Cantora afirmou que se expressou mal (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

No início do mês, Anitta ganhou um programa próprio no Multishow, o Anitta Entrou no Grupo. O programa tem sido muito elogiado pelos fãs, porém na edição da última terça-feira, 10, gerou uma avalanche de críticas após a cantora ter se referido de forma negativa às pessoas portadoras de hanseníase, doença crônica que causa manchas na pele.

"Primeiro eu queria dizer que minhas amigas são muito amigas mesmo, eu só convido pra esse programa gente que eu amo, não convido gente hanseníase", disse Anitta no programa antes de falar sobre a brincadeira que faria no palco com as convidadas Maiara e Maraísa.

Entretanto, a fala gerou revolta entre a comunidade médica e uma nota da Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), em que a associação alega que a cantora reafirma um "preconceito infundado contra pessoas atingidas pela doença", ressaltando que o fato é o principal obstáculo para a superação da hanseníase no Brasil. De acordo com o Morhan, a cada ano 35 mil novos casos são diagnosticados no País.

"Ao contrário do que a cantora sugere no programa, não há nenhum motivo para se evitar pessoas atingidas pela hanseníase: assim que iniciado o tratamento, a doença deixa de ser transmissível. Sabe o que as pessoas com hanseníase têm de sobra, Anitta? Muita garra para enfrentar o preconceito e para exigir seus direitos em um país que os nega diariamente", diz a nota, que ainda pede uma retratação da cantora.

Nesta tarde desta sexta-feira, 13, a cantora usou o seu perfil no Facebook para pedir desculpas pelo seu comentário, explicando que ela não se referia à doença e sim ao termo "ranço".

"Galera, eu errei ao dizer 'pessoa hanseníase' em vez de dizer pessoas que tenho ranço. Eu me expressei mal e posso ter ofendido alguém. Gostaria de pedir desculpas por isso e me retratar aqui. Além disso, reforçar que hanseníase é coisa séria e atinge muitas pessoas pelo mundo", publicou Anitta, que ainda compartilhou um link do formulário de inscrição para voluntários do Morhan.

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Ronnie Von chega esbaforido à sala da sua casa na região do Morumbi, na zona sul de São Paulo. "Vim correndo. Peço desculpas. Não era às 14h?", pergunta. Não, Ronnie não estava atrasado, como bom lorde inglês no ápice de sua pontualidade e gentileza britânica. Trajando uma camisa azul cuidadosamente bem passada, Ronnie senta-se na poltrona pomposa e vai logo pedindo um café. "Sem açúcar, por favor", diz à mulher, Maria Cristina, a Kika. "Cada dia que passa eu a amo mais", comenta. Aos 73 anos, Ronnie parece um adolescente apaixonado pela primeira namorada. A pureza de seus olhos verdes tão expressivos contextualizam tal sentimento. "Eu adoro essa gordinha", brinca.

No ar há quase 15 anos com o bem-sucedido programa Todo Seu, na TV Gazeta, já são mais de duas décadas longe dos palcos e dos estúdios. Sua última apresentação foi no longínquo ano de 1997. "Não lembro em qual cidade." Em 2018, entretanto, Ronnie decidiu voltar à ativa. O DVD One Night Only, o primeiro de sua extensa e relevante carreira musical, chega às lojas neste mês de abril. No repertório, músicas como You Dont Know Me (Ray Charles), Night and Day (Frank Sinatra) e Girl (Beatles). Todas canções que inspiraram Ronnie de alguma forma. "Nós estávamos na casa de um amigo assistindo a um DVD do Paul McCartney. Era um show bem intimista, com Diana Krall no piano e John Pizzarelli na guitarra. Dani Silva, o produtor, perguntou se eu gostaria de fazer algo parecido. Eu topei. No outro dia, ele apareceu com uma banda e o setlist do show. Tudo pronto! São músicas sobre paixão. É um repertório que eu gostaria de ter gravado única e exclusivamente para a Kika, meu grande amor", declara Ronnie.

Apesar do DVD fresquinho, Ronnie não cogita voltar para a estrada. Casado há 31 anos e pai de Leonardo, Alessandra e Ronaldo (os dois últimos, filhos do primeiro matrimônio com a jornalista Aretuza), o artista mal sai de casa. Ele prefere ficar em sua residência, cuidando do jardim ou lendo um dos livros de sua imensa coleção. Na maior parte das vezes, ele gosta de passar o tempo na extensa garagem vintage, onde cabem mais de vinte carros. "Não tenho mais vontade de voltar a fazer show. Já foram muitos anos nisso. O meu grande problema na música é a estrada. Detesto viagem. Fiz isso por 40 anos, indo de lá para cá todas as semanas. Eu não tenho mais saco. Essa experiência foi muito legal e gratificante, e me deixou emocionado e satisfeito comigo mesmo. Sou bombardeado diariamente com essa história de voltar a cantar.
Recebo, pelo menos, um convite por dia. Várias gravadoras já me procuraram", complementa.

Carinhosamente apelidado de príncipe por Hebe Camargo, Ronnie Von faz duras críticas à indústria da música. Para ele, grande parte do que faz sucesso hoje em dia é totalmente discutível. "Eu jamais vou criticar a música. Graças a ela eu tive toda a minha realização pessoal e profissional. Mas a coisa que está por trás dela é, de fato, muito complicada. Até porque ela não é de verdade. É falsa. Talento é algo discutível. O que faz sucesso é discutível. Tudo é pago. Antigamente, quando eu comecei, sofri preconceito. Eu vinha de uma família rica. Eles diziam: olha lá o calcinha de veludo, o filhinho de papai. Vai ocupar o lugar de alguém que precisa. Hoje, o processo é inverso. Se antigamente você tinha de ser muito pobre para ter o reconhecimento de alguém deste mercado, hoje você precisa ter todo o dinheiro do mundo para decolar", desabafa Ronnie.

O DVD conta com a participação das cantoras Alba Santos, Jô Abe Reis e Jamah, todas desconhecidas do grande público. "Eu não quis ninguém do mainstream. É preciso dar voz a gente de talento. Toda a renda obtida com a venda do DVD será revertida ao Graacc, dedicado ao tratamento de câncer, e à Associação Cruz Verde, de amparo a crianças com paralisia cerebral. "Eu sabia que, se um dia eu tivesse de voltar a cantar, seria para reverter a renda para a caridade. Não quero me sentir um produto, mas, sim, uma pessoa."

Fase psicodélica. Os mais jovens que veem Ronnie cantando de maneira tão delicada e refinada não imaginam o quão transgressor ele foi para toda uma geração. No final da década de 1960, ele deixou o rótulo de príncipe de lado e lançou três importantes discos que revolucionaram a história da música brasileira: Ronnie Von (1968), A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nunca Mais (1969) e A Máquina Voadora (1970).

Os álbuns, todavia, foram verdadeiros fiascos na época. Relançados em vinil em 2013, mais de 40 anos depois, os trabalhos, hoje, são vistos como percussores da psicodelia no País. "Disseram que minha carreira tinha chegado ao fim", lembra Ronnie. A ousadia do príncipe foi longe: anjos que andavam de bicicleta e até viagens em naves espaciais ilustravam suas composições. Os arranjos eram compostos por guitarras elétricas, uma musicalidade abusada para a época. "Paguei caro por ser atrevido, mas acho que faria tudo de novo", gargalha Ronnie.


REPERTÓRIO DO DVD

- You Dont Know Me (Ray Charles)
- Night and Day (Frank Sinatra)
- Fly Me to the Moon (Frank Sinatra)
- The Way You Look Tonight (Frank Sinatra)
- It Had to Be You (Frank Sinatra)
- Girl (Beatles)
- I Remember You (Chet Baker)
- Night and Day (Ella Fitzgerald)
- Youve Got to Hide Your Love Away (The Beatles)
- In My Life (The Beatles)
- When I Fall in Love (Nat King Cole)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Para que o teatro aconteça, não é preciso cenário, figurino, texto ou palco. De acordo com a definição do termo, de etimologia grega, apenas duas coisas seriam imprescindíveis: um ator, que apresente uma ação, e uma plateia, disposta a assisti-lo. Mas talvez o conceito dessa arte milenar mereça ser revisto à luz das novas tecnologias.

Em Frequência Ausente 19Hz e Máquina de Ser Outro, dois espetáculos apresentados na edição 2018 do Festival de Curitiba - que chegou ao final neste domingo (8) -, não há nem intérpretes nem plateia que compartilhe coletivamente uma experiência. Ambas as peças pressupõem que um espectador solitário seja levado a vivenciar situações de realidade virtual criadas por diferentes máquinas.

Resultado de uma extensa pesquisa da paulistana ExCompanhia de Teatro, Frequência Ausente 19Hz propõe um encontro individual entre o público e a capital paranaense. Após receber breves instruções técnicas e ter o celular carreado com 16 arquivos, cada participante sai desacompanhado, munido apenas de fones de ouvidos, para um tour pela cidade.

O mote do espetáculo foi o romance de Jean-Paul Sartre, A Náusea. A trama, porém, surge combinada com histórias pouco conhecidas de prédios históricos, monumentos e praças curitibanas. "Olho para a tecnologia como uma forma de proporcionar novos encontros", diz Gustavo Vaz, autor da peça e responsável pela sua interpretação.
Na peça, ele usou a tecnologia do áudio 3D para reproduzir espacialmente sons que foram gravados em uma situação prévia.

"Com essa experiência, queremos propor uma reconexão entre as pessoas e o espaço urbano, para que ele encontre nessa descoberta da história invisível da cidade um pouco de sua própria identidade."

Em A Máquina de Ser Outro, o grupo espanhol BeAnother Lab criou uma instalação interativa em que se oferece a possibilidade de ocupar um outro corpo. Com o uso de câmeras, um microfone e óculos especiais, o espectador passa a ver o corpo de uma outra pessoa quando se olha. Além de ter a estranha experiência de apertar a mão de um estranho que é igual a ele próprio.

Segundo os criadores, que já levaram a instalação a cidades como Berlim e Bogotá, a proposta do experimento é expandir a percepção da identidade.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Um bocado de coisa aconteceu nos 16 meses em que Atlanta ficou fora do ar nos EUA. Nesse tempo, ganhou os Globos de Ouro de série e ator de comédia ou musical, e os Emmys de ator e direção, ambos para Donald Glover, seu criador. Com os prêmios, as críticas elogiando a ousadia de uma série difícil de colocar num escaninho e o sucesso de público, havia um problema e tanto no desenvolvimento da 2.ª temporada: a expectativa. "Tinha aquele sentimento de não decepcione!", disse Glover, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", em Pasadena, na Califórnia. "Então, brincamos com isso nos novos episódios. Também tinha me esquecido que ninguém da série era superfamoso antes. Lidar com a fama também entrou na discussão."

Atlanta é sobre Earn (Donald Glover), que desistiu da prestigiosa Universidade Princeton e ficou sem rumo na vida, seu primo Alfred (Brian Tyree Henry), um rapper que começou a fazer sucesso, e Darius (Lakeith Stanfield), o amigo viajante, mas surpreendentemente sábio. Earn, que está sem casa, é pai de uma filha com Van (Zazie Beetz), a ex-namorada com quem tem umas recaídas, e tornou-se empresário de Alfred, agora mais conhecido como Paper Boi. Na 2.ª temporada - exibida no Fox Premium 1 -, a fama apresenta seus perigos. "Chamamos esta temporada de Robbin, que é um fenômeno que acontece antes do Natal em Atlanta, quando várias casas são roubadas para garantir a ceia", disse Bryan Tyree Henry.

Fazer o que ninguém espera parece ser o modus operandi de Glover, que em breve será visto como o jovem Lando Calrissian em Han Solo: Uma História Star Wars. "Não olhei para trás. Tentei tratar a 2.ª temporada como somos tratados pelo tempo: coisas ruins acontecem, coisas boas acontecem, e o tempo continua correndo. Não tentei repetir coisas que tinham ocorrido." Desde o início, Glover quis romper com a forma estabelecida. Em sua sala de roteiristas, ninguém tinha bagagem de TV - seu irmão, Stephen, por exemplo, nunca tinha escrito uma série. "Isso nos permitiu nos libertar do que uma comédia deve ser."

Atlanta tem momentos engraçados e dramáticos, cenas realistas e outras quase nonsense. "A série é um exercício de tom", afirmou Glover. "Muita gente tem medo do fracasso - especialmente negros, porque negros não têm chances de fracassar. O que faz me sentir bem e pode tornar a série especial é que não tenho medo de fracassar. Acho que isso mantém a série real."

No 1.º episódio da 2.ª temporada, por exemplo, dois amigos estão jogando videogame, decidem pegar um lanche, mas, na verdade, fazem um assalto violento. A cena não tem relação com nenhuma outra. Está ali, como tantas, para mostrar que não é um evento extraordinário, mas algo corriqueiro na vida daquelas pessoas morando naquela cidade. "Minha perspectiva sobre Atlanta é porque sou um homem negro", disse Glover. "Deveria haver mais séries em que perspectivas diferentes sejam refletidas."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fazer um filme de terror não estava nos planos de John Krasinski, que só tinha dirigido comédias dramáticas no cinema (Brief Interviews with Hideous Men e Família Hollar). "Era tudo o que não queria fazer. Tenho medo até de assistir a filmes de terror", disse Krasinski, ao Estado, em Nova York. Mas ele acabou convencido. Em Um Lugar Silencioso, que estreou na quinta, 5, Lee (o próprio Krasinski), Evelyn (Emily Blunt) e seus filhos Marcus (Noah Jupe) e Regan (Millicent Simmonds) não podem falar. Na verdade, não podem fazer barulho algum, sob pena de serem caçados por criaturas monstruosas que vieram do espaço.

O que convenceu Krasinski a dirigir foi que Um Lugar Silencioso é, no fundo, a história de uma família. Principalmente, a história de pais que precisam proteger seus filhos de um ambiente extremamente hostil. "É como me sinto sendo pai de duas crianças", disse Krasinski, que tem Hazel, 4, e Violet, 21 meses, com Emily Blunt, com quem está casado há oito anos. A atriz concorda: "O que ela passa são meus maiores medos como mãe. Claro que aqui é uma versão aumentada".

Por conta disso, tanto Krasinski quanto Blunt definem Um Lugar Silencioso como seu filme mais pessoal. "Soa bizarro, porque é um filme de terror maluco. Mas é provavelmente minha carta de amor para minhas filhas", afirmou o diretor. Blunt contou que costuma escolher personagens bem distantes de sua personalidade, como a alcoólatra de A Garota no Trem. "Aqui nem precisei fazer pesquisa, sabia muito bem como era essa personagem." Fora que ela tinha acabado de dar a luz quando leu o roteiro.

Krasinski contou que sua admiração pela mulher só cresceu - algo que Rob Marshall, diretor de Emily Blunt em Caminhos da Floresta e O Retorno de Mary Poppins, que estreia em dezembro, tinha avisado. "Rob me disse: 'Você pode achar que ela é a melhor atriz, mas só vai saber por que quando estiver no set com ela'", afirmou Krasinski. Uma cena em especial foi a da banheira, quando Evelyn, que está grávida, começa a sentir as contrações. "O ar mudou no set aquele dia depois da cena", disse o diretor. "Sinto que agora estou no clube secreto da Emily."

A família do filme enfrenta desafios desse tipo: uma mulher grávida que vai precisar parir sem ajuda profissional, anestesia e sem dar um pio. Ou a filha surda-muda, que não sabe quando o perigo se aproxima. O silêncio quase nunca é quebrado, a não ser em poucas cenas. O mais curioso é que isso se reflete na plateia, que tenta não fazer barulho. "No South by Southwest, uma pessoa se desculpou no debate por ter ficado tossindo durante a sessão. Numa exibição-teste, um espectador confessou ter levado um pacote de doce, mas que ficou sem coragem de abrir", contou Krasinski, divertido. Talvez, então, seja melhor deixar os goles de refrigerante para depois.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gaúcha causou frisson nas redes sociais (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Gisele Bündchen surpreendeu ao aparecer com os fios mais curtos em uma imagem publicada no Instagram do cabeleireiro Daniel Hernandez. Depois de muita especulação nas redes sociais, os motivos por trás da mudança no visual da modelo foram reveladas: trata-se, na verdade, de uma peruca, usada para fotografar a nova campanha da joalheria Vivara.

A ideia era prestar homenagem à Bossa Nova, movimento artístico dos anos 1960 que inspira a mais recente coleção da marca. Nas imagens, Gisele está com um corte mais moderno, repicado, na altura dos ombros e com uma franja lateral - bem diferente do estilo que a top usa há anos.

Parte importante da identidade da famosa modelo brasileira, o cabelo longo e ondulado de Gisele permanece intacto.

✨@gisele✨ para @vivaraonline @gb65 @gb65_work @guipaganini @pedrosales_1 @theboxproductions @brunorezendework E eu

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Susan Anspach em ação no filme Cada Um Vive Como Quer, de 1970 (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

A morte da atriz norte-americana Susan Anspach, no último dia 2, foi anunciada apenas neste domingo, 8, por seu filho Caleb Goddard, que, ela insistia, é fruto de seu relacionamento com o ator Jack Nicholson, seu partner no filme Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Pieces), uma das primeiras produções independentes de Hollywood, dirigida por Bob Rafelson em 1970.

Essa não foi a primeira briga de Susan com um ex-parceiro amoroso em busca do reconhecimento da paternidade de seus filhos. Sua filha Catherine Goddard é outro caso. Seu pai seria outro ator, Steve Curry, que atuou com Susan Anspach na montagem original do musical Hair, em 1967, primeiro grande papel da atriz. Egressa do Actors Studio, em Nova York, ela fez carreira em espetáculos off-Broadway ao lado de atores de primeira grandeza como Dustin Hoffman, Jon Voight e Robert Duvall (como na peça Panorama Visto da Ponte).

Susan Anspach não era exatamente uma diva. Bonita e boa atriz, confrontava diretores poderosos como Robert Altman, que a escalou para um dos papéis principais de Nashville (1975), sátira cruel sobre a mediocridade do universo da música country norte-americana. A atriz abandonou o filme por discordar do tratamento dispensado por Altman ao gênero. A versão oficial dos produtores dizia que seu salário era maior que a média do elenco e comprometia o orçamento da produção. Susan foi substituída pela cantora Ronee Blakley.

A carreira de Susan Anspach em Hollywood foi marcada por filmes independentes como Cada Um Vive Como Quer. Seu filme de estreia, Amor Sem Barreiras (The Landlord, 1970), dirigido por Hal Ashby, trata de relações interraciais e conflitos entre um proprietário branco e seus locatários negros. Dois anos depois ela atuou ao lado de Woody Allen num filme dirigido por Herbert Ross, Play it Again, Sam (1972).

Reconhecida pelos críticos como um talento promissor, inclusive por Vincent Canby, do New York Times, Susan Anspach foi convidada pelo diretor sérvio Dušan Makavejev para interpretar uma mulher burguesa americana, casada com um rico sueco, mas insatisfeita no casamento, que busca a companhia de homens rudes como o iugoslavo Montenegro, funcionário de um zoológico, que dá título ao filme, Montenegro (1981). No filme, Susan envenena toda a família ao som Marianne Faithful cantando A Balada de Lucy Jordan.

Makavejev, de forma irônica, conclui o filme com um aviso: a história seria inspirada em fatos reais. Excluindo o veneno, ela se passou, de fato, com a mãe de Susan, filha de um banqueiro deserdada pelo pai quando decidiu se casar com um operário. Susan Anspach participou de 19 filmes, mas é sempre lembrada pelo papel de Catherine de Cada um Vive Como Quer, jovem pianista que se envolve com o rebelde Jack Nicholson, que trocou o piano pela vida errante.

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Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Há exatos 13 dias Jair Bolsonaro foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mas, apesar de um susto aqui e outro ali, o presidenciável está bem ativo, como demonstram os boletins médicos e sua assídua presença nas redes sociais. Ontem, o candidato do PSL agiu rápido e buscou contornar uma declaração de Paulo Guedes, seu conselheiro econômico e nome escolhido para ocupar o Ministério da Fazenda, em caso de vitória do ex-militar. Guedes propôs a criação de um tipo de CPMF, a partir da qual o cidadão pagaria uma taxa sobre qualquer movimentação bancária, que seria destinada ao financiamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, via Twitter, Bolsonaro destacou que sua equipe “trabalha para a redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos”. O posicionamento do candidato vai ao encontro do que pede a sociedade brasileira, que sente o peso de viver no país com a maior carga tributária de toda a América Latina e Caribe. Em 2016, por exemplo, tudo que as três esferas de governo arrecadaram equivaleram a 32,38% do PIB, depois de subir por dois anos consecutivos. Mas, de fato, o novo presidente terá de encarar a questão fiscal do País, que todos comentam, mas que ninguém até agora conseguiu resolver. E o sucessor de Temer não estará imune a isso, pois herdará uma casa desorganizada. Portanto, a ele caberá construir acordos visando a, entre outras coisas, alcançar a estabilidade fiscal. Aumentar impostos pode ser um caminho necessário e o mais fácil. No entanto, não será possível fechar os olhos a temas espinhosos, como previdência, funcionalismo, salário mínimo e, claro, reforma tributária, que certamente, fazem parte da solução.

Ciro Gomes diz rejeitar estratégia e que o “voto útil é um insulto à experiência popular” (Foto: Leo Canabarro/Fotos Públicas)

Opinião

Em muitas eleições há o candidato ideal e o útil. E, nesta, muitos apostam que, no final, o eleitor que ainda não tem o voto consolidado ou que teme um segundo turno polarizado entre PT e Jair Bolsonaro abra mão da paixão, ideologia, apreço ou preferência por determinado candidato (que não tem chance de vencer) e faça uma escolha estratégica e tática na tentativa de evitar a vitória daquele a quem rejeita. Ciro Gomes disse abrir mão desta possibilidade. Segundo ele, “voto útil é insulto à experiência popular”, e disse querer ser eleito por aqueles que o consideram uma saída para o Brasil e não por quem “não queria votar em outro”. Mas esse não é pensamento do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta atrair o eleitorado de João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e também de Marina Silva (Rede), ao mesmo tempo que faz um chamamento ao voto anti-PT e fustiga a candidatura de Bolsonaro. “A nossa percepção é que Haddad vai para o segundo turno. Já o voto em Bolsonaro não está cristalizado”, disse João Carlos Meirelles, conselheiro próximo de Alckmin, aparentemente alheio às pesquisas, que mostram que os eleitores de Bolsonaro são os mais convictos. Cerca de 70% deles dizem que não mudará sua decisão ou que a escolha é “firme”, segundo o penúltimo Ibope (11 de setembro), número levemente superior ao de Haddad. Mas a estratégia de atacar pesadamente o ex-capitão do Exército e líder nas pesquisas não é consenso nem entre aqueles que conduzem a campanha de Alckmin. Uma ala da coligação quer que os ataques mirem apenas o PT, e não no candidato do PSL. E mesmo Marina briga por seu lugar ao sol. Depois de perder terreno, a acreana vem se colocando como aquela capaz de fazer um governo de transição, com duração de apenas quatro anos e sem direito a reeleição. Se estes discursos vão funcionar é o que se verá nos próximos dias. O certo é que ainda existe um amplo segmento insatisfeito com mais uma eleição marcada pela radicalização e polarização, que sonha com um nome de consenso e capaz de trazer normalidade ao País. Isso seria bastante útil, mas, aparentemente, está cada vez mais difícil.

Candidatos com ideias opostas crescem em pesquisa (Fotos: Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação e Paulo Lopes/AE)

Nacional

O crescimento de Fernando Haddad (PT) na semana que foi oficializado como candidato do PT à Presidência aumentou as chances de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e o petista, afirma a diretora executiva do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari. Na pesquisa divulgada pelo instituto nesta noite de terça-feira, 18, Haddad cresceu 11 pontos em relação ao levantamento apresentado no último dia 11, indo de 8% para 19% das intenções de voto e se isolando em segundo lugar. Bolsonaro continua liderando o cenário, com 28% - ele tinha 26% há uma semana. "Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários", disse Marcia Cavallari ao Estadão/Broadcast Político. No cenário em que os dois se enfrentam na segunda etapa da eleição, há um empate: 40% a 40%. O Ibope ouviu 2.506 eleitores de 16 a 18 de setembro em 177 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09678/2018.

França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.
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