeiro brasileiro, em campanha, a sofrer um atentado político; o primeiro a não fazer os velhos acordos; o primeiro a ter um nome (até aqui) limpo, algo que nem sonharíamos existir na política; e pode vir a ser o primeiro presidente a vencer uma eleição com o menor investimento já feito em campanha, comprovando que o tal fundo partidário é desnecessário e deveria ser direcionado para o que importa à população. O sujeito com uma caneta Bic nas mãos, um relógio Cassio e roupas simples, sozinho, sem verba, peitou a maior emissora do País, desafiou a imprensa e toda turma arrogante que se diz intelectual sem nunca ter produzido nada que valha o adjetivo. Amigos, se isto não é, no mínimo, uma expressiva revolução política e total quebra de paradigmas do status quo, você realmente precisa sair do jardim da infância e viver no mundo real.

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.
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Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

Profissionais consagram suas vidas ao serviço da humanidade (Foto: ASCOM SUSIPE/Fotos Públicas)

Opinião

O último bastião do PT ainda é o Nordeste, mas este já não é tão inexpugnável (Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas)

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Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião