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Sex, Out

Mistério: Anna afirma que tem visões da Virgem Maria (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Desafiado por uma investigação, o conceituado jornalista francês Jacques (Vicent Lindon) terá a missão de apurar uma suposta aparição da Virgem Maria, vista pela jovem Anna (Galilea Bellugi), que vai ficar dividida entre a fé e decisões políticas da Igreja Católica, após dizer que viu e sentiu a presença da santa. A Aparição, que estreia nesta quinta nos cinemas, gera ansiedade para o desfecho do mistério.


Dirigido por Xavier Gianolli (Marguerite), a trama, de 140 minutos, peca ao demorar para ganhar emoção. A partir daí, o jornalista se aproxima de Anna e, consumido pela missão de desvendar o mistério que atrai multidões de peregrinos ao local da aparição, Jacques vai revirar até o passado da moça para saber se houve o fenômeno.

A necessidade da paróquia em ganhar notoriedade, uma apuração jornalística imparcial e trabalhosa, o passado pesado de Anna e um final surpreendente vão relembrar um nascimento que ocorreu há mais de 2 mil anos atrás.

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Família Pêra vai se unir para lutar contra vilões milionários (Foto: Divulgação)

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Depois de 14 anos de expectativa para os fãs, a família Pêra promete agradar adultos e crianças em Os Incríveis 2. A nova trama, que estreia nesta quinta-feira, 29, nos cinemas brasileiros, traz uma reflexão sobre diversos assuntos do cotidiano, entre eles: trabalho, relação familiar, ansiedade e frustração, tudo de maneira divertidíssima.

Na continuidade do filme lançado em 2004, Beto, o Sr. Incrível, e Helena, a Mulher-Elástica, continuam a não exercer a função de super-heróis por conta de algumas leis. A história se desenrola quando o milionário Winston Deavor e sua irmã, Evelyn, a mente brilhante da dupla de vilões, procuram o casal com uma proposta financeiramente irrecusável.

A ideia do milionário é mostrar à população a necessidade dos super-heróis para manutenção da paz, quando na verdade há um plano totalmente maligno por trás. O problema é que a proposta é focada nas ações da Mulher-Elástica, sobrando para Beto a responsabilidade de cuidar dos três, o veloz Flecha, a adolescente Violeta, capaz de criar campos de força e ficar invisível, e do bebê Zezé.

O caçula promete ser o ponto alto da história. Os poderes destrutivos do bebê foram previamente revelados no final do primeiro longa e serão extremamente explorados na continuidade, tornando a missão do papai Beto, de cuidar da família, mais complexa do que derrotar vilões superpoderosos.

A dublagem brasileira ainda conta com as vozes do casal Flávia Alessandra e Otaviano Costa, como os irmãos Deavor, Raul Gil, como o malvado Esguicho, e Evaristo Costa, como o jornalista Chad. 

Talvez uma História de Amor: Virgílio vai atrás de Clara, que pode ser o amor de sua vida (Foto: Divulgação)

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No Dia dos Namorados, os apaixonados podem comemorar a data assistindo a filmes românticos, seja no cinema ou em casa. O Metrô News separou uma seleta lista com dez dicas para que os leitores não errem na hora de escolher uma película para apreciar com o “mozão”.


Eles vão dos clássicos, como Amor Além da Vida (1998), até os mais modernos, como Talvez Uma História de Amor (2018), que tem pré-estreia especial no Dia dos Namorados, em cinemas de todo o Brasil.


No primeiro caso, Chris Nielsen, interpretado por Robin Williams, e Annie (Annabella Sciorra) perdem os filhos em um acidente de carro. Quatro anos depois, o patriarca também morre e, no Paraíso, descobre que a mulher cometeu suicídio. Ele parte em uma jornada para encontrá-la, mesmo sabendo que Annie nunca o reconheceria se o visse novamente.


Já Talvez Uma História de Amor apresenta Virgílio (Mateus Solano), um personagem que recebe um recado em sua secretária eletrônica, de uma mulher chamada Clara, que está terminando com ele. O problema é que só ele não conhece essa mulher, já que até os amigos sabiam da relação. Ele parte em busca da “desconhecida” que pode ser o amor de sua vida.


Outro clássico é Titanic (1997), que conta a história de Jack (Leonardo DiCaprio) e Rose (Kate Winslet), a bordo do famoso transatlântico. Cidade dos Anjos (1997) e A Culpa é das Estrelas (2014) também têm força para levar qualquer um às lágrimas.

Veja a lista de dez filmes românticos

1 E o Vento Levou (1939)
2 Amor Além da Vida (1998)
3 Titanic (1997)
4 P.S. Eu Te Amo (2007)
5 Cidade dos Anjos (1997)
6 Meu Primeiro Amor (1991)
7 Casa Comigo? (2010)
8 Diário de uma Paixão (2004)
9 A Culpa é das Estrelas (2014)
10 Talvez Uma História de Amor (2018)

Novo filme com mulheres traz referências à famosa trilogia Onze Homens e um Segredo (Foto: Divulgação)

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Com um elenco recheado de grandes atrizes, Oito Mulheres e Um Segredo (Ocean’s 8) estreia na quinta-feira, 7, nos cinemas. As veteranas Sandra Bullock, Helena Bonham Carter e Anne Hathaway se juntam à cantora Rihanna, que interpreta uma hacker chamada Nine Ball, em um filme de tirar o fôlego dos telespectadores.

A atuação de Bullock na pele da protagonista Debbie Ocean, uma vigarista que pretende aplicar um golpe milionário e roubar uma joia valiosa em um jantar de gala, merece destaque. Como sempre, a atriz aparece nas telonas bastante segura de si e empresta sua elegância fora do comum para a personagem.

O filme é praticamente um spin-off da trilogia Onze Homens e Um Segredo (Ocean’s Eleven). Debbie é irmã de Danny Ocean, personagem principal da icônica sequência. E dá para notar semelhanças: ela sai da cadeia, assim como seu irmão, atualmente morto, e, em menos de 24 horas, está pondo em prática seu plano criminoso.

Com o enredo bastante semelhante ao do primeiro filme da trilogia, Debbie reúne especialistas que possam lhe ajudar no furto. Cate Blanchett vive sua parceira, Lou Miller, enquanto Mindy Kaling interpreta a joalheira Amita, Awkwafina dá vida à golpista Constante, Sarah Paulson faz a receptadora Tammy e Bonham Carter desempenha papel fundamental como uma atrapalhada estilista de moda, chamada Rose. Gary Ross é responsável pela direção da película, distribuída pela Warner Bros. Pictures.

Filme não fala sobre a origem do dinheiro utilizado pelo medium (Foto: Reprodução/YouTube)

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João é de Deus e durante boa parte do filme de Candé Salles fica dizendo aos fiéis que frequentam a Casa de Dom Inácio em Abadiânia, Goiás, que devem conciliar a experiência espiritual com tratamentos de medicina mais tradicional. O próprio João vem a São Paulo tratar um câncer agressivo. Há 50 anos, João Teixeira de Faria pratica a mediunidade. O documentário que estreou na quinta-feira, 30, o acompanha em seu centro, em viagens internacionais - a uma Casa João de Deus na Suíça - e até garimpa velhos documentos, como o filme que registra o encontro do jovem João com o lendário Chico Xavier.

O filme é bem feito, bem montado. É obra de cunho hagiográfico. Em nenhum momento busca tensionar ou desmistificar o personagem. Os depoimentos apontam sempre na mesma direção. Ao centro em que realiza operações espirituais e físicas - com instrumentos tão rudimentares como facas de cozinha para operar os olhos de seus pacientes -, ele agrega outras casas de atendimento. Fornece refeições para quem tem fome, atende crianças carentes com material escolar e faz doação de enxovais a bebês.

Um tema é tabu - a operação financeira, a origem dos recursos que permite manter essa corrente do bem. E também, mesmo quando João relata como tudo começou, o filme não traz respostas para o mistério. O que faz com que certas pessoas sejam iluminadas, possuam o dom? Os depoimentos - gente de todo o mundo - dão conta de que a Casa João de Deus é um centro de acolhimento no mundo conturbado. Atende o espírito e o físico de quem precisa de ajuda. Até Marina Abramovic vai ajudar o médium, numa de suas operações. Cissa Guimarães faz a narração, dizendo que João de Deus não discrimina sexo, cor nem religião e busca conectar todos com o grande arquiteto do universo - Deus?


Gilberto Gil canta na trilha Se eu Quiser Falar com Deus, e João, humildemente, se coloca como instrumento. Ele nada faz. Quem faz é Deus. Um letreiro informa. Para quem acredita, palavras não são necessárias. Para quem não acredita, elas serão insuficientes. Bonito como é, João de Deus - O Silêncio É Uma Prece atinge os já convertidos.

The Rock é um primatólogo que tenta evitar colapso (Foto: Divulgação)

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Chega aos cinemas uma das grandes apostas da Warner Bros. Pictures para agradar quem curte aventura e ação. Rampage – Destruição Total tem tudo para deixar os cinéfilos sem fôlego nas poltronas. Os efeitos visuais são alucinantes e dão um toque especial à história que, apesar disso, é recheada de clichês.

Na história, Davis Okoye (Dwayne Johnson, o The Rock) é um estudioso e reconhecido primatólogo. Ele consegue se comunicar com gorilas por intermédio de sinais. George é o macaco mais próximo e divide o protagonismo com o personagem. Durante um experimento genético altamente perigoso, comandado pela empresa Energyne, no entanto, o primata é transformado em uma criatura de tamanho descomunal e muito feroz.

As mutações não atingem só o amigo de Okoye, mas também um lobo e um jacaré. As cenas dos monstros destruindo tudo pela frente são excepcionais e lembram muito o icônico King Kong, sucesso nos cinemas desde 1933 (com refilmagem em 2005) e Godzilla, clássico lagarto destruidor de cidades de 1954.

O filme é dirigido por Brad Peyton (Terremoto – A Falha de San Andreas) e conta com a participação de Naomie Harris (indicada ao Oscar por Moonlight: Sob a Luz do Luar), Joe Manganiello (True Blood), e uma brilhante aparição de Jeffrey Dean Morgan (The Walking Dead), dando ar cômico todas as vezes em que a aventura pediu. O responsável pelos efeitos visuais é Colin Strause, que já teve sucesso com X-Men: Apocalipse.

Produção mostra a corrida pelo poder de uma grande empresa (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Baseado em um livro de grande sucesso e de mesmo nome, o filme Jogador Nº 1, dirigido por Steven Spielberg, com certeza agradará o enorme público esperado para assisti-lo. E para quem gosta de cultura geek, melhor ainda: a obra tem referências por toda parte, desde a trilha sonora até a cenas icônicas do cinema.

A história se passa em 2045, quando o excêntrico James Halliday (Mark Rylance) morre após criar um universo paralelo em um jogo, em realidade virtual. Ele deixa vários enigmas a serem desvendados, e quem conseguir ganha o controle do mundo Oasis e a sua empresa multimilionária.

Wade Watts (Tye Sheridan) é um dos jogadores que luta para montar o quebra-cabeça e tem um rival de peso: Sorrento, dono da Innovative Online Industries (IOI), que tem uma equipe montada especialmente para conseguir comandar o universo paralelo.
Misturando a “vida real” com a “vida virtual”, o filme é bastante empolgante e (por que não?) hilário. O filme chega aos cinemas de todo o Brasil no próximo dia 29. 

Diretor é protagonista

Pode-se dizer que o diretor Steven Spielber é um dos grandes destaques da produção, apesar de não aparecer em cena. O cineasta já dirigiu filmes sérios, como A Lista de Schindler  e O Resgate do Soldado Ryan, vencendo, com os dois, o Oscar de Melhor Diretor, e também blockbusters: E.T. – O Extraterrestre, além de duas obras da série Indiana Jones, Jurassic Park e Prenda-me se for Capaz.

Para evitar ser acusado de vaidade, suprimiu grande parte das referências aos seus próprios filmes em Jogador Nº 1. Em cena,  os fãs terão nostalgia ao verem King Kong, Godzilla e Chucky.         

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.

Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Confesso que essa batalha do #elenão e #elesim algumas vezes me deixa confuso. Afinal, quem é o seu “ele não”? Ou o “ele sim”? Parece que as pessoas têm medo de falar esse nome que supostamente não pode ser dito. Vejo um enorme questionamento sobre machismo. Geralmente, quem fala isso é uma mulher. Vi, inclusive, a vice do Haddad criticando o machismo e em uma certa frase ela usou a palavra feminismo três vezes. Eu fico confuso: o machismo é proibido, errado, questionado, uma coisa que deve ser totalmente excluída da sociedade, mas o feminismo radical pode? Sempre fui a favor dos direitos iguais. Há dez anos, quando ganhei a guarda definitiva do meu filho, defendia essa postura sem hipocrisia. Eu acho que não existe nenhuma diferença entre homem e mulher. Se fosse há 2 mil anos, quando tudo era à base da força física, faria sim diferença em uma caça, batalha, onde era necessário usar espada, ou armadura pesada para defender uma civilização. Mas hoje, você precisa de uma espada para decidir alguma coisa? Não, uma caneta decide. As mulheres são atuantes nas universidades e ocupam altos cargos. Sei que ainda existe diferenciação, fruto de uma cultura absurda, subdesenvolvida. Afinal, a mulher é tão capaz quanto o homem, e o contrário também, e ambos podem sozinhos gerir uma família, assim como aconteceu comigo. Eu administro as tarefas de ser pai, empresário, profissional e empreendedor. Fiquei com nosso filho porque chegamos a um acordo, o que não significa que eu, naquela situação, era melhor ou pior do que a mãe dele. Quem questiona o machismo, assim como quem questiona o feminismo ou a homossexualidade é tão preconceituoso ou mais do que aquele que está só externando a sua possibilidade ou vontade política. Essa campanha #elesim e #elenão, vou fazer isso ou vou fazer aquilo, é desgastante. Meu filho tem 12 anos e eu o criei sem a ajuda de ninguém, absolutamente sozinho, nem minha família tão pouco a da mãe dele. Sempre eu e ele a vida inteirinha. Basta a gente querer, e deixar o preconceito de lado. Daniel Toledo é Advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami

Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

Opinião

Bolsonaro nada de braçada no Estado de São Paulo onde, segundo a última sondagem do instituto Paraná Pesquisas tem quase 70% das intenções de voto do eleitorado local. Daí não ser surpresa o fato de tanto João Doria (PSDB) quanto Márcio França (PSB) desejarem e precisarem dos votos dos correligionários do capitão reformado para vencer a disputa ao Palácio dos Bandeirantes. França até que saiu na frente nesta disputa particular, ao obter de primeiro momento o apoio do futuro senador Major Olímpio (PSL), simplesmente o mais bem votado para o cargo em todo o País. Também obteve a preferência do Major Costa e Silva (DC), aliado de Bolsonaro e quinto colocado na disputa estadual. Mas Doria reagiu rápido. Primeiro atraiu o PRTB, partido do general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, e, em seguida, buscou uma aproximação direta com o próprio presidenciável, ao tentar um encontro com ele no Rio de Janeiro. Embora não tenha sido recebido, o ex-prefeito paulistano saiu de lá com um excelente recorte de uma declaração mais ampla do pesselista, que logo passou a ser usada na campanha do tucano. “Eu sei que ele (Doria) é uma oposição ao PT. Somos oposição ao PT. E eu sei que o outro lado, o França, tem o apoio velado do PT. Então, no momento eu desejo boa sorte ao Doria”, disse Bolsonaro, depois de destacar sua neutralidade na disputa paulista. França até que tentou descolar a eleição no Estado da polarização nacional, mas sem sucesso. Mas, por fim pode ser sugado pelo sentimento anti-PT que varre o País. Enquanto busca se afastar do seu vínculo histórico, seu adversário faz questão de explorá-lo. Com isso, as propostas vão ficando em segundo plano, mascaradas por ataques e tentativas de defesa de ambos os lados. Desta forma, segundo o Paraná Pesquisas, os dois estão em situação de empate técnico (52,3% de Doria contra 47,7% de França), inclusive com rejeição similar (39,8% contra 37%). Diante de linha tão tênue entre a vitória e a derrota, pode ganhar mais votos aquele que mais endurecer o discurso, ainda que, contraditoriamente, em um momento em que o presidenciável do PSL busca mais equilíbrio em suas falas. Ainda assim, quem conseguir convencer essa parte do eleitorado paulista que pode jogar no mesmo time do ex-militar do Exército certamente não ficará de urnas vazias.
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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

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