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Programação sobre Rei do Baião atende crianças e adultos (Fotos: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O sertão do Brasil é apresentado na programação Fim de Semana em Família, nos dias 31 de março e 1º de abril (sábado e domingo), no Itaú Cultural, por meio da música regional e de seu maior representante, Luiz Gonzaga. Todas as atividades são gratuitas.

A partir das 14h, tem a oficina Chapéu de Cangaceiro, comandada pela atriz Cris Miguel. Mais tarde, às 16h, ela e o artista Danilo Tomic apresentam o espetáculo Sanfona Velha do Fole Furado.

Com atividades lúdicas, as crianças e seus acompanhantes mergulham no universo de Luiz Gonzaga nesta oficina, que ensina os pequenos a confeccionarem um chapéu de cangaceiro, utilizando apenas EVA (espuma vinílica acetinada), cola e tesoura, e apresenta a vida e canções do sanfoneiro conhecido também como Mestre Lua. Esta atividade dialoga com o espetáculo em que bonecos, personagens da peça Sanfona Velha do Fole Furado, interagem com o público.

 A partir das 16h, Cris Miguel e o artista Danilo Tomic apresentam o espetáculo Sanfona Velha do Fole Furado. A peça é realizada em forma de teatro de bonecos e xilogravuras para contar o universo do sertão. Ela faz uma homenagem a Gonzagão, contando a história de Severino do Xaxado, filho de cangaceiro que conhece muito sobre este gênero musical, mas não sabe nada a respeito dos outros ritmos.

Severino se aventura pelo Rio de Janeiro, apaixona-se pelo baião e decide viajar para tocar sanfona. Em sua jornada acaba conhecendo o xote, o baião e o forró. O espetáculo fala ainda sobre a seca no nordeste, Lampião e Maria Bonita. Toda a trilha musical é executada ao vivo com sanfona, zabumba, triângulo e piano.

Cantinho da Leitura e Feirinha de Troca

Como já é tradição no Fim de Semana em Família, a partir das 11h, o público pode começar a se divertir com o Cantinho da Leitura e a Feirinha de Troca.

Uma das sugestões é o livro No meio da noite escura tem um pé de maravilha, de autoria de Ricardo Azevedo. O livro resgata dez contos folclóricos que no passado eram contados de pais para filhos. São histórias que falam da existência, espalham brilho e magia em qualquer lugar ou época, mas, que ainda assim, estão ameaçadas de se perderem no meio da noite escura. Esta e outras histórias podem ser lidas no Cantinho da Leitura, onde estão disponíveis 30 publicações do acervo infanto-juvenil da biblioteca do Itaú Cultural. Uma oportunidade para novos aprendizados e novas descobertas.

Na Feirinha de Troca, os pequenos podem trocar uma obra infanto-juvenil – como livro, gibi e DVD – por outra, escolhida entre os materiais disponibilizados pelo instituto. No espaço, monitores e voluntários estão à postos para ajudar no que for preciso.

Neste final de semana, o grupo Rádio Sucata conta histórias no Cantinho da Leitura. Destaque para o conto africano As panquecas de Mama Panya, que identifica a amizade e o compartilhamento como elementos importantes da vida em sociedade.

 

 

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Dicas culturais gratuitas para os dia 22, 23 e 24 de junho de 2018.

Evento terá tradução em libras (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Até dia 29 de julho, o Itaú Cultural recebe a atriz Letícia Sabatella e o ator Fernando Alves Pinto na peça A Vida Em Vermelho - Brecht E Piaf. Com texto de Aimar Labaki e direção geral de Bruno Perillo, o espetáculo reúne em cena o poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) e a cantora francesa Edith Piaf (1915-1963), num encontro fictício marcado por reflexões e uma coletânea das principais canções dos dois, interpretada ao vivo pelo elenco.

Estreada em 2016, A Vida em Vermelho coloca frente a frente dois dos maiores artistas do século XX, com ideologias e visões de mundo radicalmente opostas. Bertolt Brecht conceituou a tragédia do homem, revolucionou o teatro mundial e lançou um olhar profundo para as relações humanas no sistema capitalista, a mesma sociedade que a consumiu. Edith Piaf viveu na miséria ao longo da infância, sofreu as dores do amor, virou uma das cantoras mais amadas da França, viveu com intensidade e encontrou a solidão – poderia ser uma personagem do teatro brechtiano.

Nesse improvável encontro imaginado por Aimar Labaki, Edith Piaf e Bertolt Brecht se reúnem durante um ensaio num final de tarde, em um antigo cabaret, onde se apresentarão à noite acompanhados por três músicos. Vidas, obras, anseios, medos e realizações são alguns dos temas que conduzem a conversa entre os dois, interpretados por Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto.

Como se estivesse em uma competição, a dupla interpreta uma coletânea de suas principais canções, além de músicas famosas de suas épocas. Mas, mais do que competir pelo título de melhor cancioneiro, eles disputam pelo melhor modo de vida. A partir de cartas, solilóquios, memórias e autocitações, Brecht coloca o homem em xeque, enquanto Piaf expõe a própria alma. Ao longo da encenação, no entanto, esses dois universos mostram que podem coexistir.

Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto interpretam os protagonistas e outros personagens que vão invadindo a ação. Assim, o encontro entre Bertolt Brecht e Edith Piaf acaba por evocar uma série de temas importantes tanto para o Brasil como para o mundo contemporâneo.

Serviço

A Vida em Vermelho - Brecht e Piaf

Dias 21 e 26 a 28 de julho (quinta-feira a sábado), às 20h

Dias 22 e 29 de julho (domingo), às 19h

Elenco: Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto. Texto: Aimar Labaki. Direção geral: Bruno Perillo. Direção musical: Lincoln Antonio. Músicos: Demian Pinto (Piano), Zéli Silva (contrabaixo acústico), Giba Favery (bateria e percussão).

Duração:  90 minutos

Classificação indicativa: 12 anos 

Sala Itaú Cultural (térreo)

Com interpretação em Libras

Entrada gratuita - Capacidade: 224 lugares

Distribuição de ingressos:

Público preferencial: 1 hora antes do espetáculo (com direito a um acompanhante, que deve retirar o ingresso ao mesmo tempo)

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:

3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Peça já foi adaptada em 30 países (Foto: Daniel Bianchini/Divulgação)

Fora dos Trilhos

O Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149) apresenta Sobre Ratos e Homens, montagem contemporânea brasileira de Of Mice and Men, um clássico do teatro mundial, de 26 a 29 de abril (quinta-feira a domingo). A entrada é gratuita.

O texto original é assinado pelo norte-americano John Steinbeck (1902-1968), vencedor do Prêmio Pulitzer em 1940, e Nobel de Literatura em 1962. A encenação no Itaú Cultural, tem direção artística de Kiko Marques. Ricardo Monastero, um dos atores que compõem o elenco, fez a tradução desta trama que gira em torno de temas e buscas como a realização de sonhos, a verdadeira amizade e a esperança de alcançar uma realidade melhor.

Transitando entre a comédia e o drama, a narrativa traz personagens cativantes e realistas, que abordam temas comuns à humanidade, como a amizade, os sonhos, a solidão e a luta por uma vida digna. George e Lennie, personagens vividos, respectivamente, por Ricardo Monastero e Ando Camargo, por exemplo, são unidos pelo sonho de trabalhar e juntar dinheiro para comprar um pedaço de terra onde possam viver. Um é possuidor de raciocínio ágil, o outro é, ao mesmo tempo, forte e ingênuo. Juntos, são forçados a lidar com uma realidade dura em que só a amizade permite que continuem sonhando.

Em outra ponta, Mae, personagem de Erika Altimeyer, única mulher em cena, é casada com o filho do patrão e usa o seu charme e poder de persuasão para desestabilizar a ordem dos funcionários da fazenda. Formam o elenco, ainda, Cássio Inácio Bignardi, Daniel Kronenberg, Pedro Paulo Eva, Roberto Borenstein e Tom Nunes

Steinbeck é conhecido por seus escritos imaginativos, mas também com olhar apurado sobre a realidade social, conhecidos no cenário literário mundial desde a primeira metade do século passado. Com romances tidos como obras sociais, ele usa de humor agressivo e de verve afiada, para escrever sobre a dignidade silenciosa dos pobres e oprimidos.

Não à toa, Sobre Ratos e Homens, cuja publicação completou 80 anos em 2017, já foi realizado em mais de 30 países. No Brasil, a peça foi apresentada pela primeira vez em 1956 no Teatro de Arena, com Gianfrancesco Guarnieri e Milton Gonçalves e direção de Augusto Boal.

Seis décadas depois, em 2016, ganhou esta montagem dirigida por Kiko Marques e consagrada com o Prêmio de Melhor Espetáculo daquele ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte. A cenografia e o figurino trazem o texto para a contemporaneidade, em um cenário e ato únicos. A luz e o som apontam ao espectador o momento que os personagens se põem a sonhar.


SERVIÇO
Espetáculo Sobre Ratos e Homens
Dias 26, 27 e 28 de abril (quinta-feira, sexta-feira e sábado), 20h
Dia 29 de abril (domingo), às 19h
Sala Itaú Cultural (224 lugares)
Duração: 110 minutos
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos
Entrada gratuita

Angel Vianna (centro) nasceu em 1928 e continua na ativa (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

A coreógrafa Angel Vianna vai ministrar uma aula no dia 28 de abril (sábado), às 19h, no Itaú Cultural. As inscrições vão até dia 10 deste mês no site www.itaucultural.org.br. Se o inscrito precisar de intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), pode indicar no formulário.

Chamada a Aula do Papel, esta curta apresentação é um de seus principais trabalhos como educadora e pesquisadora do movimento. Sem a obrigatoriedade de experiência prévia em dança, os participantes interagem com uma folha de papel e realizam movimentos que levam a uma maior percepção do corpo, de sua presença e deslocamento no espaço.

A atividade consiste em um desafio lançado pela bailarina, voltado à relação construída com o papel a partir do toque e da memória criada nesta experiência.

A aula faz parte do projeto Ocupação Angel Vianna, que ainda conta com uma peça gratuita chamada O Tempo não dá tempo. Ela fica em cartaz até este domingo, 8, às 19h30. Os interessados devem chegar com uma hora de antecedência para retirar os ingressos. É apenas permitida uma entrada por pessoa. Já as pessoas consideradas parte do grupo preferencial precisam chegar duas horas antes e têm direito a um acompanhante.

 A peça

 A narrativa gira em torno do tempo, seja o presente, seja a falta dele ou mesmo a solidão diária. Em contraponto, traz a memória da infância para o agora, buscando o tempo da delicadeza.

O Tempo Não Dá Tempo estreou no Rio de Janeiro no início do ano e chega inédito para o público de São Paulo. Além de Angel Vianna, atriz convidada, o espetáculo traz um elenco de diferentes gerações, composto, ainda, por Ciro Sales, Juliana Linhares, Marina Vianna e Oscar Saraiva. Para a diretora Duda Maia, colocar cinco gerações de atores em cena potencializa a percepção de tempo.

SERVIÇO

O Tempo não dá Tempo

Dias 5, 6 e 7 de abril (quinta-feira, sexta-feira e sábado), às 20h30

Dia 8 de abril (domingo), às 19h30

Endereço: Avenida Paulista, nº 149. 

Atriz vai conversar com público sobre sua carreira (Foto: Matheus José Maria/Divulgação)

Fora dos Trilhos

A atriz Andréa Beltrão protagoniza a peça Antígona, no Itaú Cultural, de 23 a 25 de março e de 30 de março a 1 de abril (sextas-feiras, sábados e domingos). A entrada é gratuita, mas os espectadores necessitam chegar com antecedência para pegar ingressos (veja mais abaixo). O texto é de Sófocles e foi traduzido por Millôr Fernandes. A produção ainda conta com a direção de Amir Haddad.

Estreada em 2016, a peça Antígona traz Andréa Beltrão como a personagem-título da trama: uma jovem princesa que enfrenta a ordem do rei Creonte de deixar seu irmão, que lutou na guerra, sem sepultura. Ao desobedecer a determinação real, ela paga com a própria vida. É estabelecido, então, o confronto entre o Estado e o cidadão.

 A história se passa em Tebas e foi escrita há 2.500 anos por Sófocles. Fez tanto sucesso na época que o público ateniense ofereceu ao autor o governo de Samos, uma das ilhas gregas. Na Antígona de Haddad e Andréa, ao contrário do autor original, que partiu do mito já conhecido para o teatro, parte-se do teatro para chegar ao mito que dá nome ao espetáculo.

Interação com o público

Andréa Beltrão participa da primeira edição do projeto Camarim em Cena de 2018. Com mediação da jornalista especializada em teatro Maria Eugênia de Menezes, a atriz conversa com o público sobre o momento que antecede o ato de entrar no palco e sobre sua carreira, iniciada no Teatro Tablado, em 1978. A ação ocorre no dia 30 de março, sexta-feira, às 16h. 

Serviço

Antígona

Com Andréa Beltrão

Dias 23, 24, 30 e 31 de março (sextas-feiras e sábados), às 20h

Dia 25 de março e 1 de abril (domingos), às 19h

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos (possui cenas de violência e suicídio).

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô.

Fones: 11. 2168-1776/1777

Ingressos

Entrada gratuita

Distribuição de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:

3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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