22
Seg, Out

Deyverson e Gustavo Gómez foram os responsáveis por acabar com o jejum (Foto:Cesar Greco/Agência Palmeiras)

Futebol

O Palmeiras esperou 16 anos para conquistar uma vitória sobre o São Paulo no Morumbi. E ela veio neste sábado de forma maiúscula. Os 2 a 0 na casa do adversário fizeram o time abrir vantagem de três pontos na liderança do Campeonato Brasileiro e deixaram o rival em situação complicada.

O São Paulo começou a partida empurrado por pouco mais de 50 mil torcedores. No entanto, esse apoio se transformou em cobrança já no intervalo, quando os jogadores deixaram o campo sob vaias e carregando o placar negativo de 2 a 0. Com a derrota, a equipe está com 52 pontos a quatro do líder Palmeiras, com 56.

O time alviverde agora tem a semana livre para treinar e se preparar para outro jogo importante na briga pela ponta da tabela. No domingo, dia 14, receberá o Grêmio. O São Paulo, no mesmo dia, visitará o Internacional em busca da reabilitação.

O triunfo palmeirense encerrou o jejum que vinha desde 20 de março de 2002 quando, pelo Torneio Rio-São Paulo, a equipe visitante venceu por 4 a 2. De lá para cá foram 24 jogos no Morumbi, com 15 vitórias do São Paulo e nove empates.

A vitória também quebrou a série invicta do time tricolor em seu estádio. Na atual temporada eram nove vitórias e quatro empates até então. E o principal motivo para colocar fim a todos esses números foram mais os erros do São Paulo do que os méritos do time palmeirense.

Os dois gols que desestruturam os anfitriões na etapa inicial vieram de vacilos na marcação. Até então o clássico vinha equilibrado, com marcação dura e forte no meio-campo. O primeiro lance de perigo veio por causa de uma confusão. Sidão foi sair jogando, Deyverson apareceu em sua frente. O goleiro deixou escapar a bola. O atacante chutou, mas Sidão defendeu com as mãos fora da área. No rebote, a zaga do Palmeiras afastou. O lance seguiu sem intromissão da arbitragem.

A partida seguida brigada e equilibrada. Rodrigo Caio segurou Deyverson e recebeu amarelo. Do outro lado, Gustavo Gómez subiu com os cotovelos em disputa com Bruno Peres e Felipe Melo entrou mais duro em Nenê. Ambos foram advertidos.

O Palmeiras saiu na frente em lance de bola parada. Aos 33 minutos, Dudu cobrou escanteio pela direita e Gustavo Gómez apareceu livre na área para mandar de cabeça para as redes. O São Paulo tentou pressionar, mas levou o segundo logo em seguida, em rápido contra-ataque.

Weverton tirou de soco, Mayke arrancou e tocou na direita para Dudu. O atacante chutou na trave. Na sobra, Mayke mandou novamente na área e Deyverson, livre na área, ampliou, de cabeça, aos 36 minutos.

O técnico Diego Aguirre tentou chacoalhar o time no segundo tempo com as entradas de Everton na vaga de Rodrigo Caio e Carneiro no lugar de Nenê. Mas a equipe seguiu abalada emocionalmente. Demonstrava nervosismo ao chegar ao ataque e errava muitos passes.

Os torcedores também não colaboravam e a cada bola perdida vinha o uníssono "ah". O Palmeiras passou a fazer seu papel. O time se encolheu um pouco e começou a jogar no erro do adversário.

O jogo esfriou. Felipão tentou ainda dar mais movimentação ao ataque com a entrada de Willian na vaga de Hyoran, o palmeirense com atuação mais discreta. E o próprio Willian assustou em chute da entrada da área.

O São Paulo foi chegar com perigo somente aos 38 em chute de Tréllez, em que Weverton caiu no canto direito para fazer a defesa. E o placar seguiu sem movimentação. Ao apito final do árbitro, mais vaias por parte dos torcedores do São Paulo.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 0 X 2 PALMEIRAS

SÃO PAULO - Sidão; Rodrigo Caio (Everton), Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Jucilei, Hudson, Nenê (Carneiro), Bruno Peres e Rojas; Diego Souza (Tréllez). Técnico: Diego Aguirre.

PALMEIRAS - Weverton; Marcos Rocha (Mayke), Luan, Gustavo Gómez e Victor Luis; Felipe Melo, Lucas Lima (Bruno Henrique) e Moisés; Dudu, Deyverson e Hyoran (Willian). Técnico: Felipão.

GOLS - Gustavo Gómez, aos 33, e Deyverson, aos 36 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO: Wilton Pereira Sampaio (GO).

CARTÕES AMARELOS - Rodrigo Caio e Rojas (São Paulo); Victor Luis, Felipe Melo e Dudu (Palmeiras).

RENDA - R$ 2.959.044,00.

PÚBLICO - 56.694 pagantes.

LOCAL - Estádio do Morumbi, em São Paulo.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

O técnico Levir Culpi apontou que o clima político do Santos, que passará por eleições presidenciais no fim do ano, vem afetando o desempenho do time dentro de campo. Essa foi a avaliação do treinador após o empate por 1 a 1 com o Sport, na Ilha do Retiro, na noite de quinta-feira, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

“Tenho certeza. Já trabalhei em vários clubes que tinham o mesmo problema. As eleições serão em dezembro e vocês já sabem o que vai acontecer”, afirmou Levir, que não tem permanência assegurada no Santos para 2018 e indicou pessimismo nas suas palavras sobre a possibilidade de seguir à frente do time.

 

Ao mesmo tempo, porém, o treinador assegurou que há boa relação entre jogadores e membros da comissão técnica do Santos, apontando que o time segue firme na briga por uma vaga na edição de 2018 da Copa Libertadores. “O ambiente está bom no elenco, mas nós queremos classificar o time para a Libertadores”, disse.

 

O empate com o Sport foi o terceiro consecutivo do Santos no Brasileirão e o impediu de se aproximar do líder Corinthians, o deixando com 50 pontos, na quarta colocação, a nove do primeiro colocado. Questionado se a equipe ainda tem chances de alcançar o rival, Levir se irritou na sua entrevista coletiva no Recife.

 

“É uma resposta boba. O que você quer que eu responda?. O Corinthians está muito na frente. A gente pode alcançar, é muito difícil, mas é possível. Temos que acreditar no trabalho e buscar a vitória. A pergunta foi inteligente, mas não existe resposta”, concluiu.

 

O Santos voltará a jogar pelo Brasileirão no domingo, quando vai receber o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro, pela 30ª rodada.

Antes de correr, é recomendado passar por exames médicos (Foto: Divulgação)

Saúde

Na hora de escolher qual exercício praticar, a maioria das pessoas se baseia nos níveis de queima de calorias, visando à eliminação dos indesejáveis quilinhos extras. Para esse objetivo, corrida e spinning (conhecido também como pedalada indoor) são ótimas opções.

Atividades aeróbicas rítmicas envolvem grande volume muscular. Segundo os cálculos gerais do American College of Sports Medicine, uma pessoa de 80 quilos queima cerca de mil calorias em uma hora de corrida. Já pedalando em uma velocidade constante de 18 a 25 km/h queima cerca de 850 calorias. “É claro que os dados são relativos. Apesar de existir um valor médio para a perda de peso, a intensidade é fator determinante”, comenta a Dra. Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

Entretanto, a corrida apresenta alguns aspectos negativos, pois oferece mais riscos de lesões que podem se tornar crônicas, principalmente no joelho, quadril e tornozelo. Já o spinning é mais suave por ser de baixo impacto, traz enormes benefícios ao sistema cardiovascular e ajuda a fortalecer pernas e coxas. Para produzirem resultados significativos, é fundamental a orientação de um especialista. A melhor atividade será aquela que a pessoa mais gosta e o recomendado pelo médico após avaliação. E, se liberado pelo especialista, pode, inclusive, associar as duas modalidades.  

Alunos que praticam esporte rendem 20% a mais que os que não praticam nenhum esporte (Foto: Divulgação)

Saúde

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Illinois (EUA) mostrou que os estudantes que praticam esportes regularmente têm um rendimento escolar 20% maior do que os outros alunos.

Os exercícios físicos ajudam a aumentar a concentração, fixando melhor o conteúdo estudado. Além disso, o esporte colabora para o convívio social, autoestima, pré-disposição, diminui a ansiedade, melhora a memória e as noites de sono.

Segundo Fabrício Cortezi, coordenador pedagógico do Sistema de Ensino pH, cada aluno tem o seu próprio rendimento e intercalar os estudos com o esporte pode proporcionar maior disposição. “O legal do esporte é poder se despir da mente e exercitar o corpo, assim se tem mais disposição para estudar depois”, afirmou.

Algumas sugestões são: futebol, vôlei, handball, musculação, basquete, natação e corrida ao ar livre. Todos eles podem ser praticados por homens e mulheres gratuitamente, em parques públicos. É importante verificar o condicionamento com um especialista antes de iniciar uma atividade intensa.

Rodriguinho fez os gols que levaram o Corinthians às decisões de pênaltis na semi e na final do Paulistão (Foto: Reprodução/ Facebook)

Futebol

O Paulistão deste ano talvez não tenha sido o melhor campeonato de Rodriguinho, mas foi neste torneio que ele se mostrou mais importante e deixou de ser coadjuvante no Corinthians. O meia assumiu a responsabilidade de ser o cérebro da equipe e, além de ditar o ritmo da equipe, conseguiu marcar gols importantes na campanha do bicampeonato estadual.
Aos 47 minutos do segundo tempo contra o time do Morumbi, quando o Corinthians parecia eliminado, ele usou a cabeça para manter o time vivo na disputa na vitória por 1 a 0 na arena corintiana no confronto de volta da semifinal. No último domingo, na grande finalíssima da competição, mais uma vez ele mostrou sua estrela e, no primeiro minuto, superou Jailson.

"Fico muito feliz de estar sendo decisivo em momentos importantes do time. Divido isso com meus companheiros. Todo mundo tem seu momento de protagonista, como fiz gol hoje (domingo), o Cássio pegou pênalti, Maycon fez gol contra o Bragantino... Todo mundo teve seu momento", comentou o meia, mostrando humildade.



A mudança do esquema tático, a queda de rendimento e a lesão de Jadson foram fundamentais para que Rodriguinho pudesse brilhar no Campeonato Paulista. No ano passado, ele teve destaque, mas os aplausos foram para Jô, Jadson e Guilherme Arana. Por isso, vencer o Palmeiras fazendo gol teve um gosto especial para o meio-campista.

"Foi incrível o que conseguimos fazer aqui. Nos reerguemos rapidamente depois da derrota (no primeiro jogo). No dia seguinte, todo mundo sabia que teríamos condições de vir aqui e sair com o título. Esse grupo está de parabéns por tudo o que foi feito no torneio. Temos de seguir fortes porque virão muitas batalhas pela frente", comentou.

Neste ano, tudo mudou. A esperança de ser convocado por Tite para a seleção e a mudança no esquema tático fizeram Rodriguinho crescer em campo e sua participação se tornou fundamental para a evolução do time. Quando ele não estava bem ou era bem marcado, como aconteceu no primeiro jogo da decisão, a equipe não rendia.

"Eu, se enfrentasse o Corinthians, a primeira coisa que faria era marcar o Rodriguinho. É o jogador que faz o time rodar", disse o técnico Fábio Carille, reforçando a importância do jogador.

A possibilidade de disputar uma Copa do Mundo, algo que parecia inimaginável para o jogador até o começo do ano passado, deu uma motivação extra ao jogador, que admitiu ter ficado frustrado por não ter sido convocado por Tite para os amistosos contra Rússia e Alemanha, os dois últimos testes antes do anúncio oficial dos convocados para a Copa do Mundo.

Entretanto, ele não deixou isso abalá-lo e, mesmo com a decepção de aparecer longe da lista dos que vão para a Rússia, manteve o bom futebol e se tornou o alvo dos adversários, para tentar parar o Corinthians. No primeiro jogo da decisão, por exemplo, o Palmeiras fez uma marcação especial em cima dele e isso ajudou a vencer a partida por 1 a 0.

Com o título do Paulistão, Rodriguinho sobe mais um pouco de patamar e consegue mostrar que também pode ser protagonista. Sorte de Fábio Carille e, quem sabe, de Tite.

Zucatelli foi um dos demitidos pela direção da Rede TV! (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando as demissões na Rede TV!. A emissora não consegue emplacar sua programação, até porque tem a menor audiência da TV aberta em São Paulo. Toda a sua grade não chega a 1%, com uma média apenas de 0.36%, muito pouco para um canal que se apresenta como competitivo.

Entretanto, apesar da emissora não ter uma programação atrativa, promoveu na semana passada uma série de demissões, começando por Celso Zucatelli, além da limpa no seu quadro de repórteres e apresentadores. A direção não tem parâmetros  para demitir, mesmo sabendo que não possui uma grade que possa atrair os telespectadores.

Para se ter uma ideia, o Departamento Comercial da Rede TV! cobra de qualquer concessionário que queira um horário na emissora a média de R$ 65 mil a hora, um preço não compatível com a audiência que possui, aliado a uma grande diferença no mercado de São Paulo.

A Rede TV!, apesar de ser uma emissora muito bem equipada, não consegue mudar o seu desempenho, até porque tem como opção para gerar receitas a locação de horários para as igrejas evangélicas. Com uma programação sem alternativa para atrair  os telespectadores, o canal não consegue pontuar no Ibope, perdendo, às vezes, até para a TV Cultura.

Com isso, comenta-se à boca pequena que a direção da Rede TV estuda a possibilidade de a emissora virar um canal  exclusivamente de esportes a partir do próximo ano. Tanto é verdade que a Rede TV já transmite os jogos da Série B e acaba de negociar os direitos para a transmissão do Campeonato Italiano. Talvez seja esse o único caminho.

O autor Carlos Lombardi voltou a tocar novamente o projeto Mamonas Assassinas,   que deverá virar filme e série a partir do segundo semestre deste ano, na Record TV. O projeto foi engavetado, no ano passado,  por falta de acordo entre as partes. Entretanto, agora, com a liberação, a iniciativa vai caminhar.

Os Experientes, seriado que a Globo começa gravar na próxima semana, terá Stênio Garcia e Rosamaria Murtinho, com previsão de estreia em junho, a partir das 23h. As gravações vão acontecer na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. A emissora pretende investir em séries e conquistar o horário das 23h definitivamente.

A TV Cultura deve mudar a sua grade de programação nos próximos dias. A emissora quer popularizar a sua grade, mas sem deixar de manter o cunho cultural que se propõe desde a sua fundação. A ideia é ter programas musicais, como novas opções para os seus telespectadores.

Frase final: “Se o conhecimento pode criar problemas, não é por meio da ignorância que podemos solucioná-los.” (Isaac Asimov)

Instalação é feita para atletas treinarem em melhores condições (Foto: Marivaldo Oliveira/AE)

Cidade

O muro de vidro, de 2,2 quilômetros de extensão, que deverá liberar a visão para a Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP), na Marginal do Pinheiros, está em fase final de construção e deve ser entregue até o fim de março. Nos próximos dias, a atual mureta de concreto deverá ser demolida.


Onde hoje fica a mureta de concreto começará a ser instalada uma calçada verde, com gramado entre as pistas da Marginal, sentido Interlagos, em um trabalho de paisagismo. Haverá um recuo entre a nova mureta transparente e as faixas de rolamento. O vidro é temperado, com dez milímetros de espessura e película de proteção.


O projeto foi apresentado em junho do ano passado. Em maio, inicialmente, a gestão João Doria (PSDB) havia proposto uma grade, mas foi levantado o problema de aumento de barulho e poluição do ar para os atletas que usam a raia. A solução foi a mureta de vidro, orçada em R$ 15 milhões, com custo pago por 12 empresas privadas – entre operadores de saúde e instaladores desse tipo de mureta

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.

Ex-capitão lidera em todas as pesquisas (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Nova pesquisa do BTG/FSB, divulgada nesta segunda-feira, 22,  mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aumentou sua vantagem dentro da margem de erro contra Fernando Haddad (PT). Segundo o levantamento, o ex-capitão conta com 60% dos votos válidos, contra 40% do adversário. A margem de erro continua sendo de dois pontos percentuais. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é dito ao entrevistado, o ex-militar caiu um ponto percentual, ficando com 48%, enquanto Haddad cresceu um ponto, chegando a 31%. Os votos brancos e nulos atingem 6%, enquanto 5% responderam “nenhum” e 11% não souberam opinar. Na intenção de voto estimulada, porém, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois. A pesquisa também abordou a decisão definitiva de votos de cada eleitor. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. A rejeição dos candidatos ficou em 52% para Fernando Haddad e 38% para Bolsonaro. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro.

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 
or
or

Articulistas

Colunistas

Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião

Crescimento do número de suicídios revela que sociedade brasileira está doente. Campanha Setembro Amarelo alertou para os riscos (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

Opinião

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião