Dylan Minnette, intérprete do protagonista Clay Jensen, quer R$ 755 mil por episódio, segundo site americano (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos


Após duas temporadas que fizeram muito sucesso na Netflix, os atores da série 13 Reasons Why estão pleiteando um aumento considerável dos seus salários e a disputa com a produtora pode fazer com que o início das filmagens da terceira temporada, marcado para a segunda-feira, 13, seja adiado.

Segundo fontes ouvidas pelo site Deadline, as negociações avançaram no início da semana, mas ainda há uma disparidade entre o que os estúdios Anonymous Content e Paramount Television estão oferecendo e o pedido inicial dos oito atores que formam o núcleo principal da série.

Os empresários de Dylan Minnette, o intérprete de Clay Jensen, que será o protagonista solo a partir da próxima temporada, estão pedindo um salário de US$ 200 mil (cerca de R$ 755 mil) por episódio, enquanto Brandon Flynn, Alisha Boe, Justin Prentice, Christian Navarro, Miles Heizer, Devin Druid e Ross Butler pedem US$ 150 mil (R$ 565 mil, aproximadamente) para cada capítulo.

Se os pedidos forem atendidos pelas produtoras, será um aumento substancial em relação às duas primeiras temporadas da série, quando os atores recebiam entre 20 mil e 80 mil dólares (faixa de 75 mil a 300 mil reais) por episódio, de acordo com o site.

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Fazer um filme de terror não estava nos planos de John Krasinski, que só tinha dirigido comédias dramáticas no cinema (Brief Interviews with Hideous Men e Família Hollar). "Era tudo o que não queria fazer. Tenho medo até de assistir a filmes de terror", disse Krasinski, ao Estado, em Nova York. Mas ele acabou convencido. Em Um Lugar Silencioso, que estreou na quinta, 5, Lee (o próprio Krasinski), Evelyn (Emily Blunt) e seus filhos Marcus (Noah Jupe) e Regan (Millicent Simmonds) não podem falar. Na verdade, não podem fazer barulho algum, sob pena de serem caçados por criaturas monstruosas que vieram do espaço.

O que convenceu Krasinski a dirigir foi que Um Lugar Silencioso é, no fundo, a história de uma família. Principalmente, a história de pais que precisam proteger seus filhos de um ambiente extremamente hostil. "É como me sinto sendo pai de duas crianças", disse Krasinski, que tem Hazel, 4, e Violet, 21 meses, com Emily Blunt, com quem está casado há oito anos. A atriz concorda: "O que ela passa são meus maiores medos como mãe. Claro que aqui é uma versão aumentada".

Por conta disso, tanto Krasinski quanto Blunt definem Um Lugar Silencioso como seu filme mais pessoal. "Soa bizarro, porque é um filme de terror maluco. Mas é provavelmente minha carta de amor para minhas filhas", afirmou o diretor. Blunt contou que costuma escolher personagens bem distantes de sua personalidade, como a alcoólatra de A Garota no Trem. "Aqui nem precisei fazer pesquisa, sabia muito bem como era essa personagem." Fora que ela tinha acabado de dar a luz quando leu o roteiro.

Krasinski contou que sua admiração pela mulher só cresceu - algo que Rob Marshall, diretor de Emily Blunt em Caminhos da Floresta e O Retorno de Mary Poppins, que estreia em dezembro, tinha avisado. "Rob me disse: 'Você pode achar que ela é a melhor atriz, mas só vai saber por que quando estiver no set com ela'", afirmou Krasinski. Uma cena em especial foi a da banheira, quando Evelyn, que está grávida, começa a sentir as contrações. "O ar mudou no set aquele dia depois da cena", disse o diretor. "Sinto que agora estou no clube secreto da Emily."

A família do filme enfrenta desafios desse tipo: uma mulher grávida que vai precisar parir sem ajuda profissional, anestesia e sem dar um pio. Ou a filha surda-muda, que não sabe quando o perigo se aproxima. O silêncio quase nunca é quebrado, a não ser em poucas cenas. O mais curioso é que isso se reflete na plateia, que tenta não fazer barulho. "No South by Southwest, uma pessoa se desculpou no debate por ter ficado tossindo durante a sessão. Numa exibição-teste, um espectador confessou ter levado um pacote de doce, mas que ficou sem coragem de abrir", contou Krasinski, divertido. Talvez, então, seja melhor deixar os goles de refrigerante para depois.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ex-presidente Lula está ansioso pela decisão do STF (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

O Supremo Tribunal Federal (STF) só julga nesta quarta-feira o habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este “remédio” constitucional visa à manutenção da liberdade do petista (já condenado há mais de 12 anos pelo TRF-4) até que todos os recursos sejam julgados pela Justiça.

Mas, ainda nesta terça à tarde, entidades de advogados, juristas e defensores públicos entregaram à Corte um abaixo-assinado defendendo que ninguém seja considerado culpado enquanto não forem esgotadas todas as possibilidades de defesa. Entre aqueles que subscreveram o documento estava Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado de Paulo Maluf.

Quase que simultaneamente, foi a vez dos membros do Ministério Público e do Poder Judiciário também baterem à porta do STF para, também, apresentarem o seu documento, com mais de 5 mil assinaturas, mas este a favor da prisão de condenados em segunda instância.

Entre os assinantes estavam o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Evidentemente, a máxima instância do Judiciário brasileiro não se deixa influenciar por este ou aquele berro. Mas, por outro lado, os 11 juízes sabem da influência que suas decisões têm sobre os rumos políticos do Brasil.

Amanhã é mais um dia de decisão, do tipo que paralisa o País. Principalmente para os figurões que clamam para o Supremo fazer justiça conforme a ocasião e os interesses em jogo. E não é só Lula o interessado. Muitos condenados da Lava Jato podem se beneficiar com a mudança da jurisprudência.

Tem ainda Eduardo Cunha, Antônio Palocci, Sérgio Cabral, que fazem coro para que o STF opte pelo retrocesso, que só vigorou na história judiciária brasileira entre 2009 e 2016, por submissão de nossos magistrados a interesses estranhos ao conceito de justiça. Se isso mais uma vez prevalecer – como na série de sucesso da Netflix, “O Mecanismo” – haverá comemoração no Complexo da Papuda, em Brasília, no Complexo-Médico Penal, em Curitiba, e, porque não, no edifício Hill House, em São Bernardo do Campo.

Cantor Chico César cancelou sua conta no Neflix por causa de série (Foto:Reprodução/Facebook)

Opinião

Nesta terça-feira, o cantor e compositor Chico César anunciou que cancelou sua conta na Netflix. O mesmo já tinha feito o ator José de Abreu e o crítico de cinema Pablo Villaça, do site da revista Carta Capital. A origem da questão está na série “O Mecanismo”, que estreou na última sexta-feira, 23, na Netflix e que tem direção de José Padilha.

A ex-presidente Dilma Rousseff não comunicou o cancelamento do serviço de streaming, mas tem reagido acidamente ao conteúdo da produção, ao diretor e à provedora global de filmes on-line. “O diretor inventa fatos. Ele próprio tornou-se um criador de notícias falsas”, acusa a petista.


A polêmica obra de Padilha traz personagens inspirados justamente em Dilma (apresentada como Janete) e Lula (João Higino), ambos cientes e coniventes com o esquema de corrupção apresentado na série. Mas, no centro da celeuma está a expressão “estancar a sangria”, colocada na boca de Higino/Lula. Esta é uma frase sintomática, dita, na realidade, por Romero Jucá, quando foi gravado por ocasião do impeachment de Dilma, falando de um pacto para deter o avanço da Operação Lava Jato: “Tem de mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, ponderou, à época, o atual líder do Governo no Senado ao seu interlocutor, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.


Fato é que a frase é simbólica demais para ser tirada do seu contexto e dar a ela outra paternidade, como são “Tem que manter isso, viu?”, “Tem que ser um que a gente mate antes de fazer a delação” ou “Aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca”. Mas atacar a série a partir desta ou daquela imprecisão é pouco e fomenta exatamente a curiosidade de se buscar saber o porquê de tanto burburinho em torno de uma produção do tipo.

Espernear e ameaçar o cancelamento do serviço da Netflix não funciona. Pelo menos não fez efeito no caso do caricato filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, que, apesar da campanha de parte da Esquerda, se tornou o longa nacional mais visto de 2017. Ao se insurgir publicamente contra a série de Padilha, Dilma ajuda justamente a dar publicidade ao trabalho e fazer dele ainda mais notícia do que normalmente já seria. Neste caso, melhor mesmo era silenciar e aceitar a carapuça que, aparentemente, embora incômoda, lhe caiu tão bem.

Filho de Bolsonaro tomou invertida na Netflix (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

A nova série O Mecanismo, da Netflix, continua causando polêmica nas redes sociais. Depois de a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) escrever uma carta aberta criticando o criador e diretor da obra, José Padilha,  um dos filhos de Jair Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, deputado estadual do Rio de Janeiro, foi desmentido pela própria empresa de streaming no Twitter, nesta terça-feira, 27.

O rapaz publicou: “Se a esquerda está apavorada com a série ‘Mecanismo’, imagina se eles soubessem que a @NetflixBrasil poderia estar interessada em fazer uma série sobre Bolsonaro”, às 7h da manhã. Quatro horas mais tarde, o perfil oficial da companhia rebateu. “Você está louca, querida”.

A frase faz referência direta a um tweet do então candidato à Presidência da República Eduardo Jorge, que virou meme em 2014. À época, uma moça disse que ele é “muito lindo”. Em resposta, ele foi enfático. “Você está louca, querida”.

A publicação de Flavio Bolsonaro teve, até a tarde desta terça-feira, 5,4 mil curtidas e 4,6 mil compartilhamentos. Mais de 68 mil pessoas marcaram como destaque a resposta da Netflix e 39 mil retweetaram a invertida. Após estas duas postagens, o deputado, na tentativa de mostrar que o interesse da empresa era real, publicou prints de supostas conversas com a Netflix. 

O Mecanismo é uma série baseada em fatos reais e retrata as investigações da Operação Lava Jato. Na obra, os personagens são inspirados nos ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, no atual presidente Michel Temer e nos investigadores Gerson Machado e Erika Marena, no juiz federal Sérgio Moro, entre outros.

Do criador de "Ônibus 174", "Tropa de Elite 1 e 2" , "Paraísos Artificiais" e "Narcos", "O Mecanismo" retrata a Operação Lava Jato de forma dramatizada (Foto:Divulgação/Facebook)

Fora dos Trilhos

Lançada há menos de uma semana, a série “O Mecanismo”, produção original da Netflix, já causou polêmica e furor nas redes sociais. Baseada em fatos reais, a obra retrata as investigações da Operação Lava Jato, com personagens semelhantes aos que estão envolvidos com o maior escândalo de corrupção do Brasil.

O diretor José Padilha, ao lado de Elena Soárez, criou o drama em que Marco Ruffo (Selton Mello), delegado aposentado da Polícia Federal, está obcecado pela investigação da Lava Jato. Ele é inspirado em Gerson Machado, assim como sua assistente, a delegada Verena Cardoni, baseada em Erika Marena.

Na internet, os espectadores reclamaram que os personagens têm nomes diferentes dos reais e que algumas falas estão atribuídas a pessoas diferentes da investigação real. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) criticou a série, em carta aberta, dizendo que Padilha propaga fake news. “O cineasta incorre na distorção da realidade e na propagação de mentiras de toda sorte”, disse.

Em resposta, o criador de Narcos e Tropa de Elite disse à Folha de São Paulo que a série é uma obra-comentário e que, na abertura de cada capítulo, está escrito que os fatos estão dramatizados. “Se a Dilma soubesse ler, não estaríamos com esse problema”, afirmou o diretor.

Conheça os personagens

João Higino – Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República

Janete Ruscov – Dilma Rousseff, ex-presidente da República

Paulo Rigo – Sérgio Moro, juiz federal

Roberto Ibrahim – Alberto Youssef, doleiro e empresário

João Pedro Rangel – Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras

Samuel Thames – Michel Temer, presidente da República

Tony – João Santana, marqueteiro político

Ricardo Brecht – Marcelo Odebrecht, empresário

Lorival Bueno – Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS

Marco Ruffo – Gerson Machado, delegado aposentado da Polícia Federal

Verena Cardoni – Erika Marena, delegada da Polícia Federal

Wilma Kitano – Nelma Kodama, empresária

Mário Garcez Brito – Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça (falecido em 2014)

Maria Tereza – Maria Lúcia Tavaes, ex-secretária do grupo Odebrecht

Agente China – Newton Ishii, agente da Polícia Federal

Dimas Donatelli – Deltan Dallagnol, procurador da República

Empresas são baseadas na realidade

Petrobrasil – Petrobras

OSA – OAS

Miller&Brecht – Odebrecht

TR Distribuidora – BR Distribuidora

Banco Brasileiro – Banco do Brasil

Banco do Estado – Banco Banestado

"Avenida Brasil" foi o último grande sucesso da Globo no exterior (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando porque as novelas brasileiras não fazem o mesmo sucesso no exterior. O último fenômeno internacional produzido pela Globo foi Avenida Brasil. Na última década, países como Argentina e Portugal reduziram a importação das novelas brasileiras.

O motivo desse resultado foi a audiência insatisfatória. Em decorrência disso, as emissoras internacionais passaram a investir em produções próprias, que em nada ficam a dever em qualidade artística ao produto brasileiro, que vem perdendo esse mercado gradativamente.

Exibida em 2012, Avenida Brasil ganhou destaque com a vilã Carminha, interpretada por Adriana Esteves. Já a Record TV conseguiu boa repercussão internacional, especialmente em vizinhos latinos, com Os Dez Mandamentos, não só pelo belo trabalho de produção, como pelo bom roteiro apresentado.

Antes, as telenovelas brasileiras reinavam absolutas, não apenas por serem um entretenimento interessante, mas também pela falta de concorrência. Hoje, os canais pagos e os serviços de streaming, como o Netflix e o Amazon, oferecem séries arrebatadoras, capazes de fidelizar o telespectador e fazê-lo esquecer sua novela na TV aberta.

Alguns títulos antigos, como Senhora do Destino, exibida em 2004 na Globo, ainda se destacam mundo afora. A trama faz muito sucesso atualmente no Chile e em Portugal. Porém, já se tem uma ideia que o público não tem mais paciência para acompanhar diariamente um folhetim com 200 episódios.

Com isso, existe uma tendência identificada em vários polos de produção de novelas: a redução do números de capítulos. Por outro lado, pode-se observar que as produções brasileiras feitas por SBT e Record não vêm obtendo grandes resultados de audiência porque perdem em qualidade para a Globo, que inova a cada história de seus autores.  

A Globo foi surpreendida com o vazamento de fotos nuas da atriz Paolla Oliveira. Essas fotos ilegais foram feitas em um set de gravação em São Paulo  e divulgadas em redes sociais. A diretoria da emissora prometeu não poupar esforços para que sejam identificados  os culpados e aplicadas as punições previstas em lei.

A direção geral da emissora afirmou que repudia, com veemência, esse tipo de abuso, que atenta contra os direitos da atriz e viola a privacidade de seus ambientes de trabalho. Um boletim de ocorrência foi aberto e as autoridades competentes foram informadas. 

Frase final: “Os primeiros passos são inúteis quando não se percorre o caminho até o fim.”

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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