Filme recebeu quatro estatuetas na noite deste domingo, 4 (Foto: Divulgação)

Cinema

O filme A Forma da Água foi eleito o melhor na 90ª edição do Oscar, realizada na noite deste domingo, 4, em Los Angeles, nos EUA. A produção ainda foi premiada com as estatuetas de melhor direção (Guillermo del Toro), trilha sonora e direção de arte.

Ao contrário do tapete vermelho do Globo de Ouro, marcado pelo preto dos protestos dos movimentos #MeToo e Time's Up, o da 90ª festa do Oscar pautou-se pelo colorido. Sempre irreverente, o apresentador Jimmy Kimmel abriu o show dizendo por que o Oscar - a estatueta - é o homem mais respeitado de Hollywood. Dá para ver onde estão suas mãos - e ele não tem pênis! O humor em tempos de assédio na indústria.

Essa abertura, digamos, provocadora não teve muita continuidade. Como a Academia queria, os discursos políticos não deram o tom desse Oscar. Em comparação com o Globo de Ouro, foi bem morno, pelo menos até que Salma Hayek, integrando um grupo de mulheres, destacou a importância do que está ocorrendo na indústria. Num clipe, Geena Davis lembrou Thelma e Louise. "Todo mundo pensava que o filme ia abrir um novo espaço para as mulheres em 1991. Isso está ocorrendo hoje."

E veio a celebração da cultura latina no palco do Dolby Theatre, com as vitórias do Chile, de Guillermo del Toro e de Viva - A Vida é Uma Festa. Prosseguiu com o Oscar de roteiro original para Jordan Peele, por Corra!, o primeiro negro a concorrer em filme, direção e script. Outro Oscar, de roteiro adaptado, para Me Chame Pelo Seu Nome, e James Ivory ressaltou a importância da diversidade sexual. Lembrou até seu companheiro, o falecido produtor Ismail Merchant. Talvez tenham sido esses momentos que fizeram a diferença nesse Oscar.

Os prêmios de coadjuvantes para Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime) e Allison Janney (Eu, Tonya) eram mais que esperados. Rockwell retratou-se nos bastidores. "Não podia ter me esquecido de agradecer a Philip Seymour Hoffman (que morreu em 2014). Ele foi inspirador para mim e todos daminha idade. Sua forma de interpretar e de dirigir mostravam que era um homem que acreditava e amava o cinema."

Gary Oldman e Frances McDormand, também favoritos, venceram como melhor ator e atriz por O Destino de Uma Nação e Três Anúncios Para Um Crime.

Confira a lista completa dos vencedores:

Melhor Filme
A Forma da Água

Direção
Guillermo del Toro, A Forma da Água

Melhor ator
Gary Oldman, O Destino de Uma Nação

Melhor Atriz
Frances McDormand, Três Anúncios para Um Crime

Melhor Ator Coadjuvante
Sam Rockwell, Três Anúncios para Um Crime

Melhor Atriz Coadjuvante
Allison Janney, Eu, Tonya

Roteiro Adaptado
Me Chame pelo Seu Nome

Roteiro Original
Corra!

Filme em Língua Estrangeira
Uma Mulher Fantástica (Chile)

Documentário
Ícaro

Animação
Viva – A Vida É uma Festa

Efeitos Visuais
Blade Runner 2049

Canção Original
Remember Me, de Viva – A Vida É uma Festa

Trilha Sonora Original
A Forma da Água

Fotografia

Blade Runner 2049

Edição
Dunkirk

Maquiagem e Cabelo
O Destino de Uma Nação

Figurino
Trama Fantasma

Edição de Som
Dunkirk

Mixagem de Som
Dunkirk

Direção de arte
A Forma da Água

Curta de animação
Dear Basketball

Documentário em curta-metragem
Heaven Is a Traffic Jam on the 405

Curta-metragem
The Silent Child

 

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Contrato seria de duas temporadas. Atacante sueco está com 36 anos (Foto: Reprodução/Twitter)

Futebol

Um dia depois de rescindir seu contrato com o Manchester United, o atacante Zlatan Ibrahimovic confirmou seu acerto com o Los Angeles Galaxy de forma inusitada, nesta sexta-feira. O sueco comunicou sua chegada ao clube norte-americano em um anúncio de página inteira publicado no jornal Los Angeles Times.

O anúncio, discreto apesar do tamanho, traz apenas uma mensagem em inglês: "Dear Los Angeles, You're welcome" ("Querida Los Angeles, não tem de quê", em tradução livre), sobre um fundo cinza. Na parte inferior da página, há o escudo do clube americano à direita e o nome de Ibrahimovic, com sua assinatura, à esquerda. 

O acerto entre as duas partes já era esperado desde segunda-feira, quando surgiram rumores sobre a saída do sueco do Manchester United. A imprensa europeia estima um acordo de duas temporadas. O atacante de 36 anos deixou o clube inglês na quinta ao rescindir seu contrato de forma amigável.

Ele deixa o Manchester United após duas temporadas. No total, disputou 53 partidas e marcou 29 gols. Um dos fatores que mais contribuiu para sua saída foi a lesão em abril de 2017, quando rompeu o ligamento cruzado anterior e posterior do joelho direito e precisou passar por cirurgia. Ficou sete meses fora de atividade e na volta pouco atuou.

Em Los Angeles, Ibrahimovic é considerado a maior aposta do Galaxy desde a contratação de David Beckham, em 2007. "Este cara transcende o esporte", disse ao Los Angeles Times o ex-zagueiro americano Alexi Lalas, ex-jogador e ex-dirigente do Galaxy, mais famoso por sua participação na Copa do Mundo pela seleção norte-americana.

 

Página de jornal com a assinatura de Ibra (Foto: Reprodução)

Gestão Alckmin/França deve entregar mais 15 estações em 2018 (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Em ritmo de despedida e rumo à campanha eleitoral, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) entrega  nesta quarta-feira, 4, a Estação Oscar Freire do Metrô, da Linha 4-Amarela, operada pela iniciativa privada. É a segunda parada do trajeto entregue este ano pelo agora presidenciável, uma vez que a estação Higienópolis-Mackenzie começou a funcionar em janeiro.

Ao todo, o Metrô de São Paulo pretende entregar 18 estações este ano, mas apenas mais uma para a Linha 4: a São Paulo-Morumbi, que deve ter a inauguração a cargo do atual vice-governador Márcio França (PSB).

Entre as outras 15 estações restantes, o tucano também abriu as operações da Estação Eucaliptos, da Linha 5-Lilás, e é possível que entregue a Estação Moema, segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos. Entretanto, a data pode sofrer alteração. No mesmo trajeto, serão entregues as estações Campo Belo, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin.

O ápice da despedida deve ocorrer sexta-feira, com a entrega de um trecho do monotrilho da Linha 15-Prata. Não foram informadas quais estações devem ser entregues pelo governador, mas o Metrô já confirmou que, em 2018, deve entregar os pontos de embarque Camilo Haddad, Fazenda da Juta, Jardim Planalto, São Lucas, São Mateus, Sapopemba, Vila Tolstói e Vila União.

No fim de semana passado, Alckmin também inaugurou a Linha 13-Jade da CPTM, que liga o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos à Zona Leste da Capital. Sobre o atraso de 14 anos no trajeto, o governador disse se tratar de uma fake news, uma vez que a obra só foi licitada em 2013.

Operação começa em fase de testes

A Estação Oscar Freire vai operar no formato Operação Comercial Restrita, em fase de testes por um período de 15 dias. O horário de funcionamento será das 10h às 15h.

Depois passará a atender de domingo à sexta, das 4h40 à 0h, e aos sábados, das 4h40 à 1h, como nas demais estações da rede. A previsão é de que 24 mil pessoas utilizem diariamente a nova estação.

A Linha 4, operada pela empresa ViaQuatro, oferece integração com outros seis linhas: 7-Rubi, 1-Azul e 11-Coral, na Estação Luz; com a Linha 3-Vermelha, na Estação República, com a Linha 2-Verde, na Estação Paulista; e com a Linha 9-Esmeralda, na Estação Pinheiros.

Produção mostra a corrida pelo poder de uma grande empresa (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Baseado em um livro de grande sucesso e de mesmo nome, o filme Jogador Nº 1, dirigido por Steven Spielberg, com certeza agradará o enorme público esperado para assisti-lo. E para quem gosta de cultura geek, melhor ainda: a obra tem referências por toda parte, desde a trilha sonora até a cenas icônicas do cinema.

A história se passa em 2045, quando o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre após criar um universo paralelo em um jogo, em realidade virtual. Ele deixa vários enigmas a serem desvendados, e quem conseguir ganha o controle do mundo Oasis e a sua empresa multimilionária.

Wade Watts (Tye Sheridan) é um dos jogadores que luta para montar o quebra-cabeça e tem um rival de peso: Sorrento, dono da Innovative Online Industries (IOI), que tem uma equipe montada especialmente para conseguir comandar o universo paralelo.
Misturando a “vida real” com a “vida virtual”, o filme é bastante empolgante e (por que não?) hilário. O filme chega aos cinemas de todo o Brasil no próximo dia 29. 

Diretor é protagonista

Pode-se dizer que o diretor Steven Spielber é um dos grandes destaques da produção, apesar de não aparecer em cena. O cineasta já dirigiu filmes sérios, como A Lista de Schindler  e O Resgate do Soldado Ryan, vencendo, com os dois, o Oscar de Melhor Diretor, e também blockbusters: E.T. – O Extraterrestre, além de duas obras da série Indiana Jones, Jurassic Park e Prenda-me se for Capaz.

Para evitar ser acusado de vaidade, suprimiu grande parte das referências aos seus próprios filmes em Jogador Nº 1. Em cena,  os fãs terão nostalgia ao verem King Kong, Godzilla e Chucky.         

Eastwood venceu o Oscar quatro vezes na carreira (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Estreia nesta quinta-feira, 8, nos cinemas de todo o Brasil, o filme “15h17: Trem Para Paris”, dirigido por Clint Eastwood, quatro vezes vencedor do Oscar (melhor filme e melhor direção por Unforgiven e Million Dollar Baby).

A nova trama conta a história verídica de três homens, cujos atos de bravura os tornaram heróis durante uma viagem em um trem de alta velocidade.

A obra foi baseada em um ataque terrorista frustrado, ocorrido em agosto de 2015, a um trem a caminho de Paris. O filme acompanha a vida dos três amigos, das dificuldades da infância, passando pela descoberta de seu propósito na vida, até a série de eventos improváveis que culminaram com o ataque.

Durante essa experiência angustiante, a amizade entre eles, que nunca se abala, tornou-se sua melhor arma, permitindo que eles salvassem a vida de mais de 500 passageiros a bordo. 

Jimy Kimmel fez piadas sem graças e ninguém riu (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Vivemos atualmente a era da “lacração”. A cultura, o conhecimento, e até mesmo o amor, hoje em dia não representam quase nada frente à nova onda da “lacração”. Domingo foi o dia da cerimônia do Oscar, evento que completou 90 anos, mas que há cerca de dez (chutando baixo), já não representa quase nada além de acordos comerciais, egos inflados, vestidos caros, piadas sem graça e filmes que você vai esquecer logo após o fim da premiação.


Evidente que, como em toda competição (que a propósito, na arte não deveria existir), o Oscar sempre causou injustiças. Basta dizer que Kubrick, Hitchcock e até Chaplin nunca receberam um prêmio competitivo sequer, apenas o de “consolação” pelas falhas da Academia.


No passado, quando eu apresentava e escrevia o Cinelândia, um dos pioneiros na TV sobre o tema, cheguei a escrever sobre o Oscar para grandes mídias e até ser convidado a visitar o teatro em Los Angeles e comentar a festa nos telejornais.


Era um tempo em que para se discutir sobre Oscar, você deveria, no mínimo, ter assistido a todos os indicados. Hoje é era dos “palpiteiros” e “lacradores”, todo mundo escreve sobre, fala sobre e até discute sobre, mas sempre nos moldes da “professora” Glória Pires: ninguém viu nada, ninguém entende nada, mas discursa com a arrogância de quem sabe tudo. E o Oscar não vai para Sócrates!


Eu perdi o interesse no Oscar já há alguns anos, mas jamais no cinema. Assisti a todos os indicados este ano, em todas as categorias, mas por paixão. Não vi a cerimônia e nem me arrependo. Pelo que li na mídia, foi tudo óbvio, como previa a cartilha. Um apresentador sem graça (sim, Jimmy Kimmel é apático), que seguiu as regras “politicamente corretas” e hipócritas, contando piadas que ninguém riu, pois hoje até o riso ofende.


A lista de vencedores, ao menos desta vez, teve injustiças menores. A Forma da Água, inspirado em O Monstro da Lagoa Negra (de 1954) com toques de Amélie Poulain, faturou o merecido prêmio da noite. É uma fábula bem contada. Os prêmios de elenco principal e coadjuvante, mesmo eu achando uma injustiça a prodígio Brooklynn Prince ter sido ignorada, foram merecidos. Na categoria animação, Loving Vincent merecia faturar, pois apesar de assumir que sou apaixonado por Viva-A Vida é Uma Festa, o filme tributo ao Van Gogh é superior e inovador, mas não tem o selo Disney, o que pesa muito na Academia.


As principais injustiças da noite foram nas categorias de roteiros. Dois filmes ruins, mas que, pelas regras da “lacração”, somos proibidos de não gostar. Vale lembrar que o vencedor de filme estrangeiro, o belíssimo Uma Mulher Fantástica, tem temática LGBT, mas sem querer “lacrar”. É um filme de amor e respeito. Diferentemente do vencedor do roteiro, sobre envolvimento sexual, nada mais, entre um adolescente e um judeu. Filme sem predicados para premiação, mas que juntou dois temas que a Academia idolatra, sendo assim contemplado.


Eu continuo amando o cinema, mas desprezando suas festas e seus astros egocêntricos fingindo humildade enquanto lamentam-se em rede mundial sobre suas “difíceis” vidas fúteis. O Oscar já teve um peso maior. Hoje é apenas um boneco de pebolim pintado com tinta dourada e entregue pra gente e filmes que você não se lembrará daqui poucos meses. 

Garçonete faz jogos de azar e se envolve com máfia russa (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

A partir deste quinta, 22, quem curte dramas bem elaborados encontra um novo motivo para ir ao cinema. Isso porque A Grande Jogada (Molly’s Game, no original) estreia nas telonas com um potencial enorme de emocionar o público. E o melhor: a história é real, adaptada do livro homônimo.

O enredo, dirigido por Aaron Sorkin, conta a história de Molly Bloom (Jessica Chastain), uma jovem e promissora atleta de esqui. Depois de sofrer uma queda, ela decide largar o esporte e se torna garçonete. No bar, ela conhece Dean Keith (Jeremy Strong), um produtor que a contrata como assistente.

Ele organiza jogos de cartas clandestinos, que contam com clientes ricos e famosos. Ao se envolver com o ambiente e ficar fascinada com a possibilidade de enriquecer, Molly resolve estabelecer uma nova rede e começa a preparar os jogos ela mesma, em um hotel, e se envolve com a máfia russa.


Destaque para a atuação brilhante de Jessica Chastain. O filme tem duração de 2h20 e tem classificação indicativa de 14 anos.

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