Milene busca atrair visibilidade e patrocínio ao futebol feminino do Corinthians (Foto: Lucas Dantas)

Futebol

Ex-jogadora de futebol e conhecida como a “Rainha das Embaixadinhas” na década de 90, Milene Domingues assumiu recentemente o cargo de embaixadora do futebol feminino do Corinthians, clube que já defendeu como atleta.

“Pareço velha falando isto (risos), mas participei da primeira equipe feminina há cerca de 20 anos”, brincou Milene, que, aos 38 anos, já elegeu o seu maior desafio no novo trabalho. “É vencer o preconceito.  Tentar um patrocínio e uma visibilidade maior por parte da imprensa”, revelou em entrevista ao Metrô News. “O Corinthians é conhecido mundialmente, mas pouca gente sabe que temos um time feminino que foi campeão da Libertadores no ano passado”, disse.

Para a embaixadora corintiana, os veículos de comunicação nem sempre têm condições de transmitir um jogo feminino in loco por questões de estrutura. “Às vezes, não há condições básicas de transmissão. Digo em relação a cabeamento, internet...São detalhes que as pessoas acham tão normal porque no futebol masculino é normal ter. No feminino, não”, admitiu.

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Para este ano, parte deste problema será resolvido, já que a equipe mandará suas partidas do Paulista e do Brasileiro no Parque São Jorge.

“É um grande avanço.  Nos anos 90, nem nos meus melhores dias achava que jogaria no Parque São Jorge. Na época, eu jogava muito no campo do Parque Ibirapuera. Parque São Jorge era só para os homens. Chegamos a jogar uma vez antes dos homens, em uma partida preliminar, no Pacaembu. Foi o auge.  Isto em 97 ou 98”, relembrou. Agora, a meta é jogar na Arena Corinthians. 

“Vamos traçando objetivos. Com o apoio do Andrés [Sanchez, presidente do Corinthians] da Federação Paulista e da Conmebol mandar partidas em Itaquera é um sonho bastante possível e pode ser realizado rapidamente.  Não daqui dez anos que estarei velhinha, quero ver antes”, falou aos risos.

Enquanto não atua na arena, a equipe feminina estreia no Paulista, como visitante, contra o AD Centro Olímpico, dia 25 de março (domingo), às 15h, no CDC Maria Felizarda, zona sul da Capital. Já o primeiro jogo em casa, no Parque São Jorge, será diante do São José, 1º de abril (domingo), também às 15h. Milene, óbvio, espera contar com o apoio da torcida.

“As pessoas precisam se dar uma chance para olhar o futebol feminino. Porque, normalmente, elas já têm a opinião formada, sem ao menos dar o direito da visibilidade.  A gente costuma dizer entre nós: pode até não gostar, mas primeiro olha”, declarou.

“Depois, claro, pode até não gostar e a gente tem que respeitar. Mas que se dê a chance para as meninas mostrarem que o futebol feminino pode ser bem praticado e valorizado. Até porque tem meninas que jogam muito bem”, desabafou.

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Audax e Libertadores

O Corinthians não tem mais a parceria com o Audax. A união com o clube de Osasco durou por dois anos e rendeu uma Libertadores. Mesmo de fora à época, Milene aprovava o convênio.

“A parceria foi ótima. O Corinthians manteve a base do time campeão da Libertadores, cerca de 15 jogadoras.  A comissão técnica e o treinador (Arthur Elias) são exatamente os mesmos. É um trabalho que está indo para o terceiro ano junto. Isto nos dá uma boa perspectiva para o campeonato: manter o time, manter a comissão e o treinador. É um time novo porque é só Corinthians, mas que joga junto praticamente há três temporadas”, argumentou.

A embaixadora ainda comentou que o Timão conta com algumas atletas que compõem a Seleção sub-20. “E temos a Gabi Nunes, que se destacou na base do Brasil e agora atua na Seleção principal”.

Milene também comemorou o fato de a Conmebol exigir que os clubes mantenham um departamento de futebol feminino para disputar a Libertadores masculina. A obrigação passa a valer no ano que vem. “Isto facilitou bastante o futebol feminino ter apoio dos times. Se não forçar, não acontece nada. Agora todos vão ter que correr atrás”, finalizou.

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Jockey Club acumula cerca de 40% da dívida (Foto: Divulgação)

Cidade

Os 29 maiores clubes esportivos da cidade de São Paulo acumularam, juntos, uma dívida de R$ 620 milhões em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com a Prefeitura ao longo dos anos. Em comparação, esse valor bruto representa 1,1% do orçamento da administração pública aprovado pela Câmara Municipal para 2018 (R$ 56 bilhões).

Somente Corinthians, Palmeiras e São Paulo devem R$ 103 milhões aos cofres municipais, segundo cadastro da Prefeitura. As informações foram apuradas pelo jornal Folha de S. Paulo e publicadas ontem. O Verdão e o Tricolor têm um débito de R$ 50 milhões e R$ 24,1 milhões, respectivamente, somados sede e estádio. O Timão deve R$ 28,7 milhões, somente com o prédio do Parque São Jorge.

Existem casos em que as dívidas listadas se arrastam há muitos anos, desde a década de 1990 e a maioria dos clubes listados contesta a cobrança, alegando serem isentos do pagamento. A gestão de Bruno Covas (PSDB) argumenta que são muitos casos diferentes e que o benefício depende de vários requisitos. O Jockey Club de São Paulo é responsável por 40% da dívida, já que, no cadastro, registrou-se um valor de R$ 247,8 milhões. O São Paulo Golf Club deve R$ 63,4 milhões.

O Palmeiras e o Golf Club não se manifestaram, enquanto Corinthians e São Paulo disseram existir divergências na cobrança. O Jockey afirmou que negocia com a Prefeitura.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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