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Camisa dez exaltou parceria de ataque com Richarlison (Foto: Pedro Martins/MoWA Press)

Futebol

O atacante Neymar voltou a lamentar a queda precoce da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia e disse que "sofreu muito", mas comemorou os triunfos da equipe nos dois primeiros amistosos da competição. A equipe superou os Estados Unidos por 2 a 0, na sexta-feira, 7, e El Salvador por 5 a 0, nesta terça, 11, com o jogador do Paris Saint-Germain tendo marcado um gol em cada jogo, sendo ambos em cobranças de pênalti.

"A gente sabe o que sofreu na Copa do Mundo, eu particularmente sofri bastante. Então estar de volta a defender a seleção é um orgulho, uma honra", disse o atacante, que nesta terça-feira, em Washington, abriu o placar da goleada aos cinco minutos do primeiro tempo. "Estar de volta vencendo e fazendo gols e jogando com meus companheiros, da melhor forma possível", disse.

Neymar levou um cartão amarelo na partida e criticou o árbitro Jair Marufo. Ele assegurou não ter simulado uma falta na jogada, assegurando que foi derrubado e sofreu pênalti. "Sofri, sofri o pênalti, sofri a falta e mesmo assim levei o cartão. Isso é uma falta de respeito não só comigo, mas com todos do meu grupo", afirmou.

Além disso, Neymar elogiou o atacante Richarlison, destaque da partida e autor de dois gols. "Ele é um figura. Eu o parabenizo pela partida de hoje, por tudo que tem feito desde que chegou aqui. É um menino novo, que tem muito a evoluir, e fico muito feliz de não só ele ter feito gol, mas de ter feito a dança do pombo também", disse, aos risos, sobre a dança realizada pelo atacante na comemoração de um dos seus gol contra El Salvador.

Já Richarlison, após marcar seus primeiros gols pela seleção, afirmou esperar continuar atuando em alto nível para ser lembrado por Tite em 2019, na lista de convocados para a Copa América. "Agora é dar sequência no meu clube para poder estar vestindo a camisa da seleção novamente", afirmou.

Filho de Trump acompanhou o amistoso

O amistoso entre as seleções de Brasil e El Salvador foi acompanhado em um dos camarotes do FedEx Field por Barron Trump, de 12 anos e filho caçula do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Um dia antes do amistoso, o técnico Tite havia provocado o mandatário norte-americano ao exibir uma mão aberta para simbolizar os cinco títulos mundiais da seleção brasileira. "Talvez historicamente ele possa ser melhor informado", afirmara. O presidente dos Estados Unidos, no ultimo dia 28, recebeu o presidente da Fifa, Gianni Infantino e, na ocasião, disse em tom de brincadeira que a seleção teve um "probleminha" recentemente a uma jornalista brasileira.

Veja os gols de Brasil 5 x 0 El Salvador

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O técnico Levir Culpi apontou que o clima político do Santos, que passará por eleições presidenciais no fim do ano, vem afetando o desempenho do time dentro de campo. Essa foi a avaliação do treinador após o empate por 1 a 1 com o Sport, na Ilha do Retiro, na noite de quinta-feira, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

“Tenho certeza. Já trabalhei em vários clubes que tinham o mesmo problema. As eleições serão em dezembro e vocês já sabem o que vai acontecer”, afirmou Levir, que não tem permanência assegurada no Santos para 2018 e indicou pessimismo nas suas palavras sobre a possibilidade de seguir à frente do time.

 

Ao mesmo tempo, porém, o treinador assegurou que há boa relação entre jogadores e membros da comissão técnica do Santos, apontando que o time segue firme na briga por uma vaga na edição de 2018 da Copa Libertadores. “O ambiente está bom no elenco, mas nós queremos classificar o time para a Libertadores”, disse.

 

O empate com o Sport foi o terceiro consecutivo do Santos no Brasileirão e o impediu de se aproximar do líder Corinthians, o deixando com 50 pontos, na quarta colocação, a nove do primeiro colocado. Questionado se a equipe ainda tem chances de alcançar o rival, Levir se irritou na sua entrevista coletiva no Recife.

 

“É uma resposta boba. O que você quer que eu responda?. O Corinthians está muito na frente. A gente pode alcançar, é muito difícil, mas é possível. Temos que acreditar no trabalho e buscar a vitória. A pergunta foi inteligente, mas não existe resposta”, concluiu.

 

O Santos voltará a jogar pelo Brasileirão no domingo, quando vai receber o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro, pela 30ª rodada.

A seleção brasileira encerra nesta terça-feira contra o Chile, às 20h30, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, uma caminhada que começou preocupante e tumultuada, mas que termina de maneira positiva. Com a equipe classificada há algum tempo para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, exibindo um futebol consistente e de qualidade e de bem com a torcida. Por isso, o jogo também será de agradecimento ao torcedor, com um mosaico expressando o reconhecimento e um show do cantor Thiaguinho, entre outras atividades.

 

Em campo, a seleção terá a oportunidade de devolver a única derrota sofrida nestas Eliminatórias Sul-Americanas, justamente para o próprio Chile (2 a 0), em Santiago, na estreia. E poderá deixar o adversário fora da Copa, se mantiver o histórico de sempre vencê-lo em casa em jogos classificatórios ao Mundial (sete vitórias em sete confrontos até hoje) e resultados desfavoráveis aos chilenos, atuais terceiros colocados com 26 pontos, ocorrerem.

 

O técnico Tite mantém a base da equipe. Vai experimentar Ederson no gol e Alex Sandro permanece na lateral esquerda. Marquinhos estará na zaga e vai ser o capitão. “Não posso desestruturar a equipe demais. Se mexer demais, você perde a organização e a preparação”, justificou o comandante. “Não se pode atrapalhar o senso de equipe. Por isso que tomei o cuidado de não mexer excessivamente. Porque aí você vira Professor Pardal”.

 

O treinador lamentou o fato de o Chile correr risco de não ir à Rússia. “Em termos de equipes e de individualidades, são duas seleções que apresentam o melhor futebol da América do Sul”, analisou. Nem por isso o Brasil será “complacente” e diz que a seleção está preparada para neutralizar o jogo de triangulações, jogadas curtas e em profundidade que, espera, o adversário apresentará.

 

Escolhido capitão por seu alto nível de concentração, o paulistano Marquinhos, que será o 13.º jogador a vestir a braçadeira com Tite, disse ser uma ocasião especial, pois a sua família estará no estádio Allianz Parque. Ele espera um Chile forte ofensivamente. “O jogo deles é muito agressivo, tem peças muito fortes no ataque, que buscam o jogo de pressão” .

 

Juan Antonio Pizzi, argentino que dirige o Chile, sabe que a alternativa de sua seleção é conseguir um bom resultado e, por isso, tenta se ater ao presente e deixar de lado o retrospecto negativo contra o Brasil. “O histórico não tem incidência no jogo. As estatísticas são só estatísticas. Cada jogo e cada situação são diferentes”, afirmou.

 

Treino da Seleção no Allianz Parque. Lucas Figueiredo/CBF

 

Treino da Seleção no Allianz Parque. Lucas Figueiredo/CBF

O mercado financeiro manteve a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em 3,08%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada no site do Banco Central (BC) todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.

Para 2018, a estimativa para o IPCA é mantida em 4,02% há quatro semanas consecutivas. As projeções para 2017 e 2018 permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 7,5% ao ano. A expectativa do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 e de 2018 segue em 7% ao ano.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, foi mantida em 0,73% este ano, e em 2,5% para 2018.

O Brasil não se resume apenas a um Estado, tanto da federação quanto de “espírito”. Porém, ultimamente, o mundo da política parece se pautar por temas relacionados unicamente às movimentações palacionas de Brasília (DF), que nada mais são do que disputas pelo poder. É importante acompanhar os bastidores daquele universo paralelo e desconexo da realidade. No entanto, muitas outras situações relevantes para o País ocorrem fora dos limites da capital federal, que vive sob uma simbólica redoma de vidro.

Dali se assiste a toda a articulação de Michel Temer e seus “aliados”, para garantirem a imunidade e a sobrevivência no poder. Para isso, não importa quanto suas ações custarão ao País ou quão danoso este jogo é para a população, que não tem controle sobre aqueles que deveriam representá-la. Um exemplo da pobreza de espírito do Brasil foi a decisão de Aécio Neves em mudar a presidência do PSDB. O tucano – que estava afastado da liderança do partido, depois de ser gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS – reassumiu o cargo na última quinta-feira e, em seguida, destituiu o presidente interino Tasso Jereissati (CE). Para o lugar, foi indicado o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman.

Mas qual a relevância disso para a população? Pode-se afirmar que nenhuma, pois se Aécio tivesse indicado para o lugar de Jereissati uma melancia, não faria nenhuma diferença à Nação. No seu jogo, o que o senador mineiro fez foi garantir quatro ministérios para o seu partido – que podem ser perdidos, caso Jereissati vença as eleições internas do partido, em 9 de dezembro. Dois cenários se apresentam ao PSDB: perder ainda mais sua desgastada força política ou, caso o indicado de Aécio, o governador de Goiás Marconi Perillo, vença, ser coadjuvante do governo Temer. A questão pode definir o futuro do PSDB, mas os dois grupos de tucanos, bicudos que são, não se bicam. Perdem tempo dividindo mais uma vez suas forças e talvez a chance de se apresentarem como opção em 2018.

Decisivo para a seleção brasileira se classificar antecipadamente à Copa do Mundo de 2018, Tite teve o seu bom começo à frente da equipe nacional reconhecido nesta quinta-feira pela Fifa, quando foi um dos 12 nomes indicados ao prêmio de melhor técnico do mundo.

Tite está à frente da seleção brasileira desde junho de 2016 e, nesse período, registrou 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, com oito vitórias. Além disso, disputou três amistosos, com dois triunfos e um empate. E esse desempenho levou o Brasil a assumir a liderança do ranking de seleções da Fifa.

Agora, então, ele foi incluído entre os 12 indicados ao prêmio de melhor técnico do mundo por uma comissão da Fifa. Mas ele terá adversários que também realizaram grandes trabalhos nos últimos meses na disputa pela honraria, caso, principalmente, de Zinedine Zidane, campeão espanhol e da Liga dos Campeões pelo Real Madrid na última temporada.

A relação também conta com os italianos Massimiliano Allegri, campeão italiano e vice da Liga dos Campeões pela Juventus, Carlo Ancelotti, campeão alemão pelo Bayern de Munique, e Antonio Conte, campeão inglês pelo Chelsea. Os espanhóis Luis Enrique, que deixou o Barcelona ao término da última temporada, e Pep Guardiola, do Manchester City, foram indicados.

A lista também conta com os portugueses Leonardo Jardim, campeão francês pelo Monaco, e José Mourinho, campeão da Liga Europa pelo Manchester United. E a lista é completada pelos argentinos Mauricio Pochettino, do Tottenham, e Diego Simeone, do Atlético de Madrid, e por Joachim Löw, campeão da Copa das Confederações com a Alemanha e outro treinador indicado ao prêmio que está à frente de uma seleção, ao lado de Tite.

O vencedor do prêmio será escolhido através dos votos de treinadores de seleções nacionais, seus capitães, jornalistas e torcedores. A votação se encerrará em 7 de setembro e leva em consideração o período de 20 de novembro a 2 de julho. E os três finalistas serão anunciados ainda em setembro, assim como os dos outros prêmios distribuídos pela Fifa. A cerimônia de entrega está agendada para 23 de outubro, em Londres.

Um desses prêmios é o de melhor técnico de equipes femininas. E, nesse caso, a Fifa apontou nesta quinta-feira dez candidatos. São eles: Olivier Echouafni (seleção francesa), Emma Hayes (Chelsea), Ralf Kellermann (Wolfsburg), Xavi Llorens (Barcelona), Nils Nielsen (seleção dinamarquesa), Florence Omagbemi (seleção nigeriana), Gerard Precheur (Lyon), Dominik Thalhammer (seleção austríaca), Sarina Wiegman (seleção holandesa), Hwang Yong-Bong (seleção norte-coreana).

A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região multou Neymar, seus pais e três empresas que administram a carreira do atacante do Paris Saint-Germain em R$ 3,8 milhões. O valor corresponde a 2% da causa que bloqueou R$ 192,7 milhões em bens da família do jogador para garantir o pagamento de dívidas com a Receita Federal do Brasil.

 

Na decisão em que aplicou a multa, o desembargador Carlos Muta alega que a conduta de Neymar no processo “caracteriza litigância de má-fé e ato atentatório à dignidade da Justiça”. Ainda de acordo com o desembargador, a multa foi aplicada “em razão do caráter manifestamente protelatório do recurso manejado” pela defesa do jogador. Em outro trecho da decisão, Muta afirma que Neymar buscou “embaraçar a continuidade do processamento”.

 

O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região informou ao jornal O Estado de S.Paulo que a multa ainda não foi paga e que a defesa de Neymar não protocolou recurso contestando a cobrança. Advogado do jogador, Marcos Neder disse à reportagem que não poderia “comentar sobre o caso no momento”. A assessoria de imprensa do atleta foi procurada, mas optou por não se pronunciar.

 

Desde setembro de 2015, a Justiça mantém bloqueados R$ 192,7 milhões em bens do atacante do Paris Saint-Germain por causa de multas e impostos cobrados ao jogador pela Receita Federal. O valor inicial era de R$ 188 milhões, mas foi corrigido.

 

A acusação do Fisco é de que Neymar não quitou os seus tributos como pessoa física e teria usado empresas da família para pagar menos imposto. A alíquota do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) é de 27,5%, enquanto que a do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) varia entre 15% e 25%. Para a Receita Federal, inclusive, o jogador criou as empresas com o único objetivo de receber salário em forma de direitos de imagem e, assim, pagar menos tributos.

 

O bloqueio judicial abrange imóveis do jogador e de sua família em Santos, Guarujá, São Vicente, Praia Grande, São Paulo e Itapema (SC), além de um iate e um avião. O jogador pode usufruir dos bens, mas está impedido de negociá-los.

 

A Justiça vê riscos de Neymar e seus pais venderem o patrimônio e não pagarem os tributos. Por isso que os bens da família continuam indisponíveis por tempo indeterminado.

 

Em março deste ano, o jogador obteve vitória em processo fiscal julgado pelo Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), em Brasília, e seus advogados estimam que a decisão poderá reduzir a cobrança da Receita Federal entre 50% e 70%. A falta de comprovação dos efeitos práticos do julgamento do Carf, porém, fez com que a Justiça mantivesse indisponíveis os bens de Neymar.

 

Para evitar novos problemas com o Fisco, o contrato entre o atacante e o Paris Saint-Germain, assinado em agosto, prevê o pagamento apenas de salários, sem direitos de imagem. Neymar recebe 30 milhões de euros por ano (R$ 111,8 milhões pela cotação atual).

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!

Futuro do Ministério do Trabalho ainda é incerto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Nacional

O ministro extraordinário da Transição, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio Gaúcha, que a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) trabalha com duas propostas para o futuro do Ministério do Trabalho. Em uma delas, parte das atribuições da pasta será transferia para o futuro ministério da Produção, como deverá se chamar o atual Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em outra, essas funções seriam herdadas pelo futuro ministério da Cidadania. No primeiro modelo, o atual MDIC, que deve ceder a parte de comércio exterior para o futuro ministério da Economia, abrigaria as funções do Trabalho e também a secretaria de politicas públicas para o emprego. Já a concessão das cartas sindicais, que têm sido um "foco permanente de corrupção", para o futuro ministério da Justiça e da Segurança Pública, que será assumido pelo juiz Sérgio Moro no ano que vem. No segundo modelo, as funções do Trabalho vão para o ministério chamado Cidadania, que vai congregar desenvolvimento social, direitos humanos e ações para recuperar os dependentes de drogas. "Para sair de 30 ministérios para 15 ou 17, tem que fazer essa estruturação, e isso é bem complexo", comentou Lorenzoni.

"Não foi uma indicação de Toffoli. Eu ouço nessa área o general Heleno", disse Bolsonaro (Foto: Jose Cruz /Agencia Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse na tarde desta terça-feira, 13, que não consultou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, sobre a escolha do general da reserva Fernando Azevedo e Silva para ocupar a vaga de ministro da Defesa. Azevedo e Silva é um dos assessores de Toffoli no Supremo. "Não foi uma indicação de Toffoli. Eu ouço nessa área o general Heleno", disse Bolsonaro, referindo-se ao general Augusto Heleno Ribeiro, que será chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Bolsonaro anunciou Azevedo e Silva para a Defesa hoje cedo pelo Twitter. O novo indicado é amigo do presidente eleito desde os tempos do Exército. Governadores O presidente eleito confirmou presença amanhã no encontro que reunirá governadores dos Estados em Brasília. "Vou amanhã ao encontro dos governadores. O que eles querem eu também quero: dinheiro", disse ao chegar nesta tarde ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Bolsonaro, no entanto, reclamou que o convite para a reunião não foi acertado com ele. "Essa reunião não foi tratada comigo e nem com Paulo Guedes (futuro ministro da Economia). Não sei quem teve a ideia. Acho que foi o governador Doria (João Doria, governador eleito do Estado de São Paulo), mas nós não vamos decepcionar os governadores". O presidente eleito disse que a equipe econômica de seu governo trabalhará pedidos de renegociação de dívida dos Estados, porém destacou que a situação é difícil. "O Orçamento está complicado, mas vamos ver o que for possível fazer nessa questão de renegociação", disse.

Célia será a secretária da Pessoa com Deficiência (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/AE)

Cidade

O governador eleito de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou ontem o primeiro nome tucano de seu secretariado: a deputada estadual Célia Leão (PSDB), da região de Campinas. Ela será secretária da Pessoa com Deficiência na administração estadual a partir de 2019. Célia foi colunista do Metrô News no ano passado, mas se afastou devido à Legislação Eleitoral. Além dela, que encerra seu sétimo mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (não foi reeleita), Doria anunciou que o desembargador Paulo Dimas Mascaretti, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, será o secretário de Justiça. Dos nomes escolhidos até então para o secretariado de Doria, nenhum era do PSDB, o que gerou críticas do presidente da sigla em São Paulo, Pedro Tobias. “Acho estranho ele não ter indicado ninguém do PSDB. Doria precisa tratar o partido com mais carinho. O PSDB esteve ao lado dele na campanha”, disse o presidente estadual da legenda. Vinte e quatro anos depois de o PSDB chegar ao poder em São Paulo, o governador eleito está montando sua equipe sem consultar o partido, que já está fora dos principais cargos políticos do Palácio dos Bandeirantes.  A sigla tucana deixará de comandar, a partir de 2019, pastas estratégicas como a Casa Civil, que terá como titular Gilberto Kassab, presidente do PSD, e Secretaria de Governo, que terá suas atribuições absorvidas por Rodrigo Garcia (DEM). Na semana passada, Doria anunciou o médico José Henrique Germann, diretor Superintendente do Instituto de Consultoria e Gestão Albert Einstein, como secretário de Saúde, e Gustavo Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira, para Agricultura. *Com informações da Agência Estado
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Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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