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Sex, Nov

"É a confiança", diz treinador sobre Borja

Futebol

O técnico palmeirense Roger Machado "encheu a bola" dos colombianos Guerra e Borja após o empate por 2 a 2 contra o Linense, nesta quinta-feira (15), em duelo válido pelo Campeonato Paulista, no Allianz Parque. No entanto, o treinador também lamentou algumas ações defensivas de sua equipe.

"A gente iniciou a partida e logo abrimos o placar. Depois, até o gol de empate, entendemos em algum momento que o adversário ia ceder campo e se entregar, mas eles continuaram firmes. Foi um jogo franco, aberto. O adversário ocupou muito os lados. Talvez hoje tenha sido o jogo em que meus volantes mais fizeram cobertura lateral pela falta de cobertura dos setores laterais. Isso fez com que em alguns momentos a gente se defendesse com seis, e isso não é o que a gente deseja. Preciso ter mais gente defendendo, principalmente recompondo com mais velocidade”, comentou, citando também a etapa final do embate.

“No segundo tempo, a mesma dinâmica. Imprimimos um ritmo forte no começo, fizemos o nosso gol e novamente abrimos mão de continuar pressionando o adversário, entendendo mais uma vez que o adversário ia ceder campo. Mais uma vez, em alguns momentos, defendemos com seis em transição. Depois do empate, com as mudanças, o adversário se retraiu mais um pouco, mas não obtemos o terceiro gol", completou.

Autor dos dois gols do Palmeiras, o atacante Borja foi bastante elogiado pelo treinador. "Ele está começando o ano com o pé direito. No último jogo, em que ele também foi decisivo fazendo gol, ele teve um deslocamento muito grande pelo campo inteiro. Mencionei para o Borja que vou cobrá-lo a partir desse dado. É o dia a dia, o convencimento do atleta do que ele pode fazer, como estruturamos o time, a motivação... É a confiança. Mencionei hoje também na palestra que o gol que ele fez contra o Mirassol mostra que a confiança dele está de volta. Os ângulos estavam fechados e ele jogou a bola embaixo das pernas do goleiro", declarou o técnico, que exaltou a atuação de Guerra no ataque palmeirense.

"O Guerra foi muito bem, deu uma dinâmica boa pelo lado do campo. Disse antes do jogo que ele seria agudo pelo lado, mas também articulando por dentro. Foi assim no gol do Miguel. Ele veio do lado para a parte interna e conseguiu um belo lançamento. Ele se movimentou bem. Enquanto esteve em campo, foi um dos jogadores que alternaram a velocidade do jogo”, finalizou.

 Com o resultado, o Verdão segue invicto e na liderança do grupo C da competição com 19 pontos conquistados. O próximo compromisso do Palmeiras será no domingo (18), às 19h30, contra a Ponte Preta, em Campinas-SP, pela oitava rodada do Campeonato Paulista. Já no sábado (24), às 17h, será a vez de enfrentar o rival Corinthians, fora de casa, novamente pelo Estadual.

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Carille lamenta má atuação do Corinthians

Esporte

Após a derrota do Corinthians por 1 a 0 para o São Bento na noite da última quarta-feira (14), na Arena Corinthians, o técnico Fábio Carille não escondeu o incômodo com o segundo resultado negativo seguido da equipe do Parque São Jorge. Mesmo descontente, o treinador enxerga que o momento permite uma rápida evolução da equipe alvinegra.

“Faz parte do futebol. Não fizemos por merecer, temos de ser justos. A gente tem que jogar mais, e sabemos que podemos jogar mais. É bom que está acontecendo num momento que ainda dá para melhorar o time, trabalhar o que precisa trabalhar. Vamos fazer um bom jogo contra o RB para ir com confiança para o clássico e depois para a estreia da Libertadores”, disse o treinador.

Já na tarde desta quinta (15), o Corinthians enfrenta o Atlético-PR em jogo-treino no CT Dr. Joaquim Grava. De olho na partida contra o Red Bull Brasil, na próxima segunda (19), o Carille avaliará as condições físicas do elenco para ver quem participará da atividade.

“A partir de amanhã passamos a trabalhar o time para enfrentar o RB. Amanhã temos jogo-treino importante contra o Atlético-PR que será pesado, eles vêm com time principal. Vou ver as condições do grupo e escolher os 11 para continuar na competição”, finalizou.

Governador Luiz Fernando Pezão concordou com a intervenção

Nacional

O presidente Michel Temer decidiu, no início da madrugada desta sexta-feira (16) decretar intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro. O Exército passará a ter responsabilidade sobre as polícias, os bombeiros e a área de inteligência do Estado, inclusive com poder de prisão de seus membros. O interventor será o general Walter Braga Neto. Na prática, o oficial vai substituir o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), na área de segurança. A decisão do governo federal contou com o aval de Pezão.

Pela Constituição, cabe ao presidente do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), convocar sessão para que as duas Casas Legislativas aprovem ou rejeitem a intervenção em dez dias. O decreto, que será publicado ainda nesta sexta-feira, tem validade imediata. Enquanto a intervenção vigorar, não pode haver alteração na Constituição. Ou seja, nenhuma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pode ser aprovada. É o caso da reforma da Previdência, que começa a ser discutida na segunda-feira pela Câmara.A intervenção é prevista no artigo 34 da Constituição, segundo o qual "a União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para manter a integridade nacional". O artigo 60, parágrafo primeiro, diz que "a Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio".

A decisão pela intervenção foi tomada em uma reunião tensa no Palácio da Alvorada, com a presença de ministros e parlamentares No mesmo encontro, Temer bateu o martelo sobre a decisão de criar o Ministério da Segurança Pública. A proposta partiu do presidente do Senado. Não se trata de uma ideia nova, mas ela foi desengavetada agora pelo Palácio do Planalto na tentativa de emplacar uma agenda popular, a sete meses e meio das eleições.

Pesquisas encomendadas pelo Planalto mostram que a segurança é uma das principais preocupações da população, ao lado da saúde. Na avaliação de auxiliares de Temer, as iniciativas de decretar a intervenção na segurança pública do Rio e de criar um ministério para cuidar da área passam a imagem de que o governo federal não está inerte e age para enfrentar o problema, embora a competência no setor seja dos Estados.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), queixou-se de que não foi convidado a participar de reuniões sobre a crise na segurança desde o início da crise, e demonstrou irritação com o ministro da Justiça, Torquato Jardim. Inicialmente contra a intervenção no Rio, o deputado foi avisado de que seria responsabilizado publicamente pela crise na segurança do Estado, e acabou cedendo. Durante o encontro, a situação vivida no Rio foi comparada a uma "guerra civil".

 

Caso Borja seja vetado, Willian Bigode deve atuar como centroavante no clássico (Foto:Reprodução/Facebook)

Futebol

O colombiano Miguel Borja vive a melhor fase desde que chegou ao Palmeiras. Artilheiro do Paulistão, com 5 gols marcados, o centroavante foi poupado no confronto contra a Ponte Preta, neste domingo (18), que terminou em 0 a 0, para fazer um tratamento no joelho. Desta forma, ele é dúvida para o clássico contra o Corinthians, no próximo sábado (24), às 17h, em Itaquera, válido pelo Estadual.

Nas próximas semanas, o calendário dos clubes que disputam a Libertadores começa a ficar mais apertado. O Palmeiras, por exemplo, já estreia na competição continental no dia 1º de março, mas ainda não sabe contra quem e nem o local da partida, já que o adversário será conhecido apenas na próxima quinta-feira (22). Junior Barranquilla (COL) e Guarany (PAR) disputam uma vaga no grupo do Verdão. Na ida, na Colômbia, a equipe da casa venceu o rival paraguaio por 1 a 0. 

 Por conta da sequência desgastante de jogos, o técnico Roger Machado ainda não definiu se escalará o seu camisa 9 no dérbi. Caso Borja seja vetado pelo Departamento Médico, Willian Bigode deve ser a referência no ataque alviverde no clássico. 

Defensor atuava pela Ponte Preta e fez gol no Corinthians na final do Paulista - 2017 (Foto: Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians)

Futebol

O Corinthians oficializou na manhã desta segunda-feira (19) a contratação do zagueiro Marllon, ex-Ponte Preta. Ele assinou acordo para defender o seu novo time por quatro temporadas. O atletar de 25 anos já vinha realizando atividades físicas no CT Joaquim Grava, em São Paulo, e dependia apenas de ser aprovado nos exames médicos para ser confirmado como reforço

O Corinthians pagará R$ 1 milhão por 50% dos direitos econômicos do atleta, que pertenciam ao Cianorte, do Paraná. Revelado pelo Cruzeiro, o jogador comemorou o acerto enquanto assinava os papéis de seu contrato.

"Torcida corintiana, estamos juntos! Estou bastante feliz e mais motivado ainda para vestir essa camisa. Pode ter certeza de que vou dar a minha vida por este clube", afirmou o jogador, por meio de um vídeo reproduzido pelo Corinthians em sua página no Twitter, rede social na qual o atleta também aparece em outra publicação vestindo o uniforme da equipe.

Carioca, Marllon tem 1,86m de estatura e em sua carreira profissional atuou por Cruzeiro, Bangu, Flamengo, Duque de Caxias, Boavista, Rio Claro, Santa Cruz, Capivariano, Atlético Goianiense, Cianorte e Ponte Preta. Os seus principais títulos foram a Copa São Paulo de Futebol Júnior, conquistado com o time flamenguista, em 2011, e a Série B do Brasileiro de 2016, pelo Atlético-GO, quando também foi eleito o melhor zagueiro daquela edição da competição.

Willian vê muitas semelhanças entre Tite e Roger (Foto: Arquivo pessoal)

Futebol

O atacante Willian elogiou nesta quinta-feira, 1º, a forma como o técnico Roger Machado tem conduzido a gestão do elenco do Palmeiras. Na opinião do artilheiro do time na última temporada, o treinador tem conduta exemplar ao conversar com os jogadores, explicar as escolhas para a equipe titular e, assim, fazer até mesmo os reservas compreenderem a situação, não ficando desanimados por serem preteridos.

O jogador do Palmeiras citou o atual técnico da Seleção Brasileira, Tite, como um dos comandantes mais hábeis nesse trabalho de administração de grupo. “É o papel mais importante que eu vejo hoje [gerir grupo]. Temos uma referência que é o Tite, na Seleção, como ele faz a gestão dos atletas. Em um time grande lidar com essas situações é difícil, tem elenco com 30 atletas e 20 em alto nível podendo ser titular. Mas sabemos que todos estão aqui por méritos”, afirmou Willian, em entrevista coletiva.

Willian trabalhou com Tite no Corinthians, onde foram campeões do Campeonato Brasileiro, em 2011, e  da Copa Libertadores, em 2012. Essa convivência levou o jogador a comparar o treinador da Seleção a Roger Machado.

O atacante tem sido titular neste começo de ano e deve seguir no time neste domingo, contra o Santos, às 17h, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista.

Presença da atriz Daisy Ridley, que interpreta Rey, como protagonista em Star Wars, incomoda alguns fãs da franquia (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Em entrevista para o site IndieWire, o diretor e produtor J J. Abrams comentou as críticas feitas ao filme "Star Wars: Os Últimos Jedi", que estreou nos cinemas em dezembro de 2017. Logo após a estreia, um grupo de fãs começou a reclamar nas redes sociais que o filme, dirigido e escrito por Rian Johnson, tinha sido feito para "agradar feministas e justiceiros sociais" e que "transformava homens e brancos em vilões". 
 

Segundo o diretor, quem criticou o filme se sentiu ameaçado pelo aumento da representação feminina na saga. "O problema deles não é com 'Star Wars'. O problema deles é que eles se sentem ameaçados. A galáxia de 'Star Wars' é bem grande e é possível encontrar qualquer coisa que você queira por lá", disse Abrams, que dirigiu "Star Wars: O Despertar da Força".

"Se você é alguém que se sente ameaçado por mulheres e precisa descontar sua raiva nelas, então você encontrará um inimigo em 'Star Wars'. Essas pessoas podem assistir ao primeiro filme, "Uma Nova Esperança", e dizer que a Leia era muito respondona ou que era muito durona. Alguém que quer encontrar um problema em algo vai encontrar. Parece que a internet foi feita para isso", concluiu.

O Episódio IX, ainda sem nome definido, será dirigido por J.J. Abrams e está com estreia prevista para o dia 19 de dezembro de 2019. Antes disso, em 24 de maio de 2018, chega aos cinemas o spin-off "Han Solo: Uma História Star Wars".

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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