Dicas de shows musicais gratuitos em São Paulo. Destaque para a apresentação de Lô Borges no Sesc Itaquera.

Dicas culturais desta semana têm peça de teatro infantil, exposição e muita tradição japonesa.Tudo com entrada gratuita. Confira!

Teatro, música e exposição de graça em São Paulo. Saiba onde e quando nas nossas dicas culturais.

Praia Clube conquistou título da Superliga pela primeira vez na história (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Esporte

O Praia Clube conquistou na manhã deste domingo, no ginásio Sabiazinho, em Uberlândia (MG), o primeiro título da Superliga Feminina de Vôlei de sua história ao vencer o Sesc-RJ por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/23 e 25/17, e depois ainda ao triunfar por 25 a 18 no chamado Super Set que foi criado como novidade para a decisão deste ano da competição.

Antes decidida em partida única, a Superliga desta vez teve dois jogos para definir o clube campeão, sendo que no confronto de ida da final, realizado no Rio, o time comandado pelo técnico Bernardinho havia vencido por 3 sets a 1, no domingo passado.

Pelo novo regulamento, uma vitória do Praia Clube por qualquer placar forçaria a realização do denominado Super Set de desempate, o que acabou acontecendo. E o time de Minas Gerais manteve neste set extra o seu domínio, imposto principalmente na primeira e na terceira parcial, para voltar a superar o Sesc-RJ, maior ganhador da história da Superliga e que buscava o seu 12º título.

O confronto deste domingo, por sinal, marcou a aposentadoria da líbero Fabi, do Sesc, bicampeã olímpica pela seleção brasileira com os ouros conquistados nos Jogos de Pequim-2008 e Londres-2018. Em 20 anos de dedicação ao vôlei, ela também defendeu a equipe carioca durante 13 temporadas.



E o Praia Clube triunfou neste domingo após uma grande atuação de uma equipe que conta com Fabiana, Fernanda Garay e Walewska, três nomes da seleção brasileira. E Garay encerrou o confronto como grande nome desta decisão de domingo e levou ao delírio os cerca de 5.500 torcedores que lotaram o ginásio em Uberlândia.

Outro grande destaque da equipe comandada pelo técnico Paulo Coco foi Amanda, que jogou por boa parte do confronto lesionada após se chocar com uma placa de publicidade. Ela lesionou o braço ao tentar buscar uma bola, mas seguiu em quadra até o fim para ajudar a sua equipe a faturar o título inédito, selado por meio de um ponto marcado por Fawcett.

No confronto, o Sesc contou com uma formação titular com Claudinha, Walewska, Fernanda Garay, Amanda, Fabiana e Fawcett, além da líbero Suelen, enquanto Andréia, Ellen, Laís, Carla, Ananda e Bruna Pavan figuraram entre as opções na reserva.

No time carioca, Bernardinho escalou Roberta, Juciely, Monique, Gabi, Drussyla e Mayhara, além da líbero Fabi. Natiele, Carol Leite, Vivian, Vitória, Peña, Mikaella e Linda Jéssica foram as reservas que o treinador tinha como opção no banco.

Antes de correr, é recomendado passar por exames médicos (Foto: Divulgação)

Saúde

Na hora de escolher qual exercício praticar, a maioria das pessoas se baseia nos níveis de queima de calorias, visando à eliminação dos indesejáveis quilinhos extras. Para esse objetivo, corrida e spinning (conhecido também como pedalada indoor) são ótimas opções.

Atividades aeróbicas rítmicas envolvem grande volume muscular. Segundo os cálculos gerais do American College of Sports Medicine, uma pessoa de 80 quilos queima cerca de mil calorias em uma hora de corrida. Já pedalando em uma velocidade constante de 18 a 25 km/h queima cerca de 850 calorias. “É claro que os dados são relativos. Apesar de existir um valor médio para a perda de peso, a intensidade é fator determinante”, comenta a Dra. Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

Entretanto, a corrida apresenta alguns aspectos negativos, pois oferece mais riscos de lesões que podem se tornar crônicas, principalmente no joelho, quadril e tornozelo. Já o spinning é mais suave por ser de baixo impacto, traz enormes benefícios ao sistema cardiovascular e ajuda a fortalecer pernas e coxas. Para produzirem resultados significativos, é fundamental a orientação de um especialista. A melhor atividade será aquela que a pessoa mais gosta e o recomendado pelo médico após avaliação. E, se liberado pelo especialista, pode, inclusive, associar as duas modalidades.  

Fernanda Coimba vai interpretar grandes sucessos de Clara Nunes (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

O Armazém da Cidade, na Vila Madalena, será palco de dois shows imperdíveis. Primeiro, a cantora Fernanda Coimbra faz uma homenagem à Clara Nunes. Em seguida, é a vez da banda Prece Cósmica comemorar os 60 anos de nascimento do roqueiro e poeta Cazuza. As duas apresentações são gratuitas.


A primeira canta das 14h às 17h. Fernanda estreou seu show no Teatro Sérgio Cardoso, em julho de 2017 e agora leva para o Armazém da Cidade seu repertório, que conta com clássicos como “A Deusa dos Orixás”, “O que que a baiana tem/ê baiana”, “Morena de Angola”, entre outras.


Já às 17h é a vez do rock, com o Prece Cósmica cantando Cazuza. O show é uma homenagem aos 60 anos de nascimento do cantor e compositor e conta com suas músicas de todas as épocas, parcerias e estilos. A banda Prece Cósmica é formada por Leonardo Thulin (voz e bateria), Gustavo Lamounier (voz e guitarra) e Stefano Moliner (baixo).


O Armazém da Cidade possui acessibilidade para cadeirantes, três banheiros (sendo um com acessibilidade) e Wi-Fi gratuito. Há estacionamento conveniado no E-Park, pelo valor de R$20 o dia.


Serviço
Homenagem a Clara Nunes, com Fernanda Coimbra
Das 14h às 17h
Homenagem a Cazuza, com Prece Cósmica
Das 17h às 19h30
Armazém da Cidade
Rua Medeiros de Albuquerque, 270, Vila Madalena
Entrada Gratuita

O rapper e apresentador Thaíde se deslumbra com o cenário do Mirante (Foto: Reprodução; Facebook Sesc Avenida Paulista)

Cidade

"Meu, olha a foto de Instagram que vem aí", garantia um rapaz espremido entre os visitantes do mais novo (e disputado) mirante da cidade de São Paulo: o do Sesc Avenida Paulista, reinaugurado ontem, no centro expandido, após oito anos de obras. No sentido contrário do rapaz, rumo ao 17º andar, uma mulher exclamava que a vista estava uma "delícia" e outra dizia estar preparada para a "briga do mirante", para disputar os melhores ângulos do espaço com outras dezenas de pessoas sorridentes com celulares em punho.

O entusiasmo tem motivo. Afinal, a principal vista da avenida disponível para o público em geral ficava no lado oposto da avenida - no Instituto Moreira Salles (IMS). Agora, do Sesc, é possível avistar praticamente toda a extensão da Paulista e parte do skyline do centro, com o icônico Edifício Altino Arantes, o antigo Banespão, ao fundo.

Dentre os visitantes, a professora Sueli Biasetti, de 62 anos, e sua mãe, a aposentada Vilma Scott, de 82 anos, contam que já tinham programado o passeio havia um mês. "Viemos para ver o Sesc. Vamos descendo para ver todos os andares", conta Sueli, que não costuma passear na avenida aos domingos.

Já os estudantes de Mecânica Salifou Elhassan, de 25 anos, e Omar Toure, de 31 anos, adicionaram a reinauguração aos seus tradicionais passeios dominicais na Paulista. Um dos motivos é a facilidade para chegar de metrô (moram no Brás, no centro). Elhassa é natural de Togo, enquanto Toure é de Gana. "A gente gosta de caminhar por aqui, ouvir os músicos", diz.

Também no mirante, a professora Débora Soares Brandão, de 50 anos, afirma ter ficado quase duas horas esperando para entrar. Mais cedo, por volta das 12 horas, o Estado contou mais de 300 pessoas na fila, que se estendia até o fim da Avenida Paulista, no sentido Paraíso. "Só subimos depois de reclamar", conta. Mais tarde, por volta das 14 horas, a fila já estava menor, na altura da Casa das Rosas.

Na fila, o gestor cultural Alexandre Molina, de 39 anos, aguardava junto do marido, o performer Marcelo Camargo, de 32 anos, e o sobrinho, o vendedor Arthur Nunes, de 22 anos. "Deixamos o domingo para o Sesc, por conta da inauguração", explicou ele, que estava interessado especialmente na programação de shows. "Queremos ver o Emicida lá de cima, do mirante", conta Camargo.

Moradores de Uberlândia, em Minas Gerais, eles já tinham visitado o IMS, a Casa das Rosas e o Japan House, todos na Avenida Paulista, nos demais dias, além dos Sescs Ipiranga, na zona sul, e 24 de Maio, no centro. "Sempre fazemos essas visitas mais culturais", comentou.

A geógrafa Elsone Ferigolo, de 54 anos, também estava de olho na programação cultural. Junto da filha, a estudante de Arquitetura e Urbanismo Raíra Ferigolo, de 18 anos, estava ansiosa para o show da cantora Fafá de Belém. Juntas, mãe e filha fizeram um "circuito" pela Avenida, passando pela Casa das Rosas e a Japan House. "A Paulista é mais humanizada no domingo, sem a presença dos carros. Nos outros dias ela é mais fria", conta.

A programação especial de reabertura do Sesc segue na segunda, 30, das 10 às 19 horas, com atividades esportivas e culturais gratuitas. Também há um café nos últimos andares.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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