Palmeiras enfrenta o Cruzeiro na semifinal; datas e locais devem ser definidos na próxima quarta-feira, 22 (Foto: César Greco/Agência Palmeiras)

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Insistente, mas não brilhante. O Palmeiras sofreu com o campo molhado e com a retranca do Bahia até ser premiado por buscar a vitória na noite desta quinta-feira, 16. O time paulista ganhou por 1 a 0, no Pacaembu, com gol de Dudu no segundo tempo, para se classificar à semifinal da Copa do Brasil. Como o jogo de ida havia sido 0 a 0, a equipe avança e encara na próxima fase o Cruzeiro, seu algoz da edição do ano passado, nas quartas de final.

O empate sem gols no jogo de ida, em Salvador, e o fim do critério de desempate com o gol fora deixaram a partida tensa. Ao Bahia não bastava a simples tarefa de marcar um gol e tentar segurar o resultado de 1 a 1 ou 2 a 2, por exemplo. Já, para o Palmeiras, era preciso vencer e confirmar o fator casa, mesmo com atuação ruim e falta de criação de jogadas.

Em uma noite fria e chuvosa no Pacaembu, os corajosos torcedores viram no primeiro tempo o Bahia melhor em campo. O time nordestino acertou a trave com 14 minutos e teve outras chegadas perigosas sempre pelo mesmo caminho. Ao se aproveitar da falha de cobertura do Palmeiras nas laterais e contar com a armação de jogadas de Zé Rafael, o gol ficava perto.

O Palmeiras batalhou para superar a defesa adversária e só conseguiu achar espaços depois dos 20 minutos. A partir disso, o problema passou a ser os erros de finalização. Borja, Willian e Moisés perderam chances claras diante do goleiro Anderson, por falta de calma na hora de finalizar. O atacante colombiano ainda acertou a trave e furou uma finalização na pequena área antes do intervalo.

No segundo tempo, o Palmeiras tentou manter o ritmo forte. A equipe não marcava e notava que esses erros custavam mais caro. A torcida estava mais impaciente e contagiava os jogadores. Com apenas um armador, Moisés, o time não conseguia armar jogadas e era contido pelo adversário. O Bahia demonstrou clara vontade de levar a decisão para os pênaltis.

Quando a partida começava a ficar mais tensa e a torcida com reclamações intensas, o gol saiu. Aos 28 minutos do segundo tempo, Mayke cruzou e o baixinho Dudu apareceu livre de cabeça para fazer 1 a 0. O curioso é que pouco antes o meia Lucas Lima estava pronto para entrar. Como o gol saiu, ele voltou a se sentar no banco.

Depois disso prevaleceu o velho estilo de Felipão, classificado pela oitava vez à semifinal da Copa do Brasil em 12 participações. O técnico recuou o time e segurou o resultado para confirmar a classificação e o sexto jogo seguido sem levar gol.

Veja o gol de Dudu para o Verdão




FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 x 0 BAHIA

PALMEIRAS - Weverton; Mayke, Antonio Carlos, Edu Dracena e Diogo Barbosa; Bruno Henrique, Felipe Melo e Moisés; Willian (Hyoran), Dudu e Borja (Thiago Santos). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

BAHIA - Anderson; Bruno (Nino Paraíba), Tiago, Lucas Fonseca e Léo; Gregore, Elton, Vinícius (Élber) e Zé Rafael; Edigar Junio (Régis) e Gilberto. Técnico: Enderson Moreira.

GOL - Dudu, aos 28 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Bruno, Felipe Melo, Nino Paraíba, Borja.

ÁRBITRO - Marcelo de Lima Henrique (RJ).

RENDA - R$ 998.855,00.

PÚBLICO - 28.957 pagantes.

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

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Dorival cumprimenta Cueva pós-vitória sobre o CSA (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Esporte

O São Paulo venceu o CSA, de Alagoas, por 2 a 0, em jogo válido pela segunda fase da Copa do Brasil 2018, no estádio Rei Pelé, em Maceió, na noite desta quinta-feira (15). Para o técnico Dorival Júnior, a equipe tem evoluído, apesar do início de ano cansativo. 

Os gols foram marcados somente no segundo tempo pelos meias Nenê (3’, 2º) e Cueva (16’, 2º), garantindo acesso do tricolor na próxima fase do torneio - inédito no museu de troféus do Morumbi. A partida não foi de empolgar, principalmente no primeiro tempo, quando o SP procurava brechas na zaga do time da União e da Força. Porém, na segunda etapa, a equipe voltou mais consciente e conseguiu colocar em prática o que faz nos treinos.

“Voltamos para o segundo tempo mais conscientes. Isso foi importante para ter mais posse de bola. As jogadas que foram treinadas exaustivamente, as triangulações e conseguimos os gols. A marcação estava toda lá atrás, erramos nos passes, mas quando acertamos a movimentação, o Diego Souza saindo e alguém entrando no corredor, com uma marcação individualizada, começamos a atacar o espaço e a criar uma nova condição para o time”, disse Dorival.

Cueva comemorando gol contra o CSA Foto Rubens Chiri

Foto: Rubens Chiri - Divulgação São Paulo FC.NET

O comandante do time do Morumbi destacou o desgaste físico que o início de temporada causa. O São Paulo treinou por 10 dias e fez 8 jogos, o que dá uma média de três partidas por semana e embalou a quarta vitória consecutiva.

“Um jogo como este contra o CSA mostra tudo isso. As dificuldades do primeiro tempo e a mudança para segunda etapa. As críticas vão acontecer. Com 10 dias de treino não existe milagre. Se tem alguém a ser criticado não são os jogadores. Estamos no caminho certo. Vamos fazer um bom Paulista e uma boa Copa do Brasil”, completou o técnico.

O próximo compromisso da agenda do São Paulo é diante do Santos, às 17h, no Morumbi. Rodrigo Caio cumpre suspensão automática e Anderson Martins deve substituí-lo.

Juninho Capixaba fez gol contra e torceu o tornozelo. Atleta é dúvida contra o Palmeiras (Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

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Após o empate por 1 a 1 contra o Red Bull, em jogo válido pelo Campeonato Paulista, o técnico Fábio Carille afirmou que o Corinthians entrou concentrado na partida em Campinas, mesmo após o lateral Juninho Capixaba ter feito um gol contra bizarro - em lance que também teve falha do goleiro Cássio. 

“O time foi mais consistente, entrou mais concentrado e melhor posicionado. Acho que voltamos a fazer coisas do ano passado. Gostei do comportamento da equipe, mas infelizmente tomamos um gol depois de uma infelicidade”, disse o treinador em entrevista coletiva.

Com o empate, o Timão chegou aos 13 pontos e ainda lidera o Grupo A do Estadual. No próximo sábado (24), a equipe recebe o arquirrival Palmeiras, na arena em Itaquera, às 17h. Para esta partida, Carille não sabe se contará com lateral esquerdo Juninho Capixaba, que, além do gol contra, torceu o tornozelo e será avaliado ainda nesta terça.

“Eu tenho de estar com a cabeça tranquila, conversar com meus auxiliares, profissionais que trabalham para nos ajudar. Estamos ainda buscando um time, uma formação ( 4-1-4-1 ou 4-2-3-1), dependendo das características dos jogadores. Mas o bom é que estamos em um período que nos permite ter essas experiências”, completou o treinador corintiano. 

Caso Borja seja vetado, Willian Bigode deve atuar como centroavante no clássico (Foto:Reprodução/Facebook)

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O colombiano Miguel Borja vive a melhor fase desde que chegou ao Palmeiras. Artilheiro do Paulistão, com 5 gols marcados, o centroavante foi poupado no confronto contra a Ponte Preta, neste domingo (18), que terminou em 0 a 0, para fazer um tratamento no joelho. Desta forma, ele é dúvida para o clássico contra o Corinthians, no próximo sábado (24), às 17h, em Itaquera, válido pelo Estadual.

Nas próximas semanas, o calendário dos clubes que disputam a Libertadores começa a ficar mais apertado. O Palmeiras, por exemplo, já estreia na competição continental no dia 1º de março, mas ainda não sabe contra quem e nem o local da partida, já que o adversário será conhecido apenas na próxima quinta-feira (22). Junior Barranquilla (COL) e Guarany (PAR) disputam uma vaga no grupo do Verdão. Na ida, na Colômbia, a equipe da casa venceu o rival paraguaio por 1 a 0. 

 Por conta da sequência desgastante de jogos, o técnico Roger Machado ainda não definiu se escalará o seu camisa 9 no dérbi. Caso Borja seja vetado pelo Departamento Médico, Willian Bigode deve ser a referência no ataque alviverde no clássico. 

"É a confiança", diz treinador sobre Borja

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O técnico palmeirense Roger Machado "encheu a bola" dos colombianos Guerra e Borja após o empate por 2 a 2 contra o Linense, nesta quinta-feira (15), em duelo válido pelo Campeonato Paulista, no Allianz Parque. No entanto, o treinador também lamentou algumas ações defensivas de sua equipe.

"A gente iniciou a partida e logo abrimos o placar. Depois, até o gol de empate, entendemos em algum momento que o adversário ia ceder campo e se entregar, mas eles continuaram firmes. Foi um jogo franco, aberto. O adversário ocupou muito os lados. Talvez hoje tenha sido o jogo em que meus volantes mais fizeram cobertura lateral pela falta de cobertura dos setores laterais. Isso fez com que em alguns momentos a gente se defendesse com seis, e isso não é o que a gente deseja. Preciso ter mais gente defendendo, principalmente recompondo com mais velocidade”, comentou, citando também a etapa final do embate.

“No segundo tempo, a mesma dinâmica. Imprimimos um ritmo forte no começo, fizemos o nosso gol e novamente abrimos mão de continuar pressionando o adversário, entendendo mais uma vez que o adversário ia ceder campo. Mais uma vez, em alguns momentos, defendemos com seis em transição. Depois do empate, com as mudanças, o adversário se retraiu mais um pouco, mas não obtemos o terceiro gol", completou.

Autor dos dois gols do Palmeiras, o atacante Borja foi bastante elogiado pelo treinador. "Ele está começando o ano com o pé direito. No último jogo, em que ele também foi decisivo fazendo gol, ele teve um deslocamento muito grande pelo campo inteiro. Mencionei para o Borja que vou cobrá-lo a partir desse dado. É o dia a dia, o convencimento do atleta do que ele pode fazer, como estruturamos o time, a motivação... É a confiança. Mencionei hoje também na palestra que o gol que ele fez contra o Mirassol mostra que a confiança dele está de volta. Os ângulos estavam fechados e ele jogou a bola embaixo das pernas do goleiro", declarou o técnico, que exaltou a atuação de Guerra no ataque palmeirense.

"O Guerra foi muito bem, deu uma dinâmica boa pelo lado do campo. Disse antes do jogo que ele seria agudo pelo lado, mas também articulando por dentro. Foi assim no gol do Miguel. Ele veio do lado para a parte interna e conseguiu um belo lançamento. Ele se movimentou bem. Enquanto esteve em campo, foi um dos jogadores que alternaram a velocidade do jogo”, finalizou.

 Com o resultado, o Verdão segue invicto e na liderança do grupo C da competição com 19 pontos conquistados. O próximo compromisso do Palmeiras será no domingo (18), às 19h30, contra a Ponte Preta, em Campinas-SP, pela oitava rodada do Campeonato Paulista. Já no sábado (24), às 17h, será a vez de enfrentar o rival Corinthians, fora de casa, novamente pelo Estadual.

Willian vê muitas semelhanças entre Tite e Roger (Foto: Arquivo pessoal)

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O atacante Willian elogiou nesta quinta-feira, 1º, a forma como o técnico Roger Machado tem conduzido a gestão do elenco do Palmeiras. Na opinião do artilheiro do time na última temporada, o treinador tem conduta exemplar ao conversar com os jogadores, explicar as escolhas para a equipe titular e, assim, fazer até mesmo os reservas compreenderem a situação, não ficando desanimados por serem preteridos.

O jogador do Palmeiras citou o atual técnico da Seleção Brasileira, Tite, como um dos comandantes mais hábeis nesse trabalho de administração de grupo. “É o papel mais importante que eu vejo hoje [gerir grupo]. Temos uma referência que é o Tite, na Seleção, como ele faz a gestão dos atletas. Em um time grande lidar com essas situações é difícil, tem elenco com 30 atletas e 20 em alto nível podendo ser titular. Mas sabemos que todos estão aqui por méritos”, afirmou Willian, em entrevista coletiva.

Willian trabalhou com Tite no Corinthians, onde foram campeões do Campeonato Brasileiro, em 2011, e  da Copa Libertadores, em 2012. Essa convivência levou o jogador a comparar o treinador da Seleção a Roger Machado.

O atacante tem sido titular neste começo de ano e deve seguir no time neste domingo, contra o Santos, às 17h, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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