Com o triunfo, Santos subiu para a 13ª posição. Próximo compromisso é contra o Independente, na Argentina (Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC)

Futebol

A fase do Santos parece ter mudado. O time da Baixada Santista, que chegou a ficar mais de dois meses sem vencer, derrotou o Sport por 3 a 0 neste sábado, 18, na abertura da 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, voltou a triunfar na competição após sete jogos e deixou a zona de rebaixamento.

Eduardo Sasha, no primeiro minuto de jogo, Rodrygo e Victor Ferraz, no final do confronto, marcaram os gols que deram o triunfo à equipe alvinegra. O Santos pega o elevador e, agora, aparece na 13ª posição, com 21 pontos, um a mais que o Sport, que ocupa a 15ª colocação e acumula nove jogos seguidos sem vencer. A equipe pernambucana, que teve a estreia do técnico Eduardo Baptista, ainda não triunfou após a Copa do Mundo.

Foi a segunda vitória consecutiva da equipe treinada por Cuca e a primeira no torneio nacional após a Copa do Mundo. O último resultado positivo na competição havia sido justamente a última partida antes do Mundial da Rússia, o 1 a 0 sobre o Fluminense, no Rio de Janeiro.

Neste sábado, Cuca preservou alguns jogadores importantes, como Bruno Henrique e Rodrygo, e apostou nos gringos Carlos Sánchez e Bryan Ruíz. O time vem de sequência de jogos desgastante, incluindo o jogo da Copa do Brasil no meio da semana, que culminou com a eliminação para o Cruzeiro nos pênaltis. Os três jogadores que erraram as cobranças, Bruno Henrique, Rodrygo e Jean Mota, foram justamente os que não começaram a partida entre os titulares. Entre as novidades de Cuca, estavam em campo o paraguaio Derlis Gonzáles, o costa-riquenho Bryan Ruíz e o atacante Eduardo Sasha, de volta após se recuperar de lesão.

O resultado tranquilo é de certa forma enganoso, visto que os santistas, apesar de criarem mais oportunidades e possuírem maior volume de jogo, tiveram dificuldade para construir o resultado e só deslancharam na partida após Rógerio ser expulso e deixar o Sport com um a menos em campo no segundo tempo. A torcida voltou a comparecer em peso na Vila Belmiro e, além de apoiar a equipe em todo o jogo, colocou sal grosso ao redor do estádio para tentar espantar a fase ruim.

O Santos teve o jogo da próxima rodada, a 20ª, adiantado. Foi o empate em 1 a 1 com o Ceará. Assim, no meio da semana, o time santista terá compromisso pela Copa Libertadores. O adversário será o Independiente, da Argentina, na terça-feira, às 21h45, no jogo de ida das oitavas de final da competição sul-americana. O Sport volta a campo na quarta-feira, às 21 horas, quando recebe o América Mineiro na Ilha do Retiro.

O JOGO 

Com mudanças no setor ofensivo e tendo que vencer desesperadamente para se afastar da zona de rebaixamento, o Santos começou o jogo do jeito que o técnico Cuca gosta: em cima do adversário, apertando a saída de bola e com intensidade.

A estratégia deu resultado e o time alvinegro abriu o placar ainda no primeiro minuto da partida, com Eduardo Sasha. O atacante recebeu de Bryan Ruiz e, mesmo sem pegar em cheio, acertou o canto esquerdo de Magrão.

Liderado por Carlos Sánchez, que percorria larga faixa de campo, atuando como volante, meia e ponta, e Bryan Ruiz, que dava o toque de classe no meio de campo, o Santos sofreu algumas investidas do rival pernambucano, mas teve o domínio da primeira etapa e poderia ter descido ao vestiário com uma vantagem maior.

Na principal chance perdida, Gabriel foi acionado por Sánchez na esquerda da grande área e soltou a bomba, defendida pelo goleiro Magrão. O Sport respondeu com Hernane, que desviou cruzamento rasteiro de Rogério e quase empatou a partida.

No segundo tempo, o panorama seguiu o mesmo dos primeiros 45 minutos iniciais até o atacante Rogério ser expulso. Ele recebeu o segundo amarelo aos 11 minutos, após fazer falta por trás em Derlis González.

Com um a mais em campo, o Santos, então, sobrou. Foi muito menos atacado e, na frente, conseguiu resolver o jogo com o talento de seus atacantes.

Rodrygo, que começou o jogo na reserva, precisou de dez minutos em campo para ampliar a vantagem santista aos 36 minutos. A joia santista recebeu cruzamento rasteiro de González e só empurrou para o gol.

Dois minutos depois, Victor Ferraz aproveitou rebote na entrada da área e contou com o desvio em Fellipe Bastos na finalização para selar a vitória, que tira o time da zona de rebaixamento, mesmo que provisoriamente, e dá mais tranquilidade para a sequência da temporada.

Assista aos gols de Sasha, Rodrygo e Vistor Ferraz, que deram os três pontos ao Peixe


FICHA TÉCNICA

SANTOS 3 x 0 SPORT

SANTOS - Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Carlos Sánchez (Rodrygo) e Bryan Ruíz (Diego Pituca); Eduardo Sasha (Bruno Henrique), Derlis González e Gabriel. Técnico: Cuca.

SPORT - Magrão; Claudio Winck, Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Deivid (Fellipe Bastos), Ferreira (Morato), Gabriel e Marlone; Rogério e Hernane (Carlos Henrique). Técnico: Eduardo Baptista.

GOLS - Eduardo Sasha, a um minuto do primeiro tempo. Rodrygo, aos 36, e Victor Ferraz, aos 38 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa/PA).

CARTÕES AMARELOS - Alison, Derlis González, Victor Ferraz (Santos); Morato e Claudio Winck (Sport).

CARTÃO VERMELHO - Rogério (Sport).

RENDA - R$ 185.210,50.

PÚBLICO - 10.991 pagantes.

LOCAL - Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP).

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segundo Segóvia, ele foi mal interpretado em entrevista (Foto: Marcos Corrêa/ PR)

Política

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segóvia, disse nesta segunda (19) ao ministro do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso que não pretendeu “interferir, antecipar conclusões ou induzir o arquivamento” do inquérito sobre o presidente Michel Temer.

A explicação de Segóvia foi levada pessoalmente no fim da tarde ao ministro, relator do inquérito, após o magistrado cobrar explicações do diretor-geral da PF sobre uma entrevista dada à Agência Reuters na semana passada.

Na entrevista, Segovia disse que, no inquérito em que Temer e outros acusados são investigados pela PF, com autorização do ministro Barroso, os "indícios são muito frágeis" e sugeriu que o inquérito "pode até concluir que não houve crime".

Ao ministro, Segovia ressaltou que suas declarações foram ‘distorcidas e mal interpretadas”, que não teve intenção de ameaçar com sanções o delegado responsável pelo caso e também se comprometeu a não dar mais declarações sobre a investigação.

O encontro entre o ministro e o diretor-geral da Polícia Federal durou 30 minutos, mas não houve declarações públicas.

Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ambos ligados à Rodrimar, que opera no Porto de Santos, são acusados pelo suposto favorecimento da empresa por meio da edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017).

Em janeiro, ao responder por escrito aos questionamentos dos delegados responsáveis pelo caso, a defesa do presidente Temer declarou que ele nunca foi procurado por empresários do setor portuário para tratar da edição do decreto. Sobre o ex-deputado Rocha Loures, um dos investigados no inquérito, Temer disse que nunca o autorizou a fazer tratativas em seu nome. "Peço para realçar a impertinência de tal questão, por colocar em dúvida a minha honorabilidade e dignidade pessoal", escreveu.

Esportivo – Motor desenvolve 400 CV, tem aceleração de 0 a 100 km/h e é feita em apenas 3,7 segundos. Foto: Divulgação

Autos e Afins

Chega ao País o novo Audi TT RS Coupé, versão mais apimentada do TT Coupé. Equipado com motor 2.5 de cinco cilindros capaz de desenvolver 400 CV, o esportivo tem desempenho poderoso, dirigibilidade incrível e oferece boa estabilidade e segurança. Seu preço sugerido é de R$ 424.990.

Graças à utilização de ligas de metais leves, diminuição dos atritos internos e aprimorado desdobramento de potência, o novo motor 2.5 TFSI entrega um desempenho 17% maior, apesar de não haver mudança no deslocamento volumétrico de 2.480 cm³. O cárter e bloco do motor foram concebidos em ligas de alumínio, o que reduz seu peso em 18 kg. O propulsor 2.5l é compacto, medindo menos de 50 cm de comprimento, além de ser, no total, 26 kg mais leve que o anterior. Com 400 cv, ele oferece um nível de potência nunca antes atingido. 

O torque máximo de 480 Nm é oferecido entre 1.700 e 5.850 rpm, o que garante uma força surpreendente, acompanhada de um som inconfundível. Devido à sequência de ignição 1-2-4-5-3, alternando entre os cilindros externos e, por fim, no central, impõe um ritmo de funcionamento característico e especial.

O TT RS Coupé acelera de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos, o que corresponde aos níveis alcançados pelos superesportivos. A velocidade máxima é de 250 km/h, limitada eletronicamente. Apesar do aumento no desempenho, o modelo reduz o consumo de combustível.

 

Potência e diversão

A potência do motor 2.5 TFSI alcança o asfalto por meio do sistema de tração integral quattro acoplado à transmissão S tronic de sete velocidades, com trocas de marchas feitas em frações de segundo. A embreagem multidisco eletro-hidráulica, do sistema de tração, distribui a força de forma variável entre os dois eixos e conforme a necessidade. Isso assegura uma alta aderência ao piso aumentando ainda mais a diversão ao volante. A vetorização de torque contribui para uma condução ainda mais ágil, eficiente e segura.

Audi TT Motor

 

Ampla lista de equipamentos

A lista de equipamentos inclui Audi virtual cockpit, bancos esportivos de couro napa fina, acabamento interno em fibra de carbono, volante multifuncional esportivo com base aplanada revestido em couro, capas dos retrovisores na cor preto brilhante, escapamento esportivo RS, faróis Full LED, lanternas traseiras em Oled, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, além de câmera de ré, Audi drive select, sistema Keyless-Go, suspensão esportiva RS, Audi smartphone interface, sistema de som Bang & Olufsen e rádio MMI com sistema de navegação.

Audi TT Painel

Gabriel comemora gol junto ao elenco do Santos sobre o São Paulo (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Futebol

Gabigol não poderia ter início melhor no retorno ao Santos. Herói da vitória sobre o São Paulo neste domingo por 1 a 0, Gabriel Barbosa é visto com mais carinho por Rui Vitória, técnico do Benfica, de Portugal, seu último clube. 

"O Gabriel é um jogador de qualidade e fazer gols é algo em que tem facilidade quando aparece na cara do gol. Eventualmente, em outro momento, poderia ter tido outro rendimento (no Benfica). Agora pode ser diferente. Se calhar, ali está num contexto muito favorável. Previa e fui um dos primeiros a achar bem que regressasse ao Brasil, porque está num clube onde foi feliz e talvez encontre novamente a felicidade", afirmou Rui Vitória ao site Record, de Portugal.

Na Europa, o artilheiro fez 14 partidas e dois gols, um pela Inter e outro pelo Benfica. No retorno ao Alvinegro da Baixada, em 2018, o atleta marcou 3 vezes em 3 partidas: na reestreia contra a Ferroviária, diante do São Caetano, na Vila Belmiro, e contra o São Paulo. Gabriel Barbosa fez 57 gols em 157 jogos em sua primeira passagem pelo Santos e, no meio da temporada de 2016,  foi negociado com a Inter de Milão, onde acumulou problemas e não foi aproveitado.

O técnico tricolor foi chamado de "burro" por parte da torcida do São Paulo (Foto: Rubens Chiri/ São Paulo FC)

Futebol

O São Paulo foi derrotado para o Santos por 1 a 0, no Morumbi, neste domingo (18), em jogo válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista. Apesar da impaciência de parte da torcida, o técnico Dorival Jr. destacou a evolução o time, deixando “um pouco” de lado o placar e o aproveitamento negativo da equipe em clássicos.

“O maior problema de uma equipe é não criar, mas temos criado e fizemos o mais difícil. Estamos muito próximos de um acerto nesse sentido, por isso continuo confiando no que está sendo desenvolvido. Fizemos um grande jogo, não temos que analisar unicamente o resultado, mesmo que quiséssemos demais. E buscamos”, analisou Dorival após derrota para seu ex-clube.

O tricolor paulista manteve 57% da posse de bola durante os 90 minutos, enquanto os santistas tiveram 43%. O time de Jair Ventura soube se posicionar sem a bola, priorizando a marcação e controlando os espaços do adversário. Gabriel foi feliz ao arriscar um tiro de fora da área e abrir o marcador.

Depois, foi mais do mesmo, o que irritou os 35 mil torcedores que compareceram ao Cícero Pompeu de Toleto. O São Paulo soube trabalhar a bola, mas encontrou dificuldades em furar a zaga bem armada pelo comandante do time da Baixada. A próxima partida do São Paulo é contra o Ituano, no estádio Novelli Júnior, em Itu, na quarta-feira (21), às 21h45.

Licitação deve ser totalmente atendida até maio deste ano (Foto:Lucas Dantas)

Cidade

A  CPTM entregou 34 dos 65 trens adquiridos por 1,8 bilhão de reais na licitação internacional, que terminou em 2016. As empresas do Consórcio Iesa – Hynday Roten (30 trens a R$ 788 milhões) e a espanhola CAF (35 trens por R$ 1 bilhão) já foram multadas diversas vezes pela demora na entrega dos equipamentos. 

Durante inauguração das obras da nova estação Francisco Morato, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), ressaltou que o processo de renovação de toda a frota da Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato) deve ser concluída até maio. O trajeto tem 19 novos trens em circulação e transporta 415 mil passageiros por dia útil.


“Temos nesta linha alguns trens ainda da década de 1950, com mais de 60 anos. Os novos trens têm vagões contínuos, que são mais seguros, maior motorização, câmeras de segurança e ar-condicionado. São mais confortáveis, seguros e silenciosos”, disse Alckmin.

 A Linha 11-Coral Expresso Leste (Luz-Guaianazes) também foi beneficiada com outros 15 veículos da nova frota. Pelo menos 500 mil pessoas por dia utilizam este percurso. Os demais trens ainda precisam ser entregues e passar pelos testes necessários. 

Greve começou e acabou na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/ Twitter)

Cidade

Cerca de 100 mil pessoas que utilizam o Corredor ABD, no horário de pico da manhã, e mais 90 mil passageiros de linhas intermunicipais que operam em Guarulhos tiveram seu percurso de ida ao trabalho prejudicado nas primeiras horas desta segunda-feira (19). As informações são da EMTU, empresa reponsável pela administração dos ônibus.  

Isto porque houve uma paralisação comandada por sindicatos de motoristas de ônibus locais. Segundo a EMTU, a ação não tem nenhuma relação com questões salariais.

De acordo com os grevistas, a iniciativa foi um protesto contra a Reforma da Previdência, que saiu da pauta da Câmara dos Deputados por causa da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

 Em Guarulhos, os ônibus de 85 linhas não puderam sair das garagens e a situação só começou a se normalizar a partir das 6h30. No Corredor ABD, o bloqueio do Terminal Santo André, por parte dos sindicalistas, paralisou os trólebus na entrada do terminal até às 9h15 e ainda provoca atrasos na operação de todo o Corredor. Só os ônibus a diesel puderam operar. No total, oito linhas foram afetadas com o bloqueio.

No ABC, os veículos trafegaram por caminhos alternativos, próximo ao Terminal, na tentativa de transportar os usuários ao longo do Corredor ABD. Em nota, a EMTU considerou a atitude "lamentável".

Bancos

Os bancários também aderiram à paralisação. Segundo o sindicato, 885 dos bancários votaram pela participação na greve em assembleias realizadas nos dias 8, 9, 14 e 15 deste mês nas agências e centros administrativos dos bancos nas sete regionais do sindicato em São Paulo e Osasco.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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