Dupla sertaneja fez sucesso nos anos 90 (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

O cantor sertanejo Daniel publicou uma homenagem ao amigo João Paulo, com quem fez dupla e lançou sucessos nos anos 1990. Nesta quarta-feira, 12, João Paulo completaria 58 anos de idade.

O parceiro de Daniel morreu em 12 de setembro de 1997, após um acidente de carro. Ele foi carbonizado após a BMW que dirigia ter capotado e explodido na Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, por onde passava ao voltar de um show de São Caetano do Sul, indo em direção a Brotas, onde visitaria sua família.



No perfil oficial de Daniel no Twitter e no Instagram, a homenagem ao amigo: "Se você estivesse aqui com a gente, estaria com seus 58 anos! Hoje são 21 anos de sua ausência! Uma vida! Você faz muita falta cara! Saudades!", escreveu na legenda da foto que marca a história da amizade entre eles.

Os seguidores do cantor se emocionaram. "Me lembro da notícia do acidente que levou João Paulo... o tempo voou... bom lembrar daqueles que foram companheiros de jornada e deixam saudade", relembrou um fã.

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O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,56% em março, ante um aumento de 0,15% em fevereiro, divulgou nesta segunda-feira, 9, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado do indicador ficou perto do piso do intervalo das projeções do mercado financeiro, que estimavam uma alta desde 0,50% a 0,95%, com mediana positiva de 0,66%, de acordo com as instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast. Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 1,30% no ano e avanço de 0,76% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve alta de 0,77% em março, após a elevação de 0,15% registrada em fevereiro. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, teve um aumento de 0,17% em março, ante um crescimento também de 0,17% em fevereiro. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou alta de 0,24% em março, depois do aumento de 0,13% em fevereiro. O período de coleta de preços para o índice de março foi do dia 1º ao dia 31 do mês.

IPAs

Os preços dos produtos agropecuários no atacado, mensurados pelo IPA Agrícola, subiram 3,39% em março, após a elevação de 0,59% em fevereiro, dentro IGP-DI, informou a FGV.

Já os produtos industriais, que são medidos pelo IPA Industrial, recuaram 0,09% em março, depois de uma alta de 0,01% no atacado em fevereiro.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,76% em março, ante um recuo de 0,42% em fevereiro.

Os preços dos bens intermediários subiram 0,85% em março, após avançarem 0,25% em fevereiro. Os preços das matérias-primas brutas registraram alta de 0,68% em março, depois de subirem 0,76% em fevereiro.

Núcleo do IPC-DI

O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) de março subiu 0,25%, após um aumento de 0,23% em fevereiro.

O núcleo do IPC-DI é usado para mensurar tendências e calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais expressivas altas de preços no varejo. Ainda de acordo com a FGV, o núcleo acumulou uma elevação de 0,92% no ano e avanço de 3,12% em 12 meses.


Em seu primeiro dia na cadeia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conheceu um dos principais desafios aos presos de outros Estados apanhados pela Lava Jato: a inconstância do clima, que amanhece frio, esquenta muito à tarde e gela à noite. O preso recebeu na manhã deste domingo, 8, o mesmo pão com manteiga e café preto servido aos outros detidos que estão na carceragem da Polícia Federal. Sozinho em suas acomodações de 15 m² com banheiro privativo no 4º andar do prédio, Lula pôde acompanhara pela TV a vitória de seu Corinthians sobre o Palmeiras.

Lá fora, antipetistas e apoiadores de Lula se manifestavam - e brigavam. A noite anterior havia sido marcada pela conflito entre manifestantes, pela fumaça de fogos e bombas após a chegada do petista. Lula desceu do heliponto em cima da sede da PF e foi conduzido pelos agentes à sua cela, preparada à pedido da Operação lava Jato para o início do cumprimento de sua pena de 12 anos e 1 mês de prisão no caso do triplex do Guarujá (SP). Teve então o primeiro contato com seus advogados: Cristiano Zanin Martins e o amigo a ex-deputado do PT Sigmaringa Seixas.

Ali ficaram até meia-volta, quando deixaram o ex-presidente em sua cela, que não tem grades, mas uma porta comum de madeira. Em seu primeiro dia preso, Lula recebeu a mesma comida dos demais detentos: o almoço chegou às 11h. Por volta das 15h, seus advogados voltaram. Zanin e Sigmaringa chegaram a assistir o início do jogo com o ex-presidente, mas saíram antes do final. "O presidente está bem, embora indignado." A defesa alega que o processo tem "motivação política".

Na sala especial reservada como cárcere há um espaço que serve de área de contado com os advogados - e com a família, quando as visitas começarem. Como era domingo, o prédio passou o dia vazio, cercado por jornalistas, policiais e manifestantes, que ficaram depois do perímetro de duas quadras.

O jantar a Lula foi servido às 18h. Com talhares de plástico, o ex-presidente comeu sozinho na mesa colocada em sua sala o menu do dia: carne assada, arroz, feijão, chuchu e macarrão. Recebeu ainda um copo de suco de laranja. Hoje, um novo processo na Justiça Federal será aberto e nova batalha jurídica começará: o de execução penal. É nele que a defesa vai pedir a remoção do condenado para uma unidade prisional mais próxima de seu domicílio, com condições especiais - iguais à de Curitiba.

Vigília

Enquanto os advogados e Lula tratavam de seu futuro na cadeia, os policiais militares observam os manifestantes que se reuniam em uma espécie de vigília. Nela, o clima era de festa. Crianças com estrelas vermelhas desenhadas no rosto brincam nos ombros dos pais, um grupo de adolescentes fazia uma roda para tocar violão, duas agricultoras distribuíam café e bolo para homens com camisa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) sentados no gramado de uma casa. De vez em quando, apoiadores da operação Lava Jato soltavam fogos ou passavam buzinando de carro por uma rua próxima.

Cerca de 300 deles passaram a noite em camas improvisadas com lençóis na calçada. Os organizadores já haviam providenciado banheiros químicos para os militantes desde o dia anterior. O agricultor Aniseto Pessoa, de 52 anos, que é voluntário em uma das duas cozinhas montadas em tendas, faz as contas: "De ontem para hoje, foram 22 kg de carne, 20 kg de arroz e 6 kg de feijão e de macarrão." Ele veio com um grupo do município paranaense de Castro e dormiu na calçada, ao lado das panelas. "Só vou embora quando Lula estiver livre."

Além das cozinhas, os militantes trouxeram barracas. O grupo aumentou às 16h30, quando a cantora Ana Cañas fez um pocket show em frente à barreira da PM. Grande parte dos acampados veio em um dos 15 ônibus com militantes, a maioria do Movimento dos Sem Terra (MST), que começaram a deixar o interior do Paraná. Nos próximos dias, a militância espera que cheguem mais 20 ônibus vindo de São Paulo, 10 de Minas Gerais e 8 do Rio. Além do MST, vão engrossar os acampados militantes do PT e da CUT.

Vizinho novo

"Moro aqui há mais de 20 anos, antes mesmo de o prédio da PF ser construído e nunca vi nada assim. A gente nem consegue sair, o trânsito está horrível e fazem muito barulho", reclamou a auxiliar de cozinha Regiane das Neves, de 43 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Partida foi marcada por homenagens a Astori (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

A Fiorentina fez neste domingo seu primeiro jogo após a morte do zagueiro e capitão Davide Astori. Com o estádio lotado em Florença e em meio a muitas homenagens, o time anfitrião venceu o Benevento por 1 a 0, com gol do brasileiro Victor Hugo, justamente o substituto do jogador. Na comemoração, o ex-palmeirense exibiu uma camiseta com a foto de Astori e bateu continência. O duelo foi válido pela 28ª rodada do Campeonato Italiano.
 

Os jogadores da Fiorentina entraram em campo com a camisa de número 13 e o nome de Astori nas costas. Também havia uma bandeira no centro do gramado com a imagem do jogador e a frase "capitão para sempre".

Os torcedores exibiram faixas, camisas com a foto do jogador, e também gritaram o nome de Astori. Antes do apito inicial, os atletas das duas equipes se abraçaram no centro do gramado e prestaram o minuto de silêncio.

Em campo também havia crianças, com as camisas da Fiorentina e Cagliari. Ainda antes de a bola rolar, foram lançados dezenas de balões nas cores do time de Florença. A partida começou e foi paralisada aos 13 minutos do primeiro tempo.

Na arquibancada, formou-se um mosaico com a frase "Davide 13". Pouco após o reinício, o brasileiro Victor Hugo, que ficou com a vaga do capitão e atuou com o número 31 (o 13 invertido), marcou de cabeça o gol da partida aos 25 minutos da etapa inicial. 

Astori foi encontrado morto em seu quarto de hotel no último domingo, em Údine, onde a equipe estava concentrada para o duelo com a Udinese, pelo Campeonato Italiano. Uma autópsia realizada na última terça-feira confirmou que uma parada cardíaca foi a causa da súbita morte do jogador.

O jogador estava na Fiorentina desde 2011. Ele também defendeu a seleção italiana em 14 partidas, entre 2011 e 2017, e esteve presente na Copa das Confederações realizada no Brasil em 2013.

A morte de Astori levou a Federação Italiana de Futebol a adiar os jogos da rodada do último domingo do Campeonato Italiano. Como forma de homenagear o zagueiro, a Fiorentina e o Cagliari, duas das equipes em que atuou na Itália, decidiram aposentar a camisa 13, número que ele vestiu atuando pelos dois clubes.

Ato contra reforma da previdência fecha ruas do centro de São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Cerca de 70 mil servidores, segundo o sindicato da classe, protestam contra a reforma da Previdência Municipal na Câmara de Vereadores, onde ocorre uma audiência pública sobre o tema.

Dentro do auditório, professores e servidores alegam que o impacto do aumento da alíquota de 11 a 19% pode representar um desconto de 46% nos salários. 

Os manifestantes afirmam ainda que membros do MBL estão infiltrados na plateia e receberam dinheiro para falar favoravelmente ao projeto. Segundo a Prefeitura, existe um rombo de R$ 4,7 milhões na receita da Previdência Municipal.

A audiência começou com a declaração de luto oficial e a uma homenagem à Marielle Franco, vereadora do PSOL no Rio de Janeiro assassinada nesta quarta-feira, 14. A tropa de choque da Guarda Civil Metropolitana está mobilizada em frente aos presentes no auditório.

Cantora fez show com discurso político na Avenida Paulista (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Na despedida do carnaval de São Paulo, a cantora Daniela Mercury agitou neste domingo (18) os foliões com um show com cara de carnaval, mas que também lembrou de importantes questões políticas. O bloco se apresentou por mais de cinco horas.

Na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, na área central da capital, o trio Pipoca da Rainha começou a se apresentar às 15h30 com um público que cobria toda a extensão da via. Daniela começou o show dizendo que se considera "soteropaulistana" e que ama a cidade. 

Com a Paulista aberta neste domingo, a primeira música cantada por Daniela foi "O Canto da Cidade", que virou marca da ocupação dos espaços públicos de São Paulo. Foi ovacionada pelo público. Daniela também ressaltou que "o povo precisa se juntar e se conscientizar neste ano eleitoral" e cantou o lançamento do ano passado, "Samba Presidente". Era aplaudida e acompanhada em coro pela plateia.

A cantora continuou a apresentação debaixo de uma garoa fina, protegida por um guarda-chuva com as cores do arco-íris. Em cima do trio estava sua mulher, a jornalista Malu Verçosa. 

Ana Paula dos Santos, de 25 anos, acompanhou o pré, o carnaval e o pós e não quis perder Daniela. "O Pipoca da Rainha é uma tradição em São Paulo. Nosso carnaval está crescendo e cada vez melhor. Ainda não é como Salvador, mas chegamos lá."

A Secretaria das Prefeituras Regionais estimou neste domingo que 12 milhões de pessoas tenham participado do carnaval paulistano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A cantora Daniela Mercury é uma das principais atrações nos blocos de SP (Foto: SECOM Salvador)

Cidade

A programação para o carnaval de rua na capital paulista traz, neste final de semana, 97 blocos oficiais (57 no sábado e 40 no domingo), segundo a prefeitura. Entre as principais atrações estão as cantoras Daniela Mercury, Cláudia Leitte, Gilmelândia e a Banda Falamansa.

No sábado, o ritmo de axé de Cláudia Leitte arrasta uma multidão estimada em 100 mil pessoas na Avenida 23 de Maio, a partir do meio-dia, da altura do Viaduto Santa Generosa até o Viaduto Pedroso. O uso da 23 de Maio para o circuito de carnaval é novidade neste ano, tendo reunido, entre domingo (11) e terça-feira (13), 2,6 milhões de pessoas em sete desfiles apenas nesta via.

No mesmo local, terá o Navio Pirata do Baiana System, trio elétrico que se apresenta pela primeira vez fora de Salvador, às 13h. O grupo usa a guitarra baiana na mistura de ritmos de afro-latinos como frevo, samba-reggae, pagode, groove arrastado, ijexá, kuduro, bass music e cumbia. São esperados até 50 mil foliões.

Em Pinheiros, bairro que concentra grande número de blocos, a Banda Falamansa leva o rastapé para um público estimado em 100 mil pessoas na Avenida Faria Lima, às 14h. O Bloco vai tocar os maiores sucessos do grupo, além de frevo e xote. No Largo da Batata, está programado o Bloco Xuca Feita, que tocará música POP e brasilidades, com blocos do Apego, DRE, Kaia na Gandaia, Se Joga, Desliga e Vem, Medpholia e Te Amo, Mas Só Como Amigo.

Domingo é dia do Bloco Pipoca da Rainha, com a cantora Daniela Mercury, que se apresenta na Rua da Consolação às 15h. A expectativa de público é 100 mil pessoas. Na Faria Lima, a cantora Gilmelândia anima o Bloco Se Te Pego, Não Te Largo às 14h. A Orquestra Voadora levará a fanfarra com mistura de ritmos como rock, funk, pop, jazz, frevo, samba e maracatu para a Praça da Republica, no centro. O coletivo de artistas deve atrair até 50 mil foliões.

Balanço

Desde o pré-carnaval, cerca de 9 milhões de pessoas se divertiram nos 387 blocos de rua de São Paulo. Apenas entre sábado (10) e terça-feira (13), o público foi estimado em 5,1 milhões de pessoas. Segundo pesquisa encomendada pela prefeitura, 35,3% dos foliões participaram, este ano, do carnaval paulistano pela primeira vez.

A organização dos eventos estava melhor do que no ano passado para 70% dos entrevistados. Aproximadamente 34% dos foliões eram de fora da capital paulista, um aumento de 66% em relação ao ano passado. Do total, 88,6% afirmaram que a prefeitura deve continuar apoiando o carnaval de rua da cidade.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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