Arlindinho comentou que seu pai segurou um banjo e se emocionou (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Arlindinho, filho do cantor Arlindo Cruz, falou a respeito da situação de seu pai, que sofreu um AVC há mais de um ano e, apenas no começo de julho, pôde sair do hospital pela primeira vez.

"Além de voltar pra casa ele tá voltando a ser feliz, a ter os prazeres da vida. Ontem (segunda-feira) nós fizemos um ensaio pra ele, se emocionou, segurou o banjo, chorou, riu... Isso mostra que a fé, realmente, move montanhas", contou em entrevista ao Encontro com Fátima Bernardes desta terça-feira, 10.

Arlindinho ainda falou a respeito da forma como sua família acredita que a religião pode ter interferido no tratamento: "O médico chegou a desacreditar em vários momentos. Chegou até a cancelar a fono em um momento, porque ele teria dificuldade de se alimentar sozinho. Aí a gente começou a rezar na nossa religião, nós somos do candomblé. Com a permissão de Deus, de um dia pro outro, ele abriu a boca e engoliu a gelatina."

"Minha mãe fez um vídeo e mostrou: 'Olha, doutor!'. Ele disse: 'Olha, realmente, desculpe, vocês estavam certos. A fé está fazendo milagre'".

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Ronnie Von chega esbaforido à sala da sua casa na região do Morumbi, na zona sul de São Paulo. "Vim correndo. Peço desculpas. Não era às 14h?", pergunta. Não, Ronnie não estava atrasado, como bom lorde inglês no ápice de sua pontualidade e gentileza britânica. Trajando uma camisa azul cuidadosamente bem passada, Ronnie senta-se na poltrona pomposa e vai logo pedindo um café. "Sem açúcar, por favor", diz à mulher, Maria Cristina, a Kika. "Cada dia que passa eu a amo mais", comenta. Aos 73 anos, Ronnie parece um adolescente apaixonado pela primeira namorada. A pureza de seus olhos verdes tão expressivos contextualizam tal sentimento. "Eu adoro essa gordinha", brinca.

No ar há quase 15 anos com o bem-sucedido programa Todo Seu, na TV Gazeta, já são mais de duas décadas longe dos palcos e dos estúdios. Sua última apresentação foi no longínquo ano de 1997. "Não lembro em qual cidade." Em 2018, entretanto, Ronnie decidiu voltar à ativa. O DVD One Night Only, o primeiro de sua extensa e relevante carreira musical, chega às lojas neste mês de abril. No repertório, músicas como You Dont Know Me (Ray Charles), Night and Day (Frank Sinatra) e Girl (Beatles). Todas canções que inspiraram Ronnie de alguma forma. "Nós estávamos na casa de um amigo assistindo a um DVD do Paul McCartney. Era um show bem intimista, com Diana Krall no piano e John Pizzarelli na guitarra. Dani Silva, o produtor, perguntou se eu gostaria de fazer algo parecido. Eu topei. No outro dia, ele apareceu com uma banda e o setlist do show. Tudo pronto! São músicas sobre paixão. É um repertório que eu gostaria de ter gravado única e exclusivamente para a Kika, meu grande amor", declara Ronnie.

Apesar do DVD fresquinho, Ronnie não cogita voltar para a estrada. Casado há 31 anos e pai de Leonardo, Alessandra e Ronaldo (os dois últimos, filhos do primeiro matrimônio com a jornalista Aretuza), o artista mal sai de casa. Ele prefere ficar em sua residência, cuidando do jardim ou lendo um dos livros de sua imensa coleção. Na maior parte das vezes, ele gosta de passar o tempo na extensa garagem vintage, onde cabem mais de vinte carros. "Não tenho mais vontade de voltar a fazer show. Já foram muitos anos nisso. O meu grande problema na música é a estrada. Detesto viagem. Fiz isso por 40 anos, indo de lá para cá todas as semanas. Eu não tenho mais saco. Essa experiência foi muito legal e gratificante, e me deixou emocionado e satisfeito comigo mesmo. Sou bombardeado diariamente com essa história de voltar a cantar.
Recebo, pelo menos, um convite por dia. Várias gravadoras já me procuraram", complementa.

Carinhosamente apelidado de príncipe por Hebe Camargo, Ronnie Von faz duras críticas à indústria da música. Para ele, grande parte do que faz sucesso hoje em dia é totalmente discutível. "Eu jamais vou criticar a música. Graças a ela eu tive toda a minha realização pessoal e profissional. Mas a coisa que está por trás dela é, de fato, muito complicada. Até porque ela não é de verdade. É falsa. Talento é algo discutível. O que faz sucesso é discutível. Tudo é pago. Antigamente, quando eu comecei, sofri preconceito. Eu vinha de uma família rica. Eles diziam: olha lá o calcinha de veludo, o filhinho de papai. Vai ocupar o lugar de alguém que precisa. Hoje, o processo é inverso. Se antigamente você tinha de ser muito pobre para ter o reconhecimento de alguém deste mercado, hoje você precisa ter todo o dinheiro do mundo para decolar", desabafa Ronnie.

O DVD conta com a participação das cantoras Alba Santos, Jô Abe Reis e Jamah, todas desconhecidas do grande público. "Eu não quis ninguém do mainstream. É preciso dar voz a gente de talento. Toda a renda obtida com a venda do DVD será revertida ao Graacc, dedicado ao tratamento de câncer, e à Associação Cruz Verde, de amparo a crianças com paralisia cerebral. "Eu sabia que, se um dia eu tivesse de voltar a cantar, seria para reverter a renda para a caridade. Não quero me sentir um produto, mas, sim, uma pessoa."

Fase psicodélica. Os mais jovens que veem Ronnie cantando de maneira tão delicada e refinada não imaginam o quão transgressor ele foi para toda uma geração. No final da década de 1960, ele deixou o rótulo de príncipe de lado e lançou três importantes discos que revolucionaram a história da música brasileira: Ronnie Von (1968), A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais (1969) e A Máquina Voadora (1970).

Os álbuns, todavia, foram verdadeiros fiascos na época. Relançados em vinil em 2013, mais de 40 anos depois, os trabalhos, hoje, são vistos como percussores da psicodelia no País. "Disseram que minha carreira tinha chegado ao fim", lembra Ronnie. A ousadia do príncipe foi longe: anjos que andavam de bicicleta e até viagens em naves espaciais ilustravam suas composições. Os arranjos eram compostos por guitarras elétricas, uma musicalidade abusada para a época. "Paguei caro por ser atrevido, mas acho que faria tudo de novo", gargalha Ronnie.


REPERTÓRIO DO DVD

- You Dont Know Me (Ray Charles)
- Night and Day (Frank Sinatra)
- Fly Me to the Moon (Frank Sinatra)
- The Way You Look Tonight (Frank Sinatra)
- It Had to Be You (Frank Sinatra)
- Girl (Beatles)
- I Remember You (Chet Baker)
- Night and Day (Ella Fitzgerald)
- Youve Got to Hide Your Love Away (The Beatles)
- In My Life (The Beatles)
- When I Fall in Love (Nat King Cole)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fazer um filme de terror não estava nos planos de John Krasinski, que só tinha dirigido comédias dramáticas no cinema (Brief Interviews with Hideous Men e Família Hollar). "Era tudo o que não queria fazer. Tenho medo até de assistir a filmes de terror", disse Krasinski, ao Estado, em Nova York. Mas ele acabou convencido. Em Um Lugar Silencioso, que estreou na quinta, 5, Lee (o próprio Krasinski), Evelyn (Emily Blunt) e seus filhos Marcus (Noah Jupe) e Regan (Millicent Simmonds) não podem falar. Na verdade, não podem fazer barulho algum, sob pena de serem caçados por criaturas monstruosas que vieram do espaço.

O que convenceu Krasinski a dirigir foi que Um Lugar Silencioso é, no fundo, a história de uma família. Principalmente, a história de pais que precisam proteger seus filhos de um ambiente extremamente hostil. "É como me sinto sendo pai de duas crianças", disse Krasinski, que tem Hazel, 4, e Violet, 21 meses, com Emily Blunt, com quem está casado há oito anos. A atriz concorda: "O que ela passa são meus maiores medos como mãe. Claro que aqui é uma versão aumentada".

Por conta disso, tanto Krasinski quanto Blunt definem Um Lugar Silencioso como seu filme mais pessoal. "Soa bizarro, porque é um filme de terror maluco. Mas é provavelmente minha carta de amor para minhas filhas", afirmou o diretor. Blunt contou que costuma escolher personagens bem distantes de sua personalidade, como a alcoólatra de A Garota no Trem. "Aqui nem precisei fazer pesquisa, sabia muito bem como era essa personagem." Fora que ela tinha acabado de dar a luz quando leu o roteiro.

Krasinski contou que sua admiração pela mulher só cresceu - algo que Rob Marshall, diretor de Emily Blunt em Caminhos da Floresta e O Retorno de Mary Poppins, que estreia em dezembro, tinha avisado. "Rob me disse: 'Você pode achar que ela é a melhor atriz, mas só vai saber por que quando estiver no set com ela'", afirmou Krasinski. Uma cena em especial foi a da banheira, quando Evelyn, que está grávida, começa a sentir as contrações. "O ar mudou no set aquele dia depois da cena", disse o diretor. "Sinto que agora estou no clube secreto da Emily."

A família do filme enfrenta desafios desse tipo: uma mulher grávida que vai precisar parir sem ajuda profissional, anestesia e sem dar um pio. Ou a filha surda-muda, que não sabe quando o perigo se aproxima. O silêncio quase nunca é quebrado, a não ser em poucas cenas. O mais curioso é que isso se reflete na plateia, que tenta não fazer barulho. "No South by Southwest, uma pessoa se desculpou no debate por ter ficado tossindo durante a sessão. Numa exibição-teste, um espectador confessou ter levado um pacote de doce, mas que ficou sem coragem de abrir", contou Krasinski, divertido. Talvez, então, seja melhor deixar os goles de refrigerante para depois.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Campanha foi gravada em fevereiro e lançada nesta semana (Foto: Divulgação)

Futebol

O atacante Neymar está longe dos gramados, mas nunca fica afastado dos holofotes. Enquanto continua em recuperação, após a cirurgia no pé direito, o craque aparece em mais uma peça publicitária. Desta vez, ele é uma das estrelas da campanha feita pelo PSG e por uma de suas patrocinadoras, a Nivea Men.

Ao lado dos brasileiros Thiago Silva e Daniel Alves, além dos franceses Mbappé e Rabiot, o camisa 10 da seleção estrela a campanha #PRONTOPROJOGO.

“Estar pronto para o jogo, seja no esporte, com a família, no trabalho e nas conquistas diárias, faz com que os homens se sintam mais confiantes ", afirmou Andréa Bó, diretora de marketing da Nivea Brasil.

Para a executiva, a confiança e o esporte estão sempre relacionados aos cuidados corporais. Por isto, escolheu os jogadores para divulgar os seus produtos para o cuidado masculino.

“Sabemos que o futebol é uma paixão nacional e, por isso, queremos posicionar nossa marca e nossos produtos nesse ambiente, possibilitando um vínculo forte e emocional com nossos consumidores", concluiu Andréa.

Enquanto vê sua imagem em mais uma campanha, Neymar vive a expectativa de voltar aos treinos, o que deve só acontecer em maio, às vésperas da Copa do Mundo.

Já o PSG, sem poder contar com o craque, está muito perto de conquistar o título francês. Se vencer o Saint-Étienne, nesta sexta-feira, 6, fora de casa, e o Monaco perder para o Nantes em seus domínios, no sábado, 7, o clube de Paris volta a erguer a taça após ser surpreendido na última temporada pelo próprio Monaco.

Gaúcha causou frisson nas redes sociais (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Gisele Bündchen surpreendeu ao aparecer com os fios mais curtos em uma imagem publicada no Instagram do cabeleireiro Daniel Hernandez. Depois de muita especulação nas redes sociais, os motivos por trás da mudança no visual da modelo foram reveladas: trata-se, na verdade, de uma peruca, usada para fotografar a nova campanha da joalheria Vivara.

A ideia era prestar homenagem à Bossa Nova, movimento artístico dos anos 1960 que inspira a mais recente coleção da marca. Nas imagens, Gisele está com um corte mais moderno, repicado, na altura dos ombros e com uma franja lateral - bem diferente do estilo que a top usa há anos.

Parte importante da identidade da famosa modelo brasileira, o cabelo longo e ondulado de Gisele permanece intacto.

✨@gisele✨ para @vivaraonline @gb65 @gb65_work @guipaganini @pedrosales_1 @theboxproductions @brunorezendework E eu

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Susan Anspach em ação no filme Cada Um Vive Como Quer, de 1970 (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

A morte da atriz norte-americana Susan Anspach, no último dia 2, foi anunciada apenas neste domingo, 8, por seu filho Caleb Goddard, que, ela insistia, é fruto de seu relacionamento com o ator Jack Nicholson, seu partner no filme Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Pieces), uma das primeiras produções independentes de Hollywood, dirigida por Bob Rafelson em 1970.

Essa não foi a primeira briga de Susan com um ex-parceiro amoroso em busca do reconhecimento da paternidade de seus filhos. Sua filha Catherine Goddard é outro caso. Seu pai seria outro ator, Steve Curry, que atuou com Susan Anspach na montagem original do musical Hair, em 1967, primeiro grande papel da atriz. Egressa do Actors Studio, em Nova York, ela fez carreira em espetáculos off-Broadway ao lado de atores de primeira grandeza como Dustin Hoffman, Jon Voight e Robert Duvall (como na peça Panorama Visto da Ponte).

Susan Anspach não era exatamente uma diva. Bonita e boa atriz, confrontava diretores poderosos como Robert Altman, que a escalou para um dos papéis principais de Nashville (1975), sátira cruel sobre a mediocridade do universo da música country norte-americana. A atriz abandonou o filme por discordar do tratamento dispensado por Altman ao gênero. A versão oficial dos produtores dizia que seu salário era maior que a média do elenco e comprometia o orçamento da produção. Susan foi substituída pela cantora Ronee Blakley.

A carreira de Susan Anspach em Hollywood foi marcada por filmes independentes como Cada Um Vive Como Quer. Seu filme de estreia, Amor Sem Barreiras (The Landlord, 1970), dirigido por Hal Ashby, trata de relações interraciais e conflitos entre um proprietário branco e seus locatários negros. Dois anos depois ela atuou ao lado de Woody Allen num filme dirigido por Herbert Ross, Play it Again, Sam (1972).

Reconhecida pelos críticos como um talento promissor, inclusive por Vincent Canby, do New York Times, Susan Anspach foi convidada pelo diretor sérvio Dušan Makavejev para interpretar uma mulher burguesa americana, casada com um rico sueco, mas insatisfeita no casamento, que busca a companhia de homens rudes como o iugoslavo Montenegro, funcionário de um zoológico, que dá título ao filme, Montenegro (1981). No filme, Susan envenena toda a família ao som Marianne Faithful cantando A Balada de Lucy Jordan.

Makavejev, de forma irônica, conclui o filme com um aviso: a história seria inspirada em fatos reais. Excluindo o veneno, ela se passou, de fato, com a mãe de Susan, filha de um banqueiro deserdada pelo pai quando decidiu se casar com um operário. Susan Anspach participou de 19 filmes, mas é sempre lembrada pelo papel de Catherine de Cada um Vive Como Quer, jovem pianista que se envolve com o rebelde Jack Nicholson, que trocou o piano pela vida errante.

Cantor está internado desde ano passado (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O cantor Arlindo Cruz, internado desde março de 2017 por conta de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, foi transferido de hospital nesta quinta-feira, dia 1º, para continuar o seu tratamento de reabilitação.

"A Casa de Saúde São José informa que o cantor Arlindo Cruz foi transferido, na tarde desta quinta-feira, para o Hospital Placi, em Botafogo, Rio de Janeiro. Nesta etapa, o foco será a reabilitação motora, representando uma fase de transição entre o tratamento médico e o retorno para domicílio", diz o boletim médico obtido pela reportagem da Agência Estado.

A longa recuperação do sambista vem sendo divulgada pelo seu filho, Arlindinho, nas redes sociais. "Meu pai está um gato de cabelo cortado. Não estou conseguindo me conter de tanta felicidade", escreveu o também cantor quando postou a primeira foto do seu pai desde a sua internação, em janeiro deste ano.

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Plataforma da Justiça Eleitoral garante o anonimato de denunciantes (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Desde a disponibilização do aplicativo Pardal pela Justiça Eleitoral em agosto, o sistema recebeu, no Estado de São Paulo, 953 comunicações. Desse total, 69% referem-se à propaganda eleitoral e as demais denúncias se relacionam a crimes eleitorais, uso da máquina pública, compra de votos, entre outras. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Além da opção de download do Pardal para uso em dispositivos móveis, eleitores podem acessá-lo também em sua versão web no site do TRE paulista, que atua no maior colégio do País, com 33 milhões de eleitores. O sistema Pardal, ferramenta de fiscalização e denúncia, possibilita ao eleitor denunciar diferentes irregularidades durante as eleições de 2018, como propagandas eleitorais, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais, doações e gastos de campanha. Infrações nas propagandas veiculadas em emissoras de TV e rádio e na internet não serão processadas pelo sistema. Para realizar a denúncia, o autor deve inserir elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios, além do nome e CPF. As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, que é uma das partes legítimas para ajuizar representações perante o TRE-SP contra supostas infrações eleitorais. Além do Pardal, o eleitor pode denunciar irregularidades no sistema de Denúncia online. Entretanto, por meio desse sistema, é possível denunciar somente propagandas de rua consideradas fixas, ou seja, veiculadas por meio de outdoors, balões, bonecos, cavaletes, pichações e de inscrições a tinta em muros e fachadas. A denúncia enviada por esse sistema é encaminhada diretamente ao juiz eleitoral que, caso constate a irregularidade, notificará o responsável para retirar a propaganda irregular no prazo de 48 horas. Se a ordem for cumprida, o procedimento será arquivado, mas se persistir a irregularidade, o expediente será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. O sistema recebeu, desde a sua implementação em junho, 461 denúncias.

Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

Opinião

Nesta semana, a polêmica da vez foi a declaração de um militar acerca dos malefícios de uma criança crescer longe da figura do pai ou do avô. De acordo com ele, jovens nesta condição ficam mais vulneráveis à criminalidade, principalmente se viverem em áreas dominadas pelo tráfico. Sinceramente, não entendi o porquê de tanta celeuma para uma afirmação tão óbvia. Ao contrário do que a grande mídia propagou por aí, a assertiva do tal general não constitui qualquer ofensa às mulheres e às mães em geral. Trata-se, apenas e tão somente, de uma constatação empírica. Crescer em uma família desestruturada (sem pai ou mãe) contribui, sim, para que o jovem venha a trilhar no mundo do crime, bastando para tanto analisar os estudos e pesquisas sobre o tema. O fato de o militar ter feito referência somente à ausência da figura masculina não significa que o contrário não seja também verdadeiro. Isso só não foi explicitado porque a grande maioria dos jovens com famílias cindidas vive na companhia da mãe e da avó, e não do pai ou do avô. E, na ausência destes últimos, surge então a necessidade de um referencial paterno, de uma figura masculina, que, infelizmente, pode vir a ser o traficante do morro, vez que dotado de autoridade, poder e dinheiro. Alguma incoerência em tal discurso? Creio que não! No ano de 2007, inclusive, um grande jornal do país divulgou um trabalho com esta mesma conclusão. No entanto, ninguém reclamou de nada. Já em 2008, foi a vez de Barack Obama dizer que crianças sem pai têm 20 vezes mais chances de acabarem na prisão. Todavia, mais uma vez o silêncio foi sepulcral. Por fim, em 2016, um estudo de minha instituição revelou não só que dois em cada três jovens infratores vêm de lares sem pai, como também que 60% deles não professam nenhuma religião. Em outras palavras, Deus e família (pai e mãe) são sim inibidores do crime, não havendo como se negar o óbvio. Na realidade, o problema não foi o conteúdo do que foi dito, mas sim por quem foi dito. E isso já bastou para se dar início a um verdadeiro assassinato de reputações. Lamentável! Hoje em dia, creio que tão ou mais grave que a corrupção material e financeira, é a corrupção espiritual, intelectual e de personalidade de alguns. Definitivamente, o maior problema do Brasil é a corrupção da inteligência! Rodrigo Merli Antunes é Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal*

157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único barrado pela Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Até agora, foram 157 candidatos impedidos de prosseguirem na disputa com base em dados ainda parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 6% de todas as 2.599 candidaturas rejeitadas pela Justiça Federal. Restam 27.402 consideradas aptas, entre presidenciáveis, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Em 2014, foram 250 nomes tirados da lista, cerca de 60% a mais do que neste pleito. Ainda assim, não conseguiu barrar Paulo Maluf como deputado federal, que, em 2013, fora condenado em segunda instância por improbidade administrativa. Já se vão mais de oito anos desde que a Lei Complementar 135/10, mais conhecida como Ficha Limpa, entrou em vigor, em 4 de junho de 2010. Passou a valer já nas eleições de 2012, proibindo candidaturas de condenados em segunda instância e sentenciando a oito anos de inelegibilidades aqueles que renunciassem ao cargo para evitar processo de cassação. O texto, que revolucionou a história eleitoral brasileira, é de uma clareza singular, embora ainda não falte quem ouse questioná-lo. Mas esta lei segue viva e atual, cumprindo o seu papel de depuração e ajudando a separar o joio do trigo. Pode até parecer pouco que apenas 6% do total de candidatos seja retido. Mas, sem a Lei da Ficha Limpa, o número de fichas sujas seria certamente bem maior. Cientes das restrições legais, os próprios partidos já fazem sua triagem, impedindo inscrições daqueles que seriam enquadrados pela legislação. Assim, a lei de iniciativa popular, nascida a partir da assinatura de mais de 1,6 milhão de cidadãos, vai mostrando sua importância no processo eleitoral. Seus efeitos são limitados no que diz respeito aos resultados finais, mas é um sopro de esperança para que os eleitores tenham opções de mais qualidade na disputa.

Candidato do PT foi atacado em debate da TV Aparecida (Foto: Reprodução/TV Aparecida)

Nacional

Com a ausência de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, foi o alvo principal dos adversários durante o debate realizado na noite desta quinta-feira, 20, pela TV Aparecida, na cidade do interior paulista. Estreante num encontro entre os presidenciáveis, Haddad foi questionado sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff. Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT somente no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato e barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme as mais recentes pesquisas, ele está em segundo lugar nas intenções de voto, atrás do líder Bolsonaro - o candidato do PSL permanece internado se recuperando de uma facada. O debate desta quinta-feira foi promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Santuário Nacional de Aparecida. O Ibope, em sua mais recente pesquisa, mediu as intenções de voto entre os católicos. Jair Bolsonaro lidera e, no dia 18, tinha 25%. Fernando Haddad estava com 21%, mas tinha 9% na pesquisa anterior. A transferência dos votos do ex-presidente Lula lhe deu 12 pontos entre os católicos. Ciro Gomes oscilou para cima, com 13% do eleitorado desta religião. 
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Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

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157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é uma das maiores representantes do empoderamento feminino no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

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Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

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