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Sex, Out

Milene busca atrair visibilidade e patrocínio ao futebol feminino do Corinthians (Foto: Lucas Dantas)

Futebol

Ex-jogadora de futebol e conhecida como a “Rainha das Embaixadinhas” na década de 90, Milene Domingues assumiu recentemente o cargo de embaixadora do futebol feminino do Corinthians, clube que já defendeu como atleta.

“Pareço velha falando isto (risos), mas participei da primeira equipe feminina há cerca de 20 anos”, brincou Milene, que, aos 38 anos, já elegeu o seu maior desafio no novo trabalho. “É vencer o preconceito.  Tentar um patrocínio e uma visibilidade maior por parte da imprensa”, revelou em entrevista ao Metrô News. “O Corinthians é conhecido mundialmente, mas pouca gente sabe que temos um time feminino que foi campeão da Libertadores no ano passado”, disse.

Para a embaixadora corintiana, os veículos de comunicação nem sempre têm condições de transmitir um jogo feminino in loco por questões de estrutura. “Às vezes, não há condições básicas de transmissão. Digo em relação a cabeamento, internet...São detalhes que as pessoas acham tão normal porque no futebol masculino é normal ter. No feminino, não”, admitiu.

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Para este ano, parte deste problema será resolvido, já que a equipe mandará suas partidas do Paulista e do Brasileiro no Parque São Jorge.

“É um grande avanço.  Nos anos 90, nem nos meus melhores dias achava que jogaria no Parque São Jorge. Na época, eu jogava muito no campo do Parque Ibirapuera. Parque São Jorge era só para os homens. Chegamos a jogar uma vez antes dos homens, em uma partida preliminar, no Pacaembu. Foi o auge.  Isto em 97 ou 98”, relembrou. Agora, a meta é jogar na Arena Corinthians. 

“Vamos traçando objetivos. Com o apoio do Andrés [Sanchez, presidente do Corinthians] da Federação Paulista e da Conmebol mandar partidas em Itaquera é um sonho bastante possível e pode ser realizado rapidamente.  Não daqui dez anos que estarei velhinha, quero ver antes”, falou aos risos.

Enquanto não atua na arena, a equipe feminina estreia no Paulista, como visitante, contra o AD Centro Olímpico, dia 25 de março (domingo), às 15h, no CDC Maria Felizarda, zona sul da Capital. Já o primeiro jogo em casa, no Parque São Jorge, será diante do São José, 1º de abril (domingo), também às 15h. Milene, óbvio, espera contar com o apoio da torcida.

“As pessoas precisam se dar uma chance para olhar o futebol feminino. Porque, normalmente, elas já têm a opinião formada, sem ao menos dar o direito da visibilidade.  A gente costuma dizer entre nós: pode até não gostar, mas primeiro olha”, declarou.

“Depois, claro, pode até não gostar e a gente tem que respeitar. Mas que se dê a chance para as meninas mostrarem que o futebol feminino pode ser bem praticado e valorizado. Até porque tem meninas que jogam muito bem”, desabafou.

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Audax e Libertadores

O Corinthians não tem mais a parceria com o Audax. A união com o clube de Osasco durou por dois anos e rendeu uma Libertadores. Mesmo de fora à época, Milene aprovava o convênio.

“A parceria foi ótima. O Corinthians manteve a base do time campeão da Libertadores, cerca de 15 jogadoras.  A comissão técnica e o treinador (Arthur Elias) são exatamente os mesmos. É um trabalho que está indo para o terceiro ano junto. Isto nos dá uma boa perspectiva para o campeonato: manter o time, manter a comissão e o treinador. É um time novo porque é só Corinthians, mas que joga junto praticamente há três temporadas”, argumentou.

A embaixadora ainda comentou que o Timão conta com algumas atletas que compõem a Seleção sub-20. “E temos a Gabi Nunes, que se destacou na base do Brasil e agora atua na Seleção principal”.

Milene também comemorou o fato de a Conmebol exigir que os clubes mantenham um departamento de futebol feminino para disputar a Libertadores masculina. A obrigação passa a valer no ano que vem. “Isto facilitou bastante o futebol feminino ter apoio dos times. Se não forçar, não acontece nada. Agora todos vão ter que correr atrás”, finalizou.

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Jockey Club acumula cerca de 40% da dívida (Foto: Divulgação)

Cidade

Os 29 maiores clubes esportivos da cidade de São Paulo acumularam, juntos, uma dívida de R$ 620 milhões em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com a Prefeitura ao longo dos anos. Em comparação, esse valor bruto representa 1,1% do orçamento da administração pública aprovado pela Câmara Municipal para 2018 (R$ 56 bilhões).

Somente Corinthians, Palmeiras e São Paulo devem R$ 103 milhões aos cofres municipais, segundo cadastro da Prefeitura. As informações foram apuradas pelo jornal Folha de S. Paulo e publicadas ontem. O Verdão e o Tricolor têm um débito de R$ 50 milhões e R$ 24,1 milhões, respectivamente, somados sede e estádio. O Timão deve R$ 28,7 milhões, somente com o prédio do Parque São Jorge.

Existem casos em que as dívidas listadas se arrastam há muitos anos, desde a década de 1990 e a maioria dos clubes listados contesta a cobrança, alegando serem isentos do pagamento. A gestão de Bruno Covas (PSDB) argumenta que são muitos casos diferentes e que o benefício depende de vários requisitos. O Jockey Club de São Paulo é responsável por 40% da dívida, já que, no cadastro, registrou-se um valor de R$ 247,8 milhões. O São Paulo Golf Club deve R$ 63,4 milhões.

O Palmeiras e o Golf Club não se manifestaram, enquanto Corinthians e São Paulo disseram existir divergências na cobrança. O Jockey afirmou que negocia com a Prefeitura.

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.

Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Confesso que essa batalha do #elenão e #elesim algumas vezes me deixa confuso. Afinal, quem é o seu “ele não”? Ou o “ele sim”? Parece que as pessoas têm medo de falar esse nome que supostamente não pode ser dito. Vejo um enorme questionamento sobre machismo. Geralmente, quem fala isso é uma mulher. Vi, inclusive, a vice do Haddad criticando o machismo e em uma certa frase ela usou a palavra feminismo três vezes. Eu fico confuso: o machismo é proibido, errado, questionado, uma coisa que deve ser totalmente excluída da sociedade, mas o feminismo radical pode? Sempre fui a favor dos direitos iguais. Há dez anos, quando ganhei a guarda definitiva do meu filho, defendia essa postura sem hipocrisia. Eu acho que não existe nenhuma diferença entre homem e mulher. Se fosse há 2 mil anos, quando tudo era à base da força física, faria sim diferença em uma caça, batalha, onde era necessário usar espada, ou armadura pesada para defender uma civilização. Mas hoje, você precisa de uma espada para decidir alguma coisa? Não, uma caneta decide. As mulheres são atuantes nas universidades e ocupam altos cargos. Sei que ainda existe diferenciação, fruto de uma cultura absurda, subdesenvolvida. Afinal, a mulher é tão capaz quanto o homem, e o contrário também, e ambos podem sozinhos gerir uma família, assim como aconteceu comigo. Eu administro as tarefas de ser pai, empresário, profissional e empreendedor. Fiquei com nosso filho porque chegamos a um acordo, o que não significa que eu, naquela situação, era melhor ou pior do que a mãe dele. Quem questiona o machismo, assim como quem questiona o feminismo ou a homossexualidade é tão preconceituoso ou mais do que aquele que está só externando a sua possibilidade ou vontade política. Essa campanha #elesim e #elenão, vou fazer isso ou vou fazer aquilo, é desgastante. Meu filho tem 12 anos e eu o criei sem a ajuda de ninguém, absolutamente sozinho, nem minha família tão pouco a da mãe dele. Sempre eu e ele a vida inteirinha. Basta a gente querer, e deixar o preconceito de lado. Daniel Toledo é Advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami

Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

Opinião

Bolsonaro nada de braçada no Estado de São Paulo onde, segundo a última sondagem do instituto Paraná Pesquisas tem quase 70% das intenções de voto do eleitorado local. Daí não ser surpresa o fato de tanto João Doria (PSDB) quanto Márcio França (PSB) desejarem e precisarem dos votos dos correligionários do capitão reformado para vencer a disputa ao Palácio dos Bandeirantes. França até que saiu na frente nesta disputa particular, ao obter de primeiro momento o apoio do futuro senador Major Olímpio (PSL), simplesmente o mais bem votado para o cargo em todo o País. Também obteve a preferência do Major Costa e Silva (DC), aliado de Bolsonaro e quinto colocado na disputa estadual. Mas Doria reagiu rápido. Primeiro atraiu o PRTB, partido do general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, e, em seguida, buscou uma aproximação direta com o próprio presidenciável, ao tentar um encontro com ele no Rio de Janeiro. Embora não tenha sido recebido, o ex-prefeito paulistano saiu de lá com um excelente recorte de uma declaração mais ampla do pesselista, que logo passou a ser usada na campanha do tucano. “Eu sei que ele (Doria) é uma oposição ao PT. Somos oposição ao PT. E eu sei que o outro lado, o França, tem o apoio velado do PT. Então, no momento eu desejo boa sorte ao Doria”, disse Bolsonaro, depois de destacar sua neutralidade na disputa paulista. França até que tentou descolar a eleição no Estado da polarização nacional, mas sem sucesso. Mas, por fim pode ser sugado pelo sentimento anti-PT que varre o País. Enquanto busca se afastar do seu vínculo histórico, seu adversário faz questão de explorá-lo. Com isso, as propostas vão ficando em segundo plano, mascaradas por ataques e tentativas de defesa de ambos os lados. Desta forma, segundo o Paraná Pesquisas, os dois estão em situação de empate técnico (52,3% de Doria contra 47,7% de França), inclusive com rejeição similar (39,8% contra 37%). Diante de linha tão tênue entre a vitória e a derrota, pode ganhar mais votos aquele que mais endurecer o discurso, ainda que, contraditoriamente, em um momento em que o presidenciável do PSL busca mais equilíbrio em suas falas. Ainda assim, quem conseguir convencer essa parte do eleitorado paulista que pode jogar no mesmo time do ex-militar do Exército certamente não ficará de urnas vazias.
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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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