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Bruno Henrique fez dois, comemorou aniversário e tomou um amarelo que o tira da "decisão" contra o Flamengo (Foto: JALES VALQUER/FRAMEPHOTO/AE)

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O Palmeiras derrotou o Ceará por 2 a 1 neste domingo, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, pela 30.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Aniversariante do dia, o volante Bruno Henrique comemorou os 29 anos de vida marcando os dois gols da vitória; Arthur descontou a favor dos cearenses. Com o resultado, o líder abriu vantagem para o Internacional na pontuação: 62 a 56.

O time gaúcho entra em campo nesta segunda-feira, quando recebe o Santos, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Na próxima rodada, quando não haverá jogos no domingo (28) por conta do segundo turno das eleições no País, o Palmeiras entrará em campo no sábado. Às 19 horas, visita o Flamengo, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Já o Ceará segue a sua batalha contra o rebaixamento no próximo dia 29: recebe o Atlético-MG, na Arena Castelão, em Fortaleza, às 20 horas.

Antes de voltar a campo pelo Brasileirão, no entanto, os palmeirenses têm compromisso pela Copa Libertadores. Nesta quarta-feira, enfrentam o Boca Juniors, às 21h45, no estádio La Bombonera, em Buenos Aires, na Argentina, pelo duelo de ida da semifinal. A segunda partida está marcada para a semana seguinte, em São Paulo. Quem passar desse confronto encara o vencedor de River Plate x Grêmio na grande decisão.



O JOGO - O Palmeiras abriu o placar em lance que gerou muita reclamação dos visitantes. Não que o volante Edinho não tenha colocado a mão na bola em disputa pelo alto com Willian dentro da área. O próprio jogador admitiria a infração no intervalo. O problema foi que nem o árbitro goiano André Luis de Freitas Castro nem seus auxiliares (incluindo o que estava atrás do gol defendido por Éverson) viram a irregularidade. Quem aparentemente "apitou" foi o quarto árbitro Marcio Soares Maciel.

Após muita confusão, Bruno Henrique não desperdiçou o pênalti assinalado e cobrou no centro do gol para abrir o placar. O mesmo jogador acertaria um lindo chute de fora da área, aos 34 minutos, para ampliar a vantagem e deixar o jogo aparentemente tranquilo. Bem, até Deyverson acertar uma solada completamente desnecessária na barriga de Richardson e ser expulso aos 45. Acabou até pedindo desculpas à torcida.

Completando o primeiro tempo elétrico no Pacaembu, Lisca, técnico do Ceará, também recebeu o vermelho após desentendimento com o banco de reservas palmeirense e deixou o campo provocando a torcida da casa e fazendo gesto com a mão como se o seu time estivesse sendo roubado.

Com um jogador a mais, o time cearense foi para cima e descontou rapidamente com Arthur, completando cruzamento de Leandro Carvalho pela direita aos 9 minutos. Aos 14, depois do escanteio, Arthur desviou de cabeça e a bola passou em frente à meta de Weverton. Nem Juninho Quixadá nem Edinho conseguiram desviar a bola para o gol.

Felipão tentou equilibrar o jogo apostando nos titulares que estavam no banco de reservas: colocou Dudu e Moisés nos lugares de Hyoran e Bruno Henrique, respectivamente. Deu certo, mas faltou capricho de seus comandados nos contra-ataques. Só Willian teve três ótimas chances de marcar o terceiro gol do Palmeiras, porém parou nas mãos de Éverson. No fim, valeu a experiência e o embalo do líder para garantir a quinta vitória consecutiva no campeonato.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 x 1 CEARÁ

PALMEIRAS - Weverton; Jean (Mayke), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Felipe Melo, Bruno Henrique (Moisés) e Lucas Lima; Willian, Deyverson e Hyoran (Dudu). Técnico: Felipão.

CEARÁ - Éverson; Samuel Xavier, Tiago Alves, Luiz Otávio e Felipe Jonatan (Ricardinho); Edinho (Felipe Azevedo), Richardson, Juninho Quixadá (Ricardo Bueno) e Calyson; Arthur e Leandro Carvalho. Técnico: Lisca.

GOLS - Bruno Henrique, aos 17 (pênalti) e aos 34 minutos do primeiro tempo; Arthur, aos 9 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Bruno Henrique, Diogo Barbosa, Hyoran, Lucas Lima e Mayke (Palmeiras); Richardson e Samuel Xavier (Ceará).

CARTÕES VERMELHOS - Deyverson (Palmeiras); Lisca (Ceará).

ÁRBITRO - André Luis de Freitas Castro (GO).

RENDA - R$ 1.178.690,00.

PÚBLICO - 33.355 pagantes.

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

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O técnico Levir Culpi apontou que o clima político do Santos, que passará por eleições presidenciais no fim do ano, vem afetando o desempenho do time dentro de campo. Essa foi a avaliação do treinador após o empate por 1 a 1 com o Sport, na Ilha do Retiro, na noite de quinta-feira, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

“Tenho certeza. Já trabalhei em vários clubes que tinham o mesmo problema. As eleições serão em dezembro e vocês já sabem o que vai acontecer”, afirmou Levir, que não tem permanência assegurada no Santos para 2018 e indicou pessimismo nas suas palavras sobre a possibilidade de seguir à frente do time.

 

Ao mesmo tempo, porém, o treinador assegurou que há boa relação entre jogadores e membros da comissão técnica do Santos, apontando que o time segue firme na briga por uma vaga na edição de 2018 da Copa Libertadores. “O ambiente está bom no elenco, mas nós queremos classificar o time para a Libertadores”, disse.

 

O empate com o Sport foi o terceiro consecutivo do Santos no Brasileirão e o impediu de se aproximar do líder Corinthians, o deixando com 50 pontos, na quarta colocação, a nove do primeiro colocado. Questionado se a equipe ainda tem chances de alcançar o rival, Levir se irritou na sua entrevista coletiva no Recife.

 

“É uma resposta boba. O que você quer que eu responda?. O Corinthians está muito na frente. A gente pode alcançar, é muito difícil, mas é possível. Temos que acreditar no trabalho e buscar a vitória. A pergunta foi inteligente, mas não existe resposta”, concluiu.

 

O Santos voltará a jogar pelo Brasileirão no domingo, quando vai receber o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro, pela 30ª rodada.

Além do filme "Boleiros", "Romeu e Julieta" e "O Corintiano" eternizaram uma das maiores rivalidades do planeta (Foto: Reprodução/Facebook)

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“Minha senhora, a senhora não sabe o que é um Palmeiras e Corinthians!”. A frase foi eternizada pelo ator Lima Duarte, no papel de Edil, técnico do Palmeiras, no filme “Boleiros”. Na trama, o treinador se irrita com a presença de uma Maria Chuteira, interpretada pela atriz Marisa Orth, no hotel em que o Verdão está concentrado, e profere as palavras para a moça.

Sempre que se aproxima o clássico entre as duas equipes, torcedores de ambos os clubes fazem questão de repetir a mesma frase nas redes sociais. Neste sábado, 24, a partir das 17h, os rivais se enfrentam pela nona rodada do Campeonato Paulista, na Arena Corinthians, em Itaquera. Mas, afinal, o que é um Palmeiras e Corinthians? O Metrô News ouviu dois jornalistas para entender a mística que envolve o duelo.

Vitor Guedes, corintiano e pai de Basílio – nome dado em homenagem ao ex-jogador do Corinthians, autor do gol que acabou com o jejum de títulos do Timão em 1977 -, afirmou que só considera clássico o jogo contra o Palmeiras.

“O Derby é o clássico dos clássicos.  É a tradução da São Paulo operária, dos imigrantes espanhóis e italianos. Clássico, para mim, é o Derby, com todo o respeito a todos os outros”, disse Guedes.

“O duelo mais marcante foi o primeiro que assisti no campo. Fui com meu pai e meus primos. Foi pelo Campeonato Paulista de 1987. Tinha 10 anos e deu Corinthians: 3 a 0. Dois gols de Everton e outro de Marcos, no Pacaembu”, relembrou o colunista do Agora S. Paulo.

Lima Duarte Marisa Orth Reprodução Twitter

Cena do filme Boleiros em que Edil (Lima Duarte) diz célebre frase a Maria Chuteira (Marisa Orth) (Foto: Reprdução/Twitter)

O palmeirense Fernando Galuppo destacou que a partida diante do Corinthians é a mais esperada pelos torcedores do Verdão. “Por ser tratar de uma das maiores rivalidades mundiais, é um jogo que desperta paixões. Sempre que sai a tabela de uma competição, a primeira coisa que nos chama a atenção é quando será o confronto diante do time de Parque São Jorge”.

Galuppo ainda afirmou que é difícil definir o clássico em palavras. “É pouco para transmitir o sentimento que este embate provoca na vida de palmeirenses e corintianos. É o maior jogo”. Para ele, o Derby mais marcante foi o disputado no dia 12 de junho de 1993. Na ocasião, o Palmeiras ganhou por 4 a 0 e se sagrou campeão paulista, após 16 anos sem ganhar títulos. “O tabu foi quebrado perante o maior rival com mais de 100 mil pessoas no Morumbi”.

Segundo um ranking divulgado pela tradicional revista inglesa FourFourTwo em 2016, o Derby é o 23º maior clássico do mundo. No ano passado, no dia 6 de maio, o confronto completou 100 anos de muitas histórias e rivalidade.

Juninho Capixaba fez gol contra e torceu o tornozelo. Atleta é dúvida contra o Palmeiras (Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

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Após o empate por 1 a 1 contra o Red Bull, em jogo válido pelo Campeonato Paulista, o técnico Fábio Carille afirmou que o Corinthians entrou concentrado na partida em Campinas, mesmo após o lateral Juninho Capixaba ter feito um gol contra bizarro - em lance que também teve falha do goleiro Cássio. 

“O time foi mais consistente, entrou mais concentrado e melhor posicionado. Acho que voltamos a fazer coisas do ano passado. Gostei do comportamento da equipe, mas infelizmente tomamos um gol depois de uma infelicidade”, disse o treinador em entrevista coletiva.

Com o empate, o Timão chegou aos 13 pontos e ainda lidera o Grupo A do Estadual. No próximo sábado (24), a equipe recebe o arquirrival Palmeiras, na arena em Itaquera, às 17h. Para esta partida, Carille não sabe se contará com lateral esquerdo Juninho Capixaba, que, além do gol contra, torceu o tornozelo e será avaliado ainda nesta terça.

“Eu tenho de estar com a cabeça tranquila, conversar com meus auxiliares, profissionais que trabalham para nos ajudar. Estamos ainda buscando um time, uma formação ( 4-1-4-1 ou 4-2-3-1), dependendo das características dos jogadores. Mas o bom é que estamos em um período que nos permite ter essas experiências”, completou o treinador corintiano. 

Caso Borja seja vetado, Willian Bigode deve atuar como centroavante no clássico (Foto:Reprodução/Facebook)

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O colombiano Miguel Borja vive a melhor fase desde que chegou ao Palmeiras. Artilheiro do Paulistão, com 5 gols marcados, o centroavante foi poupado no confronto contra a Ponte Preta, neste domingo (18), que terminou em 0 a 0, para fazer um tratamento no joelho. Desta forma, ele é dúvida para o clássico contra o Corinthians, no próximo sábado (24), às 17h, em Itaquera, válido pelo Estadual.

Nas próximas semanas, o calendário dos clubes que disputam a Libertadores começa a ficar mais apertado. O Palmeiras, por exemplo, já estreia na competição continental no dia 1º de março, mas ainda não sabe contra quem e nem o local da partida, já que o adversário será conhecido apenas na próxima quinta-feira (22). Junior Barranquilla (COL) e Guarany (PAR) disputam uma vaga no grupo do Verdão. Na ida, na Colômbia, a equipe da casa venceu o rival paraguaio por 1 a 0. 

 Por conta da sequência desgastante de jogos, o técnico Roger Machado ainda não definiu se escalará o seu camisa 9 no dérbi. Caso Borja seja vetado pelo Departamento Médico, Willian Bigode deve ser a referência no ataque alviverde no clássico. 

"É a confiança", diz treinador sobre Borja

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O técnico palmeirense Roger Machado "encheu a bola" dos colombianos Guerra e Borja após o empate por 2 a 2 contra o Linense, nesta quinta-feira (15), em duelo válido pelo Campeonato Paulista, no Allianz Parque. No entanto, o treinador também lamentou algumas ações defensivas de sua equipe.

"A gente iniciou a partida e logo abrimos o placar. Depois, até o gol de empate, entendemos em algum momento que o adversário ia ceder campo e se entregar, mas eles continuaram firmes. Foi um jogo franco, aberto. O adversário ocupou muito os lados. Talvez hoje tenha sido o jogo em que meus volantes mais fizeram cobertura lateral pela falta de cobertura dos setores laterais. Isso fez com que em alguns momentos a gente se defendesse com seis, e isso não é o que a gente deseja. Preciso ter mais gente defendendo, principalmente recompondo com mais velocidade”, comentou, citando também a etapa final do embate.

“No segundo tempo, a mesma dinâmica. Imprimimos um ritmo forte no começo, fizemos o nosso gol e novamente abrimos mão de continuar pressionando o adversário, entendendo mais uma vez que o adversário ia ceder campo. Mais uma vez, em alguns momentos, defendemos com seis em transição. Depois do empate, com as mudanças, o adversário se retraiu mais um pouco, mas não obtemos o terceiro gol", completou.

Autor dos dois gols do Palmeiras, o atacante Borja foi bastante elogiado pelo treinador. "Ele está começando o ano com o pé direito. No último jogo, em que ele também foi decisivo fazendo gol, ele teve um deslocamento muito grande pelo campo inteiro. Mencionei para o Borja que vou cobrá-lo a partir desse dado. É o dia a dia, o convencimento do atleta do que ele pode fazer, como estruturamos o time, a motivação... É a confiança. Mencionei hoje também na palestra que o gol que ele fez contra o Mirassol mostra que a confiança dele está de volta. Os ângulos estavam fechados e ele jogou a bola embaixo das pernas do goleiro", declarou o técnico, que exaltou a atuação de Guerra no ataque palmeirense.

"O Guerra foi muito bem, deu uma dinâmica boa pelo lado do campo. Disse antes do jogo que ele seria agudo pelo lado, mas também articulando por dentro. Foi assim no gol do Miguel. Ele veio do lado para a parte interna e conseguiu um belo lançamento. Ele se movimentou bem. Enquanto esteve em campo, foi um dos jogadores que alternaram a velocidade do jogo”, finalizou.

 Com o resultado, o Verdão segue invicto e na liderança do grupo C da competição com 19 pontos conquistados. O próximo compromisso do Palmeiras será no domingo (18), às 19h30, contra a Ponte Preta, em Campinas-SP, pela oitava rodada do Campeonato Paulista. Já no sábado (24), às 17h, será a vez de enfrentar o rival Corinthians, fora de casa, novamente pelo Estadual.

Willian vê muitas semelhanças entre Tite e Roger (Foto: Arquivo pessoal)

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O atacante Willian elogiou nesta quinta-feira, 1º, a forma como o técnico Roger Machado tem conduzido a gestão do elenco do Palmeiras. Na opinião do artilheiro do time na última temporada, o treinador tem conduta exemplar ao conversar com os jogadores, explicar as escolhas para a equipe titular e, assim, fazer até mesmo os reservas compreenderem a situação, não ficando desanimados por serem preteridos.

O jogador do Palmeiras citou o atual técnico da Seleção Brasileira, Tite, como um dos comandantes mais hábeis nesse trabalho de administração de grupo. “É o papel mais importante que eu vejo hoje [gerir grupo]. Temos uma referência que é o Tite, na Seleção, como ele faz a gestão dos atletas. Em um time grande lidar com essas situações é difícil, tem elenco com 30 atletas e 20 em alto nível podendo ser titular. Mas sabemos que todos estão aqui por méritos”, afirmou Willian, em entrevista coletiva.

Willian trabalhou com Tite no Corinthians, onde foram campeões do Campeonato Brasileiro, em 2011, e  da Copa Libertadores, em 2012. Essa convivência levou o jogador a comparar o treinador da Seleção a Roger Machado.

O atacante tem sido titular neste começo de ano e deve seguir no time neste domingo, contra o Santos, às 17h, no Allianz Parque, pelo Campeonato Paulista.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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