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Sex, Nov

Com o triunfo, Santos subiu para a 13ª posição. Próximo compromisso é contra o Independente, na Argentina (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

Futebol

A fase do Santos parece ter mudado. O time da Baixada Santista, que chegou a ficar mais de dois meses sem vencer, derrotou o Sport por 3 a 0 neste sábado, 18, na abertura da 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, voltou a triunfar na competição após sete jogos e deixou a zona de rebaixamento.

Eduardo Sasha, no primeiro minuto de jogo, Rodrygo e Victor Ferraz, no final do confronto, marcaram os gols que deram o triunfo à equipe alvinegra. O Santos pega o elevador e, agora, aparece na 13ª posição, com 21 pontos, um a mais que o Sport, que ocupa a 15ª colocação e acumula nove jogos seguidos sem vencer. A equipe pernambucana, que teve a estreia do técnico Eduardo Baptista, ainda não triunfou após a Copa do Mundo.

Foi a segunda vitória consecutiva da equipe treinada por Cuca e a primeira no torneio nacional após a Copa do Mundo. O último resultado positivo na competição havia sido justamente a última partida antes do Mundial da Rússia, o 1 a 0 sobre o Fluminense, no Rio de Janeiro.

Neste sábado, Cuca preservou alguns jogadores importantes, como Bruno Henrique e Rodrygo, e apostou nos gringos Carlos Sánchez e Bryan Ruíz. O time vem de sequência de jogos desgastante, incluindo o jogo da Copa do Brasil no meio da semana, que culminou com a eliminação para o Cruzeiro nos pênaltis. Os três jogadores que erraram as cobranças, Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota, foram justamente os que não começaram a partida entre os titulares. Entre as novidades de Cuca, estavam em campo o paraguaio Derlis Gonzáles, o costa-riquenho Bryan Ruíz e o atacante Eduardo Sasha, de volta após se recuperar de lesão.

O resultado tranquilo é de certa forma enganoso, visto que os santistas, apesar de criarem mais oportunidades e possuírem maior volume de jogo, tiveram dificuldade para construir o resultado e só deslancharam na partida após Rógerio ser expulso e deixar o Sport com um a menos em campo no segundo tempo. A torcida voltou a comparecer em peso na Vila Belmiro e, além de apoiar a equipe em todo o jogo, colocou sal grosso ao redor do estádio para tentar espantar a fase ruim.

O Santos teve o jogo da próxima rodada, a 20ª, adiantado. Foi o empate em 1 a 1 com o Ceará. Assim, no meio da semana, o time santista terá compromisso pela Copa Libertadores. O adversário será o Independiente, da Argentina, na terça-feira, às 21h45, no jogo de ida das oitavas de final da competição sul-americana. O Sport volta a campo na quarta-feira, às 21 horas, quando recebe o América Mineiro na Ilha do Retiro.

O JOGO 

Com mudanças no setor ofensivo e tendo que vencer desesperadamente para se afastar da zona de rebaixamento, o Santos começou o jogo do jeito que o técnico Cuca gosta: em cima do adversário, apertando a saída de bola e com intensidade.

A estratégia deu resultado e o time alvinegro abriu o placar ainda no primeiro minuto da partida, com Eduardo Sasha. O atacante recebeu de Bryan Ruiz e, mesmo sem pegar em cheio, acertou o canto esquerdo de Magrão.

Liderado por Carlos Sánchez, que percorria larga faixa de campo, atuando como volante, meia e ponta, e Bryan Ruiz, que dava o toque de classe no meio de campo, o Santos sofreu algumas investidas do rival pernambucano, mas teve o domínio da primeira etapa e poderia ter descido ao vestiário com uma vantagem maior.

Na principal chance perdida, Gabriel foi acionado por Sánchez na esquerda da grande área e soltou a bomba, defendida pelo goleiro Magrão. O Sport respondeu com Hernane, que desviou cruzamento rasteiro de Rogério e quase empatou a partida.

No segundo tempo, o panorama seguiu o mesmo dos primeiros 45 minutos iniciais até o atacante Rogério ser expulso. Ele recebeu o segundo amarelo aos 11 minutos, após fazer falta por trás em Derlis González.

Com um a mais em campo, o Santos, então, sobrou. Foi muito menos atacado e, na frente, conseguiu resolver o jogo com o talento de seus atacantes.

Rodrygo, que começou o jogo na reserva, precisou de dez minutos em campo para ampliar a vantagem santista aos 36 minutos. A joia santista recebeu cruzamento rasteiro de González e só empurrou para o gol.

Dois minutos depois, Victor Ferraz aproveitou rebote na entrada da área e contou com o desvio em Fellipe Bastos na finalização para selar a vitória, que tira o time da zona de rebaixamento, mesmo que provisoriamente, e dá mais tranquilidade para a sequência da temporada.

Assista aos gols de Sasha, Rodrygo e Vistor Ferraz, que deram os três pontos ao Peixe


FICHA TÉCNICA

SANTOS 3 x 0 SPORT

SANTOS - Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Carlos Sánchez (Rodrygo) e Bryan Ruíz (Diego Pituca); Eduardo Sasha (Bruno Henrique), Derlis González e Gabriel. Técnico: Cuca.

SPORT - Magrão; Claudio Winck, Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Deivid (Fellipe Bastos), Ferreira (Morato), Gabriel e Marlone; Rogério e Hernane (Carlos Henrique). Técnico: Eduardo Baptista.

GOLS - Eduardo Sasha, a um minuto do primeiro tempo. Rodrygo, aos 36, e Victor Ferraz, aos 38 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa/PA).

CARTÕES AMARELOS - Alison, Derlis González, Victor Ferraz (Santos); Morato e Claudio Winck (Sport).

CARTÃO VERMELHO - Rogério (Sport).

RENDA - R$ 185.210,50.

PÚBLICO - 10.991 pagantes.

LOCAL - Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP).

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segundo Segóvia, ele foi mal interpretado em entrevista (Foto: Marcos Corrêa/ PR)

Política

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, disse nesta segunda (19) ao ministro do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso que não pretendeu “interferir, antecipar conclusões ou induzir o arquivamento” do inquérito sobre o presidente Michel Temer.

A explicação de Segóvia foi levada pessoalmente no fim da tarde ao ministro, relator do inquérito, após o magistrado cobrar explicações do diretor-geral da PF sobre uma entrevista dada à Agência Reuters na semana passada.

Na entrevista, Segovia disse que, no inquérito em que Temer e outros acusados são investigados pela PF, com autorização do ministro Barroso, os "indícios são muito frágeis" e sugeriu que o inquérito "pode até concluir que não houve crime".

Ao ministro, Segovia ressaltou que suas declarações foram ‘distorcidas e mal interpretadas”, que não teve intenção de ameaçar com sanções o delegado responsável pelo caso e também se comprometeu a não dar mais declarações sobre a investigação.

O encontro entre o ministro e o diretor-geral da Polícia Federal durou 30 minutos, mas não houve declarações públicas.

Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ambos ligados à Rodrimar, que opera no Porto de Santos, são acusados pelo suposto favorecimento da empresa por meio da edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017).

Em janeiro, ao responder por escrito aos questionamentos dos delegados responsáveis pelo caso, a defesa do presidente Temer declarou que ele nunca foi procurado por empresários do setor portuário para tratar da edição do decreto. Sobre o ex-deputado Rocha Loures, um dos investigados no inquérito, Temer disse que nunca o autorizou a fazer tratativas em seu nome. "Peço para realçar a impertinência de tal questão, por colocar em dúvida a minha honorabilidade e dignidade pessoal", escreveu.

Esportivo – Motor desenvolve 400 CV, tem aceleração de 0 a 100 km/h e é feita em apenas 3,7 segundos. Foto: Divulgação

Autos e Afins

Chega ao País o novo Audi TT RS Coupé, versão mais apimentada do TT Coupé. Equipado com motor 2.5 de cinco cilindros capaz de desenvolver 400 CV, o esportivo tem desempenho poderoso, dirigibilidade incrível e oferece boa estabilidade e segurança. Seu preço sugerido é de R$ 424.990.

Graças à utilização de ligas de metais leves, diminuição dos atritos internos e aprimorado desdobramento de potência, o novo motor 2.5 TFSI entrega um desempenho 17% maior, apesar de não haver mudança no deslocamento volumétrico de 2.480 cm³. O cárter e bloco do motor foram concebidos em ligas de alumínio, o que reduz seu peso em 18 kg. O propulsor 2.5l é compacto, medindo menos de 50 cm de comprimento, além de ser, no total, 26 kg mais leve que o anterior. Com 400 cv, ele oferece um nível de potência nunca antes atingido. 

O torque máximo de 480 Nm é oferecido entre 1.700 e 5.850 rpm, o que garante uma força surpreendente, acompanhada de um som inconfundível. Devido à sequência de ignição 1-2-4-5-3, alternando entre os cilindros externos e, por fim, no central, impõe um ritmo de funcionamento característico e especial.

O TT RS Coupé acelera de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos, o que corresponde aos níveis alcançados pelos superesportivos. A velocidade máxima é de 250 km/h, limitada eletronicamente. Apesar do aumento no desempenho, o modelo reduz o consumo de combustível.

 

Potência e diversão

A potência do motor 2.5 TFSI alcança o asfalto por meio do sistema de tração integral quattro acoplado à transmissão S tronic de sete velocidades, com trocas de marchas feitas em frações de segundo. A embreagem multidisco eletro-hidráulica, do sistema de tração, distribui a força de forma variável entre os dois eixos e conforme a necessidade. Isso assegura uma alta aderência ao piso aumentando ainda mais a diversão ao volante. A vetorização de torque contribui para uma condução ainda mais ágil, eficiente e segura.

Audi TT Motor

 

Ampla lista de equipamentos

A lista de equipamentos inclui Audi virtual cockpit, bancos esportivos de couro napa fina, acabamento interno em fibra de carbono, volante multifuncional esportivo com base aplanada revestido em couro, capas dos retrovisores na cor preto brilhante, escapamento esportivo RS, faróis Full LED, lanternas traseiras em Oled, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, além de câmera de ré, Audi drive select, sistema Keyless-Go, suspensão esportiva RS, Audi smartphone interface, sistema de som Bang & Olufsen e rádio MMI com sistema de navegação.

Audi TT Painel

Gabriel comemora gol junto ao elenco do Santos sobre o São Paulo (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Futebol

Gabigol não poderia ter início melhor no retorno ao Santos. Herói da vitória sobre o São Paulo neste domingo por 1 a 0, Gabriel Barbosa é visto com mais carinho por Rui Vitória, técnico do Benfica, de Portugal, seu último clube. 

"O Gabriel é um jogador de qualidade e fazer gols é algo em que tem facilidade quando aparece na cara do gol. Eventualmente, em outro momento, poderia ter tido outro rendimento (no Benfica). Agora pode ser diferente. Se calhar, ali está num contexto muito favorável. Previa e fui um dos primeiros a achar bem que regressasse ao Brasil, porque está num clube onde foi feliz e talvez encontre novamente a felicidade", afirmou Rui Vitória ao site Record, de Portugal.

Na Europa, o artilheiro fez 14 partidas e dois gols, um pela Inter e outro pelo Benfica. No retorno ao Alvinegro da Baixada, em 2018, o atleta marcou 3 vezes em 3 partidas: na reestreia contra a Ferroviária, diante do São Caetano, na Vila Belmiro, e contra o São Paulo. Gabriel Barbosa fez 57 gols em 157 jogos em sua primeira passagem pelo Santos e, no meio da temporada de 2016,  foi negociado com a Inter de Milão, onde acumulou problemas e não foi aproveitado.

O técnico tricolor foi chamado de "burro" por parte da torcida do São Paulo (Foto: Rubens Chiri/ São Paulo FC)

Futebol

O São Paulo foi derrotado para o Santos por 1 a 0, no Morumbi, neste domingo (18), em jogo válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista. Apesar da impaciência de parte da torcida, o técnico Dorival Jr. destacou a evolução o time, deixando “um pouco” de lado o placar e o aproveitamento negativo da equipe em clássicos.

“O maior problema de uma equipe é não criar, mas temos criado e fizemos o mais difícil. Estamos muito próximos de um acerto nesse sentido, por isso continuo confiando no que está sendo desenvolvido. Fizemos um grande jogo, não temos que analisar unicamente o resultado, mesmo que quiséssemos demais. E buscamos”, analisou Dorival após derrota para seu ex-clube.

O tricolor paulista manteve 57% da posse de bola durante os 90 minutos, enquanto os santistas tiveram 43%. O time de Jair Ventura soube se posicionar sem a bola, priorizando a marcação e controlando os espaços do adversário. Gabriel foi feliz ao arriscar um tiro de fora da área e abrir o marcador.

Depois, foi mais do mesmo, o que irritou os 35 mil torcedores que compareceram ao Cícero Pompeu de Toleto. O São Paulo soube trabalhar a bola, mas encontrou dificuldades em furar a zaga bem armada pelo comandante do time da Baixada. A próxima partida do São Paulo é contra o Ituano, no estádio Novelli Júnior, em Itu, na quarta-feira (21), às 21h45.

Licitação deve ser totalmente atendida até maio deste ano (Foto:Lucas Dantas)

Cidade

A  CPTM entregou 34 dos 65 trens adquiridos por 1,8 bilhão de reais na licitação internacional, que terminou em 2016. As empresas do Consórcio Iesa – Hynday Roten (30 trens a R$ 788 milhões) e a espanhola CAF (35 trens por R$ 1 bilhão) já foram multadas diversas vezes pela demora na entrega dos equipamentos. 

Durante inauguração das obras da nova estação Francisco Morato, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), ressaltou que o processo de renovação de toda a frota da Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato) deve ser concluída até maio. O trajeto tem 19 novos trens em circulação e transporta 415 mil passageiros por dia útil.


“Temos nesta linha alguns trens ainda da década de 1950, com mais de 60 anos. Os novos trens têm vagões contínuos, que são mais seguros, maior motorização, câmeras de segurança e ar-condicionado. São mais confortáveis, seguros e silenciosos”, disse Alckmin.

 A Linha 11-Coral Expresso Leste (Luz-Guaianazes) também foi beneficiada com outros 15 veículos da nova frota. Pelo menos 500 mil pessoas por dia utilizam este percurso. Os demais trens ainda precisam ser entregues e passar pelos testes necessários. 

Greve começou e acabou na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/ Twitter)

Cidade

Cerca de 100 mil pessoas que utilizam o Corredor ABD, no horário de pico da manhã, e mais 90 mil passageiros de linhas intermunicipais que operam em Guarulhos tiveram seu percurso de ida ao trabalho prejudicado nas primeiras horas desta segunda-feira (19). As informações são da EMTU, empresa reponsável pela administração dos ônibus.  

Isto porque houve uma paralisação comandada por sindicatos de motoristas de ônibus locais. Segundo a EMTU, a ação não tem nenhuma relação com questões salariais.

De acordo com os grevistas, a iniciativa foi um protesto contra a Reforma da Previdência, que saiu da pauta da Câmara dos Deputados por causa da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

 Em Guarulhos, os ônibus de 85 linhas não puderam sair das garagens e a situação só começou a se normalizar a partir das 6h30. No Corredor ABD, o bloqueio do Terminal Santo André, por parte dos sindicalistas, paralisou os trólebus na entrada do terminal até às 9h15 e ainda provoca atrasos na operação de todo o Corredor. Só os ônibus a diesel puderam operar. No total, oito linhas foram afetadas com o bloqueio.

No ABC, os veículos trafegaram por caminhos alternativos, próximo ao Terminal, na tentativa de transportar os usuários ao longo do Corredor ABD. Em nota, a EMTU considerou a atitude "lamentável".

Bancos

Os bancários também aderiram à paralisação. Segundo o sindicato, 885 dos bancários votaram pela participação na greve em assembleias realizadas nos dias 8, 9, 14 e 15 deste mês nas agências e centros administrativos dos bancos nas sete regionais do sindicato em São Paulo e Osasco.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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