Ariadina empatou a partida nos acréscimos (Foto: Reprodução/SporTV)

Futebol

A seleção brasileira feminina se complicou de vez no Mundial Sub-20, que está sendo realizado na França, mas ao menos conseguiu evitar a segunda derrota na competição. Nesta quarta-feira, 8, com um gol nos acréscimos do segundo tempo, a equipe nacional empatou por 1 a 1 com a Inglaterra, pela segunda rodada do Grupo B, e agora tem chances remotas de avançar às quartas de final.

No último domingo, 5, a seleção havia estreado no Mundial Feminino Sub-20 com derrota por 3 a 2 para o México. A igualdade desta quarta, portanto, rendeu ao Brasil o seu primeiro ponto no Grupo B. E a participação da equipe na chave se encerrará no domingo, 12, quando vai encarar a atual campeã Coreia do Norte em Concarneau, após atuar nas duas primeiras rodadas em Dinan-Léhon, em busca da difícil classificação às quartas de final.

A seleção da Inglaterra agora está com quatro pontos, enquanto o México soma três e a Coreia do Norte ainda não pontuou, sendo que essas duas equipes se enfrentam ainda nesta quarta-feira na conclusão da segunda rodada do Grupo B.

No duelo desta quarta, a seleção ficou em situação difícil logo aos 11 minutos do primeiro tempo, quando Georgia Stanway colocou a Inglaterra em vantagem ao converter uma cobrança de pênalti.

O restante da partida foi marcado pelas ações ofensivas do Brasil, que dominou as principais estatísticas do jogo, com 21 finalizações, contra apenas seis do adversário. A equipe nacional também controlou mais a posse de bola - 59% a 41% -, além de ter 11 escanteios, contra apenas dois do adversário. Mas o gol de empate foi sair apenas aos 47 minutos do segundo tempo, sendo marcado por Ariadina.

O Mundial Feminino Sub-20 está em sua nona edição, sendo que o Brasil avançou às semifinais nas três primeiras, tendo o terceiro lugar em 2006 como seu melhor desempenho na competição bianual. Em 2016, a equipe parou nas quartas de final.

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Atleta acredita que Brasil pode conquistar Mundial e Jogos Olímpicos nos próximos anos (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Futebol

A atacante Millene Fernandes, reforço corintiano para esta temporada, fez seu primeiro gol com a camisa da Seleção Brasileira, na Copa América do Chile, encerrada no último domingo e vencida pelas comandadas do técnico Vadão.

O gol foi marcado na goleada por 7 a 0 contra a Bolívia. Na partida, válida pela última rodada da primeira fase do torneio, o treinador brasileiro fez vários testes e Millene ganhou uma oportunidade para mostrar que pode ser mantida nas convocações de Vadão.

 “Fiquei muito feliz pela chance que tive. Porém, tenho certeza de que este gol não vai me garantir vaga na seleção. O que vai garantir é o fruto do meu trabalho. Agora, voltando ao Corinthians, o objetivo é fazer bons jogos e ajudar minha equipe da melhor forma”, disse em entrevista ao Metrô News, antes da estreia da equipe no Campeonato Brasileiro, diante do São Francisco (BA), nesta quarta-feira, em Itaquera.

Sobre as principais competições que a Seleção Brasileira tem pela frente – Copa do Mundo na França, em 2019, e Olimpíada de Tóquio, em 2020, Millene acredita que a equipe tem condições de quebrar tabus, já que nunca conquistou estes troféus.

“Acho que agora estamos no caminho certo. Treinamos na Granja até a ida para o Chile. Foi muito produtivo. Abraçamos a ideia da comissão técnica e realizamos bem os treinamentos que foram passados para gente no dia a dia. Temos que continuar com esse foco para levarmos o time ao título do Mundial e das Olimpíadas”, destacou.

Para atingir estes objetivos, Millene acredita que o desempenho da craque Marta será fundamental. “Ela é sensacional. Dentro de campo é a melhor do mundo e fora é uma pessoa muito boa, que apoia e incentiva. É uma pessoa dez. Sem palavras”, concluiu.

 

Brasil venceu todos os jogos no Chile (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Futebol

Em mais uma atuação primorosa e sem sustos, a seleção brasileira de futebol feminino derrotou a Colômbia por 3 a 0, neste domingo, no estádio La Portada, em La Serena, no Chile, pela terceira e última rodada do quadrangular decisivo, e conquistou, com 100% de aproveitamento em sete jogos, o heptacampeonato da Copa América. De quebra, a sétima taça valeu uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, em 2020.

Os gols brasileiros contra a Colômbia foram marcados por Mônica (duas vezes) e a veterana Formiga. O time comandado pelo técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, entrou em campo já com o título garantido, pois na preliminar o Chile havia derrotado a Argentina por 4 a 0. As chilenas ficaram com o vice e, assim como o Brasil, se garantiu no Mundial de 2019, que será na França. Para os Jogos Olímpicos, terão de jogar uma repescagem contra uma seleção africana. Além disso, os quatro países deste quadrangular decisivo obtiveram vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, no ano que vem.



Em campo, o Brasil voltou a premiar os torcedores chilenos com um futebol envolvente. Aos 20 minutos, Debinha ficou muito perto de abrir o placar, mas a zaga colombiana salvou em cima da linha. Nove minutos depois, porém, as colombianas não conseguiram impedir o gol brasileiro. Após cobrança de falta levantada na área, Mônica fez de cabeça.

A Colômbia tentou responder em chute de longa distância, aos 35 minutos, mas a bola explodiu no travessão. No último lance do primeiro tempo, Formiga marcou um golaço e ampliou a vantagem brasileira. Após cobrança de escanteio e desvio na primeira trave, a camisa 8 emendou um belo voleio e estufou as redes.

A seleção brasileira manteve o domínio das ações na etapa final. Valorizando a posse de bola, evitou qualquer tipo de reação das adversárias. Aos 10 minutos, Marta quase deixou o dela, mas parou na boa defesa da goleira, que espalmou para escanteio. Aos 15, Debinha também assustou e ficou na cara do gol, mas finalizou para fora. Aos 26, Mônica repetiu a dose e fechou o marcador para o Brasil. A zagueira-artilheira aproveitou cobrança de falta de Marta e deu números finais ao jogo.

O time brasileiro que foi a campo neste domingo teve: Barbara (Letícia); Rilany, Mônica, Rafaelle (Erika) e Tamires (Andressa Alves); Thaisa, Formiga, Marta e Thaisinha; Debinha e Cristiane. "Viemos aqui para disputar uma grande competição. Não somente para ganhar. Senti que estamos progredindo e saímos daqui com a consciência tranquila", disse Marta ao final do jogo.

Estrelas como Marta e Cristiane devem ser poupadas nesta sexta-feira (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Futebol

A Seleção Feminina de Futebol se classificou de forma antecipada para a fase final da Copa América, que está sendo realizada no Chile.  Com isto, o técnico Vadão fará testes na última rodada da primeira fase. Nesta sexta-feira, 13, o Brasil encara a Bolívia, em Coquimbo, às 19h (horário de Brasília).

“Vamos trocar todas as jogadoras possíveis”, disse Vadão. A Seleção está com 100% de aproveitamento no Grupo B da competição – três vitórias em três jogos. São noves pontos e 14 gols de saldo.

Na sequência, Venezuela e Argentina estão com seis pontos cada uma. Adversária do Brasil, a Bolívia tem três pontos, - 10 de saldo e ocupa a penúltima colocação da chave.

Marta, que deve ser poupada contra as bolivianas, afirmou que a Seleção foi para o Chile com o objetivo de ganhar todas as partidas do torneio. “Queremos nos classificar para o Mundial [2019, na França] e Olimpíada [2020, Japão]. Procuro ajudar as meninas da melhor maneira possível e elas estão assimilando muito bem. Esta mescla entre atletas jovens e experientes tem sido bastante local”, destacou a camisa 10.

Bia Zanerato, Cristiane e Débora marcaram para a seleção feminina (Foto: Reprodução/ Facebook)

Futebol

A seleção brasileira de futebol feminino derrotou a Argentina por 3 a 1 nesta quinta-feira, em Coquimbo, no Chile, na estreia das equipes no Grupo B da Copa América. Mais cedo, pela mesma chave, a Venezuela venceu o Equador por 1 a 0.

O time brasileiro teve o controle do jogo e abriu o placar com um golaço de Bia Zaneratto. Ela aproveitou uma saída de bola errada da equipe adversária, avançou da direita para a esquerda e mandou uma bomba de fora da área.

A Argentina deixou tudo igual no segundo tempo, em cobrança de falta. A seleção brasileira voltou a ficar na frente, com Cristiane, de pênalti. Nos acréscimos, Débora aproveitou cruzamento da direita e mandou para as redes de cabeça.

A seleção treinada pelo técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, volta a campo no sábado, quando terá pela frente o Equador. Na quarta-feira, encara a Venezuela e na sexta-feira, dia 13, fechará a campanha na primeira fase contra a Bolívia. 

Estes confrontos serão válidos pelo Grupo B da competição, na qual os dois primeiros colocados de cada chave avançam a um quadrangular final que será realizado em sistema de pontos corridos, com duelos nos dias 16, 19 e 22, para definir quem ficará com a taça.

O Brasil tem amplo domínio na Copa América. Das oito edições, venceu seis. A atual edição tem como principal atrativo o fato de dar vagas ao Mundial de 2019, na França, e na Olimpíada de 2020, em Tóquio.

O campeão e o vice do torneio sul-americano garantirão lugar direto no grande evento em solo francês, enquanto o terceiro colocado disputará uma repescagem contra um representante da Concacaf em busca de um outro lugar. A seleção vencedora da Copa América também vai assegurar um posto nos Jogos Olímpicos e a vice-campeã jogará uma outra repescagem contra uma nação da África por uma segunda vaga na capital japonesa. Para completar, a disputa no Chile distribuirá quatro postos nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima.

O Brasil faturou o título sul-americano em 1991, 1995, 1998, 2003, 2010 e 2014 e só não ficou com a taça de campeão em 2006, quando foi surpreendido pela Argentina na decisão realizada na casa da adversária.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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