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Seg, Out

Flávio Pacheco tem coleção com 30 mil itens (Foto: Arquivo pessoal)

Fora dos Trilhos

Flávio Pacheco é dono de um acervo de 30 mil brinquedos diferentes. Dono de um hotel-fazenda em Minas Gerais, seu hobby de colecionador expressa algo que ele mantém em mente. “Estas lembranças trazem a nossa criança interna à tona. São nessas pequenas coisas que a gente vê e resgata, recorda-se do brinquedo que o avô te deu. É algo que traz recordação”, explicou.

O dono do museu dos brinquedos, que ainda não tem local fixo, mas que realiza exposições tradicionalmente, não é o único a guardar brinquedos. Tem muita gente que ainda lembra de brinquedos que marcaram época e que ainda os guardam, seja para sim mesmo, para dar para os filhos ou para lembrar deles.

A mãe da Tatiane Gonçalves Belmonte, por exemplo, guarda até hoje as bonecas da filha, que tem 30 anos. “É meio estranho, mas acho que ela tem até cartinha com cabelo. Minha mãe ama recordar os tempos de infância”, disse Tatiane.

Já o Eduardo Xavier, 31 anos, ainda guarda os tazos que colecionou depois de encher o “bucho” de tanto salgadinho. “Eu e minha prima comprávamos pacotes de salgadinhos praticamente todos os dias, a maioria das vezes escondidos, porque nós comíamos na hora do almoço e sabe como é mãe, né?”, contou.

Já a Márcia Cristina Neves da Silva, de 50 anos, emocionou-se quando estes dias deu a neta Melissa Silva de Lima, de 7 anos, uma caneta de quatro cores similar a que usava em seus tempos de estudo. “Foi uma sensação de surpresa quando ela ficou interessada na caneta. Logo ela começou a escrever e desenhar e deixou o tablet de lado”, disse.

Há ainda quem guarde o brinquedo para lembrar dos tempos de “fama”. Cadu Silva, de 37 anos, tem até hoje o karaokê - meu primeiro gradiente, um dos brinquedos mais desejados pela criançada da década de 80. “Ele sempre vai remeter à minha infância. Foi um dos brinquedos que mais durou, um presente de uma pessoa muito próxima, que foi minha madrinha, e não dá para não olhar para ele e não lembrar dos dias que eu passava cantando e imaginado ser um artista, um cantor famoso”, contou.

Entre outros brinquedos que marcaram gerações, estão os ioiôs lançados pela Coca-Cola, também da década de 80, entre tantos outros, escondidos em armários e caixas de lembranças. 

É possível agregar o novo e o velho

Para orientadora educacional Roseli Massoti, embora a tecnologia tenha desviado o foco das crianças para brinquedos mais tradicionais, ambos são de extrema importância para os pequenos. “Acredito que tudo isso tem que passar por um filtro. Eu não sou a favor de tirar brinquedos com mais tecnologia porque a educação tem que ser contextualizada, e o brincar também. A gente não pode esconder algo que faz parte da educação contemporânea, hoje tem muitos apps de excelente qualidade que precisam da ajuda de um adulto”, explicou a professora.

Segundo ela, muitos brinquedos se renovam e outros continuam. “Tanto que até hoje as crianças ainda pedem o kinder ovo mais pelo brinquedo do que pelo chocolate”, argumentou.

Para a psicóloga e psicopedagoga Luciana Azevedo, as crianças não brincam com brinquedos tradicionais porque muitas vezes estes brinquedos não são apresentados a elas. “Uma vez que são apresentados e estimulados, elas tendem a utilizá-los. Porém, a tecnologia é presente em todos os espaços de circulação, então não tem como ser evitada, mas dá para ser controlada e utilizada de forma saudável”, explicou. 

 

 

 

  

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Após conversar com especialistas, a jornalista Carolina Thomeu tira as principais dúvidas dos pais sobre sexualidade infantil. Confira!

MC Sophia, presente na apresentação da pesquisa, afirmou que é necessário conversar com a juventude na periferia (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Para a grande maioria dos paulistanos, o uso de álcool e drogas por crianças ou adolescentes aumentou nos últimos 12 meses na cidade de São Paulo. Segundo pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo, oito a cada dez (cerca de 82%) das pessoas que vivem na Capital têm a sensação de que houve aumento no consumo de substâncias ilícitas por este público.

A constatação faz parte de levantamento mensal realizado pela entidade, chamado de “Viver em São Paulo”. No caso de outubro, o tema escolhido foi a relação da cidade com as crianças e adolescentes.

De acordo com o secretário-adjunto de Governo da gestão Bruno Covas (PSDB), Alexis Vargas, estes dados vão auxiliar a Prefeitura na elaboração do primeiro Plano Municipal para a Primeira Infância, que deve ser divulgado ao fim do mês. “Os números representados nesta pesquisa, com certeza, vão ajudar a procurarmos soluções para esses problemas”, disse.

Entre o público de pais e responsáveis de crianças e adolescentes na cidade de São Paulo, o principal problema encontrado no município é referente à lotação do transporte público. Dentre os entrevistados, um a cada cinco (cerca de 22%) respondeu que este é o maior incômodo no município. Logo em seguida, os responsáveis citaram a falta de respeito da população, em itens como não ceder espaço e assentos preferenciais para pessoas com crianças.

Soluções a partir da discussão

A diretora executiva da Rede Conhecimento Social, Marisa Villi, explicou que a iniciativa de realizar uma pesquisa voltada ao público infantil é bastante válida para que o município crie soluções para os problemas encontrados. “As crianças se relacionam com o ambiente em que vivem. Tivemos a constatação de que o que elas menos gostam na cidade são os lixos na rua e desorganização do espaço público, como parquinhos quebrados”, disse. Segundo ela, o que este público mais aprecia são lugares coloridos e voltados ao público infantil.

Para a Rede Nossa São Paulo, a cidade é “pouco amistosa e acolhedora para crianças e adolescentes”.

MC Soffia cita falta de cultura na comunidade

O evento de divulgação dos números, realizado no Sesc Consolação, contou com a presença da MC Soffia, de 14 anos. Ela é cantora e suas letras falam sobre feminismo, liberdade de expressão e empoderamento negro na sociedade. “Eu acho que faltam espaços culturais nas periferias, para que os jovens possam se expressar na comunidade e serem ouvidos”, falou.

Questionada sobre o que faria se fosse prefeita por um dia, ela primeiro respondeu que nunca tinha pensado nessa possibilidade, já que seu desejo é, um dia, se tornar presidente da República. Depois de arrancar risadas e aplausos da plateia, ela afirmou que escutaria os jovens para criar coletivos. “Tem lugar que muita gente canta, em outros, muita gente dança. É importante esse manifesto para nossa sociedade”, concluiu.

Crianças não precisam saber o que um deputado federal faz, mas devem ter noção do certo e do errado (Foto: UNIS Vienna/Fotos Públicas)

Opinião

Em ano de eleição e com a efervescência política que o Brasil vive, com impeachment de presidente, escândalos de corrupção, prisões de políticos, é inevitável que as crianças sintam curiosidade em saber um pouco mais sobre o que é a política e o que significa essa “corrupção”, repetida tantas vezes em casa e no noticiário.

São os brasileiros com mais de 18 anos que têm a obrigação de se dirigir às urnas em outubro, conforme determina a Lei eleitoral, porém a participação dos pequenos na vida política é garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Mas, de que maneira tratar do assunto em casa, sem disseminar o ódio partidário ou impor uma forma de pensar nas crianças? Normalmente, crianças a partir de sete ou oito anos já conseguem entender melhor o que é política e algumas já até se manifestam. Mas é preciso ter cuidado na hora de explicar ao seu filho. Não precisa dar muitos detalhes e não só mostrar o lado negativo. Apenas faça com que ele entenda como funciona, de uma forma simples.

É evidente que as posições políticas da família sempre acabam, de alguma forma, influenciando as crianças. Ainda assim, é importante introduzir o assunto, de forma sucinta e aprofundar conforme eles vão demonstrando interesse.

Não é necessário explicar o que é impeachment e o que faz um deputado federal. Os pais podem falar aos filhos dando exemplos de atitudes erradas do dia a dia e os valores da honestidade, como furar uma fila, pegar objetos do colega, não pagar o lanche da escola. As crianças devem compreender que a falta de honestidade não ocorre só na política, mas está presente em atos cotidianos, praticados por pessoas de qualquer idade.

Para a discussão ser saudável é preciso sempre respeitar a opinião do outro. O uso de analogias é um recurso que pode ajudar, pois a realidade política fica mais próxima do que as crianças vivenciam.
É muito saudável que os pais falem diretamente da política com crianças. Mas, muito mais do que isso, os adultos precisam criar condições para se apresentarem como exemplo de uma conduta ética, apontando a importância daquilo que não se pode comprar com o dinheiro, como a família, a saúde e os amigos.

*Camila Cury é psicóloga e diretora geral da Escola da Inteligência, de Augusto Cury

Crianças brasileiras sofrem com algumas privações, como acesso a um lugar com saneamento básico (Foto: Mayke Toscano/Fotos Públicas)

Nacional


Seis em cada dez crianças e adolescentes brasileiros vivem na pobreza, segundo estudo divulgado nesta terça-feira, 14, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O levantamento levou em consideração, além da situação financeira das famílias, a privação de um ou mais direitos como educação, informação, proteção contra o trabalho infantil, moradia, água e saneamento.

O estudo, feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, concluiu que, na última década, houve redução da chamada "pobreza monetária" na infância e na adolescência no País, mas as múltiplas privações a que crianças e adolescentes brasileiros estão submetidos não acompanharam essa diminuição.

De acordo com a Pnad 2015, 61% das crianças e dos adolescentes brasileiros são pobres: estão em famílias que vivem com renda insuficiente, o que caracteriza a pobreza monetária, e/ou não têm acesso a um ou mais direitos. O saneamento é a privação que afeta o maior número de crianças e adolescentes (13,3 milhões), seguido por educação (8,8 milhões) e água (7,6 milhões).

Na área do saneamento, o levantamento destaca que um quinto de meninas e meninos do Brasil vivem em casas com fossas rudimentares, valas ou esgotos sem tratamento. Já no campo da educação, aponta que 13,8% de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão na escola, mas são analfabetos ou têm atraso escolar e 6,5% estão fora da escola, o que é considerado uma privação extrema.

Segundo o levantamento, 18 milhões de meninas e meninos (34,3%) são afetados pela pobreza monetária (têm menos de R$ 346 per capita por mês na zona urbana e R$ 269 na zona rural). Desses, 6 milhões (11,2%) têm apenas privação de renda - ou seja, os seis direitos analisados são garantidos. Já os outros 12 milhões têm, além da renda insuficiente, um ou mais direitos negados.

Disparidades

Há diferenças nas privações de direitos, de acordo com o grupo de crianças e adolescentes analisado. Moradores da zona rural, por exemplo, têm mais direitos negados do que os da zona urbana.

Meninos e meninas negros e moradores das regiões Norte e Nordeste do Brasil também enfrentam mais privações se comparados aos brancos e moradores das regiões Sul e Sudeste, de acordo com o levantamento.

Deflagrada nesta quinta-feira, operação cumpre 579 mandados de busca e apreensão (Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/ ABR)

Nacional

O Ministério Extraordinário da Segurança Pública deflagrou na manhã desta quinta-feira, 17, a Operação Luz na Infância 2, em parceria com as Polícias Civis do Distrito Federal e de 24 Estados. Ao todo, a operação cumpre 579 mandados de busca e apreensão. De acordo com a pasta, 100 pessoas haviam sido presas até a publicação desta matéria.

Embora não haja mandados de prisão, o ministério informou que, durante as buscas, policiais identificaram imagens que configuram os crime de exploração sexual contra crianças e adolescentes e, nestes casos, os responsáveis são presos em flagrante.

Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com base em indícios coletados em ambientes virtuais.

As informações obtidas durante quatro meses foram repassadas às Polícias Civis - em especial delegacias de proteção à criança e ao adolescente, e repressão a crimes informáticos - que instauraram inquéritos e solicitaram aos juízes locais a expedição dos mandados.

Infância da gaúcha não foi nada glamurosa (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Depois de algum mistério, em um post no Instagram, Gisele Bündchen  revelou mais informações sobre seu livro de memórias. Lessons - My Path to a Meaningful Life (Lições - Meu Caminho Para Uma Vida Cheia de Sentido, em tradução livre) tem lançamento nos EUA marcado para 2 de outubro e já está em pré-venda na Amazon. Sem título em português, Lessons também sai no Brasil em outubro, conforme antecipou o Estadão. 

A sinopse do livro indica o que os leitores devem encontrar em suas 256 páginas: um retrato íntimo da "Gisele real". "Lessons revela a vida intimidade de uma mulher muito pública - uma que vai inspirar mulheres de todas as idades a descobrir seu próprio poder, significado e proposta", promete.

Entre as novidades da narrativa, a infância nada glamurosa da übermodel, desde que "começou sua jornada no sul do Brasil, onde cresceu dividindo um quarto com as cinco irmãs e sofria bullying dos colegas de classe".

O começo da carreira, seu estouro no mundo e a vida familiar de hoje também entram na pauta, claro, tendo como pontos destacados seu primeiro desfile com o estilista inglês Alexander McQueen, que a projetou no mundo, encerrando a era da modelos de looks excessivamente esquálidos e pálidos, além do conhecido sucesso - "mais de 600 campanhas, 2 mil capas de revistas e 800 desfiles"

"Animada para dividir com vocês o meu livro. Resgatar algumas histórias que vivi, o que aprendi nestes meus 37 anos, assim como os valores e as ferramentas que me guiaram para chegar onde cheguei tem sido uma experiência profunda e transformadora. Fico feliz em poder compartilhar um pouco desta jornada de altos e baixos que me trouxeram até aqui", comemora a modelo no Instagram.


VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.

Ex-capitão lidera em todas as pesquisas (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Nova pesquisa do BTG/FSB, divulgada nesta segunda-feira, 22,  mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aumentou sua vantagem dentro da margem de erro contra Fernando Haddad (PT). Segundo o levantamento, o ex-capitão conta com 60% dos votos válidos, contra 40% do adversário. A margem de erro continua sendo de dois pontos percentuais. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é dito ao entrevistado, o ex-militar caiu um ponto percentual, ficando com 48%, enquanto Haddad cresceu um ponto, chegando a 31%. Os votos brancos e nulos atingem 6%, enquanto 5% responderam “nenhum” e 11% não souberam opinar. Na intenção de voto estimulada, porém, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois. A pesquisa também abordou a decisão definitiva de votos de cada eleitor. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. A rejeição dos candidatos ficou em 52% para Fernando Haddad e 38% para Bolsonaro. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro.

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 
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Articulistas

Colunistas

Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião

Crescimento do número de suicídios revela que sociedade brasileira está doente. Campanha Setembro Amarelo alertou para os riscos (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

Opinião

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião