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Seg, Nov

Uruguaio foi o grande destaque da goleada do time catalão (Foto: Sérgio Ruiz/Dia Esportivo/AE)

Futebol


Pela primeira vez desde 2007, o superclássico espanhol foi disputado sem Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Brilhou, então, a estrela de Luis Suárez. Inspirado, o uruguaio definiu a humilhante goleada do Barcelona sobre o Real Madrid neste domingo, por 5 a 1, pela décima rodada do Campeonato Nacional, em duelo disputado no Camp Nou e marcado também pelos gols brasileiros.

Philippe Coutinho abriu o placar para o Barcelona, Suárez ampliou e Marcelo descontou, mas o mesmo Suárez balançou a rede mais duas vezes e Vidal selou o placar para levar o Barcelona a 21 pontos, recuperando a liderança do Espanhol, perdida provisoriamente para o Atlético de Madrid na véspera.

Já o Real se afunda na crise neste início de temporada. Já são cinco partidas seguidas sem vencer no Espanhol - quatro derrotas e um empate - e a situação parece insustentável para o técnico Julen Lopetegui. O reflexo está na tabela: a equipe é apenas a nona colocada, com 14 pontos somados.

Justamente buscando fugir desta situação, o Real até tomou o campo de ataque no início neste domingo, mas rapidamente o Barcelona ganhou o controle do jogo para abrir o placar. Aos dez minutos, Alba recebeu lançamento pela esquerda com muita liberdade, invadiu a área e rolou no meio para Coutinho, que marcou praticamente sem goleiro.

Arthur, um dos destaques do primeiro tempo, quase ampliou aos 18, mas parou em grande defesa de Courtois. O segundo só sairia aos 28. Após cruzamento da esquerda, Varane, desajeitado, atropelou Suárez. O árbitro mandou seguir, mas, alertado pelo VAR, assinalou pênalti. Na cobrança, o mesmo Suárez marcou.

Mesmo com a vantagem, o Barça seguiu melhor e perdeu chances de ampliar. No segundo tempo, porém, o Real voltou mais ofensivo e não demorou para diminuir. Aos cinco minutos, após boa jogada de Isco pela direita, o cruzamento para a área foi desviado pela defesa, mas Marcelo apareceu do outro lado para dominar de peito e finalizar para a rede.

Sergio Ramos, de cabeça, quase marcou, mas foi Benzema quem chegou mais perto, acertando a trave aos dez minutos. Aos 15, Suárez quase foi à rede novamente, em linda finalização de voleio. O jogo era lá e cá, e mais uma vez Benzema teve a chance aos 22, mas perdeu sozinho, de cabeça.

Faria muita falta, porque sete minutos depois o Real ampliaria. Sergi Roberto recebeu pela direita em contra-ataque e deu ótimo passe para Suárez, que finalizou de cabeça no contrapé de Courtois. Inspirado, o uruguaio ampliaria aos 37 com uma linda cavadinha, novamente aproveitando passe de Sergi Roberto, após falha de Sergio Ramos. Ainda haveria tempo para Vidal, aos 41, fechar o show catalão.

Na outra partida do dia já encerrada pelo Espanhol, o Getafe recebeu o Betis e venceu com autoridade, por 2 a 0, com gols de Molina e Foulquier. O triunfo levou a equipe a 15 pontos, na oitava colocação. Já o Betis estacionou nos 12 pontos e é apenas o 13.º.

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Alunos que praticam esporte rendem 20% a mais que os que não praticam nenhum esporte (Foto: Divulgação)

Saúde

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Illinois (EUA) mostrou que os estudantes que praticam esportes regularmente têm um rendimento escolar 20% maior do que os outros alunos.

Os exercícios físicos ajudam a aumentar a concentração, fixando melhor o conteúdo estudado. Além disso, o esporte colabora para o convívio social, autoestima, pré-disposição, diminui a ansiedade, melhora a memória e as noites de sono.

Segundo Fabrício Cortezi, coordenador pedagógico do Sistema de Ensino pH, cada aluno tem o seu próprio rendimento e intercalar os estudos com o esporte pode proporcionar maior disposição. “O legal do esporte é poder se despir da mente e exercitar o corpo, assim se tem mais disposição para estudar depois”, afirmou.

Algumas sugestões são: futebol, vôlei, handball, musculação, basquete, natação e corrida ao ar livre. Todos eles podem ser praticados por homens e mulheres gratuitamente, em parques públicos. É importante verificar o condicionamento com um especialista antes de iniciar uma atividade intensa.

Neymar deve vestir a 10 da Seleção na Rússia (Foto: Pedro Martins/MoWa Press)

Copa 2018

O número 10 estampado em uma camisa de futebol tem uma mística. A numeração costuma ser utilizada por grandes gênios do futebol, como Pelé, Maradona, Lionel Messi e Zinédine Zidane. Este ano, a expectativa é que Neymar ostente a 10 da seleção.

De 1958 a 1970 o monopólio da 10 da Seleção foi exercido com maestria por Pelé. Destas quatro edições, o rei foi campeão em 1958, aos 17 anos, em 1962 e em 1970. Antes dele, o húngaro Ferenc Puskás, que dá nome ao prêmio de gol mais bonito do ano da Fifa, fez história, de 1954 a 1962.

O francês Michel Platini, de 1978 a 1986, impressionava com a habilidade nos pés. Zico, de 1978 a 1986, brilhou com a amarelinha. E Maradona, de 1982 a 1994, foi o gênio argentino.

Na geração passada, chamaram a atenção Rivaldo, em 1998 e 2002, quando a Seleção sagrou-se pentacampeã, e o francês Zinédine Zidane, carrasco da Canarinho de 1998 a 2006. Messi, desde 2006, não teve grandes atuações pela Argentina em Copas, mas foi eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo. Em 2014, a campeã Alemanha deu a 10 a Lucas Podolski, que não foi protagonista

Neymar só fica atrás de CR7 e Kane (Foto: Mauro Horita / Mowa Press)

Copa 2018

A média de gols de Neymar na atual temporada, iniciada no meio do ano passado, é a terceira melhor dentre os principais artilheiros que vão participar da Copa do Mundo da Rússia. Enquanto o português Cristiano Ronaldo tem 0,97 gol por jogo (33 em 34 partidas) e o inglês Harry Kane ostenta 0,94 (37 em 39 jogos), o craque brasileiro conta com 0,9 (29 em 32 embates).

Cinco vezes eleito o melhor jogador do mundo, mas há dois anos sendo superado por CR7, o argentino Messi tem o pior número: foram 35 gols em 45 jogos, o que lhe confere uma média de 0,77 gol por jogo. Os dados foram obtidos por meio das estatísticas registradas no site Goal.com, que mantém uma base de dados atualizada sobre os craques mundiais.

Cristiano Ronaldo

Liga dos Campeões – 12 gols em oito jogos; Mundial de Clubes – Dois gols em dois jogos; La Liga – 18 gols em 22 jogos; Supercopa da Espanha – Um gol em um jogo.

Harry Kane

Liga dos Campeões – Sete gols em sete jogos; Premier League – 22 gols em 24 jogos; FA Cup – Quatro gols em três jogos; International Champions – Um gol em três jogos; Amistosos – Três gols em dois jogos;

Neymar

Liga dos Campeões – Seis gols em sete jogos; Ligue 1 – 19 gols em 20 jogos; Copa da Liga – Um gol em dois jogos; International Champions – Três gols em três jogos.

Messi

Liga dos Campeões – Seis gols em oito jogos; La Liga – 24 gols em 27 jogos; Super Cup – Um gol em dois jogos; Copa del Rey – Três gols em cinco jogos; International Champions – Um gol em três jogos.

Messi marca seu 100º gol da Champions League (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

Depois de marcar seu primeiro gol contra o Chelsea no jogo de ida, Lionel Messi definitivamente descobriu o caminho do gol contra o time inglês. Nesta quarta-feira, o argentino balançou as redes mais duas vezes e liderou a vitória do Barcelona sobre o rival de Londres pelo placar de 3 a 0, no Camp Nou, assegurando a vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões.

Além do time catalão, Real Madrid, Juventus, Liverpool, Sevilla, Manchester City, Bayern de Munique e Roma estão na próxima fase do torneio continental. Os confrontos serão definidos por sorteio, agendado para esta sexta-feira,16.

Messi, que até o jogo de ida nunca tinha marcado contra o Chelsea, deitou e rolou nesta quarta. Curiosamente, em seus dois gols ele mandou entre as pernas do goleiro Thibaut Courtois. Dembélé anotou o outro gol do duelo, que sacramentou a vaga do time catalão com sobras e fechou os confrontos das oitavas da Liga dos Campeões - no jogo de ida, os dois times empataram por 1 a 1 na Inglaterra. 

Para o duelo no Camp Nou, o técnico Ernesto Valverde preferiu começando jogando com Rakitic jogando ao lado de Busquets no meio-campo. Paulinho só entrou em campo no segundo tempo. Philippe Coutinho apenas assistiu o jogo do banco porque não pode defender o Barça na competição - já vestiu a camisa do Liverpool nesta edição da Liga. Pelo Chelsea, Willian foi titular. 

E, depois do equilíbrio do jogo de ida, o Barcelona tratou de desequilibrar logo no segundo minuto da partida desta quarta. Messi tabelou pela direita, contou com uma ajuda inesperada da defesa e com um belo passe de calcanhar de Suárez antes de bater de direita, quase na linha de fundo. A bola passou entre as pernas de Courtois.

O gol aumentou o ímpeto do Barça em campo e o Chelsea se fechou. Mais ofensivo, o time da casa buscou o segundo gol aos 19 em novo momento decisivo de Messi. O argentino roubou a bola no meio-campo, disparou pela direita e acionou Dembélé na esquerda. O francês não decepcionou: encheu o pé e estufou as redes.

Foi somente depois de levar o segundo gol que o Chelsea resolveu buscar o ataque com mais disposição. Sua melhor chance no primeiro tempo veio aos 45 minutos, com Marcos Alonso acertando a trave. 

Para o segundo tempo, o Barcelona voltou com o ritmo do início da partida. Aos 2, Suárez quase anotou o terceiro, diante de nova falha da defesa inglesa. Só não marcou porque Courtois fez grande defesa. Na sequência, aos 4, Piqué puxou Marcos Alonso dentro da área. O árbitro ignorou o lance e os jogadores do Chelsea reclamaram.

Ainda insatisfeito com o placar, Valverde trocou Iniesta por Paulinho aos 9 minutos. Depois colocou André Gomes no lugar de Busquets e Aleix Vidal na vaga de Dembélé. As mudanças deram novo oxigênio ao setor ofensivo dos anfitriões. 

O terceiro gol era questão de tempo. E, aos 17, Messi investiu pela esquerda e, desta vez, bateu de canhota para anotar seu segundo gol na partida. Novamente, acertou entre as pernas de Courtois. Foi o 100º gol marcado pelo atacante na história da Liga dos Campeões. 

Nos instantes finais, o Chelsea criou outra boa oportunidade para ao menos descontar o placar. Mas Rüdiger, de cabeça, acertou a trave, aos 44 minutos do segundo tempo. 

 

Após fazer seu primeiro gol contra o Chelsea, Lionel Messi vê Barça com grandes chances de classificação (Foto: Reprodução/Twitter)

Futebol

O argentino Lionel Messi, do Barcelona, marcou seu primeiro gol contra o Chelsea na história. O tento do craque definiu o empate por 1 a 1 entre as equipes, no Stamford Bridge, em Londres, pela ida das oitavas da Champions, nesta terça-feira (20).

Com o resultado, o time espanhol avança às quartas com um empate sem gols, no Camp Nou, no dia 14 de março, às 16h45 (de Brasília). O clube inglês se classifica com qualquer vitória ou um empate a partir de dois gols (2 a 2, 3 a 3...). Um novo empate por 1 a 1 leva a decisão para a prorrogação. Caso ninguém marque no tempo extra, o vencedor do duelo será conhecido nos pênaltis.

Antes de Messi balançar as redes do Chelsea, o brasileiro Willian havia aberto o placar para os mandantes com um belo gol. Aliás, o meia foi o destaque da partida. Além do tento, o atleta acertou duas bolas na trave do goleiro Ter Stergen.

Willian Reprodução Twitter

Willian celebra seu gol contra o Barcelona (Foto: Reprodução/Twitter)

Bayern encaminha vaga após atropelar Besiktas

O Bayern de Munique não teve dificuldades para golear o Besiktas por 5 a 0, na Allianz Arena, na Alemanha.

O time turco até contou com alguns nomes conhecidos como Love, Pepe, Quaresma e Talisca, mas não aguentou a força da equipe alemã, que venceu com gols de Müller (2), Coman e Lewandowski (2). A volta será na Turquia, também dia 14 de março, a partir das 14h (de Brasília).

Instalação é feita para atletas treinarem em melhores condições (Foto: Marivaldo Oliveira/AE)

Cidade

O muro de vidro, de 2,2 quilômetros de extensão, que deverá liberar a visão para a Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP), na Marginal do Pinheiros, está em fase final de construção e deve ser entregue até o fim de março. Nos próximos dias, a atual mureta de concreto deverá ser demolida.


Onde hoje fica a mureta de concreto começará a ser instalada uma calçada verde, com gramado entre as pistas da Marginal, sentido Interlagos, em um trabalho de paisagismo. Haverá um recuo entre a nova mureta transparente e as faixas de rolamento. O vidro é temperado, com dez milímetros de espessura e película de proteção.


O projeto foi apresentado em junho do ano passado. Em maio, inicialmente, a gestão João Doria (PSDB) havia proposto uma grade, mas foi levantado o problema de aumento de barulho e poluição do ar para os atletas que usam a raia. A solução foi a mureta de vidro, orçada em R$ 15 milhões, com custo pago por 12 empresas privadas – entre operadores de saúde e instaladores desse tipo de mureta

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Articulistas

Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião