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Sex, Nov

Variedades

Pensar o envelhecer remete à finitude, e a finitude, às vezes, assusta. Na dança, certa ideia de juventude e habilidade toma conta do imaginário comum. Encontrar com um corpo "velho" em cena pode produzir estranhamento. E é este o convite que o coreógrafo sueco Mats Ek propõe nas duas coreografias, Memory (2004) e Axe (2015), e na exibição do videodança Old and Door (1991), programa inédito no Brasil, que será apresentado na 15ª Temporada de Dança do Teatro Alfa, nestes sábado, 20, e domingo, 21.

Aos 72 anos, Mats Ek se mantém como uma das referências da dança mundial. A sua atuação como diretor do Cullberg Ballet, de 1985 a 1993, foi o marco de visibilidade de sua carreira. Desde então, assinou uma série de coreografias para companhias, como a Ópera de Paris e a Nederlands Dans Theater.

Identificado na linhagem coreográfica de Kurt Joss, Mats Ek conta lançar mão de recursos teatrais e de movimento para trazer ao palco a complexidade das relações humanas. Em Memory, o artista está em cena ao lado de sua parceira de trabalho e vida, a bailarina espanhola Ana Laguna, de 62 anos, em uma discussão sobre a passagem do tempo, a plenitude e o envelhecimento. Apesar do trabalho ser de 2004, a versão que será apresentada em São Paulo é recente: "Nós ficamos sem dançar (Memory) por 14 anos! Nós fizemos, vamos dizer, 50 performances dessa peça. A versão, aqui em São Paulo, é a final, que foi feita para um festival há dois meses. Então, a coreografia é velha e jovem ao mesmo tempo", conta Mats Ek.

Já Axe, duo coreografado para Ana Laguna e Yvan Auzely (59), que, assim como Laguna, também foi bailarino do Cullberg Ballet, parte de uma situação de trabalho do campo, um corte de lenha, e se desenvolve em relações de atrito e confronto entre os corpos, que leem a ação de lenhar a partir de dois diferentes pontos de vista: uma prática corriqueira e um ato de violência. "Acho que tem uma conexão entre os dois pas de deux que serão apresentados. Além de Ana Laguna estar nas duas peças, existe uma discussão sobre memória e envelhecimento, apresentada a partir dos sentimentos daqueles indivíduos que participam da performance".

O vídeodança Old and Door acentua mais uma vez o tempo e a memória, a partir do registro da coreografia que Mats Ek criou para sua mãe, Birgit Cullberg, bailarina sueca referência na dança moderna que, à época, estava no auge de seus 83 anos. "Não considero que a dança esteja conectada apenas à juventude. Eu a conecto com a juventude, a meia idade e a idade avançada. Depende do objeto, do tipo de material que tem para a coreografia em si", explica o coreógrafo, ao que complementa: "A contribuição só pode acontecer se nós tivermos o material que um corpo velho pode lidar. Qualquer outra coisa é bobagem".

Em 2015, Mats Ek anunciou que se afastaria dos palcos, causando um rebuliço no universo da dança; no entanto, a decisão parece ter sido momentaneamente adiada: "Minha vida após os palcos é um pouco difícil de prever, mas agora estou de volta tentando coreografar mais uma vez. No meio do ano, apresento um programa na Ópera de Paris", revela.

A relação com a dança, segundo o artista, se mantém no registro da entrega e da integridade que acompanha sua carreira desde o início. Mats Ek promete trazer aos palcos do Alfa um deslocamento no senso comum sobre corpo que dança a partir da maturidade. Como conta a filósofa Simone de Beauvoir, em seu livro A Velhice (1970), só é possível viver a velhice sem tratá-la como uma paródia absurda do passado, na medida em que seguimos nas ocupações que dão sentido à existência; sentido que parece ser o compromisso que o coreógrafo sueco busca manter na vida através da dança.

MEMORY, AXE E OLD AND DOOR
Teatro Alfa. R. Bento Branco de Andrade Filho, 722.
Sáb. (20), 20h; dom. (21), 18h.
Ingresso: R$ 75


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Fernanda Souza participa da divulgação do evento (Foto: Fábio Guinalz/AE)

Tecnologia

Um novo evento cultural deve entrar no calendário paulistano em 2019: em abril, o Like Fest promete se transformar no "maior evento de cultura digital da América Latina".

A iniciativa será um encontro entre criadores de conteúdo, players do mercado, fãs e marcas e terá também um prêmio para reconhecer os talentos desse universo, de acordo com um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 12.

O projeto é uma parceria entre o Rock in Rio, a Digital Stars e a Globosat, através do Multishow e da VIU Hub. O trio já produziu o Digital Stage, palco dedicado às estrelas da internet no Rock in Rio 2017.

O evento vai contar com três universos: Community (3 palcos), Creators e Industry. Ao todo, serão 5 espaços ligados a temas presentes no mundo digital.

No universo Community, o objetivo é criar um ambiente de proximidade entre fãs e ídolos, sejam influenciadores, gamers e experts em estilo de vida.

O universo Creators vai dar dicas para quem quer iniciar sua carreira e mostrar como é a vida e um influenciador por trás das câmeras.

Industry é um espaço dedicado às discussões que permeiam o mundo digital e a realidade que ele representa. Empresários, anunciantes e profissionais do mercado vão debater sobre o impacto desta forma de comunicação e como trabalhar para tirar os melhores resultados em workshops e palestras.

Além dos cinco espaços principais, o evento também contará com lounge para a realização de encontros entre influenciadores e fãs, além de estandes com atrações e entretenimento.

O Like Fest ocorre em abril de 2019, no Centro de Exposições do Anhembi em São Paulo, num espaço de 60 mil m².

Jovem teria chorado pela imposição (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

Uma garota americana de 17 anos foi obrigada pela escola onde estuda a colocar adesivos nos mamilos após ir à aula sem sutiã. Kari Knop, mãe da jovem, defendeu o direito da filha de não usar a vestimenta íntima.

"Eles pediram para a minha filha colocar uma camiseta a mais e disseram para ela andar de um lado para o outro para ver o quanto seus seios se movimentavam", contou Kari em seu Facebook.

Lizzy Martinez foi à escola na Flórida na última segunda-feira, 2, vestindo uma camiseta cinza larga e sem usar sutiã. Após assistir a algumas aulas, ela foi chamada à sala da diretora porque uma das professoras disse que ela estava "distraindo a atenção dos outros alunos".

A menina contou ao Metro US que chorou muito na enfermaria, onde lhe deram quatro adesivos para que ela colocasse sobre os mamilos. Ela então ligou para a mãe.

"A diretora da escola me disse que Lizzy foi chamada ao seu escritório porque muitos alunos estavam falando dela. Eu perguntei se algum deles foi repreendido por esse motivo e ela me falou que, na verdade, eles não estavam falando dela, mas sim encarando-a. Então eu perguntei se algum funcionário disse para eles olharem para o rosto dela em vez de encararem seus seios. A diretora ficou em silêncio", disse Kari.

A diretora admitiu que o incidente foi tratado de forma inapropriada e que, de fato, o uso de sutiã não é obrigatório pelo código de vestimenta da escola. No entanto, alterações futuras no código exigirão o uso do acessório.

Lizzy falou que continuará desrespeitando a regra para protestar contra o que considera "uma política injusta".

Gaúcha causou frisson nas redes sociais (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Gisele Bündchen surpreendeu ao aparecer com os fios mais curtos em uma imagem publicada no Instagram do cabeleireiro Daniel Hernandez. Depois de muita especulação nas redes sociais, os motivos por trás da mudança no visual da modelo foram reveladas: trata-se, na verdade, de uma peruca, usada para fotografar a nova campanha da joalheria Vivara.

A ideia era prestar homenagem à Bossa Nova, movimento artístico dos anos 1960 que inspira a mais recente coleção da marca. Nas imagens, Gisele está com um corte mais moderno, repicado, na altura dos ombros e com uma franja lateral - bem diferente do estilo que a top usa há anos.

Parte importante da identidade da famosa modelo brasileira, o cabelo longo e ondulado de Gisele permanece intacto.

✨@gisele✨ para @vivaraonline @gb65 @gb65_work @guipaganini @pedrosales_1 @theboxproductions @brunorezendework E eu

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Jornalista disse que sua irmã o ensinou muito (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

César Tralli fez uma nova homenagem para sua irmã Gabriela, que morreu no dia 7 de abril aos 40 anos. Ele disse que ela, portadora da síndrome de Noonan, lhe ensinou muitas coisas.

"Saudade eterna. Ao longo de seus 40 anos, minha irmã me ensinou tanta coisa importante, lições que agora reverberam com mais intensidade dentro de mim. Com a Gabi, aprendi a ser mais tolerante, mais amoroso, mais generoso, mais humilde, mais sereno, mais resiliente, mais verdadeiro", escreveu Tralli, nesta quinta-feira, 12, na legenda de uma foto dos dois publicada no Instagram.

"Gabi tinha muitos valores de vida. Essa é a maior herança que minha irmã deixa para todos nós. Ela foi de uma grandeza infinita dentro de todas as suas limitações", concluiu, explicando que a foto publicada foi tirada no dia de seu casamento com Ticiane Pinheiro, em dezembro do ano passado.

Mike, Simony e Tob falam sobre retorno do Balão Mágico (Foto: Reprodução/TV Globo)

Fora dos Trilhos

A espera finalmente acabou: o Balão Mágico vai se reunir para uma turnê especial em comemoração aos 35 anos. A informação foi divulgada por Simony no Fantástico do último domingo, 8.

"A gente resolveu se reencontrar e fazer mais ou menos um ano de show, é um projeto que a gente tem no nosso coração", disse Simony, que estrelava o programa ao lado de Mike, Tob e Jairzinho.

Mike contou que está morando na Inglaterra, mas que mesmo assim vai participar da turnê. "Eu estou morando em Londres há 19 anos, eu moro na Inglaterra, trabalho no Brasil no meio do mato", disse, enquanto Toby contou que trabalhou muitos anos como ator após o fim do Balão e que agora se dedica à pintura.

Jairzinho está morando em Nova York, então não poderá participar do projeto. Porém ele mandou um vídeo comemorando os 35 anos. "E aí pessoal, poxa vida, que legal ver essa reunião. Infelizmente não estou aí, mas tô por aqui torcendo por vocês e participando junto, sendo fã sempre. E a gente se vê daqui a pouco, boa sorte para todos vocês!", falou.

Susan Anspach em ação no filme Cada Um Vive Como Quer, de 1970 (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

A morte da atriz norte-americana Susan Anspach, no último dia 2, foi anunciada apenas neste domingo, 8, por seu filho Caleb Goddard, que, ela insistia, é fruto de seu relacionamento com o ator Jack Nicholson, seu partner no filme Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Pieces), uma das primeiras produções independentes de Hollywood, dirigida por Bob Rafelson em 1970.

Essa não foi a primeira briga de Susan com um ex-parceiro amoroso em busca do reconhecimento da paternidade de seus filhos. Sua filha Catherine Goddard é outro caso. Seu pai seria outro ator, Steve Curry, que atuou com Susan Anspach na montagem original do musical Hair, em 1967, primeiro grande papel da atriz. Egressa do Actors Studio, em Nova York, ela fez carreira em espetáculos off-Broadway ao lado de atores de primeira grandeza como Dustin Hoffman, Jon Voight e Robert Duvall (como na peça Panorama Visto da Ponte).

Susan Anspach não era exatamente uma diva. Bonita e boa atriz, confrontava diretores poderosos como Robert Altman, que a escalou para um dos papéis principais de Nashville (1975), sátira cruel sobre a mediocridade do universo da música country norte-americana. A atriz abandonou o filme por discordar do tratamento dispensado por Altman ao gênero. A versão oficial dos produtores dizia que seu salário era maior que a média do elenco e comprometia o orçamento da produção. Susan foi substituída pela cantora Ronee Blakley.

A carreira de Susan Anspach em Hollywood foi marcada por filmes independentes como Cada Um Vive Como Quer. Seu filme de estreia, Amor Sem Barreiras (The Landlord, 1970), dirigido por Hal Ashby, trata de relações interraciais e conflitos entre um proprietário branco e seus locatários negros. Dois anos depois ela atuou ao lado de Woody Allen num filme dirigido por Herbert Ross, Play it Again, Sam (1972).

Reconhecida pelos críticos como um talento promissor, inclusive por Vincent Canby, do New York Times, Susan Anspach foi convidada pelo diretor sérvio Dušan Makavejev para interpretar uma mulher burguesa americana, casada com um rico sueco, mas insatisfeita no casamento, que busca a companhia de homens rudes como o iugoslavo Montenegro, funcionário de um zoológico, que dá título ao filme, Montenegro (1981). No filme, Susan envenena toda a família ao som Marianne Faithful cantando A Balada de Lucy Jordan.

Makavejev, de forma irônica, conclui o filme com um aviso: a história seria inspirada em fatos reais. Excluindo o veneno, ela se passou, de fato, com a mãe de Susan, filha de um banqueiro deserdada pelo pai quando decidiu se casar com um operário. Susan Anspach participou de 19 filmes, mas é sempre lembrada pelo papel de Catherine de Cada um Vive Como Quer, jovem pianista que se envolve com o rebelde Jack Nicholson, que trocou o piano pela vida errante.

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